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Honroso encontro em expressões sentidas

por João Afonso Machado, em 29.08.14

Em 1934 Hipólito Raposo chamou-lhe A Praia Brinquedo, no seu Pátria Morena, e assim casualmente nos encontrámos em palavras já vindas de então, no aconselhar do Mestre, quem for a S. Martinho do Porto «não se esqueça do sobretudo forrado de peles, nem das luvas polares, porque o inverno tem o capricho de vir aqui passar o verão, e não faz cerimónia com o calendário gregoriano». Sorrimos ambos dos dizeres que as muitas décadas e gerações ainda repetem e calámos a presença entre o burburinho estival, observando. Mesmo pela adversidade a modas, suponho comum, e porque subindo ao «Morro do Facho, cada qual fica senhor da terra ou do mar, à sua vontade», se calhar anonimamente... 

Assim foi o gozo daquela lua cheia inusitada e o descontrolo da maré esvaziando a concha, na ameaçadora antevisão de um futuro possível. Ouviu-se o eco fantasma da vizinha lagoa imensa, inumada pelo Tempo e pelas areias em várzeas férteis de cultivo. E ouviu-se, acima de tudo, o coração em sangue de saudade - não há quem as não tenha de quem jamais pode ser esquecido. 

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Cristiano Ronaldo

por Vasco Lobo Xavier, em 28.08.14

Cristiano Ronaldo acabou de receber o prémio UEFA de melhor jogador, excelente!

 

Nós todos recebemos ainda o bónus de ver o Platini furioso a ter de entregar o troféu ao jogador português, que não lhe ligou bóia.

 

Duplos parabéns, Cristiano!

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O menor dos males

por João Távora, em 28.08.14

 Rodrigo da Fonseca, o pacificador do liberalismo português

 

(...) A ilusão democrática – a ilusão representativa – não apenas não desapareceu como adquiriu nova vida, a avaliar pelo constante queixume de que os governos não passam de emanações de partidos que nos enganam com promessas falsas e apenas tratam dos seus interesses. A crítica tem razão de ser, embora não corresponda em absoluto à verdade. Mas falta compreender que a “representação” política é largamente uma ficção, mas uma ficção útil, a melhor ou menos má que se descortinou até hoje para tentar harmonizar os interesses contraditórios que dividem todas as sociedades. É frustrante? Será (para quem tenha ilusões), mas protege-nos da ditadura de “vanguardas” que fatalmente usurpam o poder em regime de democracia directa, e depois tiranizam as maiorias que lhes abriram o caminho e confiaram o mando. Foi assim nas Grandes Revoluções modernas, de Robespierre a Pol-Pot, foi assim na República Espanhola e até, em boa medida, na Iª. República Portuguesa.

 

A ler na integra a historiadora Maria de Fátima Bonifácio aqui

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O Estado, a Nação e o Rei

por João Afonso Machado, em 27.08.14

Consta que, interpelado pelo presidente americano Theodore Roosevelt sobre o papel que desempenhava, o Imperador Francisco José, da Austria-Hungria, terá respondido - a minha missão como rei é defender o meu povo dos seus Governos.

Eis como se diz tudo. E cem anos depois, estas palavras, com estes propósitos não podem ser mais actuais.

Em monarquia, o Rei é o Chefe de Estado apenas por inerência das suas funções essenciais, as de representante da Nação - da nossa História, da nossa entidade cultural, da nossa independência, da nossa projecção num futuro sem termo.

A índole política da chefia estatal tem um alcance meramente instrumental no contexto do significado nacional do Rei e da Família Real.

O que tudo é tão mais verdade quanto é certo, em marés de Positivismo, a lei passou a - citando António Sardinha - determinar a sociedade, em vez de unicamente a exprimir. Quer dizer, nos tempos correntes em que o Estado, inchando sempre, desenfreadamente voraz, passou a alimentar-se à custa dos cidadãos.

Paradoxo dos paradoxos, a saúde das gentes recomenda hoje, mais do que nunca, uma anarquia sã, pelo enaltecimento do municipalismo; e um regime estável, apenas alcançável pela aplicação do Princípio Dinástico. Pela Monarquia, enfim.

