
Foi ontem apresentado no Palácio da Independência, ao Rossio, o
Dossier Regicídio – O Processo Desaparecido, um trabalho de dois anos de investigação coordenado por Mendo Castro Henriques e com a colaboração de Maria João Medeiros, João Mendes Rosa, Jaime Regalado e Luiz Alberto Moniz Bandeira. O livro, com 348 páginas e 400 ilustrações, resulta de dois anos de investigação que tratou cerca de 1.500 documentos, alguns inéditos, 400 artigos e opúsculos, 60 livros, de arquivos públicos e particulares.
Na falta do processo instaurado na época pelo juízo de instrução criminal e convenientemente sumido depois do cinco de Outubro algures no gabinete de Afonso Costa, a obra centra-se na documentação possível dos factos ocorridos na trágica data, obviamente sem que se possam assacar conclusões cabais.
Sobre o assunto, o Juiz Desembargador Rui Rangel, a quem coube a apresentação da obra, salientou a fatídica tradição nacional da incapacidade da instituição judicial portuguesa em evitar a interferência dos poderes políticos. Como exemplo, o orador referiu, além do regicídio de 1908, o assassinato de Humberto Delgado e o caso Camarate.
Uma obra a não perder, em abono da verdade.
De Nuno Castelo-Branco a 4 de Fevereiro de 2008 às 15:52
O Afonso Costa lá o deve ter usado para acender a lareira. É que o homúnculo sabia fazer bem as coisas. Vejam lá como se livrou dos empecilhos com a Camioneta Fantasma e a Leva da Morte. Há cada um...
De j.c. a 31 de Janeiro de 2008 às 13:55
Acho curioso um juiz-desembargador perorar sobre a «incapacidade da instituição judicial portuguesa em evitar a interferência dos poderes políticos». Acho curioso, sim, embora não ache mais nada sobre os habituais 'considerandos' de Rui Rangel...
De TPestana a 31 de Janeiro de 2008 às 10:50
Giro giro é o ministro não autorizar a participação do exército nas comemorações do Regicídio por considerar que não se enquadra nas funções do exército...
lamentável:
http://in-direita.blogspot.com/2008/01/comemoraes-do-regicdio.html
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