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Grande medricas

por Pedro Correia, em 31.07.06
Alberto João Jardim desiludiu-me: esperava sinceramente que o Grande Líder madeirense aproveitasse mais uma festa do Chão da Lagoa - que nenhum presidente nacional do PSD visita desde 2000, não vá aquilo ser contagioso - para soltar enfim o grito do Ipiranga, quebrando as últimas amarras do Funchal ao jugo colonial de Lisboa. Nada disso aconteceu: Jardim limitou-se às arengas do costume, que já não aquecem nem arrefecem, perdendo assim uma excelente oportunidade para se declarar imperador da Madeira e seus domínios (Porto Santo, Desertas e Selvagens) e desperdiçando também a perspectiva de uma presença autónoma do arquipélago no próximo Mundial de Futebol. Só para nos vermos livres dele, até lhe cedíamos o Cristiano Ronaldo sem regatear...
Afinal ainda não foi desta. Grande medricas que aquele gajo me saiu.

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Não se coibiram de trocar carícias

por Pedro Correia, em 31.07.06
O prato forte desta edição da Lux é a putativa aproximação entre dois jornalistas da SIC que a revista identifica depois de tê-los fotografado sem autorização numa discoteca. O texto que acompanha as fotos é digno de antologia: "A Lux pôde testemunhar o grande à-vontade e a enorme cumplicidade entre os dois. Embalados pelos ritmos quentes, A e B [a revista publica os nomes] não se coibiram de trocar beijos e carícias, dançando de forma sensual, com as mãos entrelaçadas." Depois, "já na zona dos poufs, onde se sentaram confortavelmente, [A e B] mantiveram-se afastados mas continuaram a conversar, trocando sorrisos amistosos". Lá ficaram até às 5 da manhã "e nem o cansaço de um dia de trabalho conseguiu ser mais forte do que a atracção que os aproximou naquela noite".
Claro que o facto de a Lux ser propriedade da Media Capital, o mesmo grupo empresarial que detém a TVI, canal rival da SIC, é pura coincidência. Claro que é. Só podia mesmo. Porque não haveria de ser?

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Coisas irritantes

por Corta-fitas, em 31.07.06

A moda da chinela pegou, mas eu ainda não cheguei lá! Isso incomoda-me. Enfiar no dedo do pé um chinelinho é super fashion, mas eu sinto-me uma demodée total. Irrita-me ouvir shlac, shlac, shlac na rua, mas as pessoas vão felizes de chinela! E, pior, irrita-me mais ainda ver os homens com a marca do bronzeado no pé em forma de chanata, mas eles sentem-se como deuses...

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Introduzido por via periareolar

por Pedro Correia, em 31.07.06
Adepta do rigor, a Lux dá voz ao médico "que fez a cirurgia do aumento mamário" a uma tal de Sara Aleixo, presumível actriz. Segue a transcrição na íntegra deste esclarecimento clínico, com a devida vénia do Corta-Fitas: "Contrariamente ao que Sara Aleixo disse à Lux, a cirurgia de aumento mamário a que se submeteu - na Clínica Faccia, em Campolide - foi executada com sedação e anestesia local e não com anestesia geral, e teve a duração aproximada de uma hora. Na mesma entrevista, a actriz referiu ainda: 'Colocaram-me a bolsa de silicone através de um corte no mamilo.' Mas o médico, António de Oliveira Nunes, corrige: 'Não se trata de uma bolsa, mas de um implante de silicone - unidade de gel coesivo - e, neste caso, introduzido por via periareolar'."
De novo a palavra à inefável Júlia Pinheiro, autoproclamada adepta da "filosofia de chinelo": "De que vale um corpo sem alma?"