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Para que servem os jornalistas?

por Vasco Lobo Xavier, em 27.08.14

 

António José Seguro é contra a subida de impostos. Excelente. Também eu. Até sou pela descida. O curioso é a nenhum jornalista ocorrer perguntar-lhe como atingiria eles as metas com que o país se encontra comprometido se se recusa também a baixar qualquer despesa do Estado.

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Neste país de gente importante...

por Vasco Lobo Xavier, em 27.08.14

 

...ninguém liga às minudências nem às pequenas coisas mas eu tenho esta mania de me consolar com pouco.

 

Saber que o Futebol Clube do Porto é, juntamente com o Manchester United, Barcelona e Real Madrid, o recordista de presenças na Champions League, com 19, deixa-me orgulhoso.

 

Não consigo evitar.

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Estaline apagava as pessoas das fotografias...

por Vasco Lobo Xavier, em 27.08.14

António Costa e Sá Fernandes querem apagar a História.

 

No fundo vai dar ao mesmo: a pequenez do cérebro de quem tem o poder.

 

 

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O espírito do tempo

por João Távora, em 26.08.14

Se os mórbidos personagens animados "Itchy e Scratchy" da série de TV preferida pelos irmãos Lisa e Bart Simpsons por sua vez também fossem fans de desenhos animados, estou em crer que as suas séries de eleição fossem “O Incrível Mundo de Gumball” ou “Titio Avô” do Canal Cartoon Network. Parece-vos estranha esta cogitação? Façam então a experiência de ver dois ou três destes episódios no canal 47 do cabo e, se ainda tiverem capacidade para tal, espantem-se com a imbecilidade a que podem chegar os enlatados pseudo-artísticos para amestrar crianças retidas em casa.

Sabia que os antigos episódios da Rua Sésamo foram recentemente reclassificados para adultos por causa dos excessos do Monstro das Bolachas, que na sua nova encarnação “politicamente correcta” foi recriado como o "Monstro das Frutas e dos Legumes"? Agora a insolência substituiu a  irreverência como tónico para cativar a criançada: na actualíssima série americana “O Incrível Mundo de Gumball”, onde todos os personagens têm aspecto de pastilhas elásticas mastigadas, impera o multiculturalismo. A família é composta pelo pai Richard, um coelho cor-de-rosa (segundo o site oficial) absolutamente idiota e histérico que contracena com a encantadora Nicole, a mãe atenta e reflectida (como se exige na cartilha da igualdade de género) e a Anais, a irmã mais nova de Gumball, que sai à mãe e é a inteligência em pessoa. Há depois ainda o Darwin, o animal de estimação da família que tem pernas, braços e usa meias e que mais tarde vim a perceber tratar-se dum peixe, o companheiro de aventuras de Gumball, o herói da série que é suposto cativar as nossas criancinhas e cuja burrice a par com o atrevimento o atiram para os mais improváveis sarilhos. Podia-vos aborrecer mais um bocadinho a falar de outras personagens como a professora do Colégio, Lucy Símio, uma assustadora macaca velha em forma de esqueleto que reprime e atormenta os seus alunos, em especial o protagonista principal Gumball, que como vos disse atrás deve pouco à inteligência. Um perfeito "herói" à medida do espírito dos tempos. 

Sobre a série "Titio avô", digo-vos que se lá encontrarem alguma relação com algo de plausível na vida real será pura coincidência: o Titio avô apesar da cara de labrego é "amigo de toda a gente", viaja fora do tempo e do espaço numa casa enorme com rodas e de incríveis faculdades. Os seus principais companheiros de aventuras são Gus o homem Dinaussauro, o Steve que é nada menos que uma vaidosa fatia de pizza de óculos escuros e finalmente o não menos extraordinário "Tigre Realista Gigante Voador" (uma fotografia estática), o aliado deste herói para as batalhas mais surrealistas.  

Perante o fascínio que tanta fealdade e parvoíce exercem sobre a criançada, tranquiliza-me o facto de milhões delas terem dado certo apesar de criadas em ambiente de guerra ou de pobreza. Por isso desconfio que a geração do meu filhote, com mais ou menos mazelas e peripécias, irá também medrar apesar de tudo. De resto, como é evidente, aquilo que é mesmo impróprio e uma ameaça para a formação dos nossos infantes mimados é Monstro das Bolachas.

