Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
A greve que serviu ao Governo
1. A greve não foi geral: foi parcial. Muito parcial. O PCP, por interposta CGTP, prestou com isto um enorme favor ao Governo. José Sócrates deve estar grato aos comunistas por este balão de oxigénio no momento em que mais precisava dele.
2. Ou muito me engano ou o fracasso desta greve fornece ao PCP o pretexto que faltava para afastar Carvalho da Silva da liderança da CGTP. Espantosa ironia: o homem que discordava da greve geral foi afinal, por força das circunstâncias, o rosto do fracasso dessa greve. Motivo suficiente para que a direcção comunista entenda despedi-lo com justa causa. Vai uma aposta?


publicado por Pedro Correia
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Ter pedalada

Parece que o nosso primeiro-ministro se prepara para ir até Paris, para um encontro de trabalho - onde deve receber as principais recomendações sobre o que tem mesmo de ser feito durante os próximos seis meses da presidência portuguesa da União Europeia - com Nicolas Sarkozy. Estou curioso em saber se José Sócrates também aí vai fazer o seu jogging matinal, com a ligeira diferença de que em Paris não se poderão fechar os Champs-Élysées nem fazer figuras tristes. É que não é propriamente a mesma coisa que correr no Calçadão do Rio de Janeiro, na marginal de Luanda, na Praça Vermelha ou em Pequim. Em Paris, ainda por cima, há agora um Presidente que faz jogging a sério, anda a cavalo e faz mais uma série de desportos. Vai uma corridinha?


publicado por Francisco Almeida Leite
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Ora aqui está
O momento histórico. Steve Jobs e Bill Gates face to face. Parece que deram muitos beijinhos um ao outro.


publicado por Corta-fitas
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O País depois do almoço

Recebido hoje de autor desconhecido.


publicado por Duarte Calvão
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«Una carga erotica muy grande»
À atenção da organização da Bienal de Veneza, prestes a começar.


publicado por Corta-fitas
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Uma boa notícia
O nosso Luís Naves colocou hoje, no Prazeres Minúsculos, o seu último fragmento de Territórios de Caça. Uma novela «húngara» que constitui, sem dúvida pelo menos para mim, a melhor experiência literária já concebida expressamente para a blogocoisa em Portugal. Façam o favor a vós mesmos de reunir e ler todos os 25 posts e, depois, digam-me se não tenho razão.


publicado por Corta-fitas
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Bye-bye Nani
Como se previa, o Sporting perde Nani para o Manchester United já este ano e está em risco de ver também sair Romagnoli, se não chegar a acordo com o Vera Cruz. A saída de Tello, da forma que aconteceu, e a faltar ao respeito ao clube, não merece qualquer lamento. Mas também aí o clube é responsável por não ter chegado a um acordo para a renovação mais cedo. O Besiktas rouba um jogador sem dar um chavo que seja ao SCP. Mas a saída de Nani era inevitável, continuando o clube de Alvalade na senda da descoberta e formação de grandes jogadores que deixam Portugal mal a fama ultrapassa fronteiras. 25 milhões de euros por aquele jogador é melhor que nada, mas é pouco. Se a renovação tivesse acontecido há meses, no início da época, nada disto iria suceder e quem o quisesse levar tinha que pôr vários zeros no cheque. Vamos ver como é que Paulo Bento vai montar a equipa do próximo ano, que irá estar na Champions, onde não se joga apenas com remendos. Gostava que os senhores Filipe Soares Franco, Miguel Ribeiro Telles e Miguel Salema Garção explicassem melhor os contornos destas operações. E que nos dissessem qual a estratégia de ataque para a próxima época, se é que ela existe.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Tertúlia literária (184)
- Qual é, para si, o médico que mais se destacou na literatura portuguesa?
- Bem, nunca li nada dele mas ouvi falar muito do Doutor Jivago.


publicado por Pedro Correia
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Obviamente de acordo
Com tudo quanto a Helena Matos escreveu aqui.


publicado por Pedro Correia
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Os tugas (15)

- Como vai?
- Assim-assim.
- E a família?
- Mais ou menos.
- E lá no emprego?
- Uns dias melhor, outros dias pior.
- Deixe andar, que as coisas melhoram.
- Talvez sim, talvez não. E você e os seus?
- Cá vamos andando, como Deus manda.
- Vou pôr-me a caminho. Desejo-lhe muita saúde, que é o que é preciso...
- Até um dia destes. Gostei de conversar consigo.


