Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
os boca doce

 

Não consigo perceber como é que o adepto benfiquista não se insurge contra a direcção do seu clube. Não por ter perdido mais um campeonato para o Futebol Clube do Porto, pois isso é natural, acontece invariavelmente. O que não é normal é a quantidade de areia que a direcção benfiquista atira para os olhos dos adeptos do seu clube: julgará ela que eles são tolos?

 

Em poucos dias, assistimos a uma extraordinária colecção de tristes figurinhas: começaram por acusar as arbitragens por mais uma derrota no campeonato, tudo muito bem combinadinho e montadinho com os solícitos jornais do regime, tentando assim esconder dos adeptos que o campeonato foi perdido aquando da impossibilidade de ganharem ao Rio Ave, isto depois de terem perdido na Luz frente ao FCP. Os adeptos terão engolido semelhante campanha?

De seguida vieram umas questiúnculas à volta da continuidade de Jesus, teatro que este estranhamente se disponibilizou também a representar. Num dos intervalos da opereta veio o triste episódio de Manuel Sérgio, recheado de mentiras, comunicados e reviravoltas de gente que parece não ter vergonha na cara. Os adeptos comeram isto? E gostaram? Querem mais?

Entretanto, veio o amuo do desaparecido Luís Filipe Vieira: vexado por não ter sido convidado para um jantar de amigos (amigos entre si, não dele), resolve afastar a instituição que dirige de participar num evento amigável em Angola. Mas esta instituição é dirigida ao sabor dos amuos do seu presidente? Desse que cobardemente se afasta e se esconde sempre nos maus momentos, exactamente quando deveria estar com a equipa, direcção e adeptos?

 

E os adeptos benfiquistas engolem tudo isto de cara alegre? É preciso ter boa boca...

 



publicado por Vasco Lobo Xavier às 18:30
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Do desemprego

 

A montante do flagelo do desemprego está uma economia débil, suportada pelo trabalho desqualificado, dominada pelo Estado e por um empresariado rústico, submisso e pouco empreendedor. Esta cultura não se muda por decreto e aguentar o estado de coisas teve as consequências evidentes e custos hoje impossíveis de cobrir. Acabado o folguedo dos fundos estruturais e de convergência, hipotecado o rendimento de várias gerações em betão, alactarão e outros delírios, os resultados são o choque e o pavor. E depois não há economia que se converta pela abertura no País de três lojas de moda, dois cafés, dois restaurantes por quarteirão... e um shopping em cada bairro. 


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publicado por João Távora às 17:11
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Jane Birkin

A festa, pomposamente apelidada "baile" principiara depois do almoço e prolongou-se até à hora de jantar, com um intervalo para lanchar uns sumois e umas bolas-de-berlim. Os participantes eram doze, seis "eles" e seis "elas", meticulosamente escolhidos lá no liceu, de modo a que tudo corresse bem, ninguém ficasse aos papeis. E os sheiks foram-se sucedendo aos slows e os slows aos sheiks. Uma delícia, inesquecíveis Alzira, Filomena, Adélia, Esmeralda, Angélica e Laura!

Indo a função a meio, surgiu a irmã mais velha do nosso anfitreão. Muito desembaraçada, decerto muito viajada, passeava um single entre os dedos - tomem, é o "Je t'aime"... O "Je t' aime"!!! - gritou-se em frenesim e correria para o pick-up. O melhor slow do mundo, um obreiro de proezas amorosas, a Censura atrás dele, a irmã do anfitreão recomendando nada se comentasse lá fora, cuidadinho com a lingua...

Ouviu-se e dançou-se o "Je t' aime moi non plus" até ser noite. "Tu vas et tu viens entre mes reins et je te rejoin..." até à exaustão. Sempre entusiasmadamente, compenetradamente, apaixonadamente.

Nos idos de 1973. E o único verdadeiro problema foi aquela descuidadela do dia seguinte, a narrativa do baile e o pormenor excessivo dos slows dançados às escuras. - Às escuras?! - indignava-se a Mãe, ameaçando festas nunca mais, esses tremendos atentados ao pudor e à moral.

 

Jane Birkin veio ontem à Casa da Música do Porto e encheu a Sala Suggia com a sua voz ainda tão suave, tão de mulher. De mãos nos bolsos das calças passeou entre a assistência como há quatro décadas passeava a sua irreverência pelo mundo. Foi como se regredíssemos no tempo até aos saborosos frutos proibidos - sempre os mais apetecidos - desses anos em que, vendo bem as coisas, ficaram tantas asneiras por fazer. Asneiras de então, puerilidades de hoje.

Cantou o repertório de Serge Gainsbourgh. Mas deixou-nos sem o suspiradissimo "Je t' aime". Talvez porque desacompanhada da voz masculina. Só pode ter sido.