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A tentação de ficar

por João Afonso Machado, em 26.08.14

Seria talvez necessário aguardar o próximo Inverno e experimentar os seus efeitos sobre a pele de um meridional. Causam sempre estranheza esses meses a fio em que os dias são quase só carregados de noite. Diz quem sabe, requerem muita resignação, presença de espírito, até por não se tratar apenas do sol fujão, mas do frio impiedoso também.

No mais, a Noruega ganhou.

Ganhou em simpatia, limpeza, organização, beleza, descontracção... Em saúdinha! Ganhou em tudo. Sem uma buzinadela no trânsito, sequer, a sujar a pintura. E votada ainda por quantos espanhois, italianos, africanos...

Particularmente Bergen, a segunda cidade, merece destaque no triunfo do prémio da montanha, fosse de bicicleta, para os autóctones, fosse no funicular, mais ao jeito dos turistas; e nas portas abertas ao roteiro dos fiords ou nesse corredor, Património da Humanidade, madeira rangente e tão sólida, que é Muelle Bryggen, debruçado sobre o cais.

Mas Bergen é sobretudo os seus pardais, as gralhas cinzentas ou os pombos, vindo comer à mão da criançada, e os apaziguantes passeios junto de Lille Lungegarde, manhãs inteiras de tranquilidade, o Verão a principiar o declínio e a terra de encontro ao seu habitual sossego. Fica uma saudade imensa , como nenhuma outra descoberta sentiu. Toda ela devida ao silêncio das almas naquelas paragens onde o stress não tem o passaporte validado.

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Incongruências

por Maria Teixeira Alves, em 25.08.14

Acho lindo andarem a mudar a designação em todo mundo de BES para Novo Banco como se de banco transitório passasse a definitivo

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Os assassinos de Jim Foley

por João Távora, em 25.08.14

Leio aqui e ali que o assassinato de Jim Foley remete para um suposto falhanço de estratégias políticas das potências ocidentais, com origens mais ou menos remotas e elaboradas, que têm como denominador comum a crítica à civilização Judaico-Cristã democrática e capitalista. Mas por mais hediondos que sejam, os fenómenos humanos não têm uma explicação universal e definitiva. A pretensão que tudo o que acontece pode ser (ou podia ter sido) evitado com um qualquer "plano" é de uma arrogância brutal e perigosa. Hoje como daqui a mil anos constitui um enorme risco o poder (pode ser uma bomba, uma pistola, um megafone ou uma caneta) nas mãos de um homem perverso. Se é certo que as sociedades, num processo extremamente lento, se podem civilizar (e certo é que convivem neste nosso mundo diversos estágios desiguais) a civilidade dum individuo depende de demasiados factores imponderáveis e subjectivos, à revelia das estratégias decretadas de fora para o controlar. Os assassinos de Jim Foley são definitivamente gente viciosa, a quem se espera que seja ministrada uma punição adequada. Tudo o mais, se tiver remédio, vai demorar séculos a mudar. 

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Li este inteligente artigo de Alexandre Homem Cristo, no Observador, com o título Há terroristas entre nós, sobre o acto bárbaro de um anglo-saxónico muçulmano de nome Abdel-Majed Badel Bary, de 23 anos, que abandonou a casa da família no bairro londrino de Maida Vale, na zona oeste da capital britânica, em 2013.

o objectivo é dissuadir a administração americana de intervir militarmente no Iraque. Talvez assim seja. Mas sendo certo que não terá esse resultado, o verdadeiro efeito é outro: reafirmar a percepção de que os nossos inimigos vivem entre nós. Ou seja, o homem que matou Foley, em nome do fundamentalismo religioso e de uma certa ideia de poder, terá crescido no coração da civilização ocidental, terá usufruído das liberdades que são o pilar dos nossos regimes democráticos, terá sido parte das nossas comunidades ou, até, nosso vizinho. E, apesar de tudo isso, odeia-nos. É isto, e não o acto bárbaro do assassinato, que gera medo.

