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Pequeno Comércio

por Cristina Ferreira de Almeida, em 30.09.07
Vejo nas escutas telefónicas publicadas no Sol relativas a Março e Abril de 2005 que o actual ministro da administração interna, Rui Pereira, beneficiou da confluência de uma rede de interesses que inclui Paulo Portas (com acesso directo a Jorge Sampaio por via do pai, o arquitecto Nuno Portas), Abel Pinheiro (de quem será colega de loja), José Sócrates e Fernando Marques da Costa (outro "avental") no sentido de influenciar Jorge Sampaio a demitir Souto Moura e a escolhê-lo como PGR. Pelo meio, há indicações de contrapartidas: informar o PP da existência de inquéritos do Ministério Público que envolvam o partido.
Não é que eu esteja escandalizada. Só não consigo deixar de ficar surpreendida com a rede de interesses subterrâneos que mina as regras da democracia e de achar, mais uma vez, que Souto Moura foi muito sub-estimado.
Espero que José Sócrates também esteja surpreendido. Espero que o Ministro da Administração Interna se explique. Mas desconfio que não o vai fazer.

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Fora de série (9)

por Francisco Almeida Leite, em 30.09.07
Que saudades da série The Fugitive que a RTP2 em tempos passava religiosamente às oito horas da noite e a que eu, também religiosamente, assistia dia sim dia sim. Lembro-me da ansiedade que antecedia o início de cada episódio, que eu via a preto e branco numa enorme Nordmende. Ansiedade é, aliás, a melhor palavra que encontro para definir o que se passava em todos e em cada um dos episódios. O bom do dr. Richard Kimble sempre em perseguição do One-Armed Man que ele sabe ter assassinado a sua belíssima mulher. Incansável, Kimble (interpretado por David Janssen) percorre os EUA de lés a lés, movido por um sentimento de raiva e de vingança pelo que perdeu, o amor da sua vida.
No meio da sua saga, Kimble, com uma moral cristã acima de toda a prova, encontra sempre tempo, forças e disponibilidade para ajudar o próximo - mesmo foragido à Justiça e sempre com o tenente Philip Gerard à perna. Seja uma dona de casa em apuros, um negro injustiçado pelo racismo ou um gato em cima do telhado (estou a exagerar). A série de Roy Huggins e Quinn Martin foi um estrondoso sucesso nos EUA, sendo emitida de 1963 a 1967 na ABC. Quando a série deu em filme, nos anos 90, e com Harrison Ford no papel de Kimble, não fiquei desiludido. Pelo contrário. A angústia de episódios sem um fim à vista resolveu-se ali em duas horas e tal. Mas resolveu-se bem e a fuga do One-Armed Man, que escapava sempre por um triz na televisão, ali não dura muito. Sempre é menos angustiante.

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Notas duma viagem no fim de Setembro

por João Távora, em 30.09.07
Cheguei já de noite ao hotel em Belfast depois de ter percorrido Londres e Dublin em três dias. Trata-se da última etapa duma maratona de trabalho. Cheguei lá de comboio, atravessando as verdejantes planícies irlandesas na companhia de Eça. O tempo está cinzento e frio, à maneira do Inverno português. Chove. Quando, oriundos de Lisboa descíamos para Dublin e atravessávamos as nuvens negras, um casal irlandês de regresso a casa lamentava a sua negra e húmida fatalidade. Fontes Pereira de Melo gabava o clima em Portugal, como uma divina compensação do nosso crónico atraso cultural, industrial, infraestrutural. Na Irlanda até há pouco tempo tinham as duas coisas: o atraso e o mau tempo. Valeu-lhes sempre uma alma enorme.
Em Belfast a chuva não é um acontecimento. Ela cai num choro contínuo, de mágoas ancestrais. Um casal jovem passeia o bebé em Donegall Square num carrinho de coberto por uma capota transparente. As bicicletas rolam indiferentes sob os oleados dos seus ciclistas. O povo ávido de se esquecer, escapa pelo meio da chuva para os seus pubs e bares, para bem regar o fim da tarde.
Em Londres, um gigantesco formigueiro humano, multirracial - o sonho realizado de qualquer verdadeiro internacionalista - labora numa impressionante eficiência e harmonia. Do aeroporto, ao trânsito na cidade, ou numa loja de pronto a comer, tudo funciona "sobre rodas". Nota-se prosperidade, e as pessoas são simpáticas e cooperantes. A mim, até um tardio jantar de Fish and chips me soube pela vida no Langan’s em Mayfair (o local indicado para encontrar genuínos indígenas na tradicional e entusiástica copofonia).
Cai sempre bem um sorriso ou uma piada de ocasião ao viajante solitário, em ambiente estranho e natural tensão. Aconteceu de madrugada, no hall do hotel em Belfast à espera de um táxi para mais uma jornada de viagem e aeroportos, quando comentei com o recepcionista um curioso pássaro de cauda comprida que observava a saltitar no jardim. O simpático irlandês, disse-me o nome do bicho (perdi a nota); e com um sorriso irónico tratou de me informar que, segundo o saber popular, eu teria que ver outro igual antes de partir, ou a visão significava um sinal de azar. Não vi, e cheguei esta tarde a Lisboa, à Portela, sentado na fila treze, de boa saúde e disposição.

