Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
Ai, ai, ASAE
Num destes dias de praia caí na imprudência de ler uma breve numa página de jornal que me voou para os pés que dava conta de uma investida da ASAE numa feira de sexo no Algarve. Os inspectores tinham apreendido uma série de artefactos que não tinham instruções em português. A partir desse momento, sofri um pesadelo recorrente: a ASAE entrava em minha casa na minha ausência e levava-me umas aspirinas fora de prazo e uns bifes que deixei no congelador.
De regresso a casa constatei, aliviada, que os meus bifes foram poupados. A mesma sorte não tiveram as meninas Trim Trim nem o Paulo Teixeira Pinto. Algo me diz que, a seguir, vai o Almerindo Marques.


publicado por Cristina Ferreira de Almeida
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New age
O moderníssimo aparelho do meu carro lê os CDs em MP3. Neste “formato” cabem quase vinte álbuns num simples CD de 700 megas. A fartura é tanta que o pobre desconfia. Com o ouvido atento, apercebo-me como o processo de compactação digital nos defrauda, prescindindo de tantos “bites e baites”, aparentemente redundantes. Ou eliminando os sons considerados inaudíveis ao ouvido "comum". Confesso que aquele som, redondo e de plástico, ao princípio até soa agradável. Mas ficamos com a ausência da alma, dos sombreados, dos degradés e das texturas mais subtis da peça. Desvanece-se a profundidade e o relevo, a coloração sonora impressa pelo espaço, pela sala ou pelo estúdio e os seus materiais.
Chegado a casa, cedo à urgência: ligo o amplificador, ponho a rodar o gira-discos, fecho a porta, ajusto o volume, ponho cuidadosamente o vinil a reproduzir o órgão de Tom Koopman, tocando a Tocata e Fuga BWV 565 de Bach. Respiro profundamente e deixo-me ir.
Infelizes os satisfeitos com o que os seus humanos e precários sentidos alcançam. Vendo pouco e crendo pouco. Conformados. Tantas vezes cínicos.


publicado por João Távora
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Paulo Teixeira Pinto
Na hora em que se concretiza a saída de Paulo Teixeira Pinto de presidente do Conselho de Administração do Millennium BCP, e a sua substituição por Filipe Pinhal, não posso deixar de sublinhar que foram dois anos e cinco meses de audácia e de inteligência. Mas, infelizmente, e ao contrário do que diz o lema, nem sempre a sorte protege os audazes. PTP soube querer crendo, os ventos é que nem sempre estiveram de feição. Fica assim disponível para outros voos.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Vinte cidades que jamais esquecerei (XX)

SALZBURGO.
"Uma cidade que prolonga os sons até aos ouvidos de Deus."
(Ruben A.)


publicado por Pedro Correia
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Pretéritas Sextas (II)
Laura Elliott... Porque sim.


publicado por João Távora
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Porque hoje é sexta-feira
"Meu homem moderno tem orgasmos longos, erecções vítreas e telescópicas, meu homem feliz é bem informado e cínico, conhece bem as tragédias modernas mas se lixa para elas, não por maldade mas por uma crua "maturidade", um alegre desencanto. Meu homem vive em velocidade. O mundo da Internet, do celular, do mercado financeiro global imprimiu-lhe seu ritmo, dando-lhe o glamour de um funcionamento sem corrosão, uma eterna juventude que afasta a morte.
Meu homem feliz intui confusamente, que a aventura da verdadeira solidão é apavorante. Daí ele evita que qualquer profundidade existencial possa pintar, que a ideia de morte e finitude apareça à sua frente, senão sua "liberdade" ficava insuportável. E aí ele passa a viver um paradoxo: ligar-se sem ligar-se. Ele percebe que precisa do casamento protector como uma esperança de "sentido". Aí, ele se casa, entre risos dos amigos, como se tivesse cedido a uma fraqueza. E viverá infeliz, numa eterna insatisfação" - Arnaldo Jabor


publicado por Corta-fitas
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Sexta-feira
Ana Beatriz Barros.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Confissões*

