Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Miss Marple


Hoje, na RTP 1, às 00.45, mais uma aventura da Miss Marple: "4.50 From Paddington". Em Portugal, o livro está traduzido como "O estranho caso da velha curiosa".

Os apreciadores do género deverão estar lembrados da forma como começa o livro: A Sra. McGillicuddy, que se encontra numa comboio que estava a abrandar a velocidade, vê uma mulher ser estrangulada no interior de uma carruagem que circulava em sentido contrário.
Sem mais testemunhas nem o aparecimento de nenhum cadáver, só mesmo a simpática e metediça Miss Marple para desvendar o crime. Para mim, um dos melhores livros da Agatha Christie.

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publicado por M. Isabel Goulão
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Sabem que mais?
Eu a partir de agora até podia passar a ser politicamente correcto e só dizer o que me permitir a cartilha da boa consciência democrática e igualitária que hoje se manifestou aqui. Até a minha outra significante já me invectivou. Mas não me apetece. Não estou aqui para levar esta coisa a sério. Sou aquilo a que se convencionou chamar um comic relief. Se ainda não perceberam isso, não têm lido com atenção este vosso criado nos últimos meses. Dito isto, reafirmo tudo o que escrevi e confesso que me diverti muito com este verdadeiro tema fracturante. Obrigado a todos.


publicado por Corta-fitas
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Brevemente no Museu Nacional de Arte Antiga
Políptico do Convento de Clarissas de Wroclaw, 1350-1360
Exposição :O Brilho das Imagens.
Pintura e Escultura Medieval do Museu Nacional de Varsóvia (séculos XII-XVI)
1 de Março a 17 de Junho de 2007
(via Da Literatura)


publicado por M. Isabel Goulão
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Ó menino Luís

Não leve a mal mas eu cá considero que, nestas coisas como nas outras,
o menino João é que tem razão.


publicado por Corta-fitas
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Faltava aqui a esquerda moderna



O post do João sobre as conversas femininas provocou justa indignação do povo anonymous em torno do uso (considerado leviano) do termo criada. Considero que se trata de uma tempestade em copo de água tépida, mas a violência de alguns comentários fez-me pensar sobre essa antiga instituição da criadagem de casa. Os ingleses conseguiram transformá-la em interessantes produtos televisivos (lembram-se da série da Família Bellamy?), onde também surgia o retrato benévolo que o João tentou fazer. Na sala de espera de um consultório médico que tenho frequentado há uma televisão ligada na TVI e tive a oportunidade de observar novelas portuguesas que passam a meio da tarde: há sempre umas empregadas de casa (ou criadas de servir, como escrevia um anonymous) sempre muito boazinhas, que gostam muito dos "meninos" e que os ajudam a superar um qualquer mau na família (ou adjacentes), geralmente a prima afastada que, forçada a um empobrecimento súbito, tem de servir o bem público familiar e o faz com excesso de zelo que, mais tarde na história, será devidamente castigado (presumo eu). Curiosamente, os meninos são todos loirinhos, e as casas são eenooormes, pecebeu?
Francamente, acho que tudo isto não passa de uma visão ideológica (e extremamente falsa) do povo português e da realidade contemporânea.
As criadas de servir tinham algum sentido numa determinada economia, que antes do 25 de Abril já não existia. Era uma coisa rural e um anacronismo que as famílias ricas do país ainda mantinham, sobretudo pelas aparências. Como dizia alguém num comentário, este sistema só podia existir porque estas mulheres não tinham qualquer instrução nem perspectivas de vida. Muitas ansiavam por um casamento que lhes desse alguma liberdade. De resto, dependiam da boa vontade da família que as sustentava e para quem trabalhavam, nesse sistema paternalista que o João descreve.
Mas o mundo mudou, parece. Hoje, a economia das famílias (mesmo dos ricos) não permite sustentar um sistema como aquele. Agora, as mulheres pobres tentam obter uma instrução. O serviço de casa é feito sobretudo por imigrantes, em regime de part-time. É disso que as mulheres falam no cabeleireiro, porque é um sarilho arranjar empregada. As mais honestas e que trabalham melhor, exigem os seus direitos e fazem-se pagar. Existe um mercado no serviço doméstico, onde funciona a lei da oferta e da procura. E está a surgir um novo mercado, o do acompanhamento de idosos, que é bem pago e exige qualificações, nomeadamente algumas noções de enfermagem e uma dura couraça de paciência.
Enfim, acabou o tempo das virgens saloias que vinham servir lá em casa, que mal podiam namorar e que acabavam solteiras e velhas, encalhadas no serviço das famílias abastadas. O seu desaparecimento não tem nada a ver com o 25 de Abril, mas com as mudanças sociais e económicas que já estavam a acontecer antes (a Revolução apenas acelerou o processo). Por isso, não discutam o que não existe.