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Mulheres num pântano de agitação

por Pedro Correia, em 31.07.06
O mundo é cor-de-rosa visto nas páginas da Lux. "Dois meses depois de ter sido mãe pela primeira vez, Catarina Furtado continua a amamentar a filha", Maria Beatriz. A mãe da apresentadora televisiva, avó babada, segreda à revista: "[A bebé] já reconhece as vozes e sorri muito no banho." Mais enternecedor só o "momento de grande felicidade" que Piet-Hein Bakker está a viver ao lado da última (e grávida) namorada, Patrícia Silva. Isto depois de se divorciar de Alexandra Lencastre e de sucessivos affaires com Teresa Caeiro e Inês Barros, "colega de Patrícia", que é "a segunda namorada de Piet-Hein dentro da Endemol", de acordo com a contabilidade da Lux. Tudo bem diferente do tempo - já recuado - em que Maria João Lopo de Carvalho sofreu o primeiro desgosto de amor, com apenas 15 anos. O relato vem na primeira pessoa: "Ele acabou tudo comigo quando eu lhe contei que tinha dançado um slow com outro rapaz. Sofri imenso e até pus a hipótese de suicídio..." Como diz Júlia Pinheiro no consultório sentimental da última página, "muitas mulheres vivem mergulhadas num pântano de agitação".

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Manela e os macacos narigudos

por Pedro Correia, em 31.07.06
Esta semana voltei a comprar a Lux: nada melhor para sacudir o tédio. Ainda bem que o fiz: a revista do grupo Media Capital é um poço de revelações. Fiquei a saber que a escritora light Maria João Lopo de Carvalho, "assessora da Direcção Municipal da Cultura da Câmara de Lisboa", está neste momento "muito tranquila a nível emocional". A actriz americana Kate Bosworth "é apaixonada por cavalos mas para lhe fazer companhia tem dois gatos, Louis e Dusty, e uma cadela chamada Lila". E Manuela Moura Guedes embarcou de férias para a Malásia com a intenção de ver "os famosos macacos narigudos, cuja imagem até tem no seu telemóvel", como assinala a Lux. "Espero não me apaixonar por nenhum, senão fico lá", confidenciou a jornalista, minutos antes de entrar no avião. Desconhece-se a reacção do marido, José Eduardo Moniz, que embarcou no mesmo voo.

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A primeira vez no duche

por Pedro Correia, em 31.07.06
Já me tinha acontecido de quase tudo. No cinema, por exemplo. Ou num velório. Ou até no funeral do pai de um deputado socialista. "Estou agora mesmo a enterrar o meu pai. Ligue-me um pouco mais tarde, se não lhe fizer diferença", pediu-me ele, num sussurro. Deixando-me com um incómodo peso na consciência, como se eu tivesse podido adivinhar.
Mas só ontem telefonei a alguém que se encontrava no duche: ouvia-se a água a escorrer com toda a nitidez. Do outro lado da linha, a voz esclareceu-me: "Estou a tomar banho. Podes ligar daqui a dez minutos?" Juro que foi a primeira vez: nunca me tinha acontecido.
Está provado. A nossa vida tornou-se mesmo indissociável do telemóvel.

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Lido

por Francisco Almeida Leite, em 31.07.06
Magnífica análise do Carlos Leone, no Esplanar. Mesmo concordando com parte, deixe-me pensar que aquele fio de jogo e aquelas vitórias são para ficar. E não são apenas para Guadiana ver... Carlos, saúdo-o como sportinguista que é e espero que desta vez não tenha razão. Já agora, reparou que o Deivid fez o gosto ao pé e que o Paredes está lento que se farta, mas tem presença em campo e sentido de posição (vi-o mandar o Tonel pairar noutras águas e tudo). Vamos ter calma e confiança, muita.

P. S. - Já estamos na recta final para nascer o Carlos Leone jr, não? Isso é que é mesmo importante.

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Excelente questão

por Pedro Correia, em 31.07.06
"Escapa-se-me a razão por que se não tem discutido a Convenção de Genebra na lusoblogosfera", interroga-se a Ana Cláudia Vicente no cada vez melhor O Amigo do Povo. Uma excelente questão, sem dúvida.

