Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
Uma semana?
Caríssimo Paulo Gorjão, uma semana é muito pouco em política. Registo a sua análise, mas não acho que esteja assim em tão grande contradição com a minha.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Freitas do Amaral castigado duas vezes
Freitas do Amaral ingressou no Governo, em Março de 2005, para consolidar um currículo político que estava em pousio desde a sua vinda de Nova Iorque, quase uma década antes, e para refrescar a memória dos portugueses que se haviam desabituado de o ver nas capas dos jornais. A sua inesperada ressurreição na pasta dos Negócios Estrangeiros, que ocupara em eras remotas, constituía uma espécie de prelúdio antes de lançar a putativa candidatura presidencial. Mas Mário Soares trocou-lhe as voltas. Ao atirar-se para Belém no Verão passado, levando o PS a reboque, Soares inviabilizou as ambições presidenciais de Freitas, que já se mostrara disponível numa entrevista ao DN. Sócrates, sem margem de manobra, apoiou Soares. Péssimo negócio: ganhou um candidato com derrota garantida nas urnas e perdeu um ministro dos Negócios Estrangeiros. Freitas desdobrou-se desde então num estendal de disparates: no fundo, implorava que o substituíssem sem demora. Castigador, o primeiro-ministro só agora lhe fez a vontade. E castiga-o ainda de outra forma, nomeando Luís Amado para os Negócios Estrangeiros: seria difícil, no mesmo parentesco político, encontrar um sucessor com um perfil tão diferente do antecessor, nomeadamente no capítulo das relações luso-americanas. Num currículo onde não faltam desaires, Freitas do Amaral acaba de acumular mais um.


publicado por Pedro Correia
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A voz do dono
“Esta semana não poderia ter corrido melhor a José Sócrates.” Acabo de ler esta frase. Trata-se do excerto de um artigo de Eduardo Prado Coelho numa das suas enésimas vénias ao poder político de todos os matizes? Nada disso. De uma análise irónica do Daniel Oliveira no Arrastão? Também não. De uma intervenção politicamente correcta de Jorge Coelho na Quadratura do Círculo? Nem por sombras. É a primeira linha do segundo parágrafo de uma “notícia” que a Lusa divulgou às 17.53 de hoje, confundindo informação com descarada propaganda ao Executivo rosa. E afinal porque correu tão bem a semana ao primeiro-ministro? A agência esclarece: “Não só pela concretização de quatro medidas inseridas no plano de bandeira do Governo - cobertura total de banda larga das centrais telefónicas da PT, o correio electrónico virtual Via CTT, o Netemprego e a Empresa On-line - como pelos resultados do relatório de Bruxelas sobre o Governo electrónico.” Com a demissão de Freitas do Amaral, que a mesmíssima Lusa anunciara quatro horas antes, foi mesmo uma semana em cheio. Agora só falta Portugal ganhar à Inglaterra...


publicado por Pedro Correia
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Uma derrota pessoal de Sócrates
A saída de Diogo Freitas do Amaral de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros é mais uma derrota pessoal e política de José Sócrates, depois de já ter perdido as eleições autárquicas (Lisboa, Porto, Coimbra e o total do País) e as presidenciais (onde apresentou Mário Soares e viu Alegre roubar o segundo lugar). Mas vamos aos sinais e aos indicadores. Freitas do Amaral, após um apoio claro e objectivo a Durão Barroso nas legislativas de 2002, deu outra das suas reviravoltas e esteve com Sócrates nas eleições do ano passado. O fito era óbvio: O antigo candidato de 1986 aceitou ser MNE para entrar no jogo presidencial (ou para ficar mais perto dele). Soares trocou-lhe as voltas e não houve reedição do Prá Frente Portugal. Depois das eleições de Fevereiro, cedo se percebeu que aquela que é ciclicamente uma pasta que dá visibilidade e transforma ministros apagados em campeões de popularidade estava diferente. A crise nos consulados, a falta de dinheiro nas embaixadas, o Iraque, as idas (poucas) aos conselhos da União Europeia foram cansando o ministro. Há pouco mais de um mês o Expresso noticiou que Freitas estava mesmo cansado. As Necessidades desmentiram, o ministro afinal estava pleno de vigor e nem as informações que corriam nos bastidores da política de que o MNE estava de saída, que provavelmente não chegava à presidência portuguesa da UE (no segundo trimestre de 2007), o abalavam. Depois, Timor-Leste. O primeiro-ministro não desejava isto. Caso contrário, não teria reagido epidermicamente à notícia do Expresso. Recorre agora à prata da casa do guterrismo: Nuno Severiano Teixeira na Defesa, Luís Amado no MNE. Nenhuma solução é pensada, é de recurso perante o problema nas vértebras (na C7, dizem-me) do MNE. O primeiro é um especialista na área da Administração Interna, embora domine e conheça também os meandros militares. O segundo terá de fazer acompanhar-se melhor nas Necessidades. Ou será trucidado pela máquina diplomática. Se esta legislatura fosse um jogo de xadrez, Sócrates perdia agora um bispo para fazer avançar dois peões guterristas...