publicado por Luís Naves
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Provavelmente a mais bela actriz de sempre

Elizabeth Taylor acaba de festejar 75 anos. Mas nos filmes que fez, e foram muitos, será eternamente jovem. E de um talento ímpar, como demonstrou em Bruscamente, no Verão Passado (1959), de Joseph L. Mankiewicz. A imagem é desse filme. Inesquecível.


publicado por Pedro Correia
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Tertúlia literária (147)
- Qual é o seu livro de cabeceira?
- Gostava, mas não tenho.
- Não tem porquê?
- Não tenho mesa de cabeceira.


publicado por Pedro Correia
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Cachimbada pela paz

Para os indignados anonymous aqui ficam as minhas miúdas desta quarta-feira.


publicado por Corta-fitas
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Criadas, criadas sim!
Inexplicavelmente, o meu post sobre conversas de criadas descambou para o 25 de Abril por causa da expressão em causa. Esta mania de que a designação «criadas» é pejorativa assenta na falta de chá em pequenino de pessoas cuja educação não teve – o que não é culpa delas – o enquadramento necessário para entenderem que, longe de ser insultuosa ou pedante, a palavra é a que melhor designa o que sucedia com essas pessoas. E o que sucedia é muito simples: Elas criavam e eram criadas num lar de família e a família crescia em conjunto com elas. Chamavam-nos meninos, não importando a idade que tínhamos. E nós tínhamos por elas uma relação de amor, respeito e carinho que o termo em causa apenas estreitava. O fim da palavra «criadas» foi uma conquista de Abril? Querem que lhes chame assistentes de limpeza? Não me chateiem e se, não comem a sopa, ainda vos levo à Intersindical.


publicado por Corta-fitas
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Mudar de vida
Ontem de passagem pela rua D. Pedro V, no meio de alguma agitação entre os transeuntes, notei uma anormal quantidade veículos multados e “bloqueados” pela EMEL. Ao contrário do João Gonçalves, confesso que tenho altas expectativas quanto à definitiva implementação da ordem no parqueamento automóvel em Lisboa. Por mim, nunca me conformei com a anarquia e o caos reinante no estacionamento. Considero aliás este fenómeno uma praga terceiro-mundista, a qual como outras, nos habituámos a conviver naturalmente sem questionar. Até quase acreditarmos que esta manhosa relação com as regras seja uma inevitabilidade inscrita nos nossos genéticos traços latinos. Eu sou português, considero-me tolerante, bem latino e emocional, mas não sou parvo. Não aceito esbarrar diariamente com um automóvel estacionado bem no centro passeio da rua Barata Salgueiro, onde eu trabalho. Não me parece justo, depararmo-nos com o trânsito nessa mesma via todo empancado, por causa duma amélia, que em plena hora de ponta estaciona a viatura em segunda fila para tomar um cafezinho na pastelaria junto aos semáforos. Ou quando algum manuel estaciona em segunda fila ao fundo da Alvares Cabral para ir ao Multibanco… Ou ainda quando se estaciona caótica e impunemente em redor dos centros comerciais, casas de espectáculos e estádios de futebol por mera rebeldia ou para poupar uns cêntimos. Isto não se deve à falta de transportes públicos ou parques de estacionamento é mesmo falta de regra, falta de educação.
Finalmente, e dadas as actuais circunstâncias da CML esta “mudança” parece-me reflectir coragem, merece o meu aplauso e espero que se torne norma. Por mim, eu aprovo este “ataque às liberdades individuais” de alguns "chicos-espertos"ou "portugueses pequeninos", que não enxergam onde acabam os seus direitos e começam os dos outros.