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O ópio revisitado

por Duarte Calvão, em 31.07.06
Às vezes, é bom não ter auto-estima. Quando um dos nossos jogadores se comporta de modo vergonhoso, como o João Pinto no Mundial da Coreia, é merecidamente zurzido por cá e, fora meia dúzia de fanáticos, ninguém anda a justificar a boçalidade da atitude. Entretanto, na civilizada Inglaterra, a patada do Rooney no Ricardo Carvalho é vista com benevolência e atribuem a culpa da expulsão às palavras do Ronaldo, confirmando-o cientificamente com a posterior piscadela de olho... É incrível até que ponto o nacionalismo cego pode ser ridículo.Também na civilizada França, o coitadinho do Zidane não teve culpa nenhuma, o italiano é que foi mau e disse-lhe palavras feias. Se lessem os lábios a todos os jogadores de futebol e eles fossem punidos por isso, não sobrava um em campo. Qualquer pessoa que, como eu, na minha longínqua infância e juventude, jogou à bola, sabe que até entre irmãos se trocavam uns bons insultos, prontamente esquecidos mal aquilo acabava. Ridículo supremo foi ver uma série de comentadores portugueses, que se julgam muito politicamente incorrectos, andar a justificar a estupidez da cabeçada do Zidane (que, está fora de causa, foi um extraordinário jogador), como se isso tivesse sido mais um sinal da sua genialidade. Afinal, a nossa lamentada falta de auto-estima pode por vezes ser boa.

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Momentos Kodak (5)

por Rodrigo Cabrita, em 30.07.06

Fsssssssstttttttttttttttttttttttt!!!!
(Oeiras, 25 de Janeiro de 2006)
Foto: Rodrigo Cabrita

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Impressões musicais (2)

por João Távora, em 30.07.06

The Lamb Lies Down On Broadway – Duplo “concept” album dos Genesis de 1974. Peter Gabriel, Steve Hackett, Tony Banks, Mike Rutherford e Phil Collins.

Este é sem dúvida um dos mais marcantes discos da minha vida. Não assisti ao célebre concerto no pavilhão dramático de Cascais. Em Maio de 1975 eu era uma criança. Quando pela primeira vez contactei com esta obra-prima, foi no Verão de 1976 em casa de amigos. Dava os meus primeiros passos de adolescente, o meu pai fora "saneado" da Torre do Tombo, e o PREC entrara-nos violentamente pela casa e vida adentro. O nosso gira-discos já não tinha agulha, a televisão avariara há mais de um ano e muitas outras "coisas" estiveram em perigo de “avariar” definitivamente.

Estranhos e loucos dias esses, em que o mundo dos meus pais desabava para sempre, e em que a minha ligação à música se cingia à transmitida pela telefonia. A toda a hora esta papagueava Fernando dos Abba, a Bohemian Rhapsody dos Queen, Fly, Robin, Fly, dos Silver Convention entre tantos outros super hits. Como alternativa, havia demasiada música de intervenção, e podia-se ouvir boa música, discos do princípio ao fim no programa “Dois Pontos” já não sei de qual emissora. Numa frequência FM ouvíamos as comunicações do COPCON, sempre actuante no “olho” da revolução, mas essa seria outra história.
Os tempos continuavam estranhos e uma estranha rebeldia apoderara-se da minha existência. Neste fabuloso álbum duplo dos Génesis, Peter Gabriel vestia a pele de Rael, um jovem e ingénuo "punk" Porto-Riquenho que inadvertidamente “aterra” na Broadway. Então começa uma louca aventura em busca de John (seu alter ego?). Cada música é um episódio mais ou menos surrealista, cada faixa mais fantástica e com ritmos mais endiabrados, com crescentes e sofisticadas melodias que narram uma série de experiências existenciais de Rael: do erotismo (Counting out time), à violência gratuita (Back in New York City), paisagens psicadélicas (Broadway Melody of 1974 ou The Carpet Crawlers), ou proféticas (The Chamber of 32 Doors) aos monstros míticos (The Lamia). Rael, de aventura em aventura caminha para o abismo final, uns agitados “rápidos” (In the Rapids) de onde resgata o (afinal) seu irmão John, que, surpresa das surpresas, não é mais do que o próprio, no outro lado do espelho. Termina a história com o tema It: "(…) It is Rael. it is Rael, Cos its only knock and knowall, but I like it". Um delírio.