Ainda assim, se passar por Lisboa, vão lá ouvi-la. Vale a pena.



publicado por João Afonso Machado às 12:43
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Top of the pops

Não me parece fazer sentido nenhum Peter Gabriel acompanhado pela New Blood Orquestra a encerrar a edição deste ano do festival Super Bock Super Rock na poeira da do Meco.


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publicado por João Távora às 11:34
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
D. Manuel II e D. Amélia. Cartas inéditas do exílio

 

Quando passam 80 anos sobre a morte do último rei de Portugal no exílio, é publicado "D. Manuel II e D. Amélia. Cartas inéditas do exílio", obra organizada por Fernando Amaro Monteiro que se apresenta hoje às 18 horas no salão nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em Lisboa.

A propósito deste lançamento que revela documentação inédita que vem sendo organizada há cerca de três anos, o historiador afirmou afirmou à agência Lusa que a acção no exílio do rei D. Manuel II, "foi maldosamente escondida".
O investigador salientou a figura do monarca como "bibliófilo de nomeada internacional", e a sua "enorme tarefa desenvolvida na Cruz Vermelha inglesa, durante a I Grande Guerra, muitas vezes em prol dos soldados portugueses, como a criação de um pavilhão português num hospital militar em Paris, e isto tem sido escondido", afirmou.
Sobre as relações do monarca com Oliveira Salazar o autor refere que no início, D. Manuel II admiraria a governação de Salazar, mas depois veio a desiludir-se, e "na última carta é fortemente crítico do que se passava na sociedade portuguesa".
Oliveira Salazar, afirmou o investigador, "iludiu os monárquicos e também o rei com a possibilidade da restauração da monarquia", pelo menos de princípio, "mas fazia parte da sua estratégia". O investigador afirmou que "um rei seria complicado, pois Salazar não o podia despedir como fez com o Presidente da República, o general Craveiro Lopes, e D. Manuel II era uma personagem inquietante". Segundo Amaro Monteiro, "convinha a Salazar tratar a Casa Real e os monárquicos com uma atitude de deferência e de esperanças sempre dilatadas, e assim não encarar de frente um problema real que eram os bens da Casa de Bragança, que foram açambarcados em espírito de confisco pela Fundação da Casa de Bragança, após a morte de D. Manuel II".

 

Notícia daqui


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publicado por João Távora às 17:43
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Distinguir o bem do mal

Ora o que é que distingue um católico de um ateu? Para um católico o bem é não fazer mal aos outros, para um ateu o bem é o que é bom para si e para os seus e o mal é o que é mau para si e para os seus. É porque os valores católicos se têm esbatido que chegámos a este desnorte aonde nos encontramos.



publicado por Maria Teixeira Alves às 12:05
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Aurora

É uma luz violenta qua espreita entre os cortinados que me desperta das profundezas do sono, confuso, desalmado, sem crer. Um canoro assobiar, repetitivo e melancólico ecoa nas paredes dos prédios e ressoa na casa anestesiada, sonolenta, estranhamente aquietada. Mais um dia se desvendará, com as Graças de Deus.



publicado por João Távora às 09:43
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Terça-feira, 15 de Maio de 2012
Pois...

Eu  avisei ...



publicado por Francisco Mota Ferreira às 15:26
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Importa-se de repetir?

"A OCDE manifestou a sua preocupação pelo crescimento do  desemprego entre jovens de 15 a 24 anos - que já atinge os 22,6 por cento  para a média dos 30 membros da organização". Dos 15 aos 24 anos?!  Imagino o descalabro que será o desemprego jovem a partir dos 8 anos!



publicado por Maria Teixeira Alves às 13:41
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14 de Dezembro de 1986*

Este dia é recordado pelas hostes sportinguistas como um dia épico. Os mais distraídos podem nem sequer se lembrar da data. Os mais novos não tiveram o privilégio de assistir a este grande desafio de futebol. Mas todos, sem excepção, se lembram. Neste dia, 40 anos depois do igualmente histórico 6-1, o Sporting deu uma goleada das antigas ao SLB. O 7-1 diz-vos alguma coisa? 

A tarde de chuva em Lisboa e, nos primeiros 45 minutos de jogo, nada parecia indicar que o Sporting iria fazer História. As duas equipas vão para o intervalo com os leões a vencerem as águias por um “mísero” 1-0 de vantagem, com um golo de Mário Jorge marcado ao minuto 15. Nos 45 minutos seguintes tudo mudou. 

Manuel Fernandes, autor de quatro tentos do Sporting, abriu a segunda parte aos 50 minutos. O SLB fez o seu golo solitário, nove minutos depois, por Wando. E depois, foi um festival de golos: Meade aos 65, Mário Jorge bisa aos 68 e Manuel Fernandes fecha o marcador com três golos de rajada: aos 71, aos 82 e aos 86. 

