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O Alcazar de Caracas

por Pedro Correia, em 31.01.07
O tenente-coronel Hugo Chávez tirou de vez a máscara: passa a governar por decreto durante os próximos 18 meses, tempo suficiente para introduzir as alterações na Constituição que lhe permitam tornar-se presidente vitalício da Venezuela. De caminho, transformou a Assembleia Nacional numa caricatura de parlamento, forçando os deputados a descerem à rua para o aclamarem em públicos hossanas, consagrando aquilo a que chamam "revolução socialista".
"Heil, Hugo", destacou em manchete o vespertino venezuelano Tal Cual. Aposto que dentro de pouco tempo este jornal já não se publicará - como a generalidade do que resta da imprensa livre do país.
Qualquer semelhança entre a "democracia" venezuelana e uma ditadura não é pura coincidência. O general Alcazar, do Tintim, não faria melhor.

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As palavras dos outros

por Pedro Correia, em 31.01.07
«A esperança é um instinto que só o raciocínio humano pode matar. Os animais desconhecem o desespero.»
Graham Greene, O Poder e a Glória

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Estrelas de cinema (4)

por Pedro Correia, em 31.01.07
AS BANDEIRAS DOS NOSSOS PAIS *****
Clint Eastwood regressa ao estilo épico, desta vez para nos lembrar o que foi a conquista da ilhota japonesa de Iwo Jima, paga a peso de sangue num período decisivo da II Guerra Mundial. A memória do grande cinema americano passa por aqui – um cinema que oferecia espectáculo mas que também se dirigia à inteligência e não apenas à emoção de cada espectador. No caso deste filme, contemporâneo do absurdo esforço bélico desenvolvido pelos americanos no Iraque, não faltam pistas de análise: a guerra, mesmo quando inevitável, é sempre uma das mais tristes páginas da história humana; nada é mais ambíguo do que um rótulo de herói; nada é mais volátil do que os amores e desamores da “opinião pública”; os guerreiros de sofá jamais falam do que sabem.
Herdeiro espiritual de John Ford, Eastwood é um cineasta conservador – na linguagem cinematográfica e também numa certa ideia de América que remonta ao tempo dos pioneiros: mais pura, mais limpa, mais livre. E ainda na forma como ama os actores, tornando-os muito mais do que peças da engrenagem industrial pós-moderna: este elenco que respira talento do primeiro ao último fotograma é um dos melhores ingredientes do filme, que justifica nota máxima. Acabado de estrear mas já um clássico.

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Com Zé Nero no porão

por José Nero Fontão, em 31.01.07

“O seu nome não consta da minha lista!”. As palavras do funcionário, tipicamente português na sua arrogância de quem detém um pequeno poder, causaram-me um misto de perplexidade e divertimento. Estive para lhe dizer que tinha sido o próprio primeiro-ministro, um rapaz a quem já adivinhava grande futuro desde os seus alvores albicastrenses, quem me tinha telefonado a insistir para que acompanhasse a sua comitiva na viagem à China. Mas é claro que ele não acreditaria. Ao contrário das dezenas de empresários, políticos e jornalistas que, alinhados em filas certinhas, ele ia chamando para o avião, sempre evitei os holofotes mediáticos.
Como explicar-lhe, com os motores já a roncar, o meu longo conhecimento dos ensinamentos de Mao Zedong, como descrever-lhe o pôr-do-sol em Beijing, como contar-lhe em breves momentos os sonhos de toda uma geração? Não havia tempo a perder! Agarrei num cabo atado ao avião e, com uma agilidade insuspeita para o meu 1.60 m por 85 kg, icei-me para o porão das bagagens. Depois, introduzi-me na cabine e consegui um lugar deixado vago por um empresário têxtil que (soube mais tarde) teve que ficar em Portugal porque o sistema de controlo de idas à casa de banho das suas operárias tinha avariado, pondo em risco o futuro da fábrica.
A viagem para cá correu bem, tirando um problema: fiquei sem mala, ou antes, com a mala do tal empresário do norte que ficou na pista a ver navios. Ficarei esquisito, com estes fatos dois números acima do meu tamanho.
* José Nero Fontão julga que Beijing é a Cidade Proibida

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Afinal este é que é o post zen

por M. Isabel Goulão, em 31.01.07

A lembrar o amigo João Villalobos. Mesmo sem ser possível dar umas valentes braçadas.
Mais massage and body treatments. Sensuous, mysterious. The spa experience.

