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Duas paródias gregas

por José Mendonça da Cruz, em 29.01.15

Com os depósitos a fugirem desenfreadamente dos bancos, a bolsa a cair 10% e os juros da dívida a ultrapassarem os 10% (belo primeiro dia para os nacional-socialistas gregos) já falta pouco para nos divertirmos a ver o querido Tsipras e a babada imprensa portuguesa queixarem-se da maldade dos depositantes, da perversidade dos bancos, da malquerença dos mercados, da cegueira da Alemanha e da Europa (e dos portugueses se não quiserem pagar 550 euros por cabeça para se solidarizarem com extremistas) e da injustiça do Mundo em geral.

O segundo momento de paródia também não tarda nada: ele virá quando o querido Tsipras e a imprensa portuguesa excitadinha compreenderem que a compra de dívida pública pelo BCE, que celebraram como uma vitória dos socialistas contra a austeridade (essa coisa que as tristes cabecinhas julgam que é um capricho, não uma consequência) é exactamente a medida que permite que todos os países europeus -- incluindo Portugal -- assistam sem sobressalto ao suicídio da Grécia por Tsipras.

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Grécia: um novo muro de Berlim?

por Maria Teixeira Alves, em 28.01.15

O novo Governo da Grécia tomou posse esta terça-feira e há decisões que entram em vigor já esta quarta-feira. Não se pode dizer que não seja despachado o novo primeiro-ministro grego.

Vejamos: O salário mínimo sobe para 753 euros, vai  readmitir funcionários públicos, vai ser facilitado o pagamento de impostos atrasados e aprovada a electricidade gratuita para 300 mil pobres. Vai ser o país das maravilhas. Como é que vai pagar isto tudo? Diz o chefe do governo grego Alexis Tsipras, que vai financiar isto tudo com o combate à corrupção e à fuga ao fisco. Vai pôr os gregos a pagar impostos? Extraordinário!

Para começar os que poderiam pagar já responderam com a fuga de capitais. Com igual despacho é a debandada geral. 

Paralelamente o ministro da Energia do novo Governo grego anunciou esta manhã que o Executivo vai congelar a privatização da empresa de energia PPC, do operador de rede Independent Power Transmission Operator, e dos 67% da Autoridade Portuária do Porto de Piraeus.

Mas o bem intencionado Tsipras cumpriu o prometido e formou um Executivo reduzido (10 ministérios) e está preparado para renegociar a dívida com os alemães que não a querem renegociar.

Ao mesmo tempo e uma das primeiras medidas do novo primeiro-ministro grego, foi distanciar-se da ameaça feita pelos líderes da União Europeia de aumentar as sanções aplicadas à Federação Russa por causa da guerra na Ucrânia. Argumentou que não foi consultado. 

Na segunda-feira, após a sua posse, Alexis Tsipras já tinha recebido o embaixador russo – o primeiro em Atenas a ser recebido pelo novo primeiro-ministro.

Esta é a primeira frente de guerra aberta à União Europeia. Poderá a Grécia estar a caminho da saída da União Europeia? A alemã Angela Merkhel continua esperançosa que haja um  "aprofundar" da relação de amizade com Tsipras. Qual amizade? É o que apetece perguntar.

Parece claro que a Grécia se prepara para se distanciar do projecto europeu e procurará alternativa a leste, aproximar-se à da Rússia. Mais um muro de Berlim? 

O Ministério da Defesa esse deu-o ao partido de direita na coligação. Será uma espécie de jogada de xadrez?

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À FENPROF:

por Vasco Lobo Xavier, em 27.01.15

Não sou especialista deste tipo de coisas mas se mais de um terço dos professores que fizeram a prova deu três ou mais erros de ortografia num texto, isso por si só parece-me justificar totalmente a necessidade de uma prova.

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A pândega

por João Afonso Machado, em 27.01.15

Há alguns senhores que se intitulam "nacionalistas" e vivem na extrema-direita do espectro político português. Têm imensas ideias salvíficas, incluindo a ressurreição de Salazar e o abandono da União Europeia. Não são imensos, na liguagem gráfica uns zero vírgula qualquer coisa entre o eleitorado não abstencionista.

Pensemos. Sopesemos a euforia do nosso paroquial esquerdismo se, por conveniência, o PSD ou o CDS optassem por uma coligação governamental com os referidos cavalheiros.

Na Grécia, não obstante, o Syriza em coisa de uma hora coligou-se com os parentes helénicos dos nacionalistas portugueses, até anteontem rotulados de neonazis e apontados como detentores - falo de deputados - de um curriculo criminal diversificado; hoje baixaram, porém, à inócua condição de "nacionalistas" e de "militantes da Direita". Nos jornais da nossa malta.