Este jogo extraordinário, que tive a oportunidade de ver ao vivo (e que posso sempre recordar graças a uma gravação VHS que terei um dia de passar para DVD antes que a imagem se estrague de vez) foi também marcado por episódios tristes dos adeptos do Benfica que dizem muito da massa associativa dos nossos eternos rivais: bandeiras e cachecóis do clube da Luz queimadas, cartões de sócio e almofadas rasgadas. Nos 18 anos em que o Sporting esteve sem vencer o campeonato de futebol, nunca se ouviu que um ou outro adepto mais irado ou desiludido fez semelhante coisa… 

Diga-se em abono da verdade que, apesar desta goleada, o SLB ganhou o campeonato desse ano, ficando o Sporting num mísero quarto lugar. Tudo isso é verdade, mas a honra e a glória de ter ganho esse jogo, o prazer de o ter visto ao vivo no velhinho Alvalade e saber que este foi um feito irrepetível – como eu costumo dizer 6 a 3 não substituem nunca um 7 a 1 – tornaram este jogo algo de grandioso que é recordado, naturalmente de forma diferente, pelos adeptos dos dois clubes. Razão mais do que suficiente para o evocar aqui neste espaço.

 

Resta lembrar a composição da equipa dos heróis e das vítimas:

 

SPORTING- Damas, Gabriel, Virgílio, Venâncio, Fernando Mendes, Oceano, Litos, Zinho, Mário Jorge, Manuel Fernandes e Meade. Substituições: Duílio e Silvinho.
BENFICA- Silvino, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro, Shéu, Carlos Manuel, Chiquinho, Wando, Diamantino e Rui Águas. Substituições: Nunes e César Brito.

 

*Artigo publicado hoje no jornal do Sporting. Também aqui



publicado por Francisco Mota Ferreira às 11:19
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Será que o julgamento vai ser gravado?

"Ricardo Rodrigues começa a ser julgado no caso dos gravadores"



publicado por Rui Crull Tabosa às 10:53
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Pensamentos do Dalai Lima

«Espero não deixar ninguém de fora.» - Salazar

Muito mais Dalai no Blog do Dalai Lima


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publicado por Jorge Lima às 10:30
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Dia Internacional da Família

A Contra Revolução*

 

Trespassada por uma profunda crise por causa do refinamento da cultura individualista orientada para uma perspectiva niilista pela sociedade de consumo, a destruição do modelo de família judaico-cristão nas suas diversas adaptações deveria ser interpretado como um sério alerta sobre a decadência civilizacional a ocidente.

Talvez seja tarde para a inversão da vertiginosa atomização social de que somos testemunhas passivas, mas parece-me que vale a pena um sonoro alerta, na perspectiva dum movimento, de uma revolução para o resgate do conceito de família “compromisso”, muito para além da sua “fracção” nuclear.

Refiro-me à recuperação da família como emblema, marca a que aderem livremente os seus membros, a um modelo mais ou menos alargado que promove o sentido de pertença e a auto-estima, que seja, além de uma privilegiada rede de afinidades e solidariedade, um espelho de modelos, exigências e afectos, um centro de difusão de competências e vocações, com as suas lideranças naturais. Todos conhecemos apelidos e linhagens, em que um ou mais membros pelo seu mérito intelectual e profissional, vocação e coerência, vieram a tornar “marcas reconhecidas”, casos de sucesso que prevaleceram para as novas gerações.

Acontece que a família alicerçada como projecto perene, com todos os seus defeitos e potenciais arbitrariedades, constitui o mais salutar bastião do livre arbítrio do indivíduo. Falamos na defesa da liberdade. Para a sociedade, em termos latos, a família constitui o garante duma essencial diversidade estética e cultural: cada uma possuidora do seu legado de informação e património económico-cultural, afirma um insubstituível microcosmos, qual espelho e plataforma de mediação dos seus elementos com a comunidade e com o mundo, em que a liberdade é promovida no equilíbrio com a responsabilidade de uns em relação aos outros… e com a sua história. Este factor é extremamente útil para um privilegiado desenvolvimento das novas gerações. Além de tudo o mais, as estruturas familiares mais sólidas potenciam uma resistência inteligente à massificação e à submissão dos indivíduos aos mecanismos despóticos de controlo social emergentes, como as avassaladoras modas impostas pelo mercado e... pelos estados demasiado intrusivos.

É fácil entender porque é que as mais cruéis ditaduras do século xx sempre combateram os modelos tradicionais de família, que tendem a funcionar como autênticas bolhas de oxigénio numa sociedade sufocada pela pressão do controlo.

Finalmente, considero uma causa algo obscura o extremo individualismo promovido pelas correntes liberais de costumes, hoje em dia patrocinadas pela generalidade dos poderes políticos. Talvez porque sem referências sociológicas e culturais consistentes as pessoas se podem tornar mais vulneráveis, qual papel em branco fácil de ser preenchido e doutrinado por qualquer sinistro poder.