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Post zen

por M. Isabel Goulão, em 31.01.07
No meio de coisas mais ou menos sérias, deixo aqui a voz meio rouca da Carla Bruni que canta, no meio de livros, na Rive Gauche, partes do seu novo disco.

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Um cronista de regresso ao futuro

por José Nero Fontão, em 31.01.07

Falta memória nas Redacções portuguesas. Falta memória na blogosfera portuguesa. Por isso, aceitei comovido o convite que esta rapaziada do Corta-Fitas me fez para trazer um pouco da minha experiência ao convívio dos leitores. Sou do tempo em que o Jornalismo era uma Profissão honrada, em que as notícias eram escritas nas toalhas de papel de uma qualquer tasca do Bairro Alto, não raras vezes manchadas por uma nódoa do tinto que saltava do jarro de barro ou da gordura de uma batata frita mais vivaça. Em que os cotovelos traziam para o jornal as migalhas do papo-seco que nos matava o bicho em tertúlias boémias, entre mulheres de vida difícil, onde a Liberdade do pensamento não se deixava aprisionar pela Censura dos esbirros que então campeavam e que, há que dizê-lo, continuam por aí, ainda que travestidos de democratas.
Dou início a esta colaboração com o relato da viagem à China que vou fazer em companhia do primeiro-ministro. A coincidência não poderia ser mais feliz. Também eu fiz parte de uma geração que sonhou com a Revolução Cultural, em mandar pela janela os nossos anquilosados docentes universitários, em denunciar aquela tia reaccionária, em pôr a canga no chefe de Redacção. Durante duas longínquas semanas, partilhei os ideais com o Durão, com a Maotzé Morgado, o Saldanha, o Pacheco, o Coelho, o Lobo Xavier, o Carlos Andrade, o Albano e o Arnaldo Matos e tantos outros. Uma “geração de ouro” da qual me afastei rapidamente ainda hoje não sei porquê. Medo, comodismo, desilusão? Se calhar tudo isso e ainda o facto de ter casado cedo com a minha Célia, já então jornalista de causas, e ter que sustentar a casa em vez de andar em manifs. É portanto esta viagem à China que, na medida das minhas possibilidades e evitando o tema dos Direitos Humanos, irei doravante relatar.
* José Nero Fontão é o único jornalista português que jogou majong com o Bando dos Quatro

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Com jeito

por Francisco Almeida Leite, em 31.01.07
Melhor que o Manuel Pinho apanhado a alta velocidade só mesmo o Manuel Pinho com queda para captar investimento estrangeiro. Logo desta maneira e num País que é conhecido pela mão-de-obra barata. Quem tem jeito não esquece. Pinho acelera a alta velocidade para ser remodelado.

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Gatos do "sim"

por Francisco Almeida Leite, em 31.01.07
O Gato Fedorento também já colocou o seu vídeo tipo-You Tube na RTP1, no seu programa de horário nobre. A grande pergunta, para quem viu, é esta: Ricardo Araújo Pereira, que dá a cara pelo "sim" nesta campanha, faz de Marcelo enquanto humorista ou para ridicularizar o "não" moderado do professor? Quem viu e ouviu bem o texto percebe o que digo. É caso para dizer "gato escondido"...
Ainda assim, como diz a malta da bola, o sketch é genial. Agora, o que tinha graça era que Marcelo Rebelo de Sousa respondesse no Assim Não com um vídeo de resposta a Ricardo Araújo Pereira, tal como fez com Francisco Louçã.

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Vai ter filas como na Gulbenkian...

por Nuno Sá Lourenço, em 31.01.07
O Ministério das Finanças anda atarefado.
Achou que devia fazer uma exposiçãozita.
Adivinhem sobre o quê...









A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) vai realizar uma exposição itinerante subordinada ao tema da Educação Fiscal.
A exposição estará patente no Átrio do Ministério das Finanças, todos os dias úteis, das 8.00 às 20.00 horas, de 1 a 28 de Fevereiro de 2007. Em seguida, irá percorrer o País.
Trata-se de uma campanha de educação cívico-fiscal para jovens e de consciencialização para adultos, com que a DGCI pretende contribuir para reanimar o sentido ético e de responsabilidade da sociedade e explicitar os factores que intervêm no contrato social entre o Estado e o cidadão

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Tertúlia literária (140)

por Pedro Correia, em 31.01.07
- Dizes que nunca lês... Posso emprestar-te um livro?
- Claro que sim. Desde que seja o de cheques.