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publicado por João Távora
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Conversas Cri-Cri

Isto vai soar como uma afirmação radical e surpreendente, mas as mulheres não são todas iguais. É verdade. Há pelo menos dois grupos: As que gostam de conversas Cri-Cri e as que não as suportam. As conversas Cri-Cri reúnem dois temas interligados de forma umbilical no quotidiano feminino. Ou seja, as crianças e as criadas. É inacreditável o tempo infinito que duas ou mais mulheres podem dedicar aos fenómenos gástricos ou às questões escolares dos seus rebentos e às idiossincracias das suas empregadas domésticas. Demora, pelo menos, o tempo de um jogo de futebol com prolongamento até aos penalties.
Mulheres de um e outro grupo têm severas dificuldades de comunicação e raramente se misturam. Por vezes, uma solteira sem filhos e sem criada do segundo grupo vai parar a um jantar daqueles «com arranjinho» organizado pelo primeiro. O que ela sofre, Santo Deus!, entre tantos esforços para normalizá-la, salvá-la e dotá-la de uma capacidade discursiva adequada sobre o Sagrado Coração de Maria ou o Liceu Francês e as ordens a dar para garantir roupa adequadamente lavada ou passada a ferro.
Teóricos da conspiração e defensores do Gato de Schrödinger (obrigado à ni pelos tremas) diriam que essas conversas só existem para eu as ouvir (ou não ouvir as outras) e que - quando qualquer presença masculina está ausente - as mesmas mulheres falam de assuntos interessantes e relacionados com o «quotidiano das pessoas», como sexo sem homens ou as demissões no DN. Não acredito nisso. Tenho as minhas fontes. E sei que as conversas Cri-Cri não só existem como duram, e duram, e duram.


publicado por Corta-fitas
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Cara Rita Ascenção
A Rita coloca em comentário no post anterior a questão do silêncio do Corta-Fitas relativamente à demissão da direcção do Diário de Notícias e pergunta se é uma questão de «falta de coragem para defender os colegas».
Parece-me evidente e natural que o facto de vários autores deste blogue serem jornalistas no DN os impeça de fazerem quaisquer comentários sobre esse assunto, e que carece de sentido falar em «solidariedade, luta e greves» no caso em apreço. Se tivessem demitido o meu Director-Geral, também não seria aqui que abordaria o assunto com toda a certeza.
Por outro lado, pessoas como eu que não trabalham no DN poderiam ter escrito sobre o tema, dirá alguém (ou dirá a Rita). Não me parece. Aqui no Corta-Fitas tem cada um de nós a liberdade de escrever o que bem entende, mas não tem – obviamente – o direito de comprometer outras pessoas com as suas opiniões o que, neste caso, poderia suceder.
Além disso, e ao contrário da Rita, não considero que as referidas demissões sejam um tema «que aflige as pessoas no quotidiano». Aliás, creio que as pessoas no quotidiano se estão bem nas tintas para quem dirige o DN ou aliás outro qualquer jornal ou revista. Em suma, uma coisa é certa: Aqui no Corta-Fitas não há «falta de tomates» (para citar eruditamente o nosso AJJ). Mas também não há falta de juízo e senso comum.

