Domingo, 30 de Setembro de 2007
Pequeno Comércio
Vejo nas escutas telefónicas publicadas no Sol relativas a Março e Abril de 2005 que o actual ministro da administração interna, Rui Pereira, beneficiou da confluência de uma rede de interesses que inclui Paulo Portas (com acesso directo a Jorge Sampaio por via do pai, o arquitecto Nuno Portas), Abel Pinheiro (de quem será colega de loja), José Sócrates e Fernando Marques da Costa (outro "avental") no sentido de influenciar Jorge Sampaio a demitir Souto Moura e a escolhê-lo como PGR. Pelo meio, há indicações de contrapartidas: informar o PP da existência de inquéritos do Ministério Público que envolvam o partido.
Não é que eu esteja escandalizada. Só não consigo deixar de ficar surpreendida com a rede de interesses subterrâneos que mina as regras da democracia e de achar, mais uma vez, que Souto Moura foi muito sub-estimado.
Espero que José Sócrates também esteja surpreendido. Espero que o Ministro da Administração Interna se explique. Mas desconfio que não o vai fazer.


publicado por Cristina Ferreira de Almeida
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Fora de série (9)
Que saudades da série The Fugitive que a RTP2 em tempos passava religiosamente às oito horas da noite e a que eu, também religiosamente, assistia dia sim dia sim. Lembro-me da ansiedade que antecedia o início de cada episódio, que eu via a preto e branco numa enorme Nordmende. Ansiedade é, aliás, a melhor palavra que encontro para definir o que se passava em todos e em cada um dos episódios. O bom do dr. Richard Kimble sempre em perseguição do One-Armed Man que ele sabe ter assassinado a sua belíssima mulher. Incansável, Kimble (interpretado por David Janssen) percorre os EUA de lés a lés, movido por um sentimento de raiva e de vingança pelo que perdeu, o amor da sua vida.
No meio da sua saga, Kimble, com uma moral cristã acima de toda a prova, encontra sempre tempo, forças e disponibilidade para ajudar o próximo - mesmo foragido à Justiça e sempre com o tenente Philip Gerard à perna. Seja uma dona de casa em apuros, um negro injustiçado pelo racismo ou um gato em cima do telhado (estou a exagerar). A série de Roy Huggins e Quinn Martin foi um estrondoso sucesso nos EUA, sendo emitida de 1963 a 1967 na ABC. Quando a série deu em filme, nos anos 90, e com Harrison Ford no papel de Kimble, não fiquei desiludido. Pelo contrário. A angústia de episódios sem um fim à vista resolveu-se ali em duas horas e tal. Mas resolveu-se bem e a fuga do One-Armed Man, que escapava sempre por um triz na televisão, ali não dura muito. Sempre é menos angustiante.

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publicado por Francisco Almeida Leite
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Notas duma viagem no fim de Setembro
Cheguei já de noite ao hotel em Belfast depois de ter percorrido Londres e Dublin em três dias. Trata-se da última etapa duma maratona de trabalho. Cheguei lá de comboio, atravessando as verdejantes planícies irlandesas na companhia de Eça. O tempo está cinzento e frio, à maneira do Inverno português. Chove. Quando, oriundos de Lisboa descíamos para Dublin e atravessávamos as nuvens negras, um casal irlandês de regresso a casa lamentava a sua negra e húmida fatalidade. Fontes Pereira de Melo gabava o clima em Portugal, como uma divina compensação do nosso crónico atraso cultural, industrial, infraestrutural. Na Irlanda até há pouco tempo tinham as duas coisas: o atraso e o mau tempo. Valeu-lhes sempre uma alma enorme.
Em Belfast a chuva não é um acontecimento. Ela cai num choro contínuo, de mágoas ancestrais. Um casal jovem passeia o bebé em Donegall Square num carrinho de coberto por uma capota transparente. As bicicletas rolam indiferentes sob os oleados dos seus ciclistas. O povo ávido de se esquecer, escapa pelo meio da chuva para os seus pubs e bares, para bem regar o fim da tarde.
Em Londres, um gigantesco formigueiro humano, multirracial - o sonho realizado de qualquer verdadeiro internacionalista - labora numa impressionante eficiência e harmonia. Do aeroporto, ao trânsito na cidade, ou numa loja de pronto a comer, tudo funciona "sobre rodas". Nota-se prosperidade, e as pessoas são simpáticas e cooperantes. A mim, até um tardio jantar de Fish and chips me soube pela vida no Langan’s em Mayfair (o local indicado para encontrar genuínos indígenas na tradicional e entusiástica copofonia).
Cai sempre bem um sorriso ou uma piada de ocasião ao viajante solitário, em ambiente estranho e natural tensão. Aconteceu de madrugada, no hall do hotel em Belfast à espera de um táxi para mais uma jornada de viagem e aeroportos, quando comentei com o recepcionista um curioso pássaro de cauda comprida que observava a saltitar no jardim. O simpático irlandês, disse-me o nome do bicho (perdi a nota); e com um sorriso irónico tratou de me informar que, segundo o saber popular, eu teria que ver outro igual antes de partir, ou a visão significava um sinal de azar. Não vi, e cheguei esta tarde a Lisboa, à Portela, sentado na fila treze, de boa saúde e disposição.