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A nova política

por Francisco Almeida Leite, em 31.01.07
Muito se tem falado nas últimas semanas dos vídeos de Marcelo Rebelo de Sousa no You Tube, da resposta de Francisco Louçã pela mesma via e do que tudo isso representa em termos de revolução na forma de os políticos comunicaram com as suas audiências, o eleitorado, os portugueses. A verdade é que, a uma velocidade vertiginosa, o próprio Governo - tão modernaço que é - já percebeu que não pode ficar para trás. Para a viagem ofical à China, que decorre neste momento, Sócrates lançou uma espécie de portal intitulado "Missão China 2007", onde colocou um vídeo com a abordagem inicial à visita e que já tem actualizações diárias, com entrevistas (por exemplo a Henrique Granadeiro, presidente da PT). Para hoje está prometido até um blogue feito por pessoas que fazem parte da comitiva.
Pela amostra, parece-me que líderes políticos como Marques Mendes, Jerónimo de Sousa ou José Ribeiro e Castro têm de se mexer. Ou perdem a onda...

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Um "post" intimista

por João Távora, em 31.01.07
De madrugada, acordei espontaneamente, alerta. Pode ser a qualquer hora, estará tudo a postos? Sou o primeiro a levantar-me, e percorro a casa, morna e sonâmbula. Ouvem-se respirares desalinhados da minha gente. Aninhados ainda, dormem um sono profundo, ingénuo e inocente. Pela grande janela da cozinha observo o dia que se abre, em tons rosados, todo transparente, implacável. Daqui por mais umas horas, estará cada um, miúdos e graúdos, nas escolas ou trabalhos, uma vez mais empenhados nas suas vidas, nos seus pequenos mundos, pequenas lutas e demais seduções ou conquistas.
Entretanto, é aqui em casa que uma pequena revolução se prepara. Encontramos a cada canto uma parafernália diversa que nos anuncia para breve um pequeno Natal. O berço, pintado de céu azul e nuvens brancas, está ali a um canto do nosso quarto. Há mais agitação, risos e nervos, pois. A mais pequena pede mais atenção. A mala está pronta. O telefone toca constante, a família e os amigos querem saber. Ao jantar, a mãe, que já cede à emoção, pede-nos subliminarmente que preparemos os nossos corações. Entre mais uma almôndega e mais puré, os mais velhos aparentam confiança, imunes. Coisa de adolescentes. O facto é que um pequeno e absoluto rei está a chegar. Que tudo baralha e dará de novo. Graças a Deus.

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Materazzi, outra vez

por Nuno Sá Lourenço, em 30.01.07
O italiano voltou a levar uma cabeçada. O vídeo tem relato brasileiro, o que dá ainda mais côr a este circo



Este tipo faz-me lembrar os bons velhos tempos dos épicos duelos Fernando Couto-Mozer ou Paulinho Santos-João Pinto. Ao pé destes, o Materazzi é um menino de coro...

