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Não foi desta...

por João Távora, em 23.07.16

A esquerda multiculturalista que nos pastoreia teve ontem uma noite de glória cavalgando a hipótese do terrorista ser um alemão de "extrema-direita". Azar dos Távoras o moço tresloucado é de origem iraniana.

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Munique? Já sei...

por José Mendonça da Cruz, em 22.07.16

... se se verificar que os autores do terror desta sexta-feira na Alemanha, uma vez descobertos, são de extrema direita, trata-se, evidentemente, de criaturas sinistras, xenófobos, bestas. Se, porém, os homicidas que atacaram num centro comercial e num McDonald`s forem islamitas, então são gente de paz levada aos extremos pelas pressões da sociedade consumista e das multinacionais americanas.

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Sejamos claros: para os media portugueses, com as televisões à cabeça, Donald Trump é mentiroso e estúpido (aliás, como os americanos), xenófobo, misógino, perigoso e imprevisível. Toda a «informação» transmitida pelos media portugueses sobre as primárias americanas enferma desta convicção. Sob a força desse preconceito, dessa aflição subjectiva, os media portugueses tornam-se, assim, objectivamente estúpidos (porque não veem, não ouvem e não compreendem o que extravase essa monomania) e objectivamente mentirosos (porque o que se passa extravasa aquilo que eles contam).

 

O discurso de Donald Trump, há meses, perante o American Israel Public Affairs Committee teria dado a quem porventura tivesse tido acesso a ele uma oportunidade de verificar como o candidato republicano é competente na explanação de um programa e no anúncio de mensagens fortes e dirigidas a problemas concretos, perante plateias não necessariamente receptivas. Ontem, no discurso de aceitação da nomeação para candidato à presidência americana, Trump teve a primeira oportunidade de apresentar as suas ideias, não apenas à  plateia republicana, mas à plateia de todos os Estados Unidos. Presos na sua narrativa sobre xenofobia e autoritarismo, os media portugueses não compreenderam, obviamente, a eficácia do discurso.

 

Em termos gerais, o discurso de Trump seguiu três tónicas principais: ele é o campeão do «little people» contra os interesses instalados (a que sempre cola Hillary Clinton); ele é o campeão da lei e ordem, contra a apatia e o politicamente correcto; ele é a novidade que a América ainda não experimentou para regressar à riqueza e ao respeito internacional.

Ora, acontece que estas três linhas de força confrontam directamente problemas americanos muito reais e sentidos, elas encontram ouvidos muito receptivos entre as vítimas do desemprego, do congelamento de salários e da ascensão social, dos recentes surtos de violência racial de origens diversas, dos atentados terroristas mais antigos ou o mais recente contra um bar gay, da deslocalização de empresas, e despertam a atenção entre os descontentes com as trapalhadas e desastres no Médio Oriente ou a ameaça chinesa...

 

Em termos nacionais e específicos, o discurso de Trump conteve mensagens muito claras, interessantes e calendarizadas para importantes sectores específicos dos eleitores. Ele dirigiu-se directamente a operários, comerciantes, pequenos empresários, agricultores, e à população afro-americana, e à população latino-americana (sim, ao contrário do que dizem os media portugueses, Trump tem políticas e apoiantes nesses sectores), às mulheres na sua situação familiar e profissional, à comunidade gay (suscitando um aplauso numa convenção republicana!!!) e aos evangelistas (para prometer liberdade de expressão política a todas as confissões religiosas). E com propostas claras e calendarizadas falou de saúde, educação e economia, dirigindo-se à população em geral, mas também, claramente, num gesto apaziguador para com o eleitorado republicano tradicional.

E mais: a história familiar, pessoal e profissional de Trump tornam a sua abordagem destes problemas particularmente crível.

 

Em termos de política externa, Trump foi ainda mais claro: muito mais relevante do que o aniquilamento do estado islâmico, «agora, já», ele prometeu o fim das políticas de «nation building», essa atitude de «farol da democracia» que meteu os EUA (e o Mundo) em trágicas trapalhadas no Iraque, na Síria, na Líbia e no Egipto. Os media portugueses verão seguramente nisto «isolacionismo» e «egoísmo» (não haveria como ganhar: o contrário seria «imperialismo»). Qualquer pessoa razoável apenas suspirará de alívio.