publicado por Francisco Almeida Leite
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Serra do Gerês


publicado por Rodrigo Cabrita
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De saída
Freitas do Amaral abandonou o Governo. Estava escrito nos astros, como no momento próprio aqui se escreveu.


publicado por Pedro Correia
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Força Portugal
Que estas meninas amanhã não tenham este sorriso estampado na cara! E porque hoje é sexta-feira.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Não é que vos interesse...
...mas hoje parto em direcção ao Santa Eulália Resort & Hotel SPA. Infelizmente, levo computador. Amanhã à tarde, acreditem que não vou estar a ver o Portugal-Inglaterra.


publicado por Corta-fitas
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Batalha épica
Desporto. Emoção. Agressividade. Mestria. História. Uma batalha que foi épica sem se perder o fair play. Inesquecível


publicado por Nuno Sá Lourenço
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Gostei do jantar

O XL mantém aquele estúpido sistema de reserva de mesas que pode ser "chique a valer" mas tem afugentado antigos clientes como eu: ou se chega forçosamente às 20 horas, com "despejo" garantido" a partir das 22 e 45, ou não se encontra um lugarzinho antes desta hora, mesmo que se telefone de véspera. Uma vez mais desisti de lá ir. Rumámos antes ao Casanostra - e ainda bem que o fizemos. Continua a ter uma atmosfera acolhedora, um serviço diligente e uma excelente ementa de pratos genuinamente italianos. O Moët & Chandon foi substituído com vantagem por um prosecco transalpino que ia escorregando em doses generosas. Do carpaccio inicial ao parmeggiano final, o diálogo seguiu em natural crescendo, molto vivace. A sala é exígua (um problema clássico no Bairro Alto) e as mesas vizinhas estão demasiado próximas, o que constitui um inconveniente óbvio nas noites em que o restaurante é menos bem frequentado, o que por vezes acontece. Mas não foi o caso: estivemos lá enquanto quisemos, ninguém nos despejou e a conversa não podia ter corrido melhor.
Tudo isto para dizer que gostei do jantar.



publicado por Pedro Correia
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Boa notícia para o V.P.V.
E para todos os fumadores compulsivos que viajem entre Dusseldórfia e Tóquio (não se riam que o Corta-Fitas é lido em todo o Mundo :)
O caderno de Negócios do D.N. noticia que um empresário alemão criou a Smoker's International Airways, para todos os que não dispensem uma cigarrada mesmo em pleno ar. A licença dos dois Boeings fretados vai custar 40 milhões de dólares. A ideia não me parece muito pensada quanto ao plano de negócios, mas o homem lá deve ter feito as contas.


publicado por Corta-fitas
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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006
Declaração ao País
Antecipando desde já a entrada do tema no agenda-setting do Corta-Fitas, aqui deixo a minha posição quanto ao referendo à despenalização do aborto. Tal como fiz no anterior, vou abster-me.
Elas que decidam: Não cada uma por si, mas todas por todas. A minha opinião é irrelevante. E no entanto, sabe quem me conhece, defendo a Vida. Não gosto é de meter-me onde não sou chamado.
Para o bem e para o mal, não sou mulher.