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Memória

por Francisco Almeida Leite, em 30.09.07
José Pacheco Pereira sempre se achou dono da verdade. Mesmo que às vezes não saiba muito bem de que verdade fala. Para ele, só havia o jornalismo que ele autorizasse e reconhecesse. Ou não havia jornalismo nenhum. Apesar da roupagem de social-democrata, os tiques comunistas estão lá todos. Já agora, diga quais são os erros factuais? E de que "escândalos" fala dos tempos dos governos de Aníbal Cavaco Silva? Pacheco Pereira tinha a obrigação de falar neles, até porque, se bem me lembro (e eu tenho memória), foi vice-presidente do grupo parlamentar e depois sucedeu até, em circunstâncias ainda por apurar, a Domingos Duarte Lima. Foi isso tudo durante os governos de Cavaco Silva, na mesma altura em que Luís Filipe Menezes era secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. Presume-se que a direcção da bancada falasse e trocasse informação com o secretário de Estado e, já agora, com o ministro da tutela, que, se a minha memória não me falha, se chamava à época Luís Marques Mendes. Se sabe de tantos "casos", então por que razão os omitiu do povo português durante tanto tempo?
-----
P. S. - O único vislumbre de "erro factual" a que JPP poderá estar a referir-se deve ter a ver com a sua fugaz passagem pela distrital de Lisboa do PSD e o facto do seu adversário na altura (Pedro Passos Coelho, que ele derrotou em 1996) lhe ter toldado o espaço na estrutura. Daí a expressão "roubou a distrital". Nunca se disse que PPC foi líder do PSD/Lisboa. Não, por amor de Deus. Esse papel foi de JPP e só dele. É com este tipo de minudências que, infelizmente, JPP se preocupa. Ainda por cima com leituras na diagonal.

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As emoções básicas (crónica) XIV