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publicado por João Távora
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Memória
José Pacheco Pereira sempre se achou dono da verdade. Mesmo que às vezes não saiba muito bem de que verdade fala. Para ele, só havia o jornalismo que ele autorizasse e reconhecesse. Ou não havia jornalismo nenhum. Apesar da roupagem de social-democrata, os tiques comunistas estão lá todos. Já agora, diga quais são os erros factuais? E de que "escândalos" fala dos tempos dos governos de Aníbal Cavaco Silva? Pacheco Pereira tinha a obrigação de falar neles, até porque, se bem me lembro (e eu tenho memória), foi vice-presidente do grupo parlamentar e depois sucedeu até, em circunstâncias ainda por apurar, a Domingos Duarte Lima. Foi isso tudo durante os governos de Cavaco Silva, na mesma altura em que Luís Filipe Menezes era secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. Presume-se que a direcção da bancada falasse e trocasse informação com o secretário de Estado e, já agora, com o ministro da tutela, que, se a minha memória não me falha, se chamava à época Luís Marques Mendes. Se sabe de tantos "casos", então por que razão os omitiu do povo português durante tanto tempo?
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P. S. - O único vislumbre de "erro factual" a que JPP poderá estar a referir-se deve ter a ver com a sua fugaz passagem pela distrital de Lisboa do PSD e o facto do seu adversário na altura (Pedro Passos Coelho, que ele derrotou em 1996) lhe ter toldado o espaço na estrutura. Daí a expressão "roubou a distrital". Nunca se disse que PPC foi líder do PSD/Lisboa. Não, por amor de Deus. Esse papel foi de JPP e só dele. É com este tipo de minudências que, infelizmente, JPP se preocupa. Ainda por cima com leituras na diagonal.


publicado por Francisco Almeida Leite
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As emoções básicas (crónica) XIV


1.
No filme de Milos Forman, Amadeus, o aspecto mais fascinante era a questão da inveja artística de Salieri por Mozart. Naquela história, o compositor italiano era o único a compreender a imensidão do génio do austríaco. Mas o pior era o facto do artista menor não ter ilusões sobre a sua falta de talento. E Salieri compreendia que Mozart sabia disso. Sempre me fascinou esta trama simples.
Trata-se evidentemente de uma história. Mas o ponto é que a maior parte das obras de arte estão à partida condenadas ao esquecimento. E muitos autores vivem na doce ilusão de que podem eventualmente criar obras que lhes sobrevivam. A estatística é, no entanto, muito desfavorável. Talvez um trabalho em cada mil consiga ser lembrado dez anos depois de ter sido feito; talvez um em cada cinco mil sobreviva 50 anos. E um em dez mil, um século.
Pensei nisto enquanto lia um livro em que paguei quase por acaso. Chama-se Atlântida, escrito por um francês, Pierre Benoit. O livro foi famoso no seu tempo (1919) e teve duas versões em cinema, uma das quais devo ter visto parcialmente, há muitos anos, certamente a sonora, de Pabst, em 1932.
Nesta fantasia, dois exploradores percorrem no deserto zonas inexploradas e encontram o reino de Atlântida, dominado por uma rainha, Antinea, que manipula e mata os seus amantes, formando uma verdadeira colecção. Para o efeito pouco importa. A história é cruel e mexe com o imaginário erótico masculino. O enredo é algo ultrapassado, com um fantástico pouco interessante e menos credível.
E, no entanto, dei por mim a devorar o livro. Se as últimas páginas foram mais penosas, o início pareceu-me fulgurante.
2.
Os livros que nos parecem hoje menos bons têm, por vezes, momentos fantásticos. Segundo li na Wikipedia, Benoit foi soldado e conhecia o deserto. A sua descrição da expedição militar é intensa e vivida, a paisagem torna-se quase perceptível e os perigos parecem autênticos.
De súbito, estava a revisitar as aventuras de Beau Geste (lembrei-me do filme); e também recordei O Deserto dos Tártaros, de Buzzati; parecia por instantes que poderíamos viajar dali, directamente para O Céu que nos Protege, de Paul Bowles; existia o mesmo fascínio pelos abismos de um conto de Camus que me impressionou. Sobretudo, detectavam-se pedaços de um autor que marcou a minha juventude, Jules Verne.
Atlântida não ficará na história da literatura, mas há farrapos seus que contaminam outras paragens.
Cada obra de arte é como um código genético pessoal. E assim é com os livros, cujas histórias atravessam as gerações, em diferentes variações de emoções básicas.