publicado por Corta-fitas
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Transparência
O Conselho Europeu decidiu na semana passada abrir abrir certos procedimentos das suas reuniões ao escrutínio da opinião pública. Já li críticas à iniciativa. A meu ver, é urgente que os encontros dos líderes da União Europeia sejam públicos, e não me parece que a abertura deva ser apenas parcial. Em primeiro lugar, o Conselho Europeu já funciona como uma espécie de senado, com 25 membros, num modelo de câmara alta do parlamento. Só não é exactamente um senado porque os “senadores” têm pesos diferentes nas votações (embora todos sejam iguais na capacidade de vetarem uma decisão que afecte os interesses vitais do seu país).
O segundo argumento a favor da abertura dos trabalhos à curiosidade pública tem a ver com a democracia. Existe um défice democrático na UE? Pois bem, obriguem os líderes a funcionar de forma mais democrática.
O argumento contrário, segundo o qual a eficácia do principal órgão da UE será afectada pela medida, tornando mesmo impossível os trabalhos, surge de pessoas que conhecem bem o funcionamento da União. É um argumento forte, mas não me convence. O processo existente é opaco, pois a opinião pública sabe o que se passa na sala através de briefings nacionais. Os jornais grandes cruzam o relato de vários países e ficam com uma ideia aproximada da realidade. Mas, geralmente, há 25 versões daquilo que verdadeiramente aconteceu.
Não seria melhor dispensar esta confusão dos mensageiros e criar um procedimento transparente, mesmo em directo na televisão? Ou isto é utopia?

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publicado por Corta-fitas
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Serra do Gerês
Muitas vezes passamos pelas coisas sem as ver...


publicado por Rodrigo Cabrita
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Fitinha parlamentar
"As populações, em geral, têm sabido compreender e aceitar os pequenos decréscimos de comparticipação medicamentosa e os pequenos acréscimos nas taxas moderadoras."

Ministro da Saúde, Correia de Campos, hoje no Parlamento, respondendo à interpelação do CDS-PP


publicado por Corta-fitas
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Tertúlia literária (58)
- Já leste O Leopardo?
- Nem me fales disso. Detesto zoologia.


publicado por Pedro Correia
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Post à Mexia
Tornamo-nos adultos quando a frase «espero-te à saida» já não desperta medo, mas antecipação.


publicado por Corta-fitas
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O ópio do povo (28)
(...) O que me inveja não são esses jovens, esses fintabolistas, todos cheios de vigor. O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino? (...)

Mia Couto, in O Fio das Missangas


publicado por João Távora
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Bloco de traidores
Espanta-me que só 27% dos inquiridos classifiquem a política do Governo Sócrates como de centro-direita ou de direita. Mas mais, muito mais espantado, fico com outros dados obtidos na sondagem da Aximage.
Escreve o Correio da Manhã que: «Entre os eleitores do BE, 56,4 por cento afirma que o Presidente fez bem em aplicar o seu primeiro veto político no passado dia 2 de Junho».
Mais de metade dos bloquistas é contra a Lei da Paridade? Ena, ena! A próxima vez que jantar no Agito já tenho tema de conversa.


publicado por Corta-fitas
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Uma dor de cabeça para o MAI
Ontem à tarde eu fui um dos milhares de portugueses afectados pelo pobre de espírito que se tentou matar na ponte 25 de Abril. A GNR conseguiu salvar a criatura de si própria ao fim de quatro horas. O episódio criou mais uma dor de cabeça a António Costa, ministro da Administração Interna. É que este senhor está no posto há mais de um ano e ainda não criou esta importante força policial, que resolveria este tipo de problemas num instante.


publicado por Nuno Sá Lourenço
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Sugestão de férias
Ainda não decidiu onde gozará férias este ano? Espreite este blogue, onde vai encontrar uma excelente sugestão feita por uma pessoa de bom gosto.