Diz-se jihadista como se isso fosse um clube de futebol, uma profissão, uma religião, um clube privado. Em nome dessa pertença a um clube mata. Para ser um deles, para provar que pertence à seita, que pertence aos bons, que pertence aos superiores. É um perigo este tipo de pensamento e um engano, claro. Nem as ideias que achamos que são nossas o são verdadeiramente. And, you know, there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families. A inteligência é fundamental para não se deixar seduzir por estas ideias colectivas. Pelos estereotipos. Não existem, são meras simplificações mentais. 

Pensar que um miúdo que cresce em Londres e canta rap, pode ter a perversão de cortar uma cabeça a outro ser humano, que nunca lhe fez mal nenhum, a sangue frio, é pensar que há um potencial monstro sempre ao virar da esquina, que toma banho todos os dias e vai à escola ou vai trabalhar. Os sinais têm de estar lá. Porque ninguém começa a odiar alguém em nome de um povo de um dia para o outro, por decreto. Este ódio que se propaga muito pela Europa nas conversas informais contra o povo norte-americano, ou contra os judeus, ou contra outros quaisquer, não importa, são sementes de violência latente. Todas as pessoas com ódios irracionais a povos, grupos, culturas, religiões, classes são potenciais terroristas. Porque odeiam tanto e têm esse ódio de pele que levado ao extremo de uma alucinação colectiva (agregados em grupo) poderia perfeitamente levar a barbáries. Ninguém se choca quando se ouve alguém dizer que odeia esta pessoa porque é deste grupo, deste povo, deste meio, desta raça, mas isso é o que sentem todos aqueles que fazem do terrorismo modo de expressão desse ódio. Cada um de nós devia combater esses ódiozinhos irracionais. Está em cada um de nós essa tarefa. Só assim os ódios colectivos se dissipam e não têm terreno fértil para prosperar. 

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A Europa sempre preparada para a crise que passou

por Maria Teixeira Alves, em 25.08.14

O que se passa fora da Europa é assustador e de uma gravidade incomensuravel, é para lá de todos os entendimentos para quem tem uma cultura ocidental. A Europa, virada sobre si mesma e distraída com as suas próprias contradições, não presta grande atenção às movimentações que se estão a processar. 

Vale a pena ler este artigo do Público, que começa assim: «Um velho e experiente diplomata português costumava dizer que a Europa estava sempre preparada para a... crise anterior. Esta simples frase resume razoavelmente a história da relação da União Europeia com o mundo desde que caiu o Muro de Berlim, varrendo de uma só vez as circunstâncias em que nasceu e se desenvolveu o projecto europeu»

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Sábias palavras

por João Afonso Machado, em 24.08.14

Frei Fernando Ventura, teólogo e biblista, referindo-se à missão do Papa Francisco em crónica no Sol de 22 de Agosto p.p.: «Este é o Papa das sandálias que tocam o chão sujo da história, que convida os "operários da messe" a não ter medo de serem autênticos, que os desafia a não serem títeres ou marionetas às ordens dos poderes instituídos, das lógicas maçónico-mafiosas que governam o mundo da finança e da política, mas a serem agentes promotores da revolução dos afectos que o mundo espera, sinais de um Deus que não é nem nunca foi de um céu distante, mas que sempre se apresentou como um Deus da relação, um Deus de Tu; nunca um Deus de um céu distante, mas sempre um Deus do pó, da estrada e do vento. Um Deus daqui!».

Pois é. Assim descomplicadamente é que se fala. O mundo é feito de gente, de homens e mulheres parecendo às vezes incapacitados de olharem uns para os outros. Cada qual agindo como se ignorando o seu semelhante. Porquê o ponto a que chegámos? Por via do triunfo da mentalidade - «das lógicas» - «maçonico-mafiosas». Um "vírus" terrivel com origens históricas precisas - adiante... - e circunstâncias actuais concretas e bem visiveis. Encapotado na dialéctica Estado Social/neo-liberalismo, como se os rótulos ideológicos remediassem a felicidade de alguém, e sugando-nos o corpo e a alma à mesa dos negócios e da promiscuidade dos políticos.