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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007
Scorsese não merecia isto
A Academia de Hollywood acaba de cometer uma injustiça histórica: concedeu a Martin Scorsese um "prémio de consolação" em forma de Óscar de Melhor Filme e Melhor Realizador de 2006, distinguindo uma fita menor do autor de Taxi Driver e O Touro Enraivecido. Isto no ano em que Clint Eastwood realizou o díptico As Bandeiras dos Nossos Pais/Cartas de Iwo Jima, já um grande marco da Sétima Arte - indiscutivelmente superior ao mediano Entre Inimigos, com um Jack Nicholson em permanente overacting. A mesma batalha vista pelos antagonistas, em duas películas diferentes (uma das quais, a mais notável, falada em japonês), constitui uma proeza cinematográfica ímpar - mais uma a somar à excepcional carreira de Eastwood, anteriormente galardoado com Óscares de melhor realizador pelos filmes Imperdoável (1992) e Sonhos Vencidos (2004). Scorsese é um excelente cineasta, que já merecia ter sido distinguido pela Academia. Mas o que agora sucedeu em Hollywood é de uma miopia ao nível da que impediu de ascender ao Óscar obras-primas do cinema como Citizen Kane, de Welles, Janela Indiscreta, de Hitchcock, Horizontes de Glória, de Kubrick, ou A Desaparecida, de Ford. Enfim, um disparate sem nome. Scorsese não merecia isto.
Imagem: fotograma de Cartas de Iwo Jima


publicado por Pedro Correia
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Postais blogosféricos
1. O Insurgente, como já aqui assinalou o João Távora, festejou o segundo aniversário. Com a qualidade de sempre. Motivo para daqui enviar um abraço a todos quantos lá escrevem, em especial ao André Azevedo Alves e ao Adolfo Mesquita Nunes.
2. Também um abraço de parabéns ao José Nunes, pelo primeiro aniversário do seu apreciado blogue, Os Dedos.
3. Estes Momentos é nome de um blogue que recomendo. Porque gosto da embalagem e também do que lá se escreve.
4. O Homem a Dias, de Alberto Gonçalves, passa a figurar na nossa barra lateral. Por mérito próprio. E já vem tarde...
5. Bruno Vieira Amaral e Henrique Raposo escreveram na Atlântico este texto que subscrevo por inteiro. Sobre Martin Scorsese e os Óscares.


publicado por Pedro Correia
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Isto queriam vocês


Ter direito a uma série de banda desenhada de alto nível.


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Modernices

Desculpe lá João, mas isso da Compal Edição Limitada Bravo de Esmolfe nem sei o que é. Um verdadeiro conservador não hesita perante o clássico Sumol de laranja ou ananás, a farinha Pensal, bolachas Maria, manteiga Primor, sabonetes Lux, shampoo Johnson para bebé, leite ucal ou creme Nivea. O resto, são modernices.


publicado por M. Isabel Goulão
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Acho que deixei um javali ao lume
A fim de página convida,

Conversas em Volta
debates e tertúlias
Fórum Municipal Romeu Correia, Almada

Casamento entre pessoas do mesmo sexo
27 Fev. 2007, Terça - 21.30h
Participantes: Miguel Pinto e Paulo Côrte-Real, Associação ILGA Portugal

«Vários governos por todo o mundo têm vindo a alterar a lei por forma a permitir o acesso por parte de casais homossexuais ao casamento civil. Em Portugal, e apesar de a Constituição proibir a discriminação com base na orientação sexual, o Estado continua a não permitir que gays e lésbicas se possam casar, negando deste modo aos casais de homossexuais os mesmos direitos de que usufruem os casais heterossexuais.
No entanto, a discussão está lançada e importa conhecer as razões que estão na base da reivindicação da igualdade no acesso ao casamento civil para casais de gays ou de lésbicas.
Por que é que esta questão é vista como "fracturante"? Por que é que esta discussão é tão central nas democracias europeias? Qual o seu papel na luta contra a homofobia? Quais as diferenças entre casamento e união de facto? Qual a importância do casamento para gays e lésbicas»?
As minhas respostas: a) Não sei, mas perguntem ao Sócrates. b) Ah é!? c) O meu? É colocar posts como este. d) Não sei bem, mas acho que no segundo caso não há padres. e) Isso bem gostava eu de saber, mas não o suficiente para vos ouvir.


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Uma cerveja no inferno

É em frente às prateleiras de um supermercado que me descubro conservador. Para mim, uma água é uma água (de preferência Luso), um sumo é um sumo (de preferência o Compal Edição Limitada Bravo de Esmolfe) e uma cerveja é uma cerveja. Quem não acredita nisso são as actuais mentes brilhantes que, hoje em dia, parecem possuidas por uma coisinha má e desenvolvem cruzamentos «genéticos» que nem ao Dr. Frankenstein lembrariam. Agora, foi a San Miguel que se lembrou de uma cerveja sem álcool com sabor a chá de limão. Uma quê? Pois. Isso que leram. Alguém por favor que explique aos senhores que uma beberagem gaseificada a saber a limão não é uma cerveja. Uma limonada talvez. Uma boa mxxda de certeza. Mas uma cerveja é que não.