Vá lá, é quase uma da manhã e sinto-me generoso. Tão generoso que vou revelar alguns segredos até agora bem guardados, num espírito de partilha e dádiva com base naquele que foi o meu último dia de férias antes da partida para Barcelona. E são eles:
1. A piscina do Hotel da Quinta da Marinha (a do cavalheiro entre poucos que é José Carlos Pinto Coelho, não o de Miguel Champalimaud que...enfim...me prescindo de classificar) é de borla. Sim! Grátis! Sempre foi. O hotel tem agora cinco estrelas mas os mergulhos não custam um tostão. Se quiserem uma club sandwich ou uma cerveja servida como deve DE ser, estão à vontade. Se não, ninguém vos chateia. Qualidade de serviço.
2. O restaurante de Oitavos é também casa de chá. Pouca gente o visita em plena tarde. Tem uma vista que valha-me Deus. Chás e três scones a 4,50€, gin tónico a 3,50€. Uma vista que devolve a vida a qualquer um e uma paz que dá vontade de morrer. Pecado mortal, como é o de pensar em coisas sérias num sítio daqueles, a não ser para prometer noivado, casamento ou divórcio.
3. E Pecados é, imaginem vossas senhorias, o nome do restaurante em Paço de Arcos, mesmo junto ao jardim e à Marginal. Um pregado de quilo e meio, fresco fresco. Com grelos à séria a acompanhar, mas promessa de empada de perdiz e feijoada de leitão para quando o Verão terminar. O conhecedor Dante serve à mesa com a sabedoria minhota de quem percorreu o País de lés a lés e, na cozinha, o alentejano Ti Inácio garante a qualidade de vida e dos alimentos. A mesma qualidade de vida que existe ainda, em lugares como estes que mencionei. Não precisam de agradecer. Só de aparecer.
*Título roubado ao senhor Jean-Jacques Rousseau


publicado por Corta-fitas
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
Cinema Nostalgia (8)

Cinema é festa. E às vezes a festa espreitava em frestas do quotidiano, nos longos serões tropicais sulcados de sons nocturnos: o vagido do morcego, o grunhido da osga, o zumbido de besouros em demanda de luz. Era uma festa quando o meu pai instalava o projector de super 8 e exibia filmes para nós, garotos sem televisão, ávidos de ver imagens em movimento. Vinham colegas da escola, juntávamo-nos a beber limonada, indiferentes ao toqué na parede que acabava de engolir mais um mosquito – o grande lagarto pintalgado cuja presença, acreditavam os velhos em Díli, dava sorte às casas que os acolhiam.
Noite mansa no amplo bairro do Farol – o oceano, pacífico, alongava-se em frente. Barcos artesanais de pescadores rumavam ao largo, na sua faina diária. Havia vagas luzes de petromax em Ataúro, várias milhas náuticas adiante. Mas na varanda que circundava a moradia os olhos infantis só estavam concentrados na tela onde desfilavam as imagens. Filmes em super 8: pequenas bobinas extraídas de caixas quadrangulares e que se fixavam na parte mais recuada do projector. Começavam a girar e o cinema acendia-se na varanda, sob a ritmada vigilância das ventoinhas de tecto que mal disfarçavam o calor repassado de humidade. No chão, pivetes de incenso procuravam pôr os insectos à distância, empurrando-os na direcção das osgas e do tranquilo toqué que parecia petrificado, as ventosas das patas bem fixadas nas paredes.
O stock era limitado: mas revíamos sempre cada filmezinho ou cada documentário como se fosse a primeira vez. Uma versão condensada d' O Homem Invisível, de James Whalen: ainda hoje sinto um ligeiro arrepio quando recordo Claude Rains a tirar as insólitas ligaduras que lhe cobriam o rosto. Rio Grande, em formato pequeno. Lá surgia John Wayne de bigode e farda confederada despedindo-se da inconsolável Maureen O’Hara. Os Harlem Globettroters fazendo acrobacias nunca vistas em recintos de basquetebol. Os golos de Pelé e Jairzinho no inesquecível Campeonato do Mundo de 1970.
E havia os desenhos animados. O imparável Woody Woodpecker, esse endiabrado picapau que fez as delícias da minha infância. Speedy Gonzalez, o rato que corria mais rápido do que a própria sombra. Dick Tracy, o detective que solucionava todos os casos enquanto falava ao telefone com o relógio de pulso.
E havia as velhas comédias mudas, do tempo em que se usava pêra e cartola, que uma vez e outra e outra nos faziam irromper em gargalhadas. A luz projectava-se no ecrã branco, a bobina começava a girar e aparecia o rosto familiar de Charlot comendo sempre a mesma bota que já comera em tantas outras noites. Ou os inconfundíveis Bucha e Estica, que levavam o caos à mais pacífica das ruas, pondo impávidos cidadãos à batatada. E pondo-nos a rir até às lágrimas, apesar de sabermos cada cena de cor. Absurdamente felizes sem sabermos que o éramos – putos europeus longe do conforto europeu, nessas horas longínquas em que o Super 8 substituía os canais televisivos que não chegavam a Timor. E em que o popular projector fazia parte da mobília – e da família.
Por vezes sinto uma nostalgia imensa dessas improvisadas noites cinéfilas. E do toqué lá de casa. E daquelas ventoinhas que rodavam no tecto enquanto o Dick Tracy, o John Wayne e Laurel&Hardy alimentavam sem cessar os nossos sonhos.