 

Ou seja: eu verei a convenção democrata com igual atenção daqui a uma semana, mas não me parece, para já (a julgar até pela confrangedora pobreza das suas réplicas tweetadas), que Hillary se aguente no balanço. 

 

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Para acabar de vez com farsa do "joga culpas" na banca

por Maria Teixeira Alves, em 22.07.16

O BPN foi culpa de quem? De Oliveira e Costa, e de uma má legislação de supervisão bancária. Uma tradição tolerante e complacente na relação Banco de Portugal - Bancos, assente na diplomacia, e na resolução de problemas longe dos olhos públicos. A banca era considerada uma coisa para tratar dentro de portas. Sem criar alarme. 

A solução encontrada (nacionalização) foi uma boa opção? Não. Quem a fez o governo de Sócrates. Quem a pagou? Os contribuintes anos mais tarde, já com o governo seguinte. Mas vá lá conseguiu vender-se ao BIC, ainda que sob uma chuva de críticas.

O BES foi culpa de quem? De Ricardo Salgado e de uma má legislação europeia para conglomerados mistos. Quem descobriu? Carlos Costa - Governador do Banco de Portugal e o instrumento ETRIC. A solução? Foi tomada pelo supervisor nacional com base na legislação europeia. A Resolução foi uma boa decisão? Talvez não. Mas foi provocada pela extensão dos problemas. Podia ter sido diferente? Dificilmente. O Governo do PSD foi culpado de alguma coisa? Não. Reparem que se o Governo tivesse aceite a proposta de Ricardo Salgado de dar 2,5 mil milhões para financiar o BES/GES hoje a CGD estaria provavelmente em resolução, se não mesmo em liquidação.

Banif. A culpa foi de quem? Da administração do Grupo Banif. Da legislação permissiva do passado e da fraca supervisão à luz dessa legislação. A solução de intervencionar o banco foi boa? Não. Mas a alternativa em 2012 sairia mais cara. O desfecho. De quem é a culpa? Da situação de impasse que foi criada pela trilogia: administração do Banif, governo anterior e DG Comp. Bruxelas queria liquidar o Banif desde o principio. Para lutar contra um tornado destes tinha que se ter sido mais eficaz na gestão do banco. O banco foi paciente, o governo foi paciente, até que Bruxelas apertou e já não havia mais tempo para uma solução de mercado. A resolução? Responsabilidade do Governo de António Costa? Sim. Mas haveria alternativa para o Banif naquela altura? Provavelmente não. Tudo foi precipitado pela notícia da TVI.

Mas a caríssima intervenção do Estado para vender o Banif é apenas da autoria do actual Governo. O mesmo problema que teve Costa, tinha antes Passos. Costa decidiu agir, mas para uma solução tão cara Passos também o podia ter feito, mas andou à procura de uma solução mais barata. Foi isso que atrasou tudo. 

CGD. Culpa? De uma sucessão de gestões comandadas pelo Estado e sempre com a bandeira do benchmark do crédito à economia. "A Caixa Geral de Depósitos constitui um importante instrumento da política económica, prosseguindo uma função insubstituível de apoio estratégico às empresas e sectores de actividade que em cada momento são considerados decisivos para o desenvolvimento do país", lê-se na missão da CGD. Ora quando ninguém emprestava às empresas, ou emprestava a um juro alto adequado às circunstâncias de falta de financiamento, a CGD andava em contramão com o mercado, a emprestar para ajudar as empresas e as PME nacionais. 

Quando os bancos andavam a concentrar-se no seu core business a CGD mantinha a função equiparada a fundo soberano do Estado a entrar no capital de empresas em nome dos centros de decisão nacional. 

Hoje o resultado está à vista. 

De quem é a culpa? É do Governo anterior? Não, claro que não. A CGD não pagou os CoCo´s ao Estado porque tem uma série de erros do passado, na altura vistos como bons, a pesar-lhe na rentabilidade. 

A solução adoptada? Será responsabilidade deste Governo, da DG Comp e do BCE. 