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Pois, assim não admira
«Há uma antipatia generalizada pelo cinema nacional», diz o realizador Miguel Gonçalves Mendes. Quem é ele? Não sei. É algarvio e o filme chama-se «Floripes». Ora eu não vi a obra e admito que possa ser muito boa e de grande qualidade. Mas com um nome destes? Que raio de título mais menino da mamã é «Floripes»? Como é que um filme chamado «Floripes» poderá alguma vez ser um blockbuster? Chamem antipático a quem quiserem, mas assim não vão lá.
E aqui temos uma notícia com origem na Lusa: «Realizadores portugueses concordam com Óscar para Scorsese». Ah é? Todos? Espera aí, parece que não, o lead diz «diversos». Olha, depois de lida a notícia afinal foram dois.

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O cobrador que se segue
O Director-geral dos impostos, Paulo Macedo, vai mesmo abandonar o cargo. Para o seu lugar, de acordo com os nossos comentadores e incluindo Marcelo, deverá ir alguém capaz de prestar o mesmo serviço ao País, mas mais baratinho (cerca de cinco mil euritos) porque se trata de servir a causa pública. Tendo isso em conta sugiro que, para a sua substituição, o Ministro das Finanças procure saber qual foi o cobrador do fraque que melhores resultados alcançou em 2006. (Embora, mesmo neste caso, não esteja certo que - juntando as comissões - não ganhe um pouco mais do que isso).


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Parabéns a você
Parabéns ao elegante e mordaz O Insurgente por mais um aniversário. É um dos meus blogues de eleição com visita diária obrigatória.

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publicado por João Távora
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Venham mais reformas, Sr. Engenheiro!
Para que se enfrentasse um dos mais paradigmáticos ex-libris do Portugal moderno, o mercado de arrendamentos imobiliário, o governo Sócrates engendrou a seu tempo uma profunda reforma às leis que o regulamentam. Calculavam-se à data que eram mais de trezentos mil os contratos caducos potenciadores da falência dos senhorios, da derrocada de edifícios e da especulação imobiliária. Segundo noticia o Diário Económico, o governo Sócrates, promoveu 3 revisões de contratos 3, ao fim de dez meses da publicação da sua excelsa e intricada lei.
Ou seja, depois de tanta berraria, ficou tudo na mesma.
Mesmo assim tenho curiosidade em saber como a central de propaganda do governo capitalizará a seu proveito esta notícia.


publicado por João Távora
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007
Em boas mãos
O Corta-Fitas na noite dos Óscares, com uma grande salva de palmas para a apresentadora.
E quanto a estas duas meninas, alguma coisa a dizer?


Estes rapazes também me pareceram muito bem. Pelo menos, não abriram a boca. A avaliar pelos discursos e apresentações, o aquecimento global deve ser um actor fantástico.


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publicado por M. Isabel Goulão
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Doutor, serei normal?
Apenas um em cada cem portugueses transporta consigo um «megapénis».
(Sem foto, porque até para mim a indecência tem limites :)


publicado por Corta-fitas
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Bacalhau e chocolate
Jantar a 3,5€? Com filme à pala? Quando a esmola é muita o pobre desconfia, mas não deixa de aparecer. Quanto ao título deste post, é só para comprovarem que não tenho nenhum preconceito contra o nosso amigo, seja ele seco e salgado ou fresco.
(Ah, onde fica isto? Na Rua dos Bacalhoeiros, 125)


publicado por Corta-fitas
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007
Ler os outros
O Super-Portas de João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos. A ver vamos ao que estamos destinados já que “de invertebrados já estamos razoavelmente servidos, graças a Deus”.