 

* Originalmente publicado no jornal i do passado dia 8 de Maio.



publicado por João Távora às 09:58
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67 anos a servir Portugal

No dia do seu 67º aniversário, felicita-se Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Chefe da Casa Real Portuguesa, Duque de Bragança, descendente e representante dos Reis de Portugal! A Nação merece um Futuro.



publicado por João Távora às 09:34
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Duas formas de dar uma notícia

 

Futre terá sido abordado, ou mesmo convidado, para ter um programa na RTP, onde o antigo jogador iria receber 30 mil euros por mês para comentar o Euro 2012. Mas o Ministro Miguel Relvas contactou o presidente da RTP, Guilherme Costa, para o questionar sobre se essa notícia era verdadeira. Guilherme Costa disse logo que a notícia podia ser desmentida, e que não tinha conhecimento dessa contratação.  Mais tarde soube que alguém na RTP abordou Paulo Futre para um convite desse género. Aparentemente a administração da RTP está assim de acordo com a tutela. 

 

Pode dar-se esta notícia de duas formas: 

"Paulo Futre já não vai ter um programa na RTP. Fonte do Governo disse à SIC que o ministro Miguel Relvas travou o negócio", versão da SIC (concorrente da RTP)

 

ou pode dar-se a notícia desta forma:

"A RTP iria pagar a Paulo Futre 30 Mil Euros por Mês, numa altura que a Estação pública teve 11 milhões de euros de prejuízo, despediu pessoal, e baixou o Salário a muitos dos seus Funcionários". Por isso o Ministro da tutela,  Miguel Relvas, alertou o Presidente da RTP para a impossibilidade de tal acontecer, o que teve imediatamente o acordo do gestor do canal de televisão do Estado. 

 

Claro que a versão mais séria é a segunda (por acaso é da TVI, também concorrente). Se fosse verdade que Futre iria receber 30 mil euros por mês para comentar o Euro 2012, teríamos hoje a SIC a noticiar o escândalo do uso de dinheiros públicos para pagar contratos milionários.




publicado por Maria Teixeira Alves às 00:35
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
Das "Memórias de um Átomo"

J:\FOTOS\PORTUGAL - LINHA DO NORTE\LEZÍRIA\LEZIRI

Meu muito estimado Amigo:

Com a maior alegria e a consciência plena de um dever cumprido, venho comunicar-lhe a minha adesão ao MAGiA. Sim, a esse avassalador e futurista "Movimento Anti-Garraiada Académica". Em suma, à nobre causa da defesa dos explorados e oprimidos.

Perguntará o meu sempre inesquecível Amigo o que sucedeu entretanto.

Pois tão-somente isto: no pretérito domingo, indo eu a ares à Póvoa de Varzim, esbarrei em cheio em mais uma famigerada garraiada. O meu Amigo sabe do que falo: desses torpes espectáculos em que a estudantada, depois de não dormir os sete dias da Queima das Fitas, debalde tenta manipular umas promessas de toiros e se aleija e os incomoda porque estupidamente lhes oferece uma pança cheia de cerveja, em vez de um abdómen anestesiado por meia-dúzia de bagaços. Com o aviltante resultado dos arrotos e dos vómitos, da desistência ante essas já soberbas feras, assim incomodadas na sua puberdade.

Semelhante vergonha não escapou à imensa e digna sensibilidade do MAGiA. Vai daí o protesto. E aquela jovem - afinal, quem me converteu - trajando pijama e pinchando num colchão, sempre gritando "garraiadas são na cama!". Muitos a ouviram, comentou-a a Imprensa, caso alguém duvide desse momento de magia.

A mim, fez-se luz no espírito. A cama, na realidade, é o local exacto onde, embolados ou não, despontarão os cornos da vítima. Seja ao menos nessa macieza... Também por isso, que sítio melhor para receber a sanguinolenta bandarilha? Ou os cardumes de forcados e campinos atazanando a besta? Senão mesmo o cavalo e o cavaleiro?

Está aí, preclaríssimo Amigo, o amanhã das touradas e sucedâneos: na cama. Todos os bovinos para a cama! E já! Sem distinção de raça ou sexo, como ordena a sagrada Constituição da República.

Enfim, crerá o meu distinto Amigo quanto avançou a Civilização nessa memorável tarde da Póvoa de Varzim. E no pó em que os 4.000 tontos, presentes na praça de toiros, se viram subjugados pelos dez, agora onze, iluminados do MAGiA.

Orgulhosamente, pois, cheio de fé, patriota até às entranhas, me despeço, meu urbaníssimo Amigo, a quem, et nunc ad semper desejo

Saúde e Fraternidade!