Temos, pois, os "nacionalistas" e os - quê: "extremistas", "esquerdistas"? - do Syriza unidos no propósito de derrubar a Troika. Para o que apresentam esta arma infalível - negociar com a dita Troika. Mais: vangloriam-se de imposições imediatas - à Troika; e pedem tempo - para concretizar a dita negociação.

O suave "nacionalismo" do Axel, entretanto, já explicou opor-se à imigração e ao "multiculturalismo", do mesmo passo que reclama uma reforma do sistema educacional fundamentado na ortodoxia cristã. Muito concordantemente, Tsipras recusou prestar juramento sobre a Bíblia (algo inédito na Grécia) na tomada de posse como chefe do Governo.

Vai ser uma pândega...

 

 

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Demência

por João Távora, em 27.01.15

Com a idade passou a precisar duns comprimidos para não se esquecer de tomar os comprimidos para a memória, que quase nunca se lembrava de tomar.

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Um espectáculo a perder

por João Afonso Machado, em 26.01.15

São sempre catitas os gritos da revolta. E as frases atiradas do cimo do palanque: «A Grécia vira uma página, deixa para trás a austeridade, o medo e cinco anos de humilhação»!!! A euforia é de Tsipras, o Grande.

A Grécia está, pois, salva da austeridade. E não só: festeja o triunfo da «Europa da solidariedade», erguendo o punho ao som dos hinos guerreiros da Internacional Socialista. Comentário de um destes novos cruzados, apanhado pela imprensa: «primeiro tomámos Atenas, depois será Madrid e a seguir Lisboa»...

Em suma: a odienta Troika tem os dias contados. A Troika é já cadáver (a gente também embala nisto dos slogans, na tolice dos comícios) e a Grécia conhece novamente a primazia no mundo mediterrânico.

Somente nos escapa o alcança desta longa, enigmática, profecia de Tsipras o Grande: «o novo governo grego estará preparado para negociar e cooperar com os nossos sócios de forma a encontrar uma solução justa para que a Grécia saia do endividamento e volte à coesão nacional».

Então o novo governo grego ainda não está preparado para negociar?

E dispõe-se a negociar com quem? Com a Troika? Mas a Troika é maligna, não negoceia, rouba e assassina! Dr. Louçã, sempre vai encabeçar o próximo Executivo? Não? Nem de mão dada com o Dr. Costa? 

Provavelmente alguns mais distraídos não repararam ser este filme um remake do Pasok, o Libertador, com outros efeitos especiais; foi um desastre de bilheteira em França, mesmo intitulado Hollande, o Grego; e se não nos pomos a pau a odisseia chega cá, mais hard core do que nunca.

 

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Portugal já tem o seu Syriza

por Maria Teixeira Alves, em 26.01.15

António Costa. "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha"

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Viva o Governo Grego Nacional e Socialista

por José Mendonça da Cruz, em 26.01.15

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Os radicais deles são os nossos socialistas

Temos então, na Grécia, que o partido Syriza foi mandatado pelo presidente para formar governo, após anunciar que firmara uma aliança com os nacionalistas do ANEL, o partido dos Gregos Independentes, que, com os seus 4,75% de votos e 13 deputados assegura a maioria absoluta.

Temos, então, na Grécia, um governo que, como estabelece o programa do Syriza, se propõe

  1. não pagar a maior parte da dívida pública; condicionar o pagamento da fatia restante à taxa de crescimento; e estabelecer, de qualquer forma, uma moratória de pagamento dos juros; e, paralelamente,
  2. que o investimento público não conte para o défice e seja aumentado imediatamente em 4 mil milhões de euros; e que a Europa envie mais dinheiro para um «New Deal», através do Banco Europeu de Investimento. Parte do investimento será, evidentemente, em «conhecimento, investigação e novas tecnologias» para criar novos cientistas.

Entretanto, porém, o Syriza propõe-se «confrontar a crise humanitária», e para isso quer

     3. dar electricidade gratuita a 300 000 lares, refeições gratuitas a 300 000 famílias, garantir e subsidiar a habitação, pagar as despesas médicas e farmacêuticas aos desempregados, dar transportes gratuitos a pobres e desempregados.