publicado por Pedro Correia
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A força está com ele
O veto político do Presidente da República à Lei Orgânica da GNR é mais um sinal forte de que o Governo começa a perder o pé. É também mais um sinal de que a tal cooperação estratégica só existe e só funciona quando estão em causa princípios básicos do relacionamento institucional entre Belém e São Bento. Aníbal Cavaco Silva não abdicará nunca do seu espaço de manobra e da sua influência cada vez mais decisiva no corolário do processo legislativo.
Ao vetar aquele diploma, Cavaco Silva quis deixar expresso que não permitia que o Governo socialista, por sua auto-recriação e contra todos os outros partidos políticos do arco constitucional, decidisse lançar uma espécie de quarto ramo das Forças Armadas. Fazendo-o, ainda por cima, à revelia do seu Comandante Supremo, o Presidente da República.

As razões invocadas pelo Chefe de Estado parecem-me perfeitamente lógicas. Que sentido faz, com três ramos das Forças Armadas, fazer equivaler um comandante-geral da GNR aos outros chefes militares? Ainda por cima quando se sabe que o chapéu político dos três ramos (Exército, Marinha e Força Aérea, que dependem do Ministério da Defesa Nacional) não seria o mesmo desse novo ramo? A GNR iria continuar sob a alçada da Administração Interna, só que fazendo deste ministro um titular de um autêntico exército pessoal, visto que o projecto visava ainda o lançamento de uma subcategoria profissional de oficiais generais: "Estas alterações não favorecem a necessária complementaridade entre as Forças Armadas e a Guarda Nacional Republicana e contendem com o equilíbrio e a coerência actualmente existentes entre ambas e com o modo do seu relacionamento, podendo afectar negativamente a estabilidade e a coesão da instituição militar por que ao Presidente da República cabe zelar, também pela inerência das suas funções de Comandante Supremo das Forças Armadas", sublinhou, e bem, Cavaco Silva.
Para já, o "saldo" é de quatro vetos políticos (Lei da Paridade, Estatuto do Jornalista, Responsabilidade Extracontratual do Estado e Orgânica da GNR).
Depois deste último veto, o PS pode insistir na sua e fazer aprovar com a sua maioria no Parlamento o mesmo texto. Acredito, por seu interesse, que não o fará. Neste último caso, e perante os reparos do Presidente, iria abrir brechas graves no relacionamento com Belém. Acredito que o Governo não quer entrar por caminhos mais bélicos. Basta perceber que errou e emendar a mão.


publicado por Francisco Almeida Leite
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João, este é para ti
Caríssimo João Gonçalves,
Desculpa só te responder agora, mas estive uns dias de molho e sem acesso a estas coisas da blogosfera. Claro que fui informado sobre este teu post, ao qual respondo com cortesia, dizendo-te que o teu interesse revela que não só aquela matéria era notícia, como pelos vistos estás à espera de follow-up. Pois bem, fica sossegado que, mal saiba de novidades, não deixarás de ser o primeiro a saber.
Já agora, quem promoveu a senhora de que falas a vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD foi José Manuel Durão Barroso, não Pedro Santana Lopes. Fica a nota.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Vinte cidades que jamais esquecerei (XIX)