Sempre seu

J. da Ega.

 

(Com a devida aquiescência do meu Amigo J. da Ega, a quem mui grato fico)



publicado por João Afonso Machado às 20:05
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BRIOSA!

 

É triste que tivéssemos de ter sofrido tanto e até ao fim mas o resultado é deliciosamente saboroso: a manutenção, a Liga Europa, e a vitória sobre o Guimarães. Esta última alegra-me sobremaneira, principalmente porque esse clube ignóbil utilizou o intervalo para ofender a Académica. Mas não faz mal: agora aguarda-se vitória no Jamor e para o ano participação na UEFA. ACADÉ-MI-CA!!!   



publicado por Vasco Lobo Xavier às 16:17
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festejos

 

Admito que a muitos possam parecer demasiados festejos, estes que o FCP tem vindo a fazer, até porque o FCP conquistar o campeonato não é propriamente um feito singular (oito vezes na última década…), mas a culpa é nossa?

 

Nós estávamos sossegadamente em casa, no sofá, quando o Benfica perdeu o campeonato por não ter conseguido ganhar ao Rio Ave. Era natural que os adeptos saíssem à rua e festejassem o título: pois se ele tinha acabado de lhes ser oferecido pela inépcia benfiquista não se iria festejar?

 

Depois veio o Dragão. O primeiro jogo em nossa casa: era perfeitamente legítima a celebração. Agora foi o último jogo do campeonato, que assim chegava ao fim com a conquista de mais um título. Era chegada a hora certa dos festejos.

 

Foram muitos? Talvez, mas a culpa foi só do Benfica: se não tivesse perdido na Luz com o FCP ou se tivesse conseguido vencer o Rio Ave provavelmente só teríamos festejado este fim-de-semana.



publicado por Vasco Lobo Xavier às 16:16
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Caprichosa realidade

São indisfarçáveis os arrepios de excitação dos cúmplices ou protagonistas da desgovernação das últimas décadas com manchetes tipo “o regresso dos indignados”. No caso é à Puerta del Sol em Madrid, mas poderiam referir-se às dezenas de campistas no Parque Eduardo VII ou a um qualquer grupelho de alienados na Praça Luís de Camões. O “cheiro a sangue” provoca uma reacção pavloviana no jornalismo tuga. Talvez seja afinal o caos a ignição da tão proclamada “Agenda do Crescimento”... nos primeiros tempos até ajuda a vender jornais.

A montante de tudo isto está o enorme equívoco que constitui para a Democracia, a proverbial insubordinação do regime à “realidade”. Como referia o historiador Rui Ramos Sábado na sua coluna do expresso (nutro infinitamente mais apreço por um analista político que consagre a sua vida à investigação da História) “a democracia não é só vontade e representação, esta não pode ser a negação da realidade”, uma perspectiva que fatalmente constitui a sua própria condenação. Acontece que "os cidadãos ocidentais foram educados na crença de que a realidade é uma construção ideológica, e que portanto, pelo singelo expediente de "fazerem ouvir a sua voz" está aos seu alcance tornar as coisas e as pessoas no que mais lhes convém." De facto, "os políticos" teimam vender promessas impossíveis para vencer eleições e foi essa lunática estratégia mais o crédito barato que nos trouxe à falência. Uma estratégia que descredibilizou o regime e hoje coloca em risco a nossa liberdade, à mercê de qualquer grupelho marginal mais aguerrido ou violento. 

De facto acabou o dinheiro fácil, o emprego por decreto e o capitalismo popular que manteve as hostes expectantes ou acomodadas. Acabaram-se as certezas e é muito provável que esta ficção chamada Europa se desmorone mais cedo do que possamos imaginar. O colapso da moeda única encarregar-se-á disso. 

Em vez de se atirar gasolina para o fogo, por estes dias deveríamos apelar aos valores mais perenes, assumindo-se reforçada a responsabilidade de defender o que se possa ainda salvar: a liberdade. Hoje o único apelo realista é ao estoicismo e sentido patriótico do cidadão. Citando uma vez mais Rui Ramos: “o rei Canuto mostrou um dia que não mandava nas ondas do mar*. Os manifestantes e eleitores europeus precisam de perceber que eles também não”. Uma inevitabilidade que abrange os socialistas portugueses.

 

William J. Bennett
O Livro das Virtudes



publicado por João Távora às 15:45
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O sustentáculo do amor

A paz é algo que nenhum homem pode dar a outro. Um dos fins mais importantes para quem arrisca ser quem é, será o de construir a sua própria paz. Esta resulta de um trabalho duro de equilíbrio das vontades, de uma harmonização árdua das diferentes dimensões interiores, como o pensar e o sentir, é um estado ágil e dinâmico, que, ao limite, permite ultrapassar e vencer qualquer adversidade.

