Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Rosebud
Queres andar comigo? Perguntou a rapariga entre o ruído dos pratos, as conversas gritadas, o som devolvido amplificado pelo eco dos azulejos.
Fosse capaz de ler nos lábios e conheceria a resposta. Assim, inventei-a. Nada na face de ambos revelou emoção, alegria ou perda. Só consegui - como um velho que discute um qualquer preço recordando o que comprava com uma nota de cem escudos - regressar a esse tempo em que só o homem se propunha, escondendo a dúvida em gestos nervosos camuflados sob a mesa. Vivendo uma ficção cuja beleza habitava essa casa, tão feminina, chamada silêncio. Um tempo não tão antigo como
the time when Lucky Strike meant fine tobacco. Mas igual a ele na distância.
De Once In a While a 29 de Junho de 2007 às 10:38
o texto é uma imagem .. é isso que diferencia os relatores monótonos e sem interesse, dos inventores e dos criadores .. mas .. como a maior parte dá "importância à vírgula" .. nada a fazer.
De Cristina Ribeiro a 28 de Junho de 2007 às 20:14
O texto é um fragmento desgarrado do argumento do seu último filme,não é?
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:38
A rapariga precisava mas era que o sr. Távora lhe ensinasse direitinho o que pode e não pode fazer. Obviamente que perguntas daquelas nem pensar.
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:22
O sr. JV é já um velho?
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:19
Já lá dizia o José Manuel Barroso: «Não estou preparado para isto».
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:13
E a garota comia-se ou quê?
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:10
Parabéns! Tem de facto uma paciência de santo! Gabo-lhe a pachorra!
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:06
Cheira-me que a autora da pergunta foi a assistente principal de limpeza de S.Exa.
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:03
E o bacalhau da cozinheira, que tal seria?
De Anónimo a 28 de Junho de 2007 às 17:02
Ao menos ali o sr. Távora não frequenta espeluncas dessas.
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