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O fogo e as cinzas

por Pedro Correia, em 30.01.07

VIAGEM A ITÁLIA, 1954. Um casal britânico ruma a Itália para vender uma propriedade de um falecido tio dela. Da propriedade avista-se a baía de Nápoles e a massa imponente do Vesúvio. Dez anos antes registara-se a última erupção digna de nota do vulcão, entretanto adormecido – metáfora perfeita para caracterizar a relação conjugal de Katherine e Alexander Joyce. “Nos teus olhos só vejo cinismo e ironia”, atira-lhe ela, enquanto ele deplora o “ridículo romantismo” dela. Logo no primeiro diálogo que travam, algures numa estrada a cem quilómetros de Nápoles, é fácil detectar os sinais de desgaste do casamento, que dura há oito anos. “É a primeira vez que estamos sozinhos desde que casámos”, lembra Katherine (Ingrid Bergman) a Alex (George Sanders), que reconhece serem “estranhos um para o outro”. Tão estranhos que dormem em quartos separados e não parecem partilhar gostos de espécie alguma. Estranho, para eles, é também aquele país meridional, inundado de luz solar, onde os pares se enlaçam, as brigas por ciúme são frequentes e há sempre uma canção romântica a irromper em fundo. É o país que encantou Byron, Ezra Pound e um jovem poeta amigo de Katherine, Charles Sutton, morto anos antes, vítima de tuberculose, depois de lhe dedicar uns versos que jamais se lhe apagaram da memória.
A ficção imita a vida real – ou será o contrário? O casamento entre Ingrid Bergman e Roberto Rossellini estava também à beira do fim quando o cineasta de Roma, Cidade Aberta rodou esta belíssima Viagem a Itália, uma das suas cinco longas-metragens que a actriz sueca protagonizou. Distantes pareciam já os tempos em que a bela Ingrid, deusa de Hollywood, trocara a Califórnia por Roma, rendida à explosão do cinema neo-realista que tinha Rossellini como mentor. Os americanos não lhe perdoaram a traição, os italianos sempre a trataram como estrangeira. E no entanto Ingrid era a força motriz daquela união com Roberto – uma “criança grande”, como ela lhe chamou nas suas memórias. Também no filme é Katherine quem guia: assim a vemos logo nos momentos iniciais. Ela de olhos fixos na estrada, ele de olhos fechados. À mulher, à vida, àquele país onde o “aborrecimento e o barulho andam a par”.
“É necessário que o cinema ensine as pessoas a conhecerem-se”, costumava dizer Rossellini, cultor de uma arte sem artifícios. Não conheço outro filme que exiba com tanta sensibilidade as surdas tensões capazes de abalar qualquer casamento, proporcionando o mais delicado dos retratos de uma mulher apostada em ressuscitar o amor. A mesma que, vendo circular nas ruas de Nápoles várias grávidas e jovens mães empurrando carrinhos de bebés, fala deste modo, com o coração magoado ao pé da boca: “O erro do nosso casamento foi não termos filhos.” Amarga ironia: foi ela quem não quis tê-los.
Viagem a Itália – uma obra que “reconcilia o quotidiano com o eterno”, no dizer de Claude Beylie – está cheia de cenas inesquecíveis. A do breve encontro entre Alex e a triste prostituta que planeara suicidar-se na noite anterior. A magnífica sequência do regresso dele a casa, quando Katherine finge estar adormecida e toda a ambiguidade de sentimentos conjugais se revela ao espectador naquele admirável jogo de luz e sombras. A visita às ruínas de Pompeia, onde ambos caminham sempre separados, sem o mínimo contacto físico, ao encontro dos ossos calcinados de um par surpreendido num abraço eterno, dois mil anos antes, pela lava do Vesúvio. “Encontraram a morte juntos”, surpreende-se ela. O amor também pode ser imortalizado assim.
É em Pompeia que Ingrid e George parecem tornar-se finalmente conscientes de que “a vida é breve” (diz ela) e “por isso temos de aproveitá-la” (diz ele). Mas a ressurreição do fogo que julgavam extinto ocorre no mais imprevisto dos cenários: no meio de uma procissão em honra da madonna que atrai milhares de napolitanos.
“Como podem acreditar nestas coisas? Parecem crianças!”, admira-se o inglês que esconde sempre as emoções.
“As crianças são felizes”, observa a mulher, que acredita em milagres.
E é num milagre que culmina este filme que nos fala sempre da terra enquanto nos mostra o céu. Separados pela torrente da multidão, Alex e Katherine acabam por cair nos braços um do outro. É afinal possível que das cinzas renasça o fogo que arde sem se ver? “Creio porque é absurdo”, dizia Graham Greene. Para quem crê, todos os vesúvios se movem. A qualquer tempo, em qualquer lugar.
Viagem a Itália foi exibida sábado, na Gulbenkian, no ciclo "Como o Cinema Era Belo". A exibir na Cinemateca dias 23 (19 horas) e 27 de Fevereiro (22 horas), no ciclo Rossellini.

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O "sim" que vota não, o "não" que vota sim

por Pedro Correia, em 30.01.07
Se desta vez não houver bandos de pin ups com T shirts a dizer "na minha barriga mando eu" nem distribuição a eito de imagens com fetos mortos já teremos dado um passo decisivo na direcção correcta, nesta campanha sobre o aborto, em comparação com o referendo de 1998. Claro que, entre os que dizem votar sim, há quem persista em fornecer argumentos de bandeja a favor do "não". E também, entre os adeptos do não, há quem esteja mortinho por angariar votos para o "sim". Cada um sabe de si.

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Gostei de ler

por Pedro Correia, em 30.01.07
1. O PS atrapalha-se a si próprio. De José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro.
2. Cravinho. De Coutinho Ribeiro, n' O Anónimo.
3. Lendo, vendo, ouvindo. De José Pacheco Pereira, no Abrupto.
4. Tão coisa nenhuma. De João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
5. Vencedores e vencidos. De José Gomes André, no Bem Pelo Contrário.
6. A nova China e o pensar velho português. De Miguel Castelo-Branco, no Combustões.
7. Warm snow. De João Caetano Dias, no Blasfémias.
8. Orgulho suburbano. De JRP, no Comboio Azul.
9. Adeus a um homem bom. De Leonardo Ralha, no Papagaio Morto.