 

A paz não é o estado de quem vive uma ausência de conflitos, é o resultado da conciliação corajosa das diferentes forças que, dentro e fora de cada homem, tentam prevalecer sobre as demais, menosprezando-se mutuamente.

 

Muitos são os que julgam ter encontrado a paz quando se livram do sonho do amor. Estão enganados, o caminho até à felicidade é ainda longo para quem cansado assim se contenta, repousando de uma luta que nem chegou a começar.

 

A paz é um ponto de passagem de quem ruma à plenitude da vida. A paz é o ponto de partida para o amor, que por sua vez lança o homem para a felicidade. A paz é o ponto de chegada dos que sofrem as dores mais profundas.

 

A verdade é tranquila. A árvore cresce sossegada, ao ritmo da sua paz, dependendo muito pouco do que acontece à sua volta.

 

Sem paz pode haver paixão, mas não há amor. O amor brota e alimenta-se do solo consistente e rico onde vive a paz, acima do mundo à sua volta, sem se incomodar com o julgamento de ninguém, mesmo daqueles que ali vêem apenas um sossego de morte.

 

Silêncio. Assim é a verdade de quem consegue ser quem é. Em paz, assim ama quem vive de forma autêntica.

 

 

(publicado no jornal i - 12 de maio de 2012)

 

ilustração de Carlos Ribeiro



publicado por José Luís Nunes Martins às 14:14
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Pensamentos do Dalai Lima

«Fique com Jesus.» - Saudação benfiquista

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publicado por Jorge Lima às 09:42
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Domingo, 13 de Maio de 2012
A 13 de Maio

Desde ontem estão a chegar aos milhares. Algo por que a Esquerda modernaça viva as maiores angústias, literalmente a mais desagradável sensação de impotência. Como travar esses invejáveis fluxos humanos - ai tanto votozinho perdido essas estradas fora!... - todos os anos rumando Fátima?

De resto, os enfadonhos comentários sobre o primarismo das promessas - até esse argumento! - revelam-se cada vez mais descabelados. O grosso dos peregrinos deste "13 de Maio" não se fez ao caminho para pedir ou retribuir. Talvez sequer para agradecer. Apenas - e sobretudo - para se encontrarem consigo mesmos, através da mediação da Mãe de Cristo, uma presença constante no coração dos portugueses desde os primórdios da nossa História, em qualquer recanto desta multissecular Nação.

Vivi algumas vezes essa caminhada de uma semana em que do porquê do esforço e do incómodo das primeiras etapas se progride para a tranquilidade em marcha, até à visão grandiosa do santuário, à emoção que nos toma por inteiro, num apertadíssimo nó da garganta. Até ao dificil momento da despedida, apenas animado pelo propósito do regresso.

Há, realmente, sentimentos e situações que as palavras não explicam. Porque, cada vez mais, há dois mundos: um empenhado em destruir o outro por força da apostasia ou mesmo da troça, da calunia; e esse mesmo outro tão apenas absorto em descobrir, espiritualmente, os percursos da Verdade e da Felicidade, seja a própria, seja a de todos.



publicado por João Afonso Machado às 17:21
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Domingo

Leitura dos Actos dos Apóstolos


Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés. Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem». Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável». Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra. E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados ao verem que o Espírito Santo se difundia também sobre os gentios, pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou: «Poderá alguém recusar a água do Baptismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?». E ordenou que fossem baptizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-Lhe que ficasse alguns dias com eles.

 

Da Bíblia Sagrada


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publicado por João Távora às 00:40
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Sábado, 12 de Maio de 2012
À marretada



publicado por João Távora às 20:30
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"Vater und Sohn" (1.ª aventura)

Esta é a designação de uma série de cartoons de um desenhador alemão que assinava sob o pseudónimo E. O. Plauen, inicialmente publicados numa revista de referência alemã, o Berliner Illustrirte Zeitung, entre 1934 e 1937.

Os desenhos retratam um companheirismo delicioso entre Vater – o Pai – e Sohn – o Filho –, protagonistas de incontáveis situações do dia-a-dia, plenas de humor e cumplicidade, mas também rodeadas de uma mensagem inculcadora de princípios de rectidão, de valores de carácter ou de simples pedagogia social.

Em 1962, o prestigiado semanário Die Zeit considerou aquelas caricaturas como das mais populares desse século.

Com este Post dou início à publicação, todos os Sábados, de uma nova aventura de “Vater und Sohn”.

A primeira história chama-se "Der schlechte Hausaufsatz", ou seja, a redacção de casa mal feita.

Espero que apreciem…

(se a imagem não aparecer, p.f. clique no espaço supra)


publicado por Rui Crull Tabosa às 12:28
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É uma questão de tempo até a Grécia sair do euro

 

Não sei se perceberam mas a União Europeia tem preparado a saída da Grécia da zona euro. Obrigou os bancos europeus a registar perdas de 77% com a dívida grega de forma a torná-los imunes ao desaire grego. Reparem nesta notícia: "Chegámos a uma fase em que a saída da Grécia da Zona Euro pode acontecer sem grandes repercussões no resto da Europa". A garantia foi dada pelo presidente da Federação de Bancos da Europa, Christian Clausen.