publicado por Pedro Correia
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São Pedro
Esta manhã, num bairro popular de Lisboa, ouvi um homem já idoso dizer à porta de uma mercearia: "Viva o dia de São Pedro!" Não sei bem porquê, mas gostei daquela frase. Talvez por soar àquele jeito doce das comédias protagonizadas pelo António Silva, em perfeito contraste com as palavras agrestes que vamos escutando com demasiada frequência nesta cidade onde já não existem pátios das cantigas.


publicado por Pedro Correia
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Parabéns a você
Faz hoje 50 anos que nasceu um rebento de 4,5Kg, o qual seria baptizado Pedro Santana Lopes. O 24 Horas diz que o aniversariante prometeu uma entrevista a propósito da efeméride. Prometeu, mas não cumpriu.
Mesmo assim, o jornal ofereceu-lhe uma incompreensível cronologia biográfica de duas páginas, ilustrada com a foto de PSL em smoking. Isto, meus amigos, é verdadeiro fair play jornalístico.


publicado por Corta-fitas
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Adeus Bertrand, até depois
Ao ler esta sensata crónica de Ruben de Carvalho, até me esqueci de que é comunista.
Eu, admito, sinto muito mais constrangimentos emocionais perante esta aquisição alemã da nossa Bertranzinha. E ninguém me tira da cabeça que a culpa foi do Dan Brown.


publicado por Corta-fitas
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006
Volver
"Frente à destruição e à miséria moral, a arte", disse Pedro Almodóvar ao El País num comentário ao seu último filme. Tive a oportunidade de ir vê-lo no São Jorge, integrado no Lisbon Village Festival, e valeu mesmo a pena! Pena é só vir na próxima rentrée.


publicado por Corta-fitas
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As teias da tradução
Se calhar fui eu que fiquei mal habituado, durante anos, ao ler as excelentes traduções de Fernanda Pinto Rodrigues para a Colecção Vampiro, dos Livros do Brasil. Mas não me convencem estas traduções modernaças dos policiais clássicos que a Asa tem vindo a reeditar. Ver toda a gente tratar-se por "tu" na Inglaterra provinciana dos anos 40 retratada por Agatha Christie, por exemplo, não me soa nada bem, embora tecnicamente um you tanto possa traduzir-se por "tu" como por "você". O problema, com estas novíssimas tradutoras muito activas no mercado, não é o domínio da língua inglesa, que costuma ser impecável: é o domínio do nosso próprio idioma, cujas subtilezas andam cada vez mais ignoradas. Num livro que acabei de ler, a idosa e formalíssima Miss Marple, em diálogo com um responsável policial, utiliza a expressão "passar cartão", que nenhuma velhinha daquela época e daquele extracto social empregaria. Páginas adiante, um comissário da polícia diz a um coronel que "a maioria dos presentes estava bastante passada". Soa bem? Claro que não: é linguagem urbana contemporânea, impossível de transpor para a boca de personagens do countryside inglês de há seis décadas. A questão de fundo é sempre a mesma: os padrões de exigência cultural baixaram drasticamente. Até em editoras respeitáveis e conceituadas, como é o caso.


publicado por Pedro Correia
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Postais blogosféricos
1. O Nortadas faz três anos. Ao Carlos Furtado e ao resto da equipa, um abraço de parabéns.
2. O Blogoexisto, de João Pinto e Castro, acaba igualmente de festejar o terceiro aniversário. Um abraço também para ele.


publicado por Pedro Correia
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Partir pedra
Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu e da Associação Nacional de Municípios, afirmou que os fiscais do Ministério do Ambiente deviam ser "corridos à pedrada" quando aparecerem lá por terras de Viriato. Com esta opinião, digna da Idade da Pedra Lascada, o social-democrata revela-se um genuíno Cro-Magnon. Estranho o silêncio que Marques Mendes tem mantido até agora sobre esta declaração do vice-presidente da Mesa do Congresso dos laranjinhas. Mas talvez nem devesse estranhar: se criticasse Ruas, Mendes ainda se arriscava a levar também com um calhau...


