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Dia do Trabalhador

por Corta-fitas, em 01.05.07

Eu não gosto do título do post anterior. Eu acho que o João (Távora) e o João (Gonçalves) deviam ir almoçar e, quem sabe, trocarem umas ideias sobre O Assunto. Eu acho que os homossexuais não só devem casar-se como, já agora se não for incómodo para Vossas Excelências, terem o direito a ser poliândricos (a palavra existe? Acho que sim). Uma espécie de mórmons, mas ao contrário.
Mas o importante para mim, que evidente aqui fique, é salientar que hoje é um feriado à séria. Não trabalho, não atendo telefones e estou-me borrifando para o que acontece ao nosso insigne presidente da Câmara. Hoje é dia 1 de Maio. Dia do Trabalhador. Hoje, sou da esquerda mais anarco-sindicalista do género bombista «A Batalha» que existe. Sim, essa mesma, aquela que tentou matar o grande português de sempre mas falhou o alvo, por causa de uns copos de três a mais para ganhar coragem. Hoje, por favor não me chateiem. Aliás, mesmo que queiram fazê-lo duvido que o consigam, porque nunca adivinharão onde estou. Hoje é dia «de féria». Que antes queria dizer «de receber» e hoje quer dizer apenas: «Please do not disturb. Continental breakfast». E um café, se fizer a gentileza de o trazer à cama. Muito obrigado. «Nunca tantos deram a vida por tantos ingratos, e etc...».

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4 comentários

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De Anónimo a 01.05.2007 às 23:04

Cá e lá, más fadas há!... Sem dúvida.

Até quando?
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De Anónimo a 01.05.2007 às 16:41

Parabéns timor-deste. Gostei muito deste texto. É a realidade nua e crua. Doa a quem doer.
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De timor-deste a 01.05.2007 às 16:20

TIMOR-LESTE SEM DIA DO TRABALHADOR


Em 1886 oito líderes trabalhistas de Chicago nos Estados Unidos da América foram presos, julgados e enforcados sumariamente. Crime? Dirigiram manifestações que tiveram início justamente no 1º de Maio daquele ano em defesa dos direitos dos trabalhadores. Que direitos? Por salários justos, pelo fim das jornas de trabalho excessivas, por férias, por descanso semanal e por aposentação. Estávamos perante toda uma teoria de base que daria origem à formação dos sindicatos.
O 1º de Maio foi assim instituído mundialmente como o Dia do Trabalho e do Trabalhador. Ao comemorar-se este dia em defesa dos direitos dos trabalhadores grita-se essencialmente contra as políticas que provocam o desemprego desenfreado e desumano.
Em Timor-Leste desde o dia 20 de Maio de 2002, dia da independência deste país, tem estado a governar o povo timorense um partido político - a Fretilin - que se intitulou como defensor dos direitos dos desprotegidos, como socializante dos valores reais da riqueza nacional, como incrementador do desenvolvimento igualitário e em suma, como representante das massas populares em vivência repleta de trabalho, saúde, educação e valorização profissional. DEBALDE. A Fretilin nada fez. Governou a seu belo prazer sem minimamente proporcionar ao povo qualquer melhoria no seu status vivencional.
O povo não tem trabalho. O povo não tem emprego. O povo não tem saúde. O povo não tem educação. O povo não tem transportes. O povo não tem casas. O povo não tem comércio. O povo não tem indústria. O povo não tem barcos. O povo não tem pesca. O povo não tem rendimentos. O povo não tem subsídios. O povo não tem sindicatos. O povo não tem caixas de previdência. O povo não tem habitação social. O povo não tem rendimentos. O povo não tem poupanças. Que tem o povo? Tem muita paciência e resignação.
A Fretilin nem se preocupou durante a sua governação em organizar e criar as mínimas instituições que pudessem obrigar a uma justiça indispensável na relação laboral de, pelo menos, aqueles poucos milhares que ainda trabalham em qualquer local.
Temos trabalhadores em restaurantes, em hotéis, nos táxis, nas camionetas, nos autocarros, no aeroporto, nas lojas, nos escritórios, nas limpezas, nas estações de rádio e televisão, nos jornais, nas embaixadas, nas ONG's, nos organismos internacionais, nas agências de viagem e de notícias, nas padarias, na construção civil, nas escolas e nas residências dos senhores ministros. E esses trabalhadores são trabalhadores ou são escravos? Existe a dúvida. Esses trabalhadores são trabalhadores ou são criados? Existe a dúvida.
Em Timor-Leste existem duas classes de cidadãos desprezados em absoluto. Aqueles que trabalham e os desempregados. Uma situação quase idêntica que apenas difere no pecúlio vergonhoso e ínfimo que os primeiros levam para a família.
O governo obstaculizou o investimento externo. As empresas e investidores internacionais assustaram-se com tanta incompetência, tanta burocracia, tanta corrupção e tanta teoria socialista ou socializante, para não lhe chamarmos de teoria comunista sem comunismo, mas sim oportunismo.
O comércio não se expandiu, não criou empregos. A indústria não abriu fábricas, não criou empregos. O turismo não construiu pontos de interesse, não criou empregos.
Timor-Leste vive na esmola de uns quantos países "doadores", os quais pouco lhes importa a esmola que agora concedem porque sabem bem que o rendimento do petróleo e gás natural há-de pagar o adiantamento.
Dia do Trabalhador em Timor-Leste: sem trabalhadores ou com trabalhadores explorados. Não é dia de festa é dia de luto, de tristeza, de resignação. E por que não, dia de revolta?

Post Scriptum: No Hotel Timor, cartão de visita para os cidadãos estrangeiros, quanto ganha um trabalhador naquela unidade hoteleira explorada por uma fundação estrangeira? Qual é o seu contrato laboral? Quantas horas labora por semana? Que férias tem? Que assistência social tem? Que pagamento de horas extraordinárias tem? Que refeições tem?
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De Anónimo a 01.05.2007 às 11:46

O Sr. JV leva as suas criadas, aí para onde se vai esconder?

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