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publicado por João Távora
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Crise? Que crise?
"Lembram-se dos protestos contra o encerramento de maternidades com poucos partos? Passado um ano, alguma das terríveis previsões se confirma? Lembram-se dos protestos contra o encerramento de escolas com poucos alunos? Passado um ano, alguma das queixas se viu justificada? E agora no caso do reordenamento da rede de urgências hospitalares, existe alguma razão para dar crédito aos mesmíssimos protestos?"
Palavras de Vital Moreira, na Causa Nossa. Fica-me a dúvida: o ilustre professor coimbrão anda muito distraído, passou os últimos dias fora do País, num local remoto como Baku ou Abidjan, ou fez greve à leitura de jornais para redigir estas linhas tão oficiosas que talvez nem o próprio José Sócrates subscrevesse por inteiro?


publicado por Pedro Correia
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Só faltam 5 dias...
... para os concertos genesianos dos Musical Box na Aula Magna. Veja-se a banda nestes excertos em 2005, com um convidado especial: o próprio Phil Collins a fazer aquilo que sempre soube fazer bem: tocar bateria e cantar o coro.

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publicado por João Távora
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Impressões musicais (10)

Low, de David Bowie (1977), é sem dúvida um dos discos da minha vida. Com o cantor/compositor no auge da sua criatividade, e com a incontornável e benigna marca Eno, este álbum é um verdadeiro tratado de música Rock. No lado A deste disco verdadeiramente "bipolar" apresenta-se do mais puro Rock n’ roll: são sete melódicas esculturas musicais, temas rápidos, simples e sem divagações, batidas por uma percussão áspera e pragmática. As palavras são incendiárias e insinuantes. No lado B, apresentam-se quatro belas e misteriosas peças instrumentais, criadas para a banda sonora do filme “O Homem Que veio do Espaço” de Nicolas Roeg. Qualquer destes temas de música electrónica é uma lição de chamado Rock Progressivo, à atenção de tantas pretensiosas bandas do género existentes naquela época.
Quantas longas e preguiçosas horas passei eu de cabeça bem no ar, meio perdido no caminho, com Low a rodar? ...

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publicado por João Távora
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"A shift in values ?"

Parece-me uma boa altura para escrever sobre a Rainha: o frio que está lembra o saco de água quente e o robe com que Isabel apareceu na noite em que tomou conhecimento da morte de Diana. Como Balmoral deve ser frio mesmo em Agosto....
Tenho pouco a acrescentar ao que se tem escrito, mas a "minha" Rainha tem muito mais do que isso tudo: os saltos dos sapatos sempre do mesmo tipo, a altura dos vestidos, o clássico Barbour, os foulards com motivos equestres, o tradicional Land Rover e a preocupação com o chá que arrefecia enquanto o mundo lhes parecia cair em cima:
Prince Philip: Your tea is getting cold!
E claro, as celebrities (who??), um notório desprezo pelas celebridades. Mesmo sem já pertencer à família real, Diana pertencia à selecta e selectiva família das celebridades, enredada em exclusivos, sempre com o melhor sorriso onde quer que estivesse o flash de uma revista de referência, como escreveu o antigo director da revista Hola espanhola.
Prince Philip: Elton John wishes to sing at the funeral. Should be a first for Westminster Abbey.
Elizabeth entra num outro "paradigma", como aliás é referido no filme: a fúria modernizadora enquadrada pela "revolução" que um jovem Trabalhista prometia ao velho Império.
Do filme retive dois aspectos absolutamente deliciosos: quando o seu Chefe de Gabinete (?) a foi informar de que as flores estavam a impedir a realização do render da Guarda no local centenário, a solução da Rainha foi mandar retirar as flores, pura e simplesmente. Não lhe ocorreu sequer que o render da Guarda se pudesse realizar noutro local.
E a cena nas cozinhas de Balmoral, quando a rainha acede à sugestão do Primeiro Ministro para a realização de um funeral de Estado, semelhante às cerimónias do planeado funeral da Rainha- Mãe. Aliás, fantástica a forma como a própria refere o seu funeral:
HM The Queen Mother: Charles, dear, use the royal flight. They keep one plane on permanent stand-by, in case I should kick the bucket.
Afinal, a Rainha sempre conheceu o seu povo e o que este esperava dela, como aliás concluiu um recente estudo da BBC sobre a semana após a morte de Diana. Como Eurico de Barros refere, a Rainha não estava enganada e interpretou melhor " o verdadeiro sentimento popular britânico em altura de comoção geral do que Blair e os media": "Enterrar Diana em sossego e com dignidade. É por isso que o resto do mundo nos admira", teriam sido as suas palavras.
Para nós, que estavamos longe e observávamos tudo aquilo com enorme perplexidade, a expressão do Príncipe Filipe foi a mais óbvia:
Prince Philip: Sleeping in the streets and pulling out their hair for someone they never knew. And they think we're mad!
Não me parece que o Príncipe Carlos se saia muito bem no filme, mas suponho que ele já esteja habituado a ser substimado: já leva em cima muitos anos de incompreensão e depois ninguém morre de amores por ele. Não falo da Camilla,claro.
Vai muito bem o Sr. Blair e esteve à altura das circunstâncias. Mas douradinhos para o jantar, Mrs. Blair? E o Oliver teria gostado? Sobre a "moderna" Mrs. Blair tenho pouco a dizer: previsível, péssimo gosto e algo desarrumada.
Irrepreensível, a Helen Mirren.
E quando o PM exclama: Will someone please save these people from themselves!, basta ver o filme para responder : Not yet Mr. Blair. Not yet.
(Editado com alterações)