3.
Um escritor de ficção científica, Clifford Simak, escreveu uma pequena novela, Time and Again, traduzida em português por Guerra no Tempo, número 34 da famosa colecção Argonauta. Foi um livrinho que me impressionou muito, quando o li, talvez aos 14 ou 15 anos. A história é complexa, com vários patamares de tempo e personagens que viajam do futuro para tentarem alterar o seu presente e personagens do presente que vão para o passado para se refugiarem do futuro, deixando mensagens do passado para o presente. Lembram-se dos filmes Terminator? Era a mesma ideia.
Recentemente, passou nos cinemas um filme europeu feito com meios sofisticados, O Som do Trovão, que não recolheu os aplausos da crítica. A meu ver, mal. Uma empresa faz viagens aos passado, mas num desses saltos, o passado é alterado. Essa mudança temporal chega em ondas que vão alterando o presente, em camadas sucessivas, apagando tudo o que passou. No final, percebemos que a única alteração foi a morte de uma borboleta, 65 milhões de anos atrás. A história é de Ray Bradbury, outro autor cujas ideias têm contaminado muitas obras alheias.

4.
Acho que o que me interessa em todas estas fantasias não é tanto o elemento exótico, mas sobretudo o desconhecido. Quando os dois militares avançam pelo deserto e nós não sabemos o que se encontra no seu caminho, este é o momento que mais me interessa.
Vivemos na era do explícito, sexo explícito, action replay em câmara lenta, mensagens sem subtileza, morte em directo, repetida, repetida. Parece não haver lugar para metáforas ou exercícios de estilo. Mas trata-se sobretudo de uma ilusão. A alma humana, atrás dos gestos, esconde os mesmos mistérios de sempre.
Parece que já descobrimos tudo, mas a nossa fantasia sabe que não é assim.
O maior desconhecido não tem a ver com desertos inexplorados, mas com o que não sabemos sobre nós próprios. Os nossos medos (da morte, do sexo), as alegrias e tristezas, as aversões e fúrias.
A inveja de Salieri pelo génio de Mozart, por exemplo, que pode ser medo, mas que tem uma componente de angústia e outra de surpresa pelas maravilhas que o rival compõe. O conflito é semelhante ao de Atlântida: sabemos à partida que um dos exploradores matou o outro e, quando o sobrevivente conta a história, percebemos de imediato que a rivalidade entre os dois era inevitável. Mas de que paixão nasceu? Da ira, da inveja, do desprezo?
Tal como o capitão Saint-Avit dessa história, na posse de um terrível segredo, rejeitado pelos seus camaradas, também o compositor Salieri vive consumido pelo que não pode confessar: o seu ódio silencioso a um rival que o parece derrotar além da vida, o genial Mozart, a quem os deuses permitiram a imortalidade.
E, claro, é uma injustiça quando os deuses preferem os outros...


publicado por Luís Naves
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Da vida na cidade






