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A casa assombrada

por Pedro Correia, em 31.10.08

As sondagens repetem-se, a tendência acentua-se. O PS detém-se no limiar da maioria absoluta, sem a alcançar devido ao crescimento dos partidos à sua esquerda que disputam eleitores palmo a palmo com a feroz rivalidade que costumava separar trotsquistas de estalinistas no tempo em que os amanhãs cantavam. O CDS, que recebeu um súbito balão de oxigénio nos Açores, luta pela sobrevivência ainda ligado à máquina. E o PSD - agora entregue a Manuela Ferreira Leite, "líder" tão volátil como os que a antecederam na sede da Rua de São Caetano à Lapa, que mais parece uma casa assombrada - confirma-se como um partido inútil para uma alternativa de poder em Portugal.

Exagero? Leiam com atenção a sondagem hoje publicada no Diário Económico: o "novo" PSD de Ferreira Leite consegue 28,7%. Apenas a pior marca de um ano que tem sido dominado pela crise.

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Les affaires sont les affaires

por Francisco Almeida Leite, em 31.10.08

Na recta final das presidenciais norte-americanas e em plena crise internacional, houve um caso - e este é o termo certo, "caso" - que passou despercebido ou entre os pingos da chuva. Dominique Strauss-Kahn, socialista e presidente do FMI, saiu incólume da polémica sobre uma ligação perigosa com uma economista sénior da instituição. Houve um inquérito interno e um relatório de investigação que condenou eticamente o envolvimento de DSK com Piroska Nagy, mas tudo ficou por aí. Consequências: zero. A actual crise internacional falou mais alto, porque nesta altura ninguém quis levantar ondas.

O editorial desta quarta-feira do The Wall Street Journal põe o dedo na ferida e recorda que Paul Wolfowitz, que foi presidente do Banco Mundial, não teve tanta sorte. Ele que antes de aceitar o lugar pôs tudo em pratos limpos. Eu acrescento: não teve sorte por ter sido um dos gurus de George W. Bush e por não ser de uma certa esquerda. O jornal diz que quem salvou DSK foram alguns europeus sofisticados. Concordo, mas se Wolfowitz fosse de esquerda, modernaço e com ligações aos media safava-se do caso. Como não era e não é, tramou-se. Dois pesos e duas medidas. É esta mesma esquerda, os sofisticados e os media que já elegeram Barack Obama, mesmo antes de ir a votos.

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Nas colunas

por João Villalobos, em 31.10.08
Billy Preston, Eric Clapton, Ringo Starr, Paul McCartney, Dhani Harrison, Marc Mann e outros, «My Sweet Lord»

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Ainda é sexta-feira?

por João Villalobos, em 31.10.08

Natalia Belova

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Y porque hoy es viernes...

por Maria Inês de Almeida, em 31.10.08

 

Gael García Bernal

 

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Emoções básicas (33)

por Luís Naves, em 31.10.08

Muitos autores da blogosfera portuguesa manifestam uma esperança (a meu ver deslocada) em relação aos eventuais efeitos revolucionários da vitória de Barack Obama nas presidenciais americanas de terça-feira. As sondagens apontam para uma grande vantagem do candidato democrata, mas a votação ainda não acabou, embora já possa estar decidida. A tendência favorece Obama, pelo que este texto parte do princípio de que será ele o próximo presidente dos EUA.

 

Vantagens em casa

A nova administração terá provavelmente duas vantagens: Congresso favorável e muitos aliados com imagem positiva, dispostos a aceitar as suas propostas. Mas estes factores serão temporários.

McCain não teria estas vantagens, mas o seu programa não seria muito diferente. O candidato republicano tem posição oposta ao do democrata em pouquíssimos temas, na questão do aborto, por exemplo. Mas nas restantes questões sociais, económicas ou de política externa, os dois candidatos concordam no essencial.

Uma administração Obama não acabará com a pena de morte ou com o porte de arma; nos casamentos homossexuais, Obama não é favorável, mas também não se opõe. Haverá maior esforço na educação das crianças pobres, mais impostos para os ricos e, na saúde, regras menos favoráveis para as seguradoras. Mas mesmo neste assunto, o candidato democrata é mais conservador do que a sua rival derrotada, Hillary Clinton.

No ambiente, Obama defende a liderança americana na redução de emissões com efeito de estufa, mas também é um entusiasta dos subsídios de etanol. Na regulação financeira, as diferenças em relação a McCain são mínimas; e, no comércio livre, Obama é menos entusiasta do NAFTA do que o adversário, mas apoia a globalização tal como ela existe. Imigração ou energia são outros exemplos de áreas onde há diferenças mínimas entre os dois.

 

No mundo

Na política externa, estão em causa pormenores, por muito que isso custe aos entusiastas. Obama pretende negociar com o Irão e McCain quer mais sanções; no Iraque, o candidato democrata defende que as forças americanas serão retiradas num prazo de ano e meio (até meados de 2011). McCain defende o mesmo, embora para 2013. Nenhum dos dois parece saber muito bem o que irá fazer no Afeganistão. E, ao contrário do que afirmam muitos observadores, a Rússia não é um problema para os Estados Unidos.