Tal como eu escrevi em posts anteriores, a Grécia vai acabar por sair do euro, é uma questão de tempo.

O grande problema agora é o sistema financeiro espanhol. Arrastado pelo problema da sobrevalorização do imobiliário, o sistema financeiro de Espanha tem agora o problema das construtoras que poderão arrastar mais bancos para a intervenção estatal.

 



publicado por Maria Teixeira Alves às 02:04
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
Segurem-me senão eu mato-os

A imagem de António José Seguro - conforme a sua ameaça - conduzindo manifestações de rua contra o Governo faz sorrir. Ninguém acredita. O actual dirigente do PS não é homem para isso, seja por índole, seja porque não é tolo. Onde um António José Seguro de mangas arregaçadas, descamisado, Avenida da Liberdade abaixo, de megafone na mão? Onde um gesto mais brusco do que o seu eterno arquear de sobrancelhas?

Seguro não despe o fato como não larga o seu discurso redondo, carregado de palavras, excessivamente carregado de palavras, as quais, bem espremidas, significam apenas que os designios ou a lógica eleitoral o colocaram na Oposição. E, como tal... noblesse oblige.

Por isso a vacuidade das suas ameaças - se o Governo extinguir o SNS... - e o pouco limpo pano molhado com que pretenderá apagar todas as falhas e carências do sistema, principiando pela ausência de meios de custeio dos serviços supostamente da competência do Estado.

Assim vai Portugal. Será preciso esperar por uma hipotética vitória extremista (de Esquerda ou de Direita) na Grécia para - então, por efeito do arrasto, já extemporâneamente - chegarmos à conclusão de que a Política não é um jogo de xadrez partidário, mas o desempenho de um mandato conferido pelos cidadãos?

(Ou melhor: pelos contribuintes. Por todos quantos, com o seu dinheiro, sob o epíteto de impostos, pagam a factura das mordomias estatais).



publicado por João Afonso Machado às 19:45
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“É melhor um fim com horror do que um horror sem fim” *

 

Hoje ao almoço no Instituto Amaro da Costa a conversa não foi fiada, tanto mais que o orador convidado Pedro Braz Teixeira apresentou os fundamentos da sua convicção de que até ao fim do corrente ano há 90% de hipóteses de Portugal sair do euro e 60% de o euro acabar. Um tsunami que se agiganta no horizonte e cujas possíveis consequências convém serem equacionadas. A verdade é que a "moeda única" por estes dias vai semeando profundas fracturas na Europa de Jean Monet, que urge salvar o que inda haja para salvar. 

 

* ditado alemão


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publicado por João Távora às 16:46
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Morte absurda
 
Morreu o pianista Bernardo Sassetti

 



publicado por Maria Teixeira Alves às 14:50
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SôZé

 

– Ele é que disse, SôZé.

– Tá bem, SôDalai.

– (...)

– E Pérolas, SôDalai?

– Há uma esquisita, que se ouve a gente cultérrima.

– Por exemplo.

– O Professor Amaral Dias diz.

– Diga lá.

– Não sei se me faço explicar.

– Se não disser, nunca vamos saber, não é?

– Já disse.

– Já disse o quê?

– O que o Amaral Dias disse.

– O que é que ele disse?

– Não sei se me faço explicar.

– SôDalai, por amor de Deus, desembuche!

– SôZé, que diabo, já disse! Não sei se me faço explicar!

– Outra vez!?

– Já percebi o que é que o sôr quer. Eu ponho aspas. O Amaral Dias diz « Não sei se me faço explicar» em vez de « Não sei se me faço entender».

– Ah, podia ter dito logo.

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publicado por Jorge Lima às 10:42
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Pensamentos do Dalai Lima

Seguro pronto para ir para a rua.

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publicado por Jorge Lima às 10:27
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Não sei porquê...

... mas cheira-me que a declaração de Obama a defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo tem motivos claramente eleitoralistas para tentar inverter uma mais que provável derrota na corrida à Casa Branca... 