publicado por Pedro Correia
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O núcleo já não é tão duro

Notei um pequeno foco de dissidência no Governo, vindo de onde menos se esperava: o ministro Pedro Silva Pereira apareceu ontem nas televisões com uma gravata às riscas. Demarcando-se das bocejantes gravatinhas monocromáticas do Chefe Máximo. Com tanta trapalhada, cheira-me que o "núcleo duro" começa a amolecer...


publicado por Pedro Correia
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Coincidência?
Sabotagem na linha do Andante no Porto. Assalto com gás, provavelmente pimenta, no Metro do Saldanha e 10 pessoas assistidas. O que se passa aqui?


publicado por Corta-fitas
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A senhora deputada dança?
Ao que parece, não há improviso que chegue na Assembleia da República. Hoje, às 19.30H na Sala do Senado, toca a Big Band do Hot Clube de Portugal. Já agora, aqui ficam Ella Fitzgerald e Duke Ellington em «Don't Get Around Much Anymore». Um swing à maneira. E uma sugestão para a excelente série «O Vale do Riff» do meu amigo Ricardo.

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publicado por Corta-fitas
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Com tranquilidade?
Com um nono lugar entre os países mais tranquilos do mundo, temos também um Estado que é o pior pagador entre os países da UE com um prazo médio de 5 meses no cumprimento das suas dívidas. De acordo com o relatório da Intrum Justitia, 13% das PME estão em risco de fechar. Isto, é evidente, não é asssunto que o Governo mencione no debate parlamentar. É muito sexy falar do sucesso alcançado pelo pagamento célere de serviços e impostos pelos cidadãos através da internet, mas muito pouco confortável explicar como pretende o Estado fazer o mesmo.
Não é com tranquilidade que os credores (PME e não só) aguardam. É com receio. Sabem que estão metidos num ciclo de dependência, o qual pode originar que aqueles que protestam ou exigem o cumprimento dos prazos percam o próximo concurso ou oportunidade. Entretanto, os fornecedores dessas empresas aguardam também, num processo em escadinha descendente que espirala dívidas por aí fora e enche os bolsos das empresas de factoring e leva ao endividamento bancário.
Na Noruega, segundo sei, o prazo máximo de pagamento de facturas é de 15 dias. Depois disso, a conta do devedor é congelada até à resolução da dívida. A Noruega é o país mais tranquilo do mundo. Acredito que seja. Tem dois orçamentos e a segurança social paga até daqui a uma brutalidade de anos à conta das receitas do petróleo. Que nós sejamos os nonos é que já me provoca maior cepticismo. Acho é que tomamos muitos anti-depressivos.


publicado por Corta-fitas
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Ligar Sócrates à terra
Mais uma vez a escolha do tema para o debate mensal de hoje à tarde recaiu sobre um tema que é de extrema actualidade e de impacto directo sobre o dia a dia de cada português: “Acesso às Tecnologias de Informação e Competitividade”. É um tema actual, modernaço e que fica sempre bem ter à mão quando não se quer discutir trapalhadas como as gravíssimas declarações do ministro Mario Lino a propósito do novo aeroporto da Ota ou o "caso Fernando Charrua".
O primeiro-ministro bem pode tentar hoje aparecer com os números do acesso à banda larga, as inúmeras casas que já têm Internet, os bairros onde há rede sem fios e as escolas mais à frente, mas o que se espera é que as oposições, e em particular Marques Mendes, o liguem "à terra". Marques Mendes, e muito provavelmente Paulo Portas, terão de obrigar Sócrates a reconhecer que nos dois casos o Governo agiu mal. No primeiro, porque é impensável que o autismo na defesa da Ota leve a "gaffes" daquele tamanho, ofensivas para populações e, sobretudo, para alguns grupos de risco em matéria de saúde. No segundo, porque o Executivo peca, pelo menos, por omissão. E a liberdade, quando exercida com responsabilidade, é um valor supremo.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Flop geral
Não adianta esgrimir com números. Bastou ontem sair à rua para perceber que a iniciativa da CGTP foi um flop. Uma greve geral digna desse nome não pode ser apenas uma greve da função pública. E se formos a ver, quem aderiu foram os do costume: administração pública, transportes, professores e pouco mais.
Se houvesse menos gente em situação precária no emprego a adesão à greve teria sido maior? Em teoria, sim. Mas na prática arrisco a dizer que não. Menos precaridade e já agora mais emprego esvaziariam as razões dos sindicatos, diminuiriam a base de contestação social ao governo, logo o número potencial de grevistas. Pelo que se conclui que uma "greve geral" convocada pelos motivos que foram invocados para esta nunca teria grande expressão. Foi um erro estratégico da CGTP que Carvalho da Silva bem soube prever...