por Luís Naves, em 30.09.07


1.
No filme de Milos Forman, Amadeus, o aspecto mais fascinante era a questão da inveja artística de Salieri por Mozart. Naquela história, o compositor italiano era o único a compreender a imensidão do génio do austríaco. Mas o pior era o facto do artista menor não ter ilusões sobre a sua falta de talento. E Salieri compreendia que Mozart sabia disso. Sempre me fascinou esta trama simples.
Trata-se evidentemente de uma história. Mas o ponto é que a maior parte das obras de arte estão à partida condenadas ao esquecimento. E muitos autores vivem na doce ilusão de que podem eventualmente criar obras que lhes sobrevivam. A estatística é, no entanto, muito desfavorável. Talvez um trabalho em cada mil consiga ser lembrado dez anos depois de ter sido feito; talvez um em cada cinco mil sobreviva 50 anos. E um em dez mil, um século.
Pensei nisto enquanto lia um livro em que paguei quase por acaso. Chama-se Atlântida, escrito por um francês, Pierre Benoit. O livro foi famoso no seu tempo (1919) e teve duas versões em cinema, uma das quais devo ter visto parcialmente, há muitos anos, certamente a sonora, de Pabst, em 1932.
Nesta fantasia, dois exploradores percorrem no deserto zonas inexploradas e encontram o reino de Atlântida, dominado por uma rainha, Antinea, que manipula e mata os seus amantes, formando uma verdadeira colecção. Para o efeito pouco importa. A história é cruel e mexe com o imaginário erótico masculino. O enredo é algo ultrapassado, com um fantástico pouco interessante e menos credível.
E, no entanto, dei por mim a devorar o livro. Se as últimas páginas foram mais penosas, o início pareceu-me fulgurante.
2.
Os livros que nos parecem hoje menos bons têm, por vezes, momentos fantásticos. Segundo li na Wikipedia, Benoit foi soldado e conhecia o deserto. A sua descrição da expedição militar é intensa e vivida, a paisagem torna-se quase perceptível e os perigos parecem autênticos.
De súbito, estava a revisitar as aventuras de Beau Geste (lembrei-me do filme); e também recordei O Deserto dos Tártaros, de Buzzati; parecia por instantes que poderíamos viajar dali, directamente para O Céu que nos Protege, de Paul Bowles; existia o mesmo fascínio pelos abismos de um conto de Camus que me impressionou. Sobretudo, detectavam-se pedaços de um autor que marcou a minha juventude, Jules Verne.
Atlântida não ficará na história da literatura, mas há farrapos seus que contaminam outras paragens.
Cada obra de arte é como um código genético pessoal. E assim é com os livros, cujas histórias atravessam as gerações, em diferentes variações de emoções básicas.

3.
Um escritor de ficção científica, Clifford Simak, escreveu uma pequena novela, Time and Again, traduzida em português por Guerra no Tempo, número 34 da famosa colecção Argonauta. Foi um livrinho que me impressionou muito, quando o li, talvez aos 14 ou 15 anos. A história é complexa, com vários patamares de tempo e personagens que viajam do futuro para tentarem alterar o seu presente e personagens do presente que vão para o passado para se refugiarem do futuro, deixando mensagens do passado para o presente. Lembram-se dos filmes Terminator? Era a mesma ideia.
Recentemente, passou nos cinemas um filme europeu feito com meios sofisticados, O Som do Trovão, que não recolheu os aplausos da crítica. A meu ver, mal. Uma empresa faz viagens aos passado, mas num desses saltos, o passado é alterado. Essa mudança temporal chega em ondas que vão alterando o presente, em camadas sucessivas, apagando tudo o que passou. No final, percebemos que a única alteração foi a morte de uma borboleta, 65 milhões de anos atrás. A história é de Ray Bradbury, outro autor cujas ideias têm contaminado muitas obras alheias.

4.
Acho que o que me interessa em todas estas fantasias não é tanto o elemento exótico, mas sobretudo o desconhecido. Quando os dois militares avançam pelo deserto e nós não sabemos o que se encontra no seu caminho, este é o momento que mais me interessa.
Vivemos na era do explícito, sexo explícito, action replay em câmara lenta, mensagens sem subtileza, morte em directo, repetida, repetida. Parece não haver lugar para metáforas ou exercícios de estilo. Mas trata-se sobretudo de uma ilusão. A alma humana, atrás dos gestos, esconde os mesmos mistérios de sempre.
Parece que já descobrimos tudo, mas a nossa fantasia sabe que não é assim.
O maior desconhecido não tem a ver com desertos inexplorados, mas com o que não sabemos sobre nós próprios. Os nossos medos (da morte, do sexo), as alegrias e tristezas, as aversões e fúrias.
A inveja de Salieri pelo génio de Mozart, por exemplo, que pode ser medo, mas que tem uma componente de angústia e outra de surpresa pelas maravilhas que o rival compõe. O conflito é semelhante ao de Atlântida: sabemos à partida que um dos exploradores matou o outro e, quando o sobrevivente conta a história, percebemos de imediato que a rivalidade entre os dois era inevitável. Mas de que paixão nasceu? Da ira, da inveja, do desprezo?
Tal como o capitão Saint-Avit dessa história, na posse de um terrível segredo, rejeitado pelos seus camaradas, também o compositor Salieri vive consumido pelo que não pode confessar: o seu ódio silencioso a um rival que o parece derrotar além da vida, o genial Mozart, a quem os deuses permitiram a imortalidade.
E, claro, é uma injustiça quando os deuses preferem os outros...