No passado dia 21 deste mês, a sala da Cinemateca encheu-se de sons saídos do piano que acompanhavam John Gilbert e Mae Murray no filme mudo "A Viúva Alegre" de Eric von Stroheim, cheio de galãs românticos com bigodes de luxo e obsessões com sandálias de fazer inveja a modernos fetichistas.
Foi com este filme que o Odéon abriu as portas ao público em 1927. Foi nesse dia que lisboetas aprimorados puderem ver "A Viúva Alegre" num écran mudo acompanhado de orquestra. Quem passar ali na Rua do Condes , oitenta anos depois, pode constatar a estado de abandono em que se encontra esta antiga sala de cinema, encerrada há alguns anos.
Como escreveu E.B. no DN: "É impressionante. Em poucos anos, mudou tudo. Vetustos, velhos ou não tão antigos como isso, os cinemas tradicionais da capital desapareceram quase todos, e foram substituídos pelos multiplexes dos centros comerciais. (...) A experiência de ir ao cinema alterou-se por completo. Ir ao Monumental não era o mesmo que ir ao Odeon, como ir ao Star não era igual a ir ao Lys. (...)"
Isto significa que desapareceram os cinemas de rua. Em dias de maior indignação chego a pensar que tanto as árvores como a vivência das ruas é algo a que esta cidade virou as costas. E chegamos encantados com o movimento de Madrid de dia e de noite e onde uma baronesa se manifesta nas ruas em defesa das árvores junto ao Paseo del Prado. Porque as filas que vemos nas ruas e nas principais avenidas em tardes de fins de semana tanto em Madrid como em Paris são para a compra de bilhetes de cinema, com gente em cafés circundantes e habitando (também) assim a cidade.
Entristece-me ver como Lisboa vai abandonando lugares da sua história como uma inevitabilidade, só isso.


publicado por M. Isabel Goulão
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Primeira chuva
(...)

Eis o outono: cresce a prumo.

Anoitecidas águas

em febre em fúria em fogo

arrastam-me para o fundo.

(...)

Eugénio de Andrade



publicado por Cristina Ferreira de Almeida
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Domingo
Evangelho segundo São Lucas 16, 19-31

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas.
Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas. Que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão’.

Da Bíblia Sagrada


publicado por João Távora
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Sábado, 29 de Setembro de 2007
Mais vinte cidades que jamais esquecerei (XX)

HANGZHOU.
"Uma viagem de mil léguas começa sempre com um pequeno passo." (Lao Tsu)


publicado por Pedro Correia
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Postais blogosféricos
1. Ligação inaugurada, aqui no Corta-Fitas, à Palavra Aberta, o novo blogue do Carlos Manuel Castro.
2. Há deputados na blogosfera. Pedro Quartin Graça é um deles. Faz muito bem.
3. Boa viagem, Miguel.
4. Este blogue parece mesmo ter acabado. Tenho pena: gostava muito dele.


publicado por Pedro Correia
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"A grande lição"
Pela segunda vez em poucos dias, Pedro Santana Lopes acerta em cheio.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Os barões assinalados

Catastrofista, eu? Apocalíptico, eu? Leiam o que vai por essa blogosfera fora, escassas horas após a vitória de Luís Filipe Menezes no PSD. Reparem bem na manchete do Expresso, que mesmo tendo fechado ontem a edição à hora em que abriram as urnas já proclama: "Notáveis do PSD contra as directas." Lá vem o inevitável desfile dos barões assinalados. Morais Sarmento, no intervalo entre dois mergulhos em águas tépidas, garante com enfastiamento que "o seu nome voltará para a guerra da sucessão". Arnaut promete empenhar-se "com mais fulgor" na vida do partido para fazer eleger Rui Rio, "o homem que este ex-secretário-geral do partido sonha ver ao leme" do PSD. Aguiar Branco, que no Verão avançou meio passo para logo recuar em toda a linha, "não afasta a hipótese de repensar o assunto se uma nova disputa surgir no horizonte".
Ou seja: não aprenderam nada nem esqueceram nada. O partido a que julgam pertencer já não é o deles. Nem de ninguém, pois desfez-se em cacos.
..............................................................................
Entretanto, vale a pena ler:
- Nada será igual, do Carlos Abreu Amorim. No Blasfémias.
- Menezes, do Francisco José Viegas. N' A Origem das Espécies.
- Menezes, do João Gonçalves. No Portugal dos Pequeninos.
- A culpa é dos ausentes, do Adolfo Mesquita Nunes, n' A Arte da Fuga.
- PSD (7), de Vital Moreira. Na Causa Nossa.