publicado por Corta-fitas
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Também posso?
Já agora, aproveito para fazer a crítica literária do livro da Lucy Pepper , O Livro das Receitas NojentasReceitas Nojentas são receitas com aspecto horroroso e nomes que fariam um porco ficar com vontade de vomitar... Contudo, são as melhores e mais deliciosas do mundo. Podes aprender a cozinhar coisas muito saborosas ao mesmo tempo que aterrorizas os teus pais, irmãos e amigos. As avós, particularmente, vão achar estas receitas um nojo... Apenas por causa do nome, pois se tiverem coragem para as provar, vão querer que lhas ensines. No fim, poderás dizer "Eu é que fiz". E deixas aos outros a tarefa de lavar a louça!»
Com ilustrações fantásticas mas igualmente nojentas, este livro tem receitas como "miolos liquidificados de escorpiões-do-deserto" (vulgo hummus), "enguias gregas picadas em iogurte", "olhos gigantes fritos", "dragão estufado", "entremeada de extraterrestre", "sopa de lava-louça entupido", "poças pegajosas de Marte", "baratas achocolatadas" e diversos batidos horrorosos.
Um livro horrivelmente nojento com receitas irresistíveis a crianças e adultos (para limpar a cozinha).
Lesmas em manteiga com folhas: "Come com amigos, ainda quentinhas, deliciosas, antes que fujam!"

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publicado por M. Isabel Goulão
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
Mais livros
Gilles Lipovetsky, o teorizador da Era do Vazio, chega a Lisboa na sexta-feira para especular sobre a Felicidade Paradoxal.


publicado por Corta-fitas
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Mau prenúncio para Costa
A vitória de Zapatero nas legislativas espanholas de 2004 serviu de prenúncio ao triunfo de Sócrates no ano seguinte, como os socialistas portugueses na altura sublinharam. O prenúncio, para eles, agora é mau: a vitória esmagadora do PP em Madrid, tanto para o executivo municipal como para o governo comunitário, constitui um augúrio nada auspicioso para António Costa em Lisboa. O PSOE acaba de sofrer a maior derrota da sua história em Madrid (16 pontos atrás do PP na eleição municipal, 18 pontos atrás do PP na comunidade madrilena, onde os populares os suplantaram por meio milhão de votos). Curiosa foi a reflexão do El País, que em editorial na edição de segunda-feira foi incapaz de disfarçar a decepção perante a derrota socialista: "Sem Madrid, a esquerda teria ganho amplamente o conjunto [das eleições]." Uma análise digna do ficcionista José Saramago. Como se Madrid, que vota à direita, fosse uma jangada de pedra, susceptível de se separar da Espanha "socialista" por um golpe de magia.


publicado por Pedro Correia
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Ao comentarista que me mandou cozer(?) meias
Apesar de encantada com o pitoresco do comentário não resisto a perguntar-lhe se as suas peúgas, roídas pela luta de classes, costumam ser passajadas por uma imigrante ilegal que hoje esteve de greve. Ou os imigrantes ilegais não fazem greve? A sério?!?