BANGUECOQUE.
"Lá estava ela, amplamente espalhada pelas duas margens, a capital do Oriente, aquela cidade ainda isenta da conquista branca."
(Joseph Conrad)


publicado por Pedro Correia
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Na morte de Umbral (1)
Habituei-me, durante anos, a comprar El Mundo por causa das crónicas de Francisco Umbral: era obrigatório começar a ler o jornal pela última página, onde o escritor tinha há quase 18 anos a sua coluna Los Placeres y los Dias. "O prazer da leitura" - essa expressão que Bárbara Guimarães transformou em lugar-comum - tinha aqui pleno cabimento: Umbral dava prazer aos seus leitores (mesmo aos que discordavam dele) com o seu estilo mordaz, irónico, inconfundível. Era, a um tempo, moderno e clássico. Tanto se perdia por saborosíssimas digressões nostálgicas como abordava as mais quentes questões da actualidade. Sempre com uma voz própria, inimitável. Ele, que não era fértil em elogios, certa vez elogiou Camilo José Cela por saber "escrever vivendo e viver escrevendo". Poder-se-ia dizer o mesmo deste amante de charlas e tertúlias que "elevou a coluna de jornal a um género literário", como bem assinalou Pedro J. Ramírez, director de El Mundo. O mesmo que já tinha acontecido, no Brasil, com Rubem Braga e Nelson Rodrigues - género hoje prolongado por Luís Fernando Veríssimo e Arnaldo Jabor. Nada encontramos de semelhante na imprensa portuguesa.
Francisco Umbral morreu. Foi a pior notícia deste mês, uma das piores notícias deste ano.


publicado por Pedro Correia
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Na morte de Umbral (2)
Li apenas um romance de Umbral. Mas foi um livro que me prendeu ainda mais à sua escrita: Madrid 1940 (editado em 1993). Era a história de um pequeno canalha de província que prospera como delator na capital franquista - a exemplar autópsia da ditadura "nacional", que se alimentava destes canalhas. Nas páginas de Madrid 1940 vemos desfilar a sociedade madrilena desse tempo: as fardas, as batinas, a intelectualidade de café, os toureiros, os cançonetistas, os viracasacas de várias espécies. "Aquilo a que Franco chamava Unidade Nacional não era senão a unidade em torno dele, e eu via isto sem mais malícia nem cinismo que os outros, pois penso que todos eram cínicos", observa o protagonista deste romance escrito na primeira pessoa do singular.
Madrid 1940 tem chancela portuguesa da Campo das Letras (com prefácio de José Saramago). Certamente por distracção minha, desconheço outros títulos de Umbral lançados em português - e ele é autor de cerca de cem obras, entre ficção, crónica e ensaio. Jamais entenderei este desinteresse generalizado das editoras portuguesas pelo que se vai produzindo em Espanha, ressalvando aqui casos pontuais como o da Dom Quixote, que nos últimos anos tem alterado esta tendência (o que não admira, pois passou a ser propriedade espanhola).
Mais criticável ainda é a cultura televisiva portuguesa, que concede todas as parangonas a um futebolista do Sevilha, falecido no mesmo dia de Umbral, enquanto praticamente esquece o grande escritor espanhol. O que justificou a deslocação de um enviado especial da RTP a Sevilha, por exemplo? O jogador, de 22 anos, marcara o "golo decisivo que pôs o clube na rota das grandes competições europeias". Nem mais. Afinal o que valem cem livros comparados com um só golo?


publicado por Pedro Correia
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Gostei de ler
Presidencialismo. Do Eduardo Pitta, no Da Literatura.
Pode repetir, sff? Do Paulo Gorjão, na Bloguítica.
Leis 'à la carte'. Do João Caetano Dias, no Blasfémias.
Sol na moleirinha. Da Leonor Barros, na Geração Rasca.
O último analista absoluto. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
A sociedade fechada e os seus inimigos. De Miguel Morgado, n' O Cachimbo de Magritte.
Nacionalidade. Do Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.
Notas soltas. Do Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.
A "orquestra negra". De Miguel Cardina, no Passado/Presente.
Aquela vontade de ir. De Rui Bebiano, n' A Terceira Noite.
William Vance. De António Teixeira, no Herdeiro de Aécio.
Filiações. De Ana Vidal, na Porta do Vento.
Liberdade. De Jorge Assunção, no Despertar da Mente.
Pastelaria Avenida. De Henrique Fialho, na Insónia.


publicado por Pedro Correia
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A ERC deve estar de férias
Ao fim de vários dias de jejum informativo, acompanho as notícias na televisão pública. Fico a saber que o ministro Rui Pereira, convocado pela oposição, prestou declarações no Parlamento a propósito dos meios aéreos de combate aos incêndios já adquiridos pelo Estado português mas ainda não utilizados neste Verão por alegados motivos burocráticos. Ouço várias declarações do ministro na peça da RTP. Mas nem um pio dos deputados da oposição. Presumo que os membros da ERC ainda estejam de férias. E a famosa "fita métrica" que instituiram para validar o rigor dos noticiários televisivos deve ter ido de férias com eles.