(e depois de dizer isto, venham lá os comentários do politicamente correcto e os obamistas de serviço a dizer aquelas coisas do costume sobre os direitos das minorias, blá,blá,blá...)



publicado por Francisco Mota Ferreira às 16:02
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Heróis

Há pouco, na saída do metropolitano perto da BN, uma equipa da emergência médica tentava a reanimação cardíaca dum homem enorme, diante duma pequena multidão atenta e certamente nervosa, também ela. São esses médicos os maiores heróis contemporâneos, e todos dias levam para casa o soldo dos meus jubilantes sucessos ou então dos seus tristíssimos fracassos, no fio da navalha dessa linha maravilhosa e frágil a que chamamos vida.



publicado por Vasco M. Rosa às 14:10
editado por Corta-fitas às 13:29
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Jornalismo de reverência

Comprei,hoje, o Público, num impulso de curiosidade: será que ainda é o orgão oficial do Partido Socialista? Li o Público e a curiosidade passou-me logo: sim, ainda é feito no largo do Rato. Para aproveitar a compra, li depois o artigo humorístico com chamada à 1.ª página intitulado «O poder nunca impressionou a anti-Carla Bruni, Valérie», que é, como calculam, sobre a «companheira» de Hollande. Começa, o Público, por celebrar, entre outros achados, ela não ser casada com Hollande, o que, obviamente, é muito mais virtuoso do que ser. Mais descobre o Público que Valérie não vai ser «um jarrão» (o que é uma escolha terminológica curiosa como contraponto a Carla Bruni), e que foi ela que «despertou no socialista as possibilidades de um "cisne negro", um acontecimento-surpresa», e que tem «determinação» e que «não hesita em dizer o que pensa quando acha que o deve dizer», e que é vista como «a anti-Carla» que, diz o Público, «se travestiu de várias personagens ao lado do presidente Sarkozy», porque esta, a Valérie, tem «uma beleza discreta mas sem ostentação de marcas e atavios». Além de que Valérie é jornalista, como as pessoas que escrevem estas coisas no Público.

A estes fundos de ridículo e jornalismo cor-de-rosa chegou, portanto, a imprensa «de referência».



publicado por José Mendonça da Cruz às 14:01
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A tiro, claro!!

O Regicídio continuou em Coimbra, logo após o 5 de Outubro de 1910: um retrato de D. Manuel II, da autoria do grande António Carneiro, foi alvejado a tiro em plena Sala dos Capelos, da vetusta Universidade.

Caso para dizer: como nos orgulhamos dessa centenária república!!



publicado por Vasco M. Rosa às 11:07
editado por João Távora às 11:32
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a esquerdalha até se babava...

 

 

A ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para verificar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração. Depois de sugerir ao cardeal que assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e se contêm, ou não, transgénicos, e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o Cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel, após cada beijo de um crente. A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem,  bem como de que, da próxima vez que cardeal dê o anel beijar aos crentes, procede à sua limpeza, usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras.
A  ASAE inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que, não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco, as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos, pois, tanto quanto se sabe, o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha. A ASAE pondera, também, a hipótese de a comunhão ter que ser dada com luvas higiénicas para evitar possíveis pandemias. Porém, a infração mais grave detectada foi a falta de condições de higiene da água-benta, o que, só por si, justificaria  o encerramento de todas as igrejas em Portugal!

(recebido por mail)



publicado por Rui Crull Tabosa às 09:17
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Argentina nacionaliza private jokes.

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publicado por Jorge Lima às 08:41
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Chapéus há muitos...

 

... mas este é meu, novinho em folha da Fábrica de Chapéus ali à Rua da Rosa. A idade e a careca concedem-me o privilégio de usufruir este distinto artefacto. Assim se garante frescura nas sinapses para o estio que se prenuncia… e o gozo de o tirar respeitosamente a quem mereça.


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publicado por João Távora às 18:30
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Com um lugar ao sol na História

«No perigo é o meu lugar», disse D. Pedro V, em 1857, quando as epidemias de febre amarela e de cólera apavoravam Lisboa, a classe política fugia, em busca de ares menos contaminados, e o Rei se mantinha imperturbável nas suas visitas a «hospitais, consolando doentes, amparando viúvas» (nas palavras de Maria Filomena Mónica, autora de uma recente biografia sua).

O Esperançoso (esse o cognome d'El-Rei) veio algumas vezes ao Porto: em 1856, em 1860 e em 1861, para inaugurar as grandes exposições portuguesas na cidade realizadas e, nesta última deslocação, também o Palácio de Cristal. Eram os tempos do cárcere de Camilo Castelo Branco, onde D. Pedro não esqueceu de o visitar nas duas últimas viagens.

Morreria ainda em 1861. Não sem que antes incentivasse o projecto de construção do Hospital Militar do Porto que, aliás, tem o seu nome. Um hospital «avançado» (assim o classifica o historiador portuense Helder Pacheco), inspirado nos de Lariboisière, em Paris, e de S. João de Bruxelas.

Ainda lá está, o Hospital. Ainda serve. E festeja agora os seus 150 anos de vida, tantos quantos vão desde o prematuro desaparecimento do seu "padroeiro".



publicado por João Afonso Machado às 18:25
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Pensamentos do Dalai Lima

A ideia de que certos grupos étnicos são mais apetrechados é uma falácia.

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publicado por Jorge Lima às 07:58
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