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Da vida na cidade

por M. Isabel Goulão, em 30.09.07






No passado dia 21 deste mês, a sala da Cinemateca encheu-se de sons saídos do piano que acompanhavam John Gilbert e Mae Murray no filme mudo "A Viúva Alegre" de Eric von Stroheim, cheio de galãs românticos com bigodes de luxo e obsessões com sandálias de fazer inveja a modernos fetichistas.
Foi com este filme que o Odéon abriu as portas ao público em 1927. Foi nesse dia que lisboetas aprimorados puderem ver "A Viúva Alegre" num écran mudo acompanhado de orquestra. Quem passar ali na Rua do Condes , oitenta anos depois, pode constatar a estado de abandono em que se encontra esta antiga sala de cinema, encerrada há alguns anos.
Como escreveu E.B. no DN: "É impressionante. Em poucos anos, mudou tudo. Vetustos, velhos ou não tão antigos como isso, os cinemas tradicionais da capital desapareceram quase todos, e foram substituídos pelos multiplexes dos centros comerciais. (...) A experiência de ir ao cinema alterou-se por completo. Ir ao Monumental não era o mesmo que ir ao Odeon, como ir ao Star não era igual a ir ao Lys. (...)"
Isto significa que desapareceram os cinemas de rua. Em dias de maior indignação chego a pensar que tanto as árvores como a vivência das ruas é algo a que esta cidade virou as costas. E chegamos encantados com o movimento de Madrid de dia e de noite e onde uma baronesa se manifesta nas ruas em defesa das árvores junto ao Paseo del Prado. Porque as filas que vemos nas ruas e nas principais avenidas em tardes de fins de semana tanto em Madrid como em Paris são para a compra de bilhetes de cinema, com gente em cafés circundantes e habitando (também) assim a cidade.
Entristece-me ver como Lisboa vai abandonando lugares da sua história como uma inevitabilidade, só isso.

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Primeira chuva

por Cristina Ferreira de Almeida, em 30.09.07
(...)

Eis o outono: cresce a prumo.

Anoitecidas águas

em febre em fúria em fogo

arrastam-me para o fundo.

(...)

Eugénio de Andrade

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Domingo

por João Távora, em 30.09.07
Evangelho segundo São Lucas 16, 19-31

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas.
Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas. Que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão’.

Da Bíblia Sagrada

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Mais vinte cidades que jamais esquecerei (XX)

por Pedro Correia, em 29.09.07

HANGZHOU.
"Uma viagem de mil léguas começa sempre com um pequeno passo." (Lao Tsu)

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Postais blogosféricos

por Pedro Correia, em 29.09.07
1. Ligação inaugurada, aqui no Corta-Fitas, à Palavra Aberta, o novo blogue do Carlos Manuel Castro.
2. Há deputados na blogosfera. Pedro Quartin Graça é um deles. Faz muito bem.
3. Boa viagem, Miguel.
4. Este blogue parece mesmo ter acabado. Tenho pena: gostava muito dele.

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"A grande lição"

por Francisco Almeida Leite, em 29.09.07
Pela segunda vez em poucos dias, Pedro Santana Lopes acerta em cheio.