publicado por Pedro Correia
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Vinte cidades que jamais esquecerei (XVIII)

PANGIM.
"Minúscula e asseada cidade de província, com os seus edifícios oitocentistas caiados, Pangim nada tem a ver com a 'terra esquecida dos deuses' que Lady Burton descrevia há um século."
(Graham Greene)


publicado por Pedro Correia
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Eduardo
O meu último moleskine preto, não de linhas mas quadriculado, foi-me oferecido pelo Eduardo Prado Coelho. Começou por se enganar na oferta e presenteou-me com uma bolsinha para colocar moedas, daquelas de homem, que tinha comprado para si. Fez questão de sair do restaurante e ir ao carro buscar a lembrança certa bem como alguns dos seus livros.
Escreveu: Para a Inês, esperando que escreva todos, mas todos os dias.
Este é para si Eduardo. Também esperando que continue a escrever todos, mas todos os dias.
Um grande beijinho


publicado por Maria Inês de Almeida
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Basta de paprika

Quantas vezes, na Hungria, eu e o Luís Naves recordámos com estima o nosso FAL. Pensávamos que ali ele viveria feliz. Cansado, porventura, mas feliz. A paisagem humana convidava a um périplo constante e deslumbrado. Apesar do calor de Agosto, as raparigas pareciam embalagens daquelas pré-congeladas, vistosas e coloridas, mas imprestáveis antes de aquecidas durante alguns minutos no micro-ondas.
Antes de partir, alguém me avisara que levava «areia para a praia». Outro – repleto de sabedoria arcana – lembrou o ditado «para a Hungria não leves companhia». Quando atravessámos um pequeno jardim onde dezenas de estónias despiam antes da festa os seus collants, numa apressada mudança de roupa para qualquer traje típico do seu país, parecia sexta-feira. Quando, sentados nas esplanadas, virávamos o pescoço para a esquerda e a direita e, na maior parte das vezes, para cima, num movimento espiralado capaz de dar um torcicolo duplo ao mais flexível instrutor de yoga, era sexta-feira outra vez. E no entanto…
Ao regressar, ao ver as nossas portuguesas, ao conseguir de novo vislumbrar sorrisos nas inocentes trocas de olhar que são o alimento da alma para qualquer praticante compulsivo do flirt como eu, ao vê-las descontraídas, bronzeadas, suspirei de alívio. Não sou por natureza contemplativo e muito menos adepto de refeições rápidas. Em todos os desportos que pratiquei, sempre detestei a fase de aquecimento. Pode ser que na Hungria seja sempre sexta-feira. Mas, se lá voltar, irei de novo acompanhado. Aquela não é a minha praia.


publicado por Corta-fitas
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A ameaça
Os incêndios no Peloponeso, a que pela TV assistimos atónitos do sofá, devem preocupar-nos profundamente. Apesar daquela estranha língua, os protagonistas, a acção e os cenários são-nos demasiado familiares. Depois, suspeito que aquela catástrofe não ocorre em Portugal apenas por mero circunstancialismo meteorológico. Quando, perante a estatística dos incêndios em Portugal este Verão, as autoridades se vangloriam da eficiência alcançada, fico desconfiado. É fácil atirar “postas de pescada” quando as circunstâncias são favoráveis, e manda a prudência um pouco de modéstia. Que a floresta, quando arde, chamusca qualquer governo.

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publicado por João Távora
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
O Sporting em 1º
Depois não nos digam que não avisámos: o inquérito dos palpites prá bola aí na barra lateral, ao fim de quatro dias, já leva 157 votos e o Sporting vai destacado. E sabem porquê? Porque aquele voto se pode renovar diariamente. Trata-se de um autêntico campeonato virtual e interactivo. Tecnologia limpa, sem o patrocínio do Simplex ou ajudas de Bruxelas.
Tudo isto são razões suficientes para que o estimado leitor diariamente, depois do café da manhã, volte ao Corta-fitas, nem que seja só para deixar um votozinho no clube da sua preferência.
A ver quem ganha.