publicado por Cristina Ferreira de Almeida
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Carregado de livros
Pensava espreitar apenas alguns escaparates, mas rapidamente fui fazendo compras. E vim da Feira carregado de livros. Alguns que já pretendia comprar há muito, outros que adquiri no impulso do momento.
Fica a lista:
- A Fogueira e Outros Contos, de Jack London. Tradução de Ana Barradas. Edição Antígona.
- O Céu Que nos Protege, de Paul Bowles. Tradução de José Agostinho Baptista. Edição Assírio & Alvim.
- As Lições dos Mestres, de George Steiner. Tradução de Rui Pires Cabral. Edição Gradiva.
- Artur ou a Felicidade de Viver, de Françoise Giroud. Tradução de Rute dos Santos Leite. Edição Inquérito.
- Contos do Dia e da Noite, de Guy de Maupassant. Tradução de Eugénio Vieira. Edição Guimarães.
- Contos Satíricos, de Mark Twain. Tradução de José Costa. Edição Guimarães.
......................................................................................
Além destes, a preços simpáticos, trouxe três verdadeiras pechinchas. Este é, aliás, um dos motivos que me leva todos os anos à Feira: encontrar livros a preços imbatíveis.
Quais foram? Estes:
- Fascismo e Comunismo, de François Furet e Ernst Nolte. Tradução de Francisco Agarez. Edição Gradiva.
- A Geração de 70, de João Gaspar Simões. Edição Inquérito
- Tristão, de Thomas Mann. Tradução de Hildegard Bettencourt e Fernando Lopes Graça. Edição Inquérito.
O primeiro destes três (que irei ler sem demora) custou-me 2,5 euros. Paguei apenas um euro por cada um dos restantes. Só por isto já valeu a pena deslocar-me ao parque.


publicado por Pedro Correia
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Editoras aos solavancos
Fiz na sexta-feira a minha primeira incursão à Feira do Livro deste ano. Era uma tarde de chuva, poucas pessoas percorriam os pavilhões desabrigados. A meio de uma das alamedas, dois conhecidos editores, Carlos Veiga Ferreira, da Teorema (e presidente da União dos Editores Portugueses), e Zeferino Coelho, da Caminho, conversavam, aparentemente alheados de tudo. Analisariam a anunciada compra da Caminho por Miguel Pais do Amaral, que ainda há pouco se gabava de “não ter paciência” para leituras profundas? Depois da aquisição das Publicações Dom Quixote por uma empresa espanhola, o mundo editorial português vai sofrendo sucessivos abalos. De consequências imprevisíveis.


publicado por Pedro Correia
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Vital Moreira prefere a ANTRAL
«Para a Lusoponte, em especial, o aeroporto no Poceirão significaria uma verdadeira mina de ouro».


publicado por Corta-fitas
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Gostei de ler
Greve? Geral? De Eduardo Pitta, no Da Literatura.
Sinais. De Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.
Violação dos 6 aos 13. De Carlos Abreu Amorim, no Blasfémias.
Cheira mal. De Adolfo Mesquita Nunes, n' A Arte da Fuga.
Pesos e medidas. De Francisco Teixeira, n' O Insubmisso.
O teniente-coronel Hugo Chávez e o "movimento boliviano de cidadãos". De Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.
Os idiotas de Chávez. De Tiago Barbosa Ribeiro, no Kontratempos.
Pasmos. De Sofia Galvão, na Geração de 60.
O numerário está de volta. De José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro.
Fanáticos. De Sérgio Lavos, no Auto-Retrato.
Debilidades semânticas. De Leonor Barros, na Geração Rasca.
Uma editora a desperdiçar qualidades. De André Moura e Cunha, no In Absentia.


publicado por Pedro Correia
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O Dani faz falta
A avaliar por este post, parece que Daniel Oliveira, administrador do blogue Arrastão, não dá a Daniel Oliveira, autor dos posts no mesmo Arrastão, um salário decente e condições de trabalho condignas. Só isso explica a taxa de adesão de 100% a esta greve, com efeitos paralisadores para a blogosfera. Caro Daniel, aumente lá o Daniel ou ele ainda parte para medidas de luta mais radicais.


publicado por Corta-fitas
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Bué da cool

É já amanhã. O meu camarada Rui Pregal da Cunha e o Legendary Tiger Man animam a noite no Musicbox, ex-Texas Bar, ao Cais do Sodré.