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Os barões assinalados

por Pedro Correia, em 29.09.07

Catastrofista, eu? Apocalíptico, eu? Leiam o que vai por essa blogosfera fora, escassas horas após a vitória de Luís Filipe Menezes no PSD. Reparem bem na manchete do Expresso, que mesmo tendo fechado ontem a edição à hora em que abriram as urnas já proclama: "Notáveis do PSD contra as directas." Lá vem o inevitável desfile dos barões assinalados. Morais Sarmento, no intervalo entre dois mergulhos em águas tépidas, garante com enfastiamento que "o seu nome voltará para a guerra da sucessão". Arnaut promete empenhar-se "com mais fulgor" na vida do partido para fazer eleger Rui Rio, "o homem que este ex-secretário-geral do partido sonha ver ao leme" do PSD. Aguiar Branco, que no Verão avançou meio passo para logo recuar em toda a linha, "não afasta a hipótese de repensar o assunto se uma nova disputa surgir no horizonte".
Ou seja: não aprenderam nada nem esqueceram nada. O partido a que julgam pertencer já não é o deles. Nem de ninguém, pois desfez-se em cacos.
..............................................................................
Entretanto, vale a pena ler:
- Nada será igual, do Carlos Abreu Amorim. No Blasfémias.
- Menezes, do Francisco José Viegas. N' A Origem das Espécies.
- Menezes, do João Gonçalves. No Portugal dos Pequeninos.
- A culpa é dos ausentes, do Adolfo Mesquita Nunes, n' A Arte da Fuga.
- PSD (7), de Vital Moreira. Na Causa Nossa.

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A minha reacção primeira e última

por Corta-fitas, em 29.09.07
É a seguinte: «O País está doido». Ou, mais exactamente e ainda com piores consequências para o dito país que é o nosso, «o PSD ensandeceu». Está no seu direito.
Post Scriptum: Devo deixar aqui uma vénia mal-encarada aos jornalistas políticos desta casa, que sempre anteviram este resultado. A um deles apenas (graças à piedade de outro que prescindiu de esfolar-me) devo agora um almoço. Espero que a casca dos bivalves lhe custe tanto a engolir como a mim estas eleições.

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Primeiras reacções

por Pedro Correia, em 29.09.07
"E pronto. Acabaram com o PSD. (...) O PSD já era. Agora é tempo de crescerem partidos novos."
JCS, Lóbi
"O PSD estava à beira de um precipício. Acabou de dar um passo em frente. Entre o intervalo e o abismo escolheu o abismo."
Daniel Oliveira, 31 da Armada
"Bem podem continuar no remanso das sinecuras. Os bárbaros vêm aí. E é bem feito."
Eduardo Pitta, Da Literatura
"É difícil fazer a lista dos sinistrados: Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira, Cavaco Silva, Alberto João Jardim, Rui Rio, Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz, Guilherme Silva, Macário Correia, Carlos Coelho, etc."
Rui Albuquerque, Portugal Contemporâneo
"Pobre País."
José Pacheco Pereira, Abrupto

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Eis a questão…

por Maria Inês de Almeida, em 29.09.07
O relógio marca 01:47. A SIC acompanha, em directo, da sede de candidatura de Filipe Menezes, o seu discurso de vitória. E se Mourinho tivesse acabado de aterrar agora na Portela?

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Em cheio

por Pedro Correia, em 29.09.07
Antes de ganhar no partido, Luís Filipe Menezes ganhou no inquérito do Corta-Fitas. Com 67 votos (62%), contra 41 (38%) de Marques Mendes. Quem sabe, sabe...

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Preparem-se

por Pedro Correia, em 29.09.07
Vai começar a debandada das "elites" sociais-democratas. Paula Teixeira da Cruz bem avisou.

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Mais derrotados

por Pedro Correia, em 29.09.07
Todos os barões sociais-democratas que se resguardavam na sombra, à espera da queda de Mendes só em 2009. Esqueceram-se de que a política, tal como a natureza, tem horror ao vácuo. Agora vão ter de esperar bastante mais.

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Derrotado

por Pedro Correia, em 29.09.07
Marques Mendes perdeu a eleição para a liderança do PSD. Mas não a perdeu hoje: já a tinha perdido no dia em que foram conhecidos os resultados para a Câmara Municipal de Lisboa. Como dizia o outro, estava escrito nas estrelas.

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Portugal

por Pedro Correia, em 28.09.07
“País de homens importantes, que não atendem ao telefone porque pode fazer mal aos ouvidos, país de homens dilatados que estão sempre a despacho e não têm horas para descanso; heróis de uma pátria que só compreendem nos jornais.”
Ruben A., O Mundo à Minha Procura

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