Ora, como tudo isso custaria dinheiro vindo dos contribuintes europeus, portugueses incluídos, para lhes pagar as receitas cessantes e a despesa aumentada, o Syriza deseja amenizar as coisas propondo-se «reanimar a economia» com as seguintes medidas:

     4. aumento de salários e pensões; aumento do salário mínimo; criação de 300 000 postos de trabalho (resultado de um plano de dois anos que não é explicado, mas que, como o programa de 150 000 empregos de Sócrates, terá os mesmos resultados previsíveis); extensão do subsídio de desemprego; e nova legislação que impeça os despedimentos.

E como todas estas medidas são caríssimas e em larga medida contraditórias, o Syriza, prevendo algum desassossego, propõe-se também, previsivelmente, «aprofundar a democracia», através de

     5. novas forma de democracia popular; regionalização; reabertura da televisão pública; e cancelamento da licença à comunicação social que se portar mal.

Temos, então, e portanto, o governo de um partido que se intitula a si próprio de «esquerda radical», e a que em Portugal se vem chamando de extrema-esquerda, mas erradamente. O Syriza é, afinal, um irmão do nosso Partido Socialista, pois, como se vê pelo seu programa, propõe o que o PS propôs com Sócrates e continua a propor com Costa: não pagar o que deve, e gastar mais na reanimação, ou seja, endividar-se para sair da dívida. É o que chamam «política de crescimento»

Temos, então, em aliança, um partido socialista e um partido nacionalista de direita, inimigo da imigração, do multiculturalismo, da homossexualidade, e declaradamente anti-semita.

Temos na Grécia, e em resumo, um governo nacional e socialista.

 

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As ilusões que transpiram

Não há nada mais confrangedor do que um rabo escondido com o gato de fora. Não há nada mais desconsolador do que comparar a prudência informativa da imprensa europeia, mesmo a de esquerda, com a excitação pueril dos jornais de trazer por casa.

O Liberation francês titula razoavelmente que o governo Tsipras «permite esperar uma inflexão nas políticas de austeridade europeias» (note-se o cauteloso permite, note-se o razoável esperar, note-se a mera inflexão). Em Espanha, o El País escreve que «A vitória do Syriza antecipa um período de agitação na Europa» (note-se o realismo da previsão de um período de agitação). E o Guardian de Londres abstém-se de toda a especulação, e regista apenas (há quem diga «noticia») os factos da vitória do socialista Syriza e da aliança com o nacionalista ANEL. Escolhi propositadamente jornais tidos por tendencialmente próximos do PSF, do PSOE e do Labour para os comparar com a imprensa portuguesa.

Em Portugal, o Jornal de Notícias de Afonso Camões proclama entusiasticamente que a Grécia «é o princípio do fim da austeridade». O Público põe-se em bicos dos pés no pedestal dos seus 7000 leitores para advertir a Europa de que a «Grécia vira página da austeridade e deixa a Europa a fazer contas». E o Diário de Notícias de André Macedo não vê menos do que uma «Europa (que) estremece com a raiva dos gregos».

Qual é a diferença? A diferença é, em primeiro lugar, que enquanto os jornais estrangeiros citados escolheram a informação, os jornais portugueses citados escolheram o «wishfull thinking» (deles), escolheram o frenesim pateta. A diferença é que estes jornais portugueses não raciocinaram, estes jornais portugueses esqueceram-se desse pormenor despiciendo da democracia, estes jornais portugueses outorgam à Grécia não só o direito, como o poder de ir contra todos os contribuintes e eleitores europeus que elegeram governos que não querem imitar a Grécia, e, sobretudo, que não querem pagar as fantasias e trapalhadas gregas.

Que se vai seguir um confronto de ideias na Europa, não há dúvida. Clamar que 40% de gregos ganharam a 27 países ultrapassa em muito a tonteria. E, pior: depois de demonstrada a inviabilidade das ilusões de Tsipras, ou depois de cavada a falência das ideias do Syriza, ou depois de cavada a falência da própria Grécia, estas proclamações juvenis parecerão atrozmente ridículas.

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Os Gregos que paguem a vacina!

por José Mendonça da Cruz, em 25.01.15

Syriza quase na maioria absoluta. Força, Syriza! Força, Tsipras! Só mais um esforçozingo, Gregos, vá lá! Syriza à absoluta, já!

(e sim, coitados dos Gregos, mas se foram eles que votaram, então com toda a justiça antes eles que nós)

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Em tudo um sinal

por João Afonso Machado, em 25.01.15

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Ia já o texto no fim quando o bloco caiu no regato. Traduzindo em linguagem do presente, terá sido o inadvertido pisar da tecla CTRL essa incontrolável escorregadela em margens tão empasteladas pela chuva. De tudo resultando um bucolismo encharcado, preso entre pedras muito adiante, deixasse-o secar, garantiram, e haveria retorno, ao menos uma base para rascunho.