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publicado por Pedro Correia
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A minha reacção primeira e última
É a seguinte: «O País está doido». Ou, mais exactamente e ainda com piores consequências para o dito país que é o nosso, «o PSD ensandeceu». Está no seu direito.
Post Scriptum: Devo deixar aqui uma vénia mal-encarada aos jornalistas políticos desta casa, que sempre anteviram este resultado. A um deles apenas (graças à piedade de outro que prescindiu de esfolar-me) devo agora um almoço. Espero que a casca dos bivalves lhe custe tanto a engolir como a mim estas eleições.


publicado por Corta-fitas
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Primeiras reacções
"E pronto. Acabaram com o PSD. (...) O PSD já era. Agora é tempo de crescerem partidos novos."
JCS, Lóbi
"O PSD estava à beira de um precipício. Acabou de dar um passo em frente. Entre o intervalo e o abismo escolheu o abismo."
Daniel Oliveira, 31 da Armada
"Bem podem continuar no remanso das sinecuras. Os bárbaros vêm aí. E é bem feito."
Eduardo Pitta, Da Literatura
"É difícil fazer a lista dos sinistrados: Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira, Cavaco Silva, Alberto João Jardim, Rui Rio, Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz, Guilherme Silva, Macário Correia, Carlos Coelho, etc."
Rui Albuquerque, Portugal Contemporâneo
"Pobre País."
José Pacheco Pereira, Abrupto


publicado por Pedro Correia
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Eis a questão…
O relógio marca 01:47. A SIC acompanha, em directo, da sede de candidatura de Filipe Menezes, o seu discurso de vitória. E se Mourinho tivesse acabado de aterrar agora na Portela?


publicado por Maria Inês de Almeida
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Em cheio
Antes de ganhar no partido, Luís Filipe Menezes ganhou no inquérito do Corta-Fitas. Com 67 votos (62%), contra 41 (38%) de Marques Mendes. Quem sabe, sabe...


publicado por Pedro Correia
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Preparem-se
Vai começar a debandada das "elites" sociais-democratas. Paula Teixeira da Cruz bem avisou.

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publicado por Pedro Correia
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Mais derrotados
Todos os barões sociais-democratas que se resguardavam na sombra, à espera da queda de Mendes só em 2009. Esqueceram-se de que a política, tal como a natureza, tem horror ao vácuo. Agora vão ter de esperar bastante mais.

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publicado por Pedro Correia
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Derrotado
Marques Mendes perdeu a eleição para a liderança do PSD. Mas não a perdeu hoje: já a tinha perdido no dia em que foram conhecidos os resultados para a Câmara Municipal de Lisboa. Como dizia o outro, estava escrito nas estrelas.

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publicado por Pedro Correia
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
Portugal
“País de homens importantes, que não atendem ao telefone porque pode fazer mal aos ouvidos, país de homens dilatados que estão sempre a despacho e não têm horas para descanso; heróis de uma pátria que só compreendem nos jornais.”
Ruben A., O Mundo à Minha Procura

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publicado por Pedro Correia
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Pretéritas Sextas (VI)
Greta Garbo


publicado por João Távora
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O mundo está perdido, é o que é

Esta versão «bloco descentrada» do arco ideológico é muito divertida. Mas o que gostava mesmo de saber era: Daniel Oliveira também vai logo à noite ao Snob, comemorar na palheta com a direita Darth Vader? Ou, pelo contrário e numa rara manifestação de bom senso, vão todos para o Agito, onde se come e bebe melhor e mais barato? É só para saber. Quanto mais descompreendo o mundo, mais estrebucho por entendê-lo.
Legenda da fotografia: «Daniel, traidor, voltas a pedir uma bejeca ao Artur Beja ou à Madalena e estás feito ao bife do Snob».

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publicado por Corta-fitas
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No fim
"Adorei esta campanha", disse Marques Mendes. José Sócrates também.