Novo Banco. De quem é a culpa? Provavelmente da própria resolução. Da própria legislação europeia. Do estigma de ser um banco de transição, que é temporário por definição, de uma má carteira de crédito herdada da gestão de Ricardo Salgado. A solução? Se for vendido com perdas não será culpa de ninguém, mas será responsabilidade dos bancos, se não for vendido a responsabilidade será do actual governo. Bem como a eventual solução da liquidação será responsabilidade do Governo. Não há nenhuma factura por cobrar ao anterior governo aqui, a não ser a de não ter conseguido vender no primeiro concurso. Mas na altura toda a gente achou bem o adiamento (eu não), porque se iria vender com perdas e ainda podia acabar por atingir os contribuintes, etc, etc.

 

 

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Não podiam disfarçar só um bocadinho?

por João Távora, em 20.07.16

Não são nada edificantes para a profissão de jornalista os comentários dos enviados e dos pivôs sobre a convenção republicana nos noticiários das TVs. Há muito que tomaram partido nas presidenciais americanas, estão em campanha e até parece que os portugueses votam.

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As Scuts como parábola

por José Mendonça da Cruz, em 20.07.16

(Este post contém linguagem do tempo novo. Pessoas mais sensíveis devem abster-se de ler)

 

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Os palhaços que nos governam são os mesmos que inventaram as SCUTs, que, para não rir, toda a gente esquece intencionalmente que significa «Sem Custos para o Utilizador». Os palhaços da ideia, com João Cravinho à cabeça, defenderam que as SCUTs eram muito boas para o Orçamento do Estado (embora, naturalmente, Cravinho se abstivesse de dizer que eram boas porque escondiam dívida). Na altura, houve um «estudo técnico» daqueles que o PS produz para explicar que perdas são ganhos. As Scuts iam dinamizar a economia e sabe-se lá que mais e ninguém devia preocupar-se com os 14 mil milhões de euros que nas contas socialistas não havíamos de ter que pagar. (Mas temos.)

Os palhaços de agora, em quem a costela crapulosa pulsa com ainda maior premência, prometeram que baixavam as portagens das «SCUTs» em 50%. Os palhacinhos viabilizantes insistem que 100% é que era. Mas os palhaços principais resolveram afinal descontar 35% da promessa, e baixam as portagens das SCUTs em 15%. Trazem um estudo técnico, é claro, feito pela Universidade do Algarve a dizer que é muito bom e vamos ficar todos ricos. O palerma da geringonça a quem compete fingir que é perito em estradas diz que favorece «a circulação das empresas» e mais umas parvoíces assim. Compreensivelmente, os palhacinhos adjuvantes defendem que, vistoaisso, 100% era ainda melhor e ganhavamos todos ainda mais. E as «associações» de «utentes» acharão mesmo que os «utentes», além de não pagarem, deviam ser subsidiados para darem uso ao alcatrão. No seu cantinho, os bandalhos da comunicação social não vêem as «contradições» e «trapalhadas» que antes vislumbravam a cada esquina.

O povinho, que já devia estar com a mão a proteger a carteira, está afinal beato e feliz.

É estranha, esta política?

Não, não é estranha. É apenas uma faceta da falta de ideias dos socialistas. Sem ideias e sem programa sério para governar, os palhaços veem-se obrigados a entregar-se, sem pruridos nem pudor, às piores irresponsabilidades, a jurar pela demagogia mais rasca, a inventar n`importe quoi. E fazem bem. Se o povinho acredita, porque não haviam de o fazer?

 O défice é como as SCUTs. A diminuição do IVA para a restauração, as 35 horas de trabalho para os funcionários públicos, os aumentos do funcionalismo público, não têm, dizem os socialistas, custos. Os socialistas têm «estudos» que são «técnicos» e dizem isso. A realidade sempre se encarrega de os desmentir gravosamente, mas os «estudos» que são «técnicos» enganam tolos durante um tempo, os custos só vêm depois.