O estilo e a personalidade têm importância em política, mas também a experiência. Obama será provavelmente um presidente menos centralizador do que McCain seria, e talvez mais prudente.

No entanto, quem espera grandes mudanças está a antecipar um Barack Obama que não existe.

 

 

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Quando a realidade supera a ficção

por Filipa Martins, em 31.10.08

- Há rumores de que Palin seja candidata a Presidente em 2012...

- Hihihi... viste isso nos Contemporâneos?

- Não, no Público.

-

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O blog da semana

por Teresa Ribeiro, em 30.10.08

Nada daquela retórica chatíssima cheia de citações e excitações a certificar competências temperamentais, culturais e outras. A (Des) conversa de Mike é fluida e despretensiosa tanto quanto a prosa blogosférica pode ser. E reflecte sobretudo o desejo de partilha, que é o que mais me encanta nos seus posts.

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Vamos hoje para a varanda? (35)

por Maria Inês de Almeida, em 30.10.08

 

 

 

Onde fica esse lugar onde as árvores conversam? Gosto de imaginar que estamos então aí. Que ainda podemos pisar as poças da chuva e que colocamos salpicos de lama em vários beijos. Gosto de beijos molhados pela chuva.

Gosto da chuva porque imagino os teus dedos, sem recuos, a descolar alguns pedaços escorregadios do meu cabelo, no pescoço. Gosto da chuva quente, insinuante, que aconchega a roupa ao corpo. Não gosto da chuva que provoca medo, nem da que bate na janela invadindo o silêncio. Gosto da chuva para poder escrever o teu nome nos vidros. Gosto da chuva cansada para correr lado-a-lado com ela. Gosto quando, depois da chuva e da trovoada, se adivinha o arco-íris. Um dia, vi um partido ao meio por uma nuvem. Tu estavas numa ponta e eu noutra.

Gosto da chuva porque me acentua a tua presença. Gosto de abrir as portas da varanda e ficar a ouvir a chuva a cantar.

E o que sei eu de ti para poder imaginar gostar de estar contigo à chuva? Poderá a chuva arrefecer-nos?

 

 

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MEC

por Francisco Almeida Leite, em 30.10.08

- O Paulo Portas também bebia?

- Não. O Paulo era só comprimidos.

 

A entrevista do Fernando Esteves ao Miguel Esteves Cardoso na Sábado é absolutamente imperdível.

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Com uma vénia a Ana Gomes

por Pedro Correia, em 30.10.08

"Como socialista, tenho vergonha destes números."

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Crise?

por Maria Inês de Almeida, em 30.10.08

 

Oiço que Barack Obama gastou cerca de 6 milhões de dólares num anúncio de 30 minutos. Haverá 30 minutos mais caros que estes?

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Emoções básicas (32)

por Luís Naves, em 30.10.08

 

Vitória de Pirro

No terceiro século antes de Cristo, um general grego, Pirro de Epiro, lançou uma campanha militar contra Roma e venceu vários combates que lhe custaram os melhores soldados do seu exército. Após uma dessas batalhas, disse famosamente que se tivesse mais uma vitória como aquela, isso representaria o seu fim.

O episódio deu origem à expressão “vitória pírrica”. Se os custos de um triunfo forem excessivos, uma vantagem táctica temporária pode facilmente transformar-se em derrota estratégica.

 

O exemplo húngaro

Em 2006, os socialistas húngaros (MSzP) venceram as eleições no seu país, com um primeiro-ministro (na imagem, à direita) que chegara à chefia do partido em 2004, Ferenc Gyurcsány (lê-se Ferentz Giurtxaine). O novo líder parecia mais dinâmico e substituíra um primeiro-ministro socialista impopular, no poder desde 2002.

Poucos meses depois da vitória, foi divulgada uma gravação de uma reunião partidária que ocorrera alguns dias após as eleições. Na ocasião, o primeiro-ministro disse (e numa linguagem franca que chocou a opinião pública) que o partido mentira durante dois anos e meio, para ganhar as eleições.

Houve um escândalo e o partido no poder tem vivido um martírio. Se houvesse eleições agora, o MSzP seria massacrado e a oposição conservadora obtinha dois terços do parlamento.

Na realidade, em 2006, os socialistas húngaros conseguiram uma vitória pírrica de elevado custo para o seu país. O défice orçamental chegou a ultrapassar 9% e o país endividou-se alegremente, vivendo muito acima das posses, com um défice da balança de transacções semelhante ao português e que só os islandeses superavam, com os resultados cobnhecidos.

 

Ilusões

Em busca dos eleitores, o governo húngaro continuou a abrir os cordões à bolsa, carregando nos impostos. A economia perdeu competitividade, a taxa de crescimento foi descendo.