Foram, porém, os minutos em que tudo mudou, riscada a écloga e esboçada a tragicomédia. Mesmo não deixando de ser verdade que este era o regato de todos os seus dias entre as margens e os dilemas que lhe dividiam a vida. Algo mais complicado no rigor dos invernos em que os anos somam e pesam e não ganham impulso. A ideia era a perpétua necessidade de optar; ficou na recorrente de recomeçar. De qualquer modo, sempre com muito a ver connosco.

 

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Mário Soares

por João Távora, em 25.01.15

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Não tenho nenhuma admiração, ou sequer respeito, pelo Dr. Mário Soares. Não acho que a democracia lhe deva grande coisa, embora desconfie que o Dr. Mário Soares deva imenso à democracia. O Dr. Mário Soares é o produto de uma elite paroquial, convencida sabe-se lá porquê de que nasceu para apascentar o povo. Raramente notei no Dr. Mário Soares um vislumbre de sensatez ou sabedoria, virtudes que a manha e a arrogância não substituem. O protagonismo que o Dr. Mário Soares assumiu no regime é um sintoma do respectivo - e relativo - falhanço: aquilo que convém estimar e preservar no país de hoje existe apesar do Dr. Mário Soares e não graças a ele. O Dr. Mário Soares, em suma, envergonha-me um bocadinho.

Alberto Gonçalves no Diário de Notícias

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Domingo

por João Távora, em 25.01.15

Evangelho segundo São Marcos


Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus. Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.

 

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António Costa...

por João Távora, em 24.01.15

... já esfrega as mãozinhas papudas a fazer as contas a quantas PPPs dão os milhões de Draghi.

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Mikael Baptista, um exemplo!

por José Mendonça da Cruz, em 24.01.15

Mikael Baptista era um jihadista luso-descendente, e foi combater com o estado islâmico e morreu. Mikael Baptista é um exemplo a seguir. Todos os jihadistas dos países europeus deviam ir combater pelo estado islâmico, lá, e não nos países que os acolheram. Aliás, eu nem compreendo o secretário-geral da ONU que há semanas se lamentava de que há muitos milhares de europeus a combater com o estado islâmico. É lá que devem estar, no Iraque e na Síria, como o Mikael Baptista, à sombra dos A-10 americanos e em frente dos canhões curdos.

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O Syriza e o nosso cinismo

por João Távora, em 24.01.15

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Anda por aí uma tão insólita quanto unânime satisfação com a perspectiva da vitória do Syriza, um partido com raízes comunistas, maoistas e trotskistas, amanhã nas eleições na Grécia. Se para uns quantos isso se justifica porque acreditam genuinamente que a riqueza e a felicidade se criam por decreto, para a maioria trata-se afinal de um sado-maquiavélico anseio, que antevê tornar-se a previsível tragédia num pedagógico castigo que descredibilize os demagogos e desmascare definitivamente os extremistas que, como os jihadistas, anseiam destruir o sistema democrático e liberal. Nada mais errado e ingénuo pois eles brotarão sempre com novos nomes e fisionomias por entre as pedras. Pela solidariedade cristã que merecem os nossos sacrificados irmãos gregos, eu não pactuo com o entusiástico coro que vê a Grécia como o cordeiro a imolar para nossa salvação: acontece que em muitos aspectos da vida não é necessária a experiência para reconhecer os erros – principalmente aqueles que nos ameaçam com ferimentos irreversíveis. Que é o que nos prenunciam as agendas dos extremismos políticos, que nenhum povo merece experimentar, sejam venezuelanos, portugueses ou gregos. De resto receie-se o pior, pois a Grécia vem-se revelando a mais acabada prova da validade da Lei de Murphy: "Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal."

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Filhos de pais incógnitos

por João Afonso Machado, em 23.01.15

À quarta ainda não foi de vez. Mesmo sendo irritante o discurso da heroicidade, há a dizer umas quantas crianças mais foram poupadas. Assim a quinta e a sexta tentativa, e as sequentes, falhassem também, mas tal não sucederá. Com a vitória certa da Esquerda nas Legislativas deste ano a alteração legislativa da adopção por casais gay é uma certeza. - Oh mãe, o pai tem mamas! - Ou - Oh pai, a mãe tem barba!