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publicado por João Távora
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Impressões Musicais (13)
The Carpet Crawlers
by Genesis

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publicado por João Távora
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
As palavras dos leitores
"Com que então, no Alentejo, a melhor terra de Portugal. O contacto com a natureza dá-nos forças para lutar contra o socratismo. O Alentejo só tem um problema: é o Alqueva. Morreu. Passou a cano de esgoto de Badajoz e outras terras espanholas. As águas já estão contaminadas. Há pessoas que já tiraram de lá os barcos."
Betty
"Como te compreendo. Acabei de tirar um gafanhoto da piscina e deixei um pouco de bolo de mel para as formigas no canteiro junto ao tanque. Imagina tu que ontem até vi o Porco do Proença fazer um favor ao Pinto. Abraço e continuação de boa evasão.
Francis C. Afonso

"Banho de campo: sabe bem e importa para não esquecer o animal que insistimos vestir de marcas."
Lis

"Podia ter colocado o 'ponto' logo a seguir ao 'afogados', dispensando o 'na piscina'. Dessa forma teria um texto profundamente alentejano. Mas não. A atracção pela divulgação do pormenor pequeno-burguês falou mais alto. Não há pachorra. Acho que vou mesmo desistir do Corta-Fitas..."
Sofia
"CRÓNICA DA FORMIGA que FOI SALVA: Senhor Correia muito lhe agradeço a possibilidade de viver mais meia dúzia de diazinhos. As minhas duas irmãs e a prima Graciete, também lhe agradecem. O resto da turma até podia ter deixado entrar na piscina, são exímios nadadores, alguns medalhados em Olimpíadas. O Tio Zé Mocho tem uma casa de meninas lá para os lados da herdade da Chaminé, fez bem em não deixar as pobrezinhas órfãs. O Paxá é um canito com muito sentido de humor, tipo CÃO FEDORENTO, os dois gatos da vizinha que saiu nas últimas páginas do seu jornal estão fartos da solidão e entre uma e outra visita ao psicólogo, vão até aí. O raio das melancias andam a fugir à fileira branquinha dos dentes e as azeitonas que não se armem em sofisticadas, porque já estão boas para a mordidela. O Xico Ranço e o Victor Bigodaça, são os dois galos das noitadas, acabadinhos de chegar do Freedom 2007, ainda estão em transe. O Ganso Zeca lidera a Capoeira, enquanto for à manicura e o Peru está adoentado, pudera, porque só pensa no Natal e já vê a vidinha dele a andar para trás.
Bem vindo ao campo, tio Correia
(não escrevo mais porque vou pôr esta carta no correio, a 17 km daqui)"



(Tiradas, com a devida vénia, da caixa de comentários do meu postal alentejano. Dedico a imagem da piscina à leitora Sofia neste dia tão quente.)


publicado por Pedro Correia
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Notícias do Alentejo profundo

Com um abraço ao Vítor, excelente anfitrião

Hoje salvei cinco formigas, um besouro, uma aranha, um gafanhoto e até dois louva-a-deus de morrerem afogados na piscina. Vimos um mocho imobilizado no asfalto da estrada: apeteceu-me logo adoptá-lo, mas ele parece ter-me adivinhado os pensamentos e não tardou a bater asa. O Paxá, um rafeiro alentejano de cinco meses, não pára de trincar as bolotas que caem dos sobreiros: é um brincalhão incorrigível. O pequinois Papu teima em mandar no outro cão, cinco vezes mais pesado. Dois gatos que viviam no monte de uma vizinha há pouco falecida começam a habituar-se a vir aqui comer, ganhando palmos de terreno em cada fim de tarde. As melancias vão-se desenvolvendo e as azeitonas estão quase prontas a ser colhidas. Os dois galos bem cantam - às vezes a desoras - mas continuam sem ver galinhas. O ganso Zeca continua a liderar o inconfundível clã de aves de capoeira - que inclui alguns patos - sem rival à vista. O Senhor Peru andou adoentado mas "tem registado sensíveis melhoras", como se dizia no Portugal do século XIX que sobreviveu quase até aos nossos dias.
Não me perguntem por outras coisas: só sei isto. E não faço questão de saber mais nada.


publicado por Pedro Correia
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Vinte cidades que jamais esquecerei (XVII)