Nessa época embrenhei-me e refugiei-me naquela música, com aquela delirante história, e com a voz única e inconfundível de Peter Gabriel. É que, num belo dia do início de Verão em 1976, na feira da ladra descobri uma bobine de fita magnética que servia num grande e velhíssimo gravador existente lá de casa. Nessa bobine (a única que eu tinha) com uns cabos emprestados, em casa de uns amigos consegui fazer uma “gravação directa” do álbum in-tei-ri-nho!
Durante esse Verão e meses seguintes, ouvi e explorei incansavelmente todo o disco. A voz de Peter Gabriel tornou-se para mim uma espécie de "fetiche". Uma sonoridade onde identifico muito do que a vida tem de bom e de lugar seguro para se estar. Sempre perdoei todos os “desvios artísticos” e “devaneios ideológicos” deste cantor e compositor que continuo a admirar. Nunca perdoei os Génesis não terem terminado com a sua saída.

No passado mês de Maio assisti pelo segundo ano consecutivo à performance dos “Musical Box” que repõe em palco todo o lendário espectáculo que é o The Lamb Lies Down On Broadway ao vivo, com uma minúcia e arte admiráveis. Tratando-se esta de uma música tão complexa quanto “cerebral”, a sua interpretação por outros protagonistas é bastante plausível, bastando para tal que estes sejam musical e tecnicamente evoluídos. Nesse espectáculo na Aula Magna confirmei e esclareci muitas das minhas fantasias no que refere ao mítico espectáculo do Dramático de Cascais que nunca assisti. Afinal com a vantagem de não estar pedradíssimo e esmagado com as pernas para o ar no meio de 10 mil loucos eufóricos que não sabiam ao que iam. E o meu prazer e consolação foram enormes, numa poltrona da Aula Magna.
E sempre em coro com os restantes fanáticos, apaixonados como eu, revisitei sentimentos e sonhos destas músicas já antigas. Trauteámos sílaba após sílaba, acorde após acorde, todos os noventa minutos desta louca obra-prima dos Genesis de Peter Gabriel: The Lamb Lies Down on Broadway.

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Maria João Pires: "toccata e fuga"

por Pedro Correia, em 30.07.06
“Maria João Pires lanzarotou-se.”
António Costa Amaral, A Arte da Fuga

“Maria João Pires foi-se embora de Portugal, porque não gosta de certos malefícios lusos e do impacto de Morangos com Açúcar. Na sua nova terra, na Bahia, uma coisa é certa: ali nunca houve nem há qualquer vestígio de telenovela.”
Luís Carmelo, Miniscente

“A Bahia deve ser muito mais divertida do que Belgais.”
Eduardo Pitta, Da Literatura

“O Brasil costuma receber muito bem cidadãs portuguesas ligadas à música. Caso aceite tocar Chopin com um ananás na cabeça é provável que Maria João Pires vá parar a Hollywood.”
Leonardo Ralha, Papagaio Morto

“Há quem ostente a emigração como um acto político. Por achar que o ego é maior que a Pátria.”
Jorge Ferreira, Tomar Partido

“Eu já parti e nunca pedi ajuda. Parti, não me queixei, não tinha queixas a fazer. Voltei, continuei sem queixas. As queixinhas dão sempre para desconfiar.”
Francisco José Viegas, A Origem das Espécies

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Very true

por Corta-fitas, em 30.07.06
«People used to explore the dimensions of reality by taking LSD to make the world look weird. Now the world is weird and they take Prozac to make it look normal».

Bangstrom

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As árvores e os frutos

por Pedro Correia, em 30.07.06
Lá revi A Sombra do Caçador ontem à noite. A cópia não me pareceu nas melhores condições, o que acontece com excessiva frequência na Cinemateca, e a exígua Sala Luís de Pina está longe de ser a mais recomendável para exibir uma obra-prima do cinema. Mas a deslumbrante película de Charles Laughton resiste bem a estas pequenas adversidades logísticas. Com Robert Mitchum na perfeita encarnação do Mal e Lillian Gish - que foi a primeira estrela do cinema - a servir-lhe de contraponto. Há um sopro bíblico neste singular filme negro onde as crianças desempenham um papel central, numa espécie de celebração do triunfo da inocência. Com alusões ao Sermão da Montanha, talvez o mais belo texto de toda a Bíblia.
"Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. A árvore boa não pode dar maus frutos, nem árvore má dar bons frutos." É uma inesquecível passagem do Evangelho de São Mateus que serve de legenda implícita a este filme de óbvia matriz cristã que se indigna contra quem pratica crimes em nome de Deus - e de uma perene actualidade neste tempo de implacáveis predadores travestidos de arautos da virtude. A Sombra do Caçador é um grande filme também por isto.