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publicado por M. Isabel Goulão
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Yes, my Lord?

Bill Gates and Steve Jobs square off in the clean white virtual world of the iconic Mac ads.

Bill: What's that?
Steve: It's an iHouse!
Bill: But there's no windows!
Steve: EXACTLY!

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publicado por M. Isabel Goulão
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Finalmente sobre AJJ…
Não aprecio o seu estilo. Mas Alberto João Jardim mesmo assim parece-me preferível a qualquer dos seus envernizados opositores.

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publicado por João Távora
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Domingo
(1º da Quaresma)

Evangelho segundo S. Lucas 4,1-13.

Cheio do Espírito Santo, Jesus retirou-se do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde esteve durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo. Não comeu nada durante esses dias e, quando eles terminaram, sentiu fome. Disse-lhe o diabo: «Se és Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem.» Levando-o a um lugar alto, o diabo mostrou-lhe, num instante, todos os reinos do universo e disse-lhe: «Dar-te-ei todo este poderio e a sua glória, porque me foi entregue e dou-o a quem me aprouver. Se te prostrares diante de mim, tudo será teu.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.» Em seguida, conduziu-o a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo, pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, a fim de que eles te guardem; e também: Hão-de levar-te nas suas mãos, com receio de que firas o teu pé nalguma pedra.» Disse-lhe Jesus: «Não tentarás ao Senhor, teu Deus.» Tendo esgotado toda a espécie de tentação, o diabo retirou-se de junto dele, até um certo tempo.

Da Bíblia Sagrada


publicado por João Távora
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Por vezes, o topo do mundo é também o seu fim
E 1

e 2

e 3


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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007
When I was just a little boy


Ray Evans, um dos meus compositores favoritos de músicas para filmes, acaba de falecer, com 92 anos. Hollywood deve-lhe algumas das partituras mais famosas de longas-metragens, incluindo a celebérrima Mona Lisa, que deu a volta ao mundo na voz de Nat King Cole. Nunca vi o filme que lançou esta canção (Captain Carey, USA, com Alan Ladd, 1950). Mas vi vários outros que imortalizaram o talento musical de Evans - com destaque para O Homem que Sabia De Mais (Alfred Hitchcock, 1956), em que Doris Day cantava o célebre tema Que será, será (de Evans, em parceria com o letrista Jay Livingstone, seu parceiro de muitos anos). When I was just a little boy / I ask my mother what will I be...