ESTRASBURGO.
"Era a hora do crepúsculo numa tarde fria em Estrasburgo. Nunca ali estivera. Deu um passeio calmo para avaliar o ambiente, que lhe agradou bastante. Pena não ir para ficar. Gostava de passar ali uns dias." (Nicolas Freeling)


publicado por Pedro Correia
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Domingo, 26 de Agosto de 2007
O Sporting
"Nunca escondi essa característica da minha personalidade que é ter nascido sportinguista. Para falar verdade, não sei o que isto significa ao certo. Não consigo descobrir se se trata de um imperativo do destino, se de uma decisão racional (mas que racionalidade poderá existir aqui?). Sei apenas que sofro absurdamente quando o Sporting está a perder e que partilho a alegria de todas as vitórias, mesmo que seja sobre um clube da III Divisão: ganharam 4 a zero? São os melhores."
.
Eduardo Prado Coelho
(De PÚBLICO, crónica A Pré-História da Minha Ida ao Futebol, 10 de Agosto de 2005)


publicado por M. Isabel Goulão
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Tomando sempre novas qualidades...
A maior "revolução" operada na sociedade contemporânea, subtil e orgânica, é aquela que aconteceu à relação entre o pai e os seus filhos. Mais até do que as conquistas femininas, de lugares nos estádios ou em promissoras carreiras.
Apercebo-me hoje que o meu pai ainda esboçou uns tímidos esforços, desajeitadas tentativas de intimidade, inspiradas nos inevitáveis sinais de mudança. Mas a rigidez dos "papéis" estava-lhe demasiado impregnada. Assim como aquela solidão.
A maior "revolução" dos tempos modernos é a revelação da plena paternidade. Hoje, conhecemo-nos cedo, com a ajuda da pele e de uma orgânica cumplicidade. Com muitas canções, lenga-lengas, banhos de banheira, de mar e de mundo. Depois de tudo isto, que venha a vida toda, com os seus anunciados terrores e tempestades. Seremos mais fortes, por certo, o que já não é pouco.


publicado por João Távora
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O criador e a criatura
Tem razão o Rodrigo Moita de Deus quando observa isto. Afinal de contas, não pode passar apenas de uma simples coincidência. Alberto João Jardim, num piscar de olhos, pode muito bem ser o mentor de que Luís Marques Mendes estava necessitado... Num dia é o "grande líder", no outro é a figura de proa da comissão de honra da sua recandidatura e depois já está a dar directrizes e a sugerir frases feitas. Ou será mais que isso?


publicado por Francisco Almeida Leite
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A ler
1. "Eduardo Prado Coelho, 1944-2007", do Francisco José Viegas.
2. "Comentar não comentando", do Paulo Gorjão.
3. "Postal de Chipre", do Vítor Matos.
4. "O icebergue", de Pedro Norton.
5. "Cocktail explosivo", do Rui Costa Pinto.
6. "Postais de férias I", de Pinho Cardão.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Domingo
Evangelho segundo São Lucas 13, 22-30

Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».

Da Bíblia Sagrada


publicado por João Távora
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Vinte cidades que jamais esquecerei (XVI)

BERNA.
"Voltaste à tua Berna, esta cidade adormecida, honesta, onde nunca se sabe com precisão quão morta ou quão viva está."
(Friedrich Dürrenmatt)


publicado por Pedro Correia
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Sábado, 25 de Agosto de 2007
Descartáveis

Quando era criança havia um cão chamado Esquimó que vivia num dos quintais que se viam das traseiras da minha casa. Era um lindo Samoiedo, de pelo sedoso e branco, que com o passar dos invernos se foi enchendo de reumático. Por fim era penoso vê-lo a coxear para dentro da casota que os donos lhe haviam instalado mesmo virada ao vento norte. E um dia mandaram-no abater. “Já estava velho e doente”, disseram, em tom casual, à minha mãe.
Lembrei-me do Esquimó a propósito de um outro exemplar da mesma raça que vi aqui há dias, atarantado, a ziguezaguear pelo meio da estrada, indiferente aos carros que iam passando. Não precisava falar para se perceber o que lhe tinha acontecido. Tenho a certeza que me foi dado assistir aos primeiros momentos de aflição de um canito quando percebe que foi abandonado. Desorientado, assustado e triste, o que mais comovia na atitude do infeliz era perceber a sua incapacidade para compreender o que lhe tinham feito.
Aquela minha antiga vizinha, felizmente, nunca mais quis ter um cão. Mãe de uma única filha, agora já casada, queixa-se frequentemente do abandono a que ela a votou. Não admira. Agora, que já está velha e doente, tem sorte se não for despachada para um daqueles lares onde os velhos não duram mais de dois meses...