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publicado por Pedro Correia
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They are the world

Vamos lá elevar o nível desta coisa a que chamamos blogue. Há temas sérios e que os portugueses querem ver discutidos, antes de perderem tempo com mordidelas na bunda de brasileiras despudoradas. E não me refiro às directas no PSD. Em Sintra, decorre o segundo Conselho para a Globalização: A nata dos nossos empresários encontra-se com outros de países como o Paquistão, o Quénia ou Angola. Todos juntos debaterão três temas, entre eles este: «Private Equity, amigo ou inimigo?». A mim, preocupa-me que a excelência do nosso mundo empresarial e dos outros não saiba ainda responder a uma pergunta como esta, à qual qualquer corretor tem a obrigação de responder. Adicionalmente, também me deixa um bocadinho perplexo que outro dos temas a discutir sejam as «Estratégias de Entrada para o Séc. XXI», quando já entrámos no dito século há sete anos. No entanto, a globalização é um tema premente do debate civilizacional hodierno e criadora de novos paradigmas no relacionamento entre países ricos e os ricos dos países pobres. Um acontecimento destes é para levar a sério (Embora a ausência dos manifestantes do costume à porta seja um sinal de indiferença contraditório).


publicado por Corta-fitas
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Sexta

MARIA SHARAPOVA, again
(Qual râguebi, qual quê...)


publicado por Pedro Correia
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Mais vinte cidades que jamais esquecerei (XIX)

CRACÓVIA.
"Cracóvia desempenha um papel excepcional na cultura polaca."
(Boguslaw Krasnowolski)

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publicado por Pedro Correia
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Porque hoje é sexta-feira

- Você alguma vez amou na sua vida? - F.A. perguntou.
- Ha, ha - respondi.
- Você é... uma pedra. Vai morrer sem amar. Como o Super-Homem.
- Eu amo seis mulheres. Sete, incluindo a crioula. Sete, conta de mentiroso. Amo sete mulheres. Uma delas é preta e outra é japonesa.
- Não acredito.
- Amo mesmo. Amo qualquer mulher que vá para a cama comigo. Enquanto dura o amor, amo como um doido.
- Você muda de mulher toda semana - disse F.A.
- Toda a semana porra nenhuma. Mariazinha eu conheci no baile do Municipal, ela estava sambando em cima de uma mesa e eu dei uma dentada na bunda dela, vai fazer um ano que isso aconteceu.
- Porque você fez isso? - perguntou F.A.
- O quê?
- Deu a dentada na, na moça.
- Sei lá. Tinha quinhentas mulheres trepadas na mesa, toda mesa tinha uma mulher em cima se exibindo, acho que aquilo me irritou. E a Mariazinha estava com a bunda quase de fora.
- E ela? O que foi que ela fez?
- Ela deu um grito. Então os caras da turma dela engrossaram e partiram pra cima de mim, e você sabe como é que é, tem sempre alguém levando as sobras e entrando na briga também, foi um sururu espectacular, durou só uns cinco minutos, mas acho que até o governador gostou de ver. Quando saí da enfermaria ela estava na porta e disse “bem feito”. Respondi “eu te amo”, e amava mesmo, e amo até hoje.


Rubem Fonseca in O Caso de F.A.