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publicado por Corta-fitas
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O dia em que Sócrates fez parar o trânsito
Foi preciso José Sócrates chegar a Moscovo para fazer parar o trânsito. Aconteceu na Praça Vermelha, onde o primeiro-ministro não prescindiu do mediático jogging que já exibira aos jornalistas portugueses em Luanda, Rio de Janeiro e Pequim. Mas o trânsito não parou devido aos méritos atléticos (ou outros) do chefe do Governo: ao bom velho estilo soviético, a polícia moscovita fechou a praça ao trânsito para Sócrates dar a sua corridinha matinal, acompanhada por um batalhão de repórteres fotográficos e operadores de câmara. Intrigante é o facto de só lhe apetecer fazer jogging quando se desloca ao estrangeiro. Por cá, tanto quanto se sabe, as "corridas" são no automóvel oficial, que não ficam tão bem na fotografia mas sempre cansam um bocadinho menos do que as outras.


publicado por Pedro Correia
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Partidarite
Quando os governos são do PSD, sou contra as greves gerais. Quando são do PS, tendo a simpatizar com os grevistas, apesar dos incómodos que me possam causar. Não consigo ser coerente como os comunistas, que são geralmente a favor, nem "independente". Nem percebo para que é que estas greves servem, para além do combate político-partidário. Mas serei só eu?


publicado por Duarte Calvão
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Alguém que me explique
O ministro Teixeira dos Santos não tem outras ideias para ir buscar dinheiro aos portugueses que não seja taxar ainda mais as famílias? Ou está à espera que eles, inteligentemente e à tuga, dividam os 500 euricos em suaves dotações diárias não tributáveis?
Actualização: Alinhamento TSF - 16:00 Teixeira dos Santos anunciou que pretende alterar as regras das doações.


publicado por Corta-fitas
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Sou a favor do direito à greve
Já aqui o disse. O que não sou é a favor da forma como os sindicatos continuam a utilizar a greve para os seus propósitos. É obvio que recorrer a ela como mecanismo praticamente exclusivo de comunicação para os seus argumentos tem efeitos perversos. Demasiado ruído, demasiada criação de anti-corpos na população pelos efeitos causados, efeitos demasiado episódicos pois, dias passados, já ninguém se recorda dos soundbytes e chavões apresentados por aqueles porta-vozes, todos clonados e leitores da mesma cartilha de palavrosa indignação. Muita emoção e quase nenhuma explanação racional do que está de facto em causa. Já agora, o Sindicato dos Jornalistas não aderiu a esta greve geral? Qual o impacto que isso teve hoje nas redacções? Imagino que nenhum. Parece que no Parlamento se vai discutir «o clima de medo» em alguns meios de comunicação. Se não fazem greve, então fazem o quê? Compram um cão?


publicado por Corta-fitas
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Os tugas (14)

- Ó amigo, tenha paciência mas vou ter de levá-lo para a esquadra.
- Então porquê, senhor guarda?
- Ainda pergunta? Você percorreu dezoito quilómetros de auto-estrada em contra-mão!
- Tem graça. Pensei que toda aquela malta que passava por mim a fazer-me sinais de luzes é que vinha de passo trocado, juro pela minha saúde. Até comentei aqui com a minha Maria que agora já não se ensina a conduzir como antigamente, quando eu tirei a carta. É um perigo um homem fazer-se à estrada com esta gentinha que anda aí.


publicado por Pedro Correia
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Sou contra o direito à greve!
Desculpem, andava há anos com vontade de dizer isto: discordo que a greve seja um direito constitucional, pelo menos neste formato de Santo António das centrais sindicais. "Olha os foguetes dos professores!", "vem aí a marcha dos funcionários!", "e, para encerrar, os cabeçudos dos motoristas de autocarro e metro!", "é pró menino e prá menina", "tchibum tchibum" e o país parado e toda a gente com o dia lixado.
Se a greve fosse uma arma justa, seria o grito dos sem voz. Mas não. É apenas uma demonstração sazonal de força das centrais sindicais, sem qualquer remota relação com o marxismo.
Estou farta. Sou contra. Está dito.


publicado por Cristina Ferreira de Almeida
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007
Parabéns, Inês
A Maria Inês de Almeida ganhou mais um prémio. Depois do Prémio Valorsul e do Prémio Revelação do Clube de Jornalistas, a Inês voltou a surpreender, ao arrecadar uma das bolsas "Criar Lusofonia" de 2006, com um projecto sobre "Os Anos Brasileiros de Agostinho da Silva". Pena é que em Portugal às vezes até se reconheça o valor das pessoas, mas os atrasos acabem por ser mais que muitos. Este é um País permanentemente atrasado. Então não é que a edição 2006 do concurso, patrocinada pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e gerida pelo Centro Nacional de Cultura, não abriu ainda os cordões à bolsa? Um ano depois! Bonito, sem a bolsa não há projecto e sem o projecto, a ser desenvolvido no Brasil, não se honra a memória desse grande português que foi Agostinho da Silva.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Pois é
"O ministro Mário Lino é o melhor argumento vivo, personificado, contra a escolha da Ota."
Carlos Abreu Amorim, "Choque Ideológico", RTP N