publicado por Corta-fitas
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Música de todos os tempos (19)
Shirley Bassey - "Goldfinger"


publicado por Francisco Almeida Leite
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EPC
Na morte de Eduardo Prado Coelho, não quero deixar de registar que, no auge dos ataques desferidos contra mim por um certo candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, em 2005, ele não recuou. Manteve o que me disse e o que pensava: que Manuel Alegre seria um melhor candidato nas presidenciais de 2006 do que Mário Soares (o que, aliás, se comprovou). Mais, escreveu uma crónica no Público no dia seguinte à publicação da minha notícia, onde explicou o que pensava e ainda garantiu que o tal candidato sempre concordou com ele. Na altura, pareceu-me um gesto impecável.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Ao momento
Só para vos dizer que o Corta-Fitas passa a contar com mais uma inovação a partir de agora, devido ao empenho do João Távora e a pedido de várias famílias. Lá bem em baixo da página, ao meio, surge agora uma caixa que se chama Shiny Stat, um contador para se saber quantas pessoas estão connosco, online, em tempo real. Há bocado, a um sábado de manhã, já estavam quatro leitores a ver o que é que estava para aqui escrito...


publicado por Francisco Almeida Leite
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
Mendes strikes back
O Corta-Fitas lançou esta semana um novo inquérito, pelo que, como é nosso costume, vamos divulgar os resultados da consulta anterior. À pergunta "Quem vai ser o próximo líder do PSD", responderam 276 leitores, repartindo as suas preferências desta forma: Luís Marques Mendes venceu, com 32% (87 votos), Luís Filipe Menezes ficou em segundo e teve 22% (61 votos) e Rui Rio chegou ao terceiro lugar com 14% (39 votos). Nos lugares seguintes ficaram Pedro Santana Lopes (8%, 21); António Borges (7%, 20); Manuela Ferreira Leite e José Pedro Aguiar-Branco (ambos com 6%, 17 votos); e Nuno Morais Sarmento (5%, 14).
Registe-se que o inquérito foi lançado logo na sequência das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, minutos após Marques Mendes ter convocado as directas para a liderança. Na altura não estava ainda composto o actual quadro de candidatos, com Mendes, Menezes e o outsider Castanheira Barros, essa grande figura...
O novo inquérito já consta da nossa barra lateral - "Quem vai ganhar o campeonato de futebol 2007-2008?" - e adivinhem quem vai na frente? Eu juro que não votei...

P. S. - João, os seus desejos são ordens.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Na barra lateral...
Reparou por certo o estimado leitor que substituímos o inquérito sobre a disputa da liderança do PSD barra lateral. Sobre o resultado do mesmo, o Francisco Almeida Leite nos obsequiará em breve com o seu comentário aos resultados finais.
Agora, o novo questionário refere-se ao outro mediático circo, desta feita o lúdico campeonato de futebol que tanta paixão irradia, que com tanta discussão nos anima a cada época. Para o bem e para o mal, "a bola" marca inevitavelmente o nosso calendário, quer se goste quer não. Eu sou dos que alinham, dos que o consomem, sem complexos. Já a politica, é diferente, consome-me a mim.

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publicado por João Távora
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400 mil
Quatrocentos mil visitantes desde que cortámos a primeira fita. É só para registar.


publicado por Pedro Correia
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Porque hoje é sexta-feira

When a man loves a woman

When a man loves a woman
Can't keep his mind on nothing else
He'll trade the world
For the good thing he's found
If she's bad he can't see it
She can do no wrong
Turn his back on his best friend
If he put her down


When a man loves a woman
Spend his very last dime
Tryin' to hold on to what he needs
He'd give up all his comfort
Sleep out in the rain
If she said that's the way it ought to be


Well, this man loves a woman
I gave you everything I had
Tryin' to hold on to your precious love
Baby, please don't treat me bad


When a man loves a woman
Down deep in his soul
She can bring him such misery
If she plays him for a fool
He's the last one to know
Lovin' eyes can't ever see


When a man loves a woman
He can do no wrong
He can never own some other girl


Yes when a man loves a woman
I know exactly how he feels
'Cause baby, baby, baby, you're my world


When a man loves a woman...

(Percy Sledge)


publicado por Corta-fitas
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Vinte cidades que jamais esquecerei (XV)

HONG KONG.
"O rochedo mais rico do mundo." (André Malraux)


publicado por Pedro Correia
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Corta-fitas
Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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