publicado por Corta-fitas
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Fora de série (8)
Justificar o meu deslumbramento por uma música, por uma tela ou por qualquer performance artística afigura-se quase sempre pena maior do que arrancar um dente. Daquilo que eu gosto muito, gosto como um autêntico basbaque, com arrepios no corpo e pele de galinha na alma. E a relação que desenvolvo com o objecto da minha percepção é sempre muito condicionada pelas circunstâncias emocionais. Os estímulos e impressões daí resultantes são assunto terrivelmente solitário e de difícil expressão. Antes assim não fosse.
Vem isto a propósito de Os Vingadores (Grã Bretanha 1961-69), a minha saudosa série de TV que eu devorava fascinado cada episódio, através da velha televisão a válvulas da casa dos meus pais. No início, quando ainda mal sabia ler as legendas, assistia aos episódios numa semi-clandestinidade. É que numa família pouco liberal como a minha, a criançada tinha impreteríveis horas para se deitar. Mas havia truques e manhas para me fazer passar despercebido: no chão, de pernas cruzadas a respirar baixinho, num discreto recanto. Até que o meu pai dava conta que eu ali estava, tenso, mas flagrantemente feliz. Às vezes ele, adorável como sabia ser, suspirava e lá condescendia; outras, corria-me dali para a cama, cortante e autoritário, mesmo na altura do emocionante desenlace. Construí a relação com o meu pai com cumplicidades e desavenças. Ele era enorme, irascível e... meigo. Quantas vezes ficávamos os dois noite fora a ver Os Vingadores ou o Comissário Maigret... Os anos que passaram, progressivamente, acentuaram a nossa crónica incomunicabilidade. Mas como eu o admirava, mesmo quando na adolescência lhe ganhei os primeiros jogos de xadrez...
Num rebanho de cinco irmãos, cada um tinha que sobreviver e afirmar-se como podia, e nós lá arranjávamos os nossos "fetiches" ou "causas". Eu, além do Sporting – um factor não diferenciador -, era simplesmente pela Inglaterra, nas marcas de carros, no futebol, no rugby ou na Fórmula I. Até me dava um secreto prazer saber que a criadora do Noddy era britânica.
Os Vingadores possuía arrebatadores atributos para me seduzir: mistério, um herói com estilo, carros, perseguições de automóveis e mulheres deslumbrantes. Sabiam que Catherine Gale, a miúda (Honor Blackman) da terceira série veio a ser a Bond Girl de 007 contra "Goldfinger"?
John Steed (Patrick McNee) era um gentleman, imperturbável herói, com o seu charmoso meio sorriso, um inseparável chapéu de coco anti-balas e o conveniente guarda-chuva, não só por causa do britânico clima, mas por ser uma arma secreta, ao bom estilo de 007.
O resto eram lustrosos e potentes automóveis sport, em perseguições pelas ruas de Londres, nas estradas e nos campos da minha mistificada Inglaterra dos Beatles. John Steed conduzia um espectacular Rolls Royce Silver Ghost de 1927. Gostava do jeito afidalgado do herói e daquela pronúncia ao estilo BBC. Gostava dos cenários rocambolescos, dos palácios, bibliotecas e frondosos jardins. Também me deixei seduzir por Emma Peel, (Diana Rigg) mulher resoluta e ágil no seu macacão de couro, quase tão feminina como a idílica fada do Pinóquio. Mais tarde foi substituída por Tara King (Linda Thorson), na quinta série, também sexy mas mais irreverente, a acompanhar o decurso das modas da revolucionaria década de sessenta. Por fim lembro-me da “Mãe”, o fleumático e misterioso chefe da organização ao serviço de Sua Majestade. Só no início da penúltima série nos é revelado o seu aspecto físico: um homem imensamente obeso sempre sentado na sua cadeira de rodas e rodeado de telefones.
Mas nem sempre devemos voltar aos locais onde um dia fomos felizes. Há uns anos revi um episódio da série e confesso que sofri uma certa desilusão: os efeitos especiais não eram nada do outro mundo, e o guião menos sofisticado do que me parecia então. Essa simpática ilusão fora criada à conta da minha ingenuidade, e dos afectos vividos nesse tempo. É talvez por isso que a série Os Vingadores me trará para sempre boas memórias.


publicado por João Távora
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Muito barulho para nada
O ódio dos intelectuais à televisão é antigo e não se vai resolver nesta geração. Só assim se explica que Pedro Santana Lopes reúna, de repente, à sua volta um coro de loas por se ter recusado a continuar uma entrevista em directo.
Visto de fora, como fazem as agências de notícias estrangeiras, o episódio só vale por se tratar de um ex primeiro-ministro. Mas em que é que este incidente difere dos que acontecem diariamente com a imprensa escrita? Quantos entrevistados já se recusaram a continuar por não gostarem da pergunta, quantos jornalistas pararam os gravadores porque o entrevistado está a ser mal educado, ou não está a responder às perguntas? Quantas cartas de desmentidos, telefonemas de desagrado e ameaças de "nunca mais" se seguem à publicação de notícias e de entrevistas? Nunca em directo, claro, porque imprensa não pisa nessa corda bamba.
PSL enfrentou um jornal televisivo sem a atitude reverencial e sacralizada do costume. O resultado final é bom para a informação televisiva, porque permite que se discutam critérios editoriais (que, obviamente, são sempre discutíveis). Acontece a toda a hora, em todo o mundo, com todos os orgãos de comunicação social. Não justifica, a meu ver, a nomeação de PSL para o cargo "até que enfim há alguém que põe esses bandalhos no lugar".
Guardem as bazucas. É só televisão, feita por pessoas.