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PS: retrato de família

por Pedro Correia, em 30.01.07
A incómoda Ana Gomes despachada para o Parlamento Europeu, onde aliás se tornou ainda mais incómoda. Ferro Rodrigues desviado para Paris, como representante português na OCDE. Jorge Coelho e António Vitorino subitamente remetidos à actividade privada, longe dos holofotes parlamentares. Manuel Maria Carrilho enviado para a Unesco. João Cravinho com bilhete de ida para Londres, rumo ao Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, deixando também vago o lugar no Parlamento. Quem será a próxima voz autónoma no PS condenada ao exílio interno ou externo a bem da Nação, de uma legislatura sem ondas e da estabilidade do grupo? Dava um belo retrato de família, este PS de José Sócrates. Pena é que uns quantos parentes não possam figurar na fotografia: por mais respeitáveis que sejam os motivos, a verdade é que vários deles estão ausentes e ninguém faz ideia quando voltam.

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Manhã sombria

por João Távora, em 30.01.07

Ao contrário do Dr. Marques Mendes, que está preocupado com os softwares informáticos utilizados pelo governo da nação, o nosso 1º sabe o que quer e as armas que tem. Encontramo-lo na página 5 do Diário de Notícias de ontem, de braços abertos, acolhedores e piedosos, meio sorriso todo maternal numa fotografia inocente. Entre as páginas de insistentes e arrepiantes reportagens sobre o bas-fond do criminoso aborto clandestino, o Eng. Pinto de Sousa comoveu-me por uma vez, maternalmente pregando aos jovens um futuro de progresso social com o aborto comercial, livre e apoiado. Higiénico. O seu empenho no redentor e salvífico referendo à liberalização do aborto é admirável, nada é mais importante para a nação, nos dias que passam. Hoje, no DN temos o Dr. Costa, a tempo e corpo inteiro, entre mais ilegais consultórios de morte estrategicamente denunciados. Nada mais.
O trilho está traçado, basta passar os olhos diariamente nos jornais do costume. Assim, estamos bem entregues à propaganda do regime. O grande irmão que fala a uma só voz projecta-se nos “Meios” chamados de “referência”, num coro uníssono do pensamento oficial. Que definham caducos, quais inúteis caixas de ressonância do poder. A nós, restam-nos os blogues, o trabalho gratuito, a cidadania e a coerência. Principalmente depois de 11 de Fevereiro. Para que não fiquem os nossos filhos e os nossos netos definitivamente entregues ao fado de uma civilização materialista, niilista e decadente.

Foto daqui
Texto publicado também ali

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É uma chatice para a Rádio Renascença...

por Nuno Sá Lourenço, em 30.01.07
...que Portugal seja um Estado de direito.


Lisboa, 30 Jan (Lusa) - A emissora católica Rádio Renascença lamentou hoje ser obrigada a passar o tempo de antena do “sim” no referendo sobre o aborto, por considerar que as rádios privadas deveriam ficar de fora desta imposição legal. “Gostaríamos que esta obrigação [legal] não pesasse sobre as rádios privadas, mas pesa e, numa rádio com a identidade da Renascença, pesa naturalmente muito, até porque a nossa posição sobre o aborto e sobre o direito à vida é bem conhecida”, refere a estação numa nota lida hoje, no dia em que começa a campanha para o referendo de 11 de Fevereiro, antes do noticiário das 8:00.
Após a marcação do referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, os responsáveis da emissora católica declararam - também numa nota lida antes de um noticiário - o apoio da Renascença ao “Não”.
No entanto, ressalvaram que esta posição da emissora não afectaria o pluralismo do serviço noticioso da RR.
Na nota lida hoje, a RR promete cumprir a lei dos tempos de antena e disponibilizar uma hora diária aos movimentos e partidos que participam oficialmente na campanha pelo referendo.
“Durante a campanha temos o dever legal de acolher a propaganda de todos. De quem defende o ´não` e dos defensores do ´sim`”, refere a nota, sublinhando que a RR sempre respeitou e respeitará o pluralismo informativo.
A Igreja Católica, maioritária em Portugal, é frontalmente contra a liberalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG), que vai ser sujeita a referendo nacional a 11 de Fevereiro.

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