Mas a música dele que mais vezes trauteio é a da série televisiva Bonanza, que seduziu duas gerações de espectadores: inesquecíveis, os primeiros compassos deste tema. Mal os ouço, sinto-me transportado à mais remota infância. Este é um dos prodígios da boa música popular. Thanks so much, Mr. Evans!



publicado por Pedro Correia
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Videoteca (1)

Quem sabe o mal que se esconde no coração dos homens? O Sombra sabe. E David Lynch também. A prova, caso ainda fosse necessária, é este negro, muito negro Estrada Perdida. Um filme que, se não atinge as alturas de Veludo Azul, ultrapassa em sexta velocidade os infelizes últimos dias de Laura Palmer.
O mais próximo que o realizador esteve de definir esta sua obra foi quando lhe chamou “uma fuga psicogénica”. Por um lado, diz ele, quem sofre desta doença cria na mente uma identidade totalmente nova. Por outro, tal como numa fuga em sentido musical, aqui começamos a caminhar numa direcção, evoluímos para outra totalmente diferente e regressamos enfim ao ponto de partida. Dito assim, até parece coerente. Mas, como acontecia com a esperança no inferno de Dante, os que aqui entram abandonam toda a lógica. Mergulham numa espiral em que o Tempo e o Espaço são tão lineares como uma fita de Moebius, o símbolo do infinito desafiador das topologias.
Em Estrada Perdida temos todas as obsessões de Lynch. O opressivo e constante chiaroscuro, as cortinas vermelhas, as lareiras de ominosas labaredas, a sinistra personagem inter dimensional...O Hitchcock de Vertigo está presente na dupla figura de Patrícia Arquette, mas também a Los Angeles Confidencial de James Ellroy num cenário onde - apesar dos telemóveis e das câmaras de vídeo - tudo nos situa em plenos anos cinquenta. E ainda ficamos com grande parte do film noir, e Jung, e Lewis Carrol. Mas, acima de tudo e de todos, com o próprio Lynch. Estrada Perdida é uma ruptura ontológica a ser experimentada e não explicada. Podemos ouvir alguém ao telefone e ele estar também à nossa frente, podemos ver o futuro mesmo aquele que não acontecerá. Presenciamos cenas de sexo tentadoramente animalesco e brutal e cenas de sexo aterradoramente belo, iluminando o deserto com partículas de luz. Quem é quem afinal? E quem somos nós, os espectadores dominados e encarcerados também nos nossos inconfessados segredos? Não o saberemos jamais.
Para além da fotografia arrebatadora de Peter Deming, da perturbante banda sonora de Badalamenti mas também de Lou Reed, Nine Inch Nails e This Mortal Coil, para além dos planos e das cenas nunca explicadas e que somos incapazes de entender sem recurso a hipnose regressiva, Estrada Perdida é um aviso a quem deu este realizador por arrumado. David Lynch regressou, igual a si mesmo. Que é como quem diz, muito diferente de todos os outros.
(Excerto de crítica inicialmente publicada no O Independente. Se gostarem, a Videoteca regressa no próximo sábado)

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Tertúlia literária (146)
- "As armas e os barões assinalados." Quem escreveu?
- Essa é fácil: foi o Ary dos Santos. Só não me lembro se foi a Simone a cantá-la no Festival.


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Postais blogosféricos
1. Um blogue de que sempre gostei, o Tristes Tópicos, entrou no segundo ano de vida. Parabéns, Helena.
2. Também o Pedro está de parabéns: o seu Estado Civil ultrapassou as 500 mil page views. Merece registo.
3. Gosto de visitar este blogue, também por causa do nome que lhe serve de mote. Nunca tive receio de raios. Nem de Coriscos.


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Momento Vasco Granja
Ou o comunismo explicado às criancinhas. Brilhante. O homem da voz off parece drunfado, ou então está tão acordado como eu a esta hora da matina. Enjoy.

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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007
Não há só gaivotas em terra
Morreu há 20 anos o homem que, a cantar, nos deu esta imensa lição de vida: "Vejam bem / Que não há só gaivotas em terra / Quando um homem se põe a pensar." José Afonso. O mesmo que é diariamente assassinado pelas estações de rádio "de referência" que o ignoram sem vergonha nem remorso. As mesmas que hoje fingiram homenageá-lo pondo no ar alguns minutos da sua música, que em qualquer outro país estaria a pulsar em permanência nas ondas hertzianas.


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