publicado por Pedro Correia
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Grande Repórter
Pedro Rolo Duarte, na sua crónica de hoje no Diário de Notícias, escreve: «foi através de um blogue que eu percebi que "o jornalista sueco assassinado" era afinal Martin Adler - e é nesse mundo de opiniões livres que eu encontro a notícia e a homenagem que os jornais portugueses se esqueceram de fazer. Um sinal dos tempos, não restam dúvidas...».
A mim não sucedeu o mesmo. Aconteceu pior. Li na notícia impressa o nome do repórter, numa "breve" escrita por alguém que obviamente não o conhecia, provável adaptação de um take da Lusa. Ao visitar a casa do Francisco, confirmei que era o mesmo que me habituara a admirar nas reportagens da G.R. Não penso, no entanto e ao contrário do Pedro, que a ausência de maior destaque dado à sua morte seja pelo «facto de ser sueco e (...) mais um jornalista assassinado em serviço».
Creio, isso sim, que a grande maioria dos jornalistas pelas mãos de quem a notícia passou e a reescreveram não fazia a mais pálida idéia de quem ele era. O que me parece ainda mais sintomático.


publicado por Corta-fitas
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Mediatismos
Marcelo Rebelo de Sousa na Alemanha a comentar o mundial de futebol e a RTP a emitir a partir de lá o programa mensal de comentário político. O mesmo Marcelo a assistir aos treinos da selecção e a fazer crónicas no jornal A Bola. Paulo Portas comentador quinzenal do Estado da Arte e agora, uma revelação para mim, cronista regular do jornal Record.
O que espanta é que nenhum dos dois ao longo dos anos mostrou especial atenção ao fenómeno futebolístico ou sequer foi visto em estádios de futebol. O que explica então que os dois queiram agora surgir a comentar a coisa da bola e a cair num dos erros mais básicos da política contemporânea - a sobrexposição e a necessidade de aparecer em tudo e de ter opinião sobre tudo? Um conselho para cada um: 1) O professor que se dedique mais ao ténis, onde, apesar de tudo, revela dotes de comentário muito mais apropriados. Para além do Estoril Open e de Roland Garros (de onde Marcelo chegou a fazer emissão para a TVI), poderá comentar Wimbledon, Flushing Meadows, Open da Austrália, etc; 2) O Paulo que vá assistir ao primeiro jogo a sério da sua vida. Regresse a Alvalade, onde foi visto em novo acompanhado do pai e de um sportinguista que dá pelo nome de... Jorge Sampaio.

P. S. - Se serve de exemplo, vejam o que aconteceu a um senhor que até chegou a primeiro-ministro...


publicado por Francisco Almeida Leite
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Carlos & Carlos
O Carlos Leone vai ser pai pela primeira vez no fim de Agosto. Parabéns ao Carlos pelo Carlinhos. Isso, sim, é importante.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Ainda há esperança para o PSD
O laranja é uma das cores da moda este Verão.


publicado por Pedro Correia
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O ópio do povo (27)
Zinedine Zidane mostrou ontem o que distingue um grande jogador de um jogador excepcional. Ele é desta segunda categoria. Com a retirada anunciada - ainda por cima renunciou ao cumprimento do contrato com o Real Madrid porque não se quer arrastar no relvados -, Zizou matou o jogo França-Espanha (3-1) com um golo de antologia. Percebe-se agora porque há oito anos chamavam-lhe simplesmente Presidente Zidane. Se todos se arrastassem como Zizou (ou Figo neste mundial)...


publicado por Francisco Almeida Leite
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Super Muito Homem
É que nem pensem! Depois de terem feito o mesmo ao Batman, o lobby gay já está a tentar abarbatar o Super-Homem, a propósito do novo filme. Que ele é fotografado com poses duvidosas e com um armário atrás e coisa e tal.
«Rapazes», ouçam bem: Que os promotores do filme tenham capitalizado o vosso interesse por um homem em roupa interior reveladora é uma coisa, mas o Super-Homem não é, não foi e não será homossexual.
Já que são tão criativos, por que é que não arranjam os vossos heróis sem dar cabo do imaginário da malta? O Hiper-Trans, o Closet-Man ou o Quarteto Abba são desde já algumas sugestões que podem aproveitar à vontade. Escusam de agradecer.