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Os «Ecos de Aljustrel»

por Corta-fitas, em 30.07.06
Tenho assistido ao debate sobre o conflito no Médio Oriente. Percebo muito pouco do que realmente está em causa e ao ler as diversas tomadas de posição nasce em mim a convicção de que discutir a moralidade da guerra é um labirinto de onde dificilmente se sai. Vem-me à memória um artigo do Vasco Pulido Valente (VPV) escrito em 1999 quando se debatia no parlamento português a intervenção da NATO na Jugoslávia. Nunca mais me esqueci. Levantavam-se então os mesmos dilemas morais(?) que exacerbam posições de um lado e de outro. Produziam-se manifestos anti-guerra, tal como hoje, e ecoavam as vozes dos grandes Soares, Freitas, Eanes e do inefável bispo Januário, entre outros. Na coluna que então escrevia no DN - "Faz de Conta" - o VPV ilustrou a cena com uma história deliciosa que o Eça contava sobre o director dos Ecos de Aljustrel. Quando Bismarck invadiu a França, o bom homem, a espumar de fúria, ameaçou com veemência: «Deixem estar que amanhã dou cabo dele nos Ecos.»

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Gostei de ler

por Pedro Correia, em 30.07.06
1. Tomar Partido. De João Caetano Dias, no Blasfémias.
2. Samir Kassir. De Luís Januário, n'A Natureza do Mal.
3. Vidas Civis. De Bruno Cardoso Reis, n' O Amigo do Povo.
3. Torturada. De João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
4. Uma Bola em Agosto. De Rui Bebiano, n'A Terceira Noite.

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Tomar partido

por Pedro Correia, em 29.07.06
Algumas das personalidades que se reclamam da "equidistância" no actual conflito israelo-árabe fazem-me lembrar aqueles que nos anos 70 e 80 gritavam nas ruas europeias: "Nem NATO nem Pacto de Varsóvia." Como se pudesse haver equivalência moral e política entre sistemas democráticos e totalitários. Não tomar partido, em diferendos como este, equivale a apoiar quem tem menos razão. Cometem-se crimes de ambos os lados? Certamente que sim: toda a inocência se perde em tempo de guerra. Mas, tal como Pacheco Pereira aqui nos advertia a propósito das recentes teses revisionistas sobre a Guerra Civil de Espanha (1936-39), toda a equidistância é imoral quando está em causa um conflito entre a legitimidade democrática, ainda que musculada por uma questão de sobrevivência, e a pura lógica do terror que faz tábua-rasa de básicos princípios civilizacionais. Basta recordar como o Comité de Não-Intervenção, durante a Guerra Civil de Espanha, beneficiou objectivamente os rebeldes de Franco contra as legítimas autoridades de Madrid. Quando recusamos optar entre um mal maior e um mal menor, acabamos - mesmo sem querer - por fazer a pior das escolhas.

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As palavras dos outros

por Pedro Correia, em 29.07.06
“O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a plenitude.”
Arnaldo Jabor, Amor É Prosa, Sexo É Poesia

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Saudades do "nosso" Maestro

por João Távora, em 29.07.06
Estou chocado. Morreu hoje aos 79 anos o Maestro Jorge Machado de quem eu era amigo e admirador. Tocava piano no hotel Tivoli Lisboa há quase quarenta anos, coisa que considerava “um trabalho prazenteiro”. Quase sempre notava-se bem o prazer com que o que fazia.
Às vezes, no Terraço, tocava para mim Grappelli, Lloyd Webber e Bach. Depois, conversávamos muito sobre música. Sobre “o apreciar” desta divina arte. Sobre a vida dos músicos, sobre o seu teatro musicado e os seus musicais. Eu sempre lhe ia dizendo, não sem uma ponta de inveja, que nós, "os melómanos", éramos uns privilegiados, pois gozávamos com infinito prazer do valoroso trabalho dos grandes músicos, quase sempre “da poltrona” e com tão poucos incómodos. Ele ria-se. E agradecia sempre (não sei bem o quê).
Eu é que lhe ficarei para sempre grato por me ter tocado tanto com a sua simpatia e música no meu coração.

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