A vizinha Eslováquia fez as mudanças que os conservadores húngaros tentaram entre 1998 e 2002 e que os socialistas travaram: reforma fiscal, competição, apoio às empresas, aposta num crescimento rápido. O partido liberal eslovaco que seguiu esse caminho perdeu as eleições, mas o resultado foi uma economia dinâmica, capaz de entrar na zona euro.

Por outro lado, tendo perdido a sua oportunidade, a Hungria está à beira da bancarrota e vai agora receber um pacote de emergência do FMI e do Banco Central Europeu. A moeda local caiu 20% este mês, depois da população ter perdido poder de compra durante dois anos. A partir de agora, os cortes sociais serão cegos e à bruta. O país vai viver uma cruel recessão durante um bom par de anos e levará talvez meia década a recuperar do descalabro. Gyurcsány dificilmente aguentará até 2010.

O que nos ensina esta história? Que em política a mentira dá origem a vitórias pírricas. Ocultar a verdade à opinião pública, insistir na propaganda, repetir à exaustão as mesmas fantasias, tudo isto leva ao desastre, pois a realidade não tem compaixão pelos que vivem num estado de ilusão sistemática.

 

 

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Adorei

por Luís Naves, em 30.10.08

Isto é muito bom.

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Vamos hoje para a varanda? (34)

por João Villalobos, em 30.10.08

 

 

Desconheço que flor, se gatos ou cães, sequer onde nasceste. Apenas conheço de ti essa luz que entregas. Não te levei ainda a um lugar onde as árvores conversam, antigas como avós. Ou até aos dias em que era pequeno e falava alto com alguém que os outros não viam. Quase como agora.
Qual a cor, qual o sabor e em que dobra secreta da tua pele acordas quando te beijam? Hoje chove. Gostas da chuva? Às vezes não sei quem és fora de mim.

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Ouch!

por João Villalobos, em 30.10.08

 

O anúncio dos cinco milhões de euros não é este

mas outro cujo conteúdo pode ser lido aqui

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O coice do dia

por João Villalobos, em 30.10.08

«Numa cidade em crise absoluta, cujo município parece não ter programa, políticas ou discurso, em que os prejuízos colossais das empresas municipais não coíbem os respectivos gestores de comportamentos como os apontados no caso Gebalis, não é possível admitir que o maior investimento previsto pelo Estado para Lisboa vá no sentido da diminuição dos direitos dos munícipes».

Miguel Gaspar, no Público

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Para a nossa Teresa

por João Villalobos, em 30.10.08

«O mau romance é aquele que conta uma história»

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Son ami Sócrates

por Pedro Correia, em 29.10.08

Acabo de ouvir Mário Soares no seu habitual programa da RTP. Faz duríssimas críticas a todos os dirigentes europeus - Angela Merkel, Gordon Brown, Nicolas Sarkozy...

Todos? Todos não. Abre uma calorosa excepção para José Sócrates, "uma pessoa responsável, com coragem". Sobre as legislativas do próximo ano, parece não ter dúvidas: "Acho que as pessoas vão escolher outra vez o Sócrates."

Não sei se isto é serviço público. Mas é seguramente um excelente serviço prestado pelo fundador do PS ao actual secretário-geral do seu partido. No mesmo canal em que Marcelo Rebelo de Sousa se viu recentemente forçado a reduzir para metade as suas intervenções em antena por determinação dos cronometristas da ERC, legitimamente preocupados com a salvaguarda da equidade política.

Temo o pior. Será que o cronómetro subitamente se avariou?

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Uma chatice

por João Villalobos, em 29.10.08

Luís Ferreira Lopes deu um verdadeiro "baile" à líder do PSD e a líder do PSD tergiversou e repetiu à exaustão a única coisa consistente até agora supostamente apresentada como alternativa diferenciadora, no que respeita à política económica do partido: Nada mais do que o programa que Luís Marques Mendes já criara no que respeita ao apoio às PME's e que desde aí tem rendido o peixe das direcções seguintes, como uma vez mais se provou com o artigo de Aguiar Branco publicado há dias no "Meia Hora".

No fundo, entre «as empresas e as famílias», Ferreira Leite encontra-se na posição de alguém que não percebe que uma coisa não é a outra e é incapaz de escolher. Para além disso, quando a interrogaram claramente sobre se o PS tem hipóteses de perder a maioria absoluta, respondeu «Haaaaaa....». E não bastando tudo isto, nos últimos minutos da entrevista pareceu-me que ainda conseguiu arranjar fôlego para atacar o sistema bancário. Finalmente, encostada à parede na recta da meta, invocou a sua «palavra de honra» para garantir que não percebia o que lhe perguntavam. Eu, também sob palavra de honra , asseguro que não percebi o que ela respondia. Mas de uma coisa estou certo: No final, ela e ambos os jornalistas sairam certa e igualmente mal dispostos. Uma chatice.

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