publicado por Corta-fitas
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006
Na sombra do "Via CTT"
O PSD de Luís Marques Mendes tem resistido à tentação de formar um Governo-sombra (muito ao gosto do PP de outros tempos), mas já vai sendo tempo de começar a fazer alguma oposição sectorial, aproveitando os novos membros eleitos no congresso (onde andam?) e a onda de anúncios feitos pelo executivo de José Sócrates, que urge comentar, contrariar e desafiar, segundo o preceito básico de qualquer oposição democrática que se preze.
Assim, para responder à criação da caixa postal electrónica dos CTT para todos os cidadãos (infoexcluídos ou não, segundo o conceito da "intermediação"), Mendes poderia chamar o antigo vice-presidente de Durão Barroso e mandatário digital da campanha presidencial de Cavaco Silva, Diogo Vasconcelos. Como poderia fazer mais com Paula Teixeira da Cruz, que daria uma óptima ministra-sombra da Justiça ou com os "noviços" Manuel Lancastre (ministro-sombra da Economia ou coisa que o valha) e Pais Antunes (a sombra de Vieira da Silva). Eis o elenco completo (pura ficção), por favor não se riam com alguns dos casos aqui expostos:

PM sombra: Luís Marques Mendes
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sombra: Vasco Rato (resignou, antes de indigitado)
Ministro de Estado e da Administração Interna sombra: Eduardo Azevedo Soares
Ministra das Finanças sombra: Manuela Ferreira Leite (temporariamente indisponível)
Ministro da Presidência sombra: Pedro Passos Coelho (resignou, antes de indigitado)
Ministra da Justiça sombra: Paula Teixeira da Cruz
Ministro da Agricultura sombra: Arlindo Cunha
Ministro do Trabalho e da Segurança Social sombra: Luis Pais Antunes
Ministro da Economia sombra: Manuel Lancastre
Ministro da Defesa Nacional sombra: Miguel Macedo
Ministro da Cultura sombra: Vasco Pulido Valente (convidado pelo amigo comandante, mas afinal indisponível)
Ministro do Ambiente sombra: José Macário Correia (tem experiência governativa como secretário de Estado)
Ministro das Obras Públicas sombra: Telmo Moreno (jovem autarca modelo)
Ministro da Saúde sombra: Jorge Paulo Roque da Cunha (é médico e tudo)
Ministro dos Assuntos Parlamentares sombra: Pedro Vinha da Costa (Marques Guedes seria a alternativa, antes de defender o Dia do Cão)
Ministra da Educação sombra: Assunção Esteves (Regina Bastos também ambiciona o lugar)
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros sombra: Pedro Duarte

P. S. - Voltando à "Via CTT", parece que o Louçã voltou. Depois de um apagamento relativo (ele de facto era muito mais activo a fazer oposição ao Governo PSD-CDS), aí está o homem a questionar a legalidade da coisa. E quem diria que eu um dia faria um link para o site do BE aqui no blogue, hein?


publicado por Francisco Almeida Leite
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Tertúlia literária (57)
- Almada é genial.
- Prefiro Cascais.


publicado por Pedro Correia
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Ninguém os segura (também)
O responsável por esta descoberta foi o Emídio Fernando, homem da rádio (e não só). E o autor é seguramente um dos melhores cartoonistas do Brasil. País bom de bola e bom de jornalismo.


publicado por Francisco Almeida Leite
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Importa-se de repetir?
«Babar está ainda hoje bem vivo, fez as delicias de muitas gerações, a minha incluida (se calhar foi por causa dele que já me acusaram de ser traficante de marfim)». João Soares


publicado por Corta-fitas
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Outra vitória da lusofonia
Selecção da Ucrânia apurou-se para os quartos-de-final do Mundial de futebol.


publicado por Pedro Correia
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O dislate da semana
"Portugal é um país sazonal."
Sousa Cintra, na SIC Notícias (21 de Junho)


publicado por Pedro Correia
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Corta-fitas
Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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