O que alimenta o motor PS nestas mudanças da rota da natureza pertence a um domínio que não cabe em tão curto espaço. Importante será, acima de tudo, pensar no "supremo interesse dos menores". Em relação ao qual urge desmontar o argumento dos males provenientes da violência familiar; e é imperioso estudar - deixando o tempo correr - o comportamento e a estabilidade nos casamentos homossexuais.

Daí a pergunta de sempre, sempre tentando manter um posicionamento fora das convicções pessoais - porquê tanta pressa? Porquê esta vontade de uma mundividência laboratorial?

Olhando para trás, já se vêem os degraus da escada subida: o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a co-adopção, a plena adopção, enfim. Em nome de quê?

O casamento é um contrato, civilmente falando. Querem-no entre pessoas do mesmo sexo? Fiquem lá com a imagem do postiço ridículo, por muito que um certo provincianismo diga sim e vá comentar e gozar depois, nos fins de tarde à mesa do café. Algo a que todos os dias se assiste... 

Já brincar com seres indefesos merece nos empenhemos contra. Há hipocrisia nas palavras da lésbica que ensaiou um bébé dentro de si num hospital qualquer e agora quer um pai mulher para preencher o seu BI. Devia antes preocupar-se com os filhos de pais incógnitos. Estes sim, trazem consigo o estigma de uma filiação incompleta e ávida da sua plenitude. E as suas mães, se procuram os pais, seguramente não o fazem a pensar em si ou nos seus cãezinhos de estimação...

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O Costa da ruína

por José Mendonça da Cruz, em 22.01.15

A acrisolada paixão socialista da TVi e da Sic (ajudada pela incompreensível ausência de política de comunicação do Governo) entregou a António Costa o pedestal para comentar as medidas hoje anunciadas por Mario Draghi. Assente no parágrafo que sobra do ideário socialista (art. único - Gastar. Parágrafo único - se em proveito próprio, melhor) Costa vislumbrou no anúncio uma contradição da política do governo.

Ora, que Costa é o cavalo certo para quem queira outra bancarrota, já sabíamos. Que é um proeminentíssimo expoente da mediocridade política nacional, ficou confirmado mais uma vez. Que é surdo, ou cego, ou tem défice de atenção, ficamos a saber agora pela forma como ignorou todo o resto do discurso de Draghi, nomeadamente quando este diz que o dinheiro não é para os Estados estoirarem.

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Ironias do destino

por João Távora, em 22.01.15

O que as esquerdas libertárias - que ainda hoje nos ”assombram nas universidades e nos media” - na sua inconfessável simpatia pelos métodos bélicos contra a “ordem democrática e liberal” não esperavam, é que essa metodologia fosse herdada por uma agenda de teor religioso, o chamado “fundamentalismo islâmico”. Essa ironia ajuda a explicar, quanto a mim, a ambiguidade do seu posicionamento face à ameaça do terrorismo e a maquiavélica prioridade dada ao combate à “islamofobia”.

A ler aqui este artigo de Rui Ramos: "Quando os meios justificam os fins: a esquerda radical perante a jihad".

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À distância?

por João Afonso Machado, em 22.01.15

Entre a comédia e a tragédia possivelmente  os portugueses passam adiante e nem olham para a sua equivalente Grécia. Mesmo no avizinhar da suas eleições.

O panorama é mais ou menos este: o Syriza (recorde-se - o acrónimo da Coligação da Esquerda Radical), com um score eleitoral em 2013 de 26,8%, apresenta-se como o virtual vencedor no próximo escrutínio. Sem maioria absoluta e contra o putativo segundo lugar (o Nova Democracia, do assim chamado "centro-direita"), enquanto a medalha de bronze dizem caber aos "neo-nazis" da Aurora Dourada.

E agora?

Marine Le Pen já se pronunciou, agradada com a vitória do Syriza. O retorno ao dracma está na ordem do dia. É certo, a Grécia vive sob medo e muitos não se atrevem a exprimir o seu pensamento; as ruas foram tomadas pela violência, um palco exposto de supostos anarquistas. Tudo pode acontecer.

Encurtando razões: aliança Syriza/Nova Democracia? Ou aliança extrema-esquerda/extrema-direita? Ou o quê?

À distância, a situação pode merecer as delícias dos politologos. Até de todos - a novidade é sempre uma boa fonte de aprendizagem, assim produza frutos. Mas a distância deve ser encurtada pela própria realidade portuguesa. Principalmente pensando que a Espanha distancia muito pouco, o lugar imaginário de uma fronteira.

 

 

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Pois, talvez seja melhor calarmo-nos...

por João Távora, em 22.01.15

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