E afinal para quê? Um dia virá, todos compareceremos diante de Deus com igual quantidade de dinheiro e haveres no bolso...

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Rentrée

por João Távora, em 24.08.14

 Um olhar para lá da escuridão.

 

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António Costa tem razão…

por Vasco Mina, em 24.08.14

 

 

 “Verdadeiramente, o meu adversário é Rui Rio”

 

 

 

Os números acima falam por si e assim se percebe a afirmação de António Costa. (Fonte: Portal Municipal com dados relativos a 2013)

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Domingo

por João Távora, em 24.08.14

Evangelho segundo São Mateus


Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias.

 

Da Bíblia Sagrada

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Gente realmente importante

por João Afonso Machado, em 23.08.14

Torget e a Praça do Mercado, em Bergen, Noruega. Onde, diz-se, se falam 24 idiomas e, por isso, o turista não terá dificuldades em escolher uma ementa de peixe, marisco, ali cozinhados e comidos. Em banca ampla, protegidos de plástico até ao pescoço, três ou quatro artistas desse mester. Sem dúvida meridionais. E logo à primeira pergunta uma resposta no sempre saudoso português. O almoço, no mesmo instante, ficou ajustado para o dia seguinte.

Joel Pereira é de Fátima e o Jorge Maciel de Barroselas, Viana do Castelo. (É mais impressionante a bigodaça do nortenho). Ambos estudaram nas Caldas da Rainha - aquele »Cerâmica», este «Artes Plásticas». Depois, serão de tirar as conclusões do costume - o que fazer?, perguntaram inevitavelmente no termo dos seus cursos.

Rumou à Noruega o Joel, ocupou-se em Bergen, não se terá dado mal. Isto em 2009. E chamou, entretanto, o Jorge, seu amigo, que aparece somente na "época alta", uns quatro meses, de Maio a Agosto, regressando depois à Pátria até ao ano seguinte, com o bastante para se aguentar no "defeso".

Seguimos o conselho deles: espetadas de salmão e tamboril, salada de alface e uma perna de caranguejo real, tipicamente norueguês. Uma delícia!

O vento soprava em prenúncios quase de tempestade. Havia cachecois e gorros de lã por toda a parte. Agosto, aqui, já não é propriamente um mês de veraneio. Ao despedirmo-nos de ambos diziamos também adeus ao "calor" nórdico. Como verdadeiros portugueses, esta realidade entranhara-se já nos seus hábitos. Até que dias  melhores surjam mais cá por baixo...

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Em sentido contrário

por João Távora, em 22.08.14

Tenho muitas dúvidas que a nova ““lei da cópia privada” e a respectiva taxa sobre os suportes de gravação digital adiante alguma coisa na luta inglória contra a pirataria e muito menos que venha a compensar as suas verdadeiras vítimas. Até eu em minha casa já desisti de controlar a forma como os miúdos acedem a toda a sorte de conteúdos que vêm e escutam nos seus computadores ou gadgets – a pirataria vulgarizou-se, é socialmente aceite, e, ironia do destino, na vertigem do gratuito ninguém quer mais saber da qualidade (lastimável) como consomem.
Mas mais importante do que embarcar no protesto fácil contra esta lei (de notar que a taxa já existia incidindo sobre os aparelhos analógicos entretanto caídos em desuso), seria bom um debate focado em soluções para a questão da cópia ilegal: a extrema facilidade com que pela Internet, através de recursos hoje vulgarizados, se trafica da forma impune toda a sorte de produtos audiovisuais assim “desmaterializados”. Esta realidade vem alterando de forma radical ao longo das últimas décadas todo um modelo de negócio da indústria da edição musical sem que se vislumbre uma fórmula de remuneração equitativa para os seus intervenientes. E quem gosta de boa música ou bom cinema, por exemplo, devia preocupar-se a sério com estes assuntos. 

 

Publicado originalmente aqui

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Boaventura

por João Távora, em 22.08.14

Se acabar diante de um pelotão de fuzilamento ou com um facalhão encostado ao pescoço seja coerente e grite : Abaixo o capitalismo! Fim ao Estado de Israel! Morte ao imperialismo norte-americano.

 

Via FNV

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