publicado por Cristina Ferreira de Almeida
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A direita em convulsão
A ver se nos entendemos, Paulo. Quando digo que este PSD acabou refiro-me ao partido híbrido existente desde 1974 - um partido que (con)funde populistas, liberais, conservadores e sociais-democratas. A partir de agora é impossível manter em funcionamento esta espécie de albergue espanhol. Se Luís Filipe Menezes ganhar, a reduzida ala social-democrata do partido e boa parte da falange liberal não tardarão a debandar: era isto que Paula Teixeira da Cruz queria dizer ao alertar contra o provável êxodo das "elites". Se Marques Mendes for confirmado líder, a facção saudosa do velho PPD sentirá mais que nunca a tentação de fundar um novo partido, que sirva de efectivo eco à "voz do povo". Desaparecerá o ténue traço de união entre o PPD e o PSD, que o cimento do poder manteve inalterado mais tempo do que mandava a lógica. Lisboa, onde o tradicional eleitorado laranja ficou recentemente dividido entre Fernando Negrão e Carmona Rodrigues, constitui um sério teste à recomposição da direita política. Foi também um teste à recomposição da esquerda, como a seu tempo se perceberá melhor. Mas para já é sobre o PSD que se abate a tempestade. Depois de sexta-feira nada ficará na mesma.

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publicado por Pedro Correia
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E lá fora... (2)
"Retorno de Mourinho pára Portugal e irrita ex-premiê na TV". É o título da Reuters Brasil, que de sensacionalista não tem nada. Desculpem, mas "ex-premiê" é do melhor...


publicado por Francisco Almeida Leite
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Portela + 1
Marques Mendes em directo na SIC Notícias, às 17.30H. Entretanto, na sala VIP do aeroporto, um jogador retardatário da equipa dos Lobos prepara-se para enfrentar as câmaras.


publicado por Corta-fitas
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E lá fora...
A notícia já está no El Pais. O qual, diga-se de passagem, também não escapou ao título tablóide. «Santana Lopes se ofende con José Mourinho»? Joder!!!


publicado por Corta-fitas
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É notícia
Por uma vez, Pacheco elogia Santana. É notícia.


publicado por Pedro Correia
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É obra
No youtube hoje às 15:55, o video : Santana Lopes versus José Mourinho versus SIC Notícias era referido no indicador "Honors for This Video como:

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#31 - Most Discussed (Today) - News & Politics
#83 - Top Favorites (Today)
#9 - Top Favorites (Today) - News & Politics
e
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publicado por M. Isabel Goulão
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Maringá
O Corta-Fitas sofreu hoje uma explosão de visitas made in Brasil. Será que os militantes do PSD de Maringá nos estão a honrar com a sua entrada neste humilde blogue?
Já agora, estas militantes de outras causas (mais nobres) são dedicadas ao Pedro Dória - uma prova que a fama das nossas sextas-feiras já chegou ao Brasil...
Fotografia: Fernanda Motta e Ana Beatriz Barros, numa produção para a Sports Illustrated.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Nota falsa
A Direcção da SIC Notícias considera que «a chegada de José Mourinho não era um elemento perturbador de uma entrevista para a qual tínhamos previsto cerca de 30 minutos». Acontece que o tempo verbal aqui empregue está completamente errado. A estação estaria no direito de afirmar que «não foi um elemento perturbador» (eu acharia o contrário, mas enfim). O que não pode é dar a entender que já sabia que o directo não «perturbaria», porque não teria nem duração nem conteúdo. Assim, ainda se enterra mais.


publicado por Corta-fitas
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Mais vinte cidades que jamais esquecerei (XVIII)

CATMANDU.
" Catmandu, vou ver-te em breve." (Cat Stevens)

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publicado por Pedro Correia
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A entrevista


publicado por Francisco Almeida Leite
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Secção do PSD/Amazónia ou PSD/Paraná...
Na imagem, um grupo de militantes do PSD, já com as quotas devidamente pagas. São, portanto, militantes social-democratas com capacidade eleitoral activa para amanhã. Mas atenção: o Jorge explica que Maringá fica no Paraná, não na Amazónia.
Aqui, aqui e acolá.


publicado por Francisco Almeida Leite
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