publicado por Pedro Correia
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Já está
E pronto, já estou ali, primeira a contar do fim. Posto isto tenho que começar a postar. Não está fácil. Começo a insinuar-me discretamente neste brilhante colectivo ou marco já uma posição? Podia pegar na deixa da CFA e arrasar já com o estatuto editorial do CF. Mais a mais tenho a bênção do João Villalobos e presumo que da ITM e da Miss Pearls. Mas já vi que isto não seria mesmo nada pacífico. Enfim, nada como blogar um dia atrás do outro para descobrir-me como corta-fiteira. Para já, só quero começar por dizer que integrar esta equipa é um enorme prazer.


publicado por Corta-fitas
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Informação e propaganda
Como já escrevi aqui e reitero hoje ainda com mais veemência, nada temos a aprender com o jornalismo espanhol. Pelo contrário, só temos a desaprender. Numa altura em que empresas espanholas vão reforçando posições no mercado informativo português, convém sublinhar isto com toda a clareza.
Repare-se nas manchetes de ontem dos dois principais jornais espanhóis sobre as eleições municipais e regionais de domingo:
El PSOE gana poder local, pero el PP se impone en numero de votos (El País)
El PP gana las municipales arrasando en Madrid pero pierde Baleares y Navarra (El Mundo)
Bastam estes títulos contraditórios para se perceber bem o conceito de informação subjacente aos dois periódicos: o El Mundo assume-se como bandeira da oposição ao Governo, o El País assume-se como bandeira da oposição à oposição. Como é possível PSOE e PP "ganharem" simultaneamente as eleições locais? É possível, claro, quando se pratica o "jornalismo" de trincheira, que elege a propaganda política acima do rigor dos factos.
Não precisamos de jornalismo deste. Não precisamos de jornais de facção, como já tivemos inúmeros exemplos por cá - do defunto Portugal Hoje, alinhado com o PS, ao actual Jornal da Madeira, enfeudado a Alberto João Jardim, passando pelo extinto O Diário, que fazia coro com as teses mais ortodoxas do Partido Comunista. Informação e propaganda são realidades antagónicas. É bom nunca nos esquecermos disso.


publicado por Pedro Correia
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É de perder a cabeça
Começo a olhar para os senhores juízes do Supremo com muita preocupação. Alguém por favor lhes faz um teste de avaliação das capacidades judicativas? Ou esta notícia não está bem explicada? Parece que o arguido tinha «uma imagem social globalmente positiva» o que, como é evidente, conta imenso. Como se viu em Santa Comba Dão, as imagens sociais positivas são um atestado de bom comportamento do caraças.


publicado por Corta-fitas
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Ora pois
«A história dos direitos individuais e a história da liberdade ensinam que desconfiar é, mesmo, um dever». O Francisco José Viegas, no A Origem das Espécies.

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Esta é forte
«A ERC está a tentar tornar-se no adorável caniche do Estado: ladra a tudo o que move e que não agrada ao seu dono». o Fernando Sobral, no Jornal de Negócios.
Ainda para o mesmo jornal, o prémio de título mais épico do dia: «Sócrates trilha os caminhos do IDE russo». É o nosso João Garcia do investimento estrangeiro, é o que ele é. E ainda por cima senhor do seu nariz.

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Paridade
Depois de lidos os pedidos de diversas comentadoras num post abaixo, considero que é mais do que desejável obrigatório - num espaço como este que se quer plural, democrático e atento à modernidade - acompanhar o aumento das senhoras no Corta-Fitas (gráçázz à Déus) com imagens da rapaziada a mostrar os pelos do peito e assim.
Desta forma, às segundas piscariamos o olho ao eleitorado (perdão) às visitas femininas, e à sexta abririamos ambos os olhos para aquilo (perdão) aquelas que se sabe. Tenho dito. E quem achar que isto é coisa de mariquinhas, venha cá ao escritório dizê-lo que eu conto-lhe uma história (eu ou os seguranças, muito provavelmente os seguranças).


publicado por Corta-fitas
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Corta-fitas
Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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