A revogação da reforma do IRC, o ambiente anti-empresarial, anti «privados», o aumento da carga fiscal, nomeadamente nos produtos petrolíferos, a incerteza governativa (como a que fez a Navigator congelar o investimento numa nova fábrica e provoca a maior queda no investimento em geral), o atraso no pagamento a fornecedores para martelar a execução orçamental, a irresponsaibilidade criminosa com a banca... tudo isso não tem custos. Se instados, os palhaços do governo apresentarão um «estudo» que será «técnico» a dizer que é muito bom. Basta pagar com um cargo, uma promessa, um dinheirito qualquer. Entretanto, a canalha das redacções acenará com a cabeça em reconhecimento das oportunidades de carreira e das avenças em vigor. Sem custos, sim senhor, uma política para as pessoas, muito bom.

 

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«Periférico», realmente

por José Mendonça da Cruz, em 20.07.16

Horas depois de todas as estações do Mundo terem compreendido e noticiado que um suposto terrorista belga era afinal um estudante universitário a realizar uma experiência, e que, portanto, o inicial alarme era afinal falso, os canais de notícias portuguesas continuavam com imagens directas de uma rua de Bruxelas acompanhadas de perorações em espiral de «peritos» de segurança e terrorismo. Às cinco da tarde o não-acontecimento ainda é manchete e suscita longas considerações e depoimentos. Nem as conversações Angela Merkel/Teresa May sobre o Brexit, nem as assustadoras novidades sobre o défice externo e a poupança interna, nem as sanções da UE contra o caminho suicida da geringonça, nem os atrasos nos pagamentos do Estado, nem a avidez com que o Estado reclama pagamentos são notícia.

A qualificação de país periférico vai tomando tonalidades sempre mais sombrias, reais e confrangedoras.  

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Chegará para todos

por José Mendonça da Cruz, em 20.07.16

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Os indicadores mais recentes são os do défice externo (dos maiores da Europa) e da poupança das famílias (negativo). Como todos os indicadores mais importantes (dívida, juros da dívida, investimento, taxa de crescimento) e todos os alertas internacionais (UE, FMI, OCDE) e nacionais (CFP, INE, BP) também estes confirmam que estamos no sólido e firme caminho da tragédia. Na vida real, fornecedores do Estado e credores de devoluções do IRS contam-se entre os primeiros beneficiários dos patrióticos calotes do «tempo novo» (que não é assim tão novo, pois apenas foi interrompido em 2011). Mas não desesperemos: os efeitos da ufana e gorda gestão socialista logo chegarão a todos.

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Luta antiga

por João Távora, em 20.07.16

Calma, calma, minha gente: o Pokemon Go não é uma questão fracturante ou alguma força perversa; é apenas mais um cativante jogo electrónico para distrair os nossos jovens e criancinhas de outros entretenimentos que consideramos mais estruturantes. Uma luta antiga de muitos pais e educadores neste ocidente anafado e decadente.

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Estupidez e P.C. - les beaux esprits...

por José Mendonça da Cruz, em 19.07.16

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O Politicamente Correcto é como o marxismo, dá aos estúpidos e ignorantes a ilusão de que adquiriram uma chave explicativa do Mundo.

Hoje, num noticiário da cmtv, a vozinha de uma «pikena» proferia que o assassino de Nice comia carne de porco, bebia álcool, não ia à mesquita e se drogava o que, segundo a autora ou autor do texto, «contraria a sua caracterização como radical islâmico».

Compreenderam bem: o animal matou dezenas de homens, mulheres e crianças aos gritos de Alá é grande e a caricatura de Estado islâmico pronuncia-o seu digno filho. Mas para alguém galacticamente estúpido na cmtv se a besta comeu chouriço então nada tem a ver com o islão.

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Vinte e dois?

por João Távora, em 19.07.16

No sábado passado ao fim da tarde estive quase meia hora na Avenida Emídio Navarro na vila de Cascais com um calor tórrido e o sol de frente à procura do antigo número 22, a casa onde os meus avós maternos passavam a época estival, para tirar uma fotografia. Em vão: tendo a numeração sido alterada há uns anos e a falta de uma referência arquitectónica relevante tornou a minha tentativa um logro. Nenhuma das fotografias que tirei orientado por solícitos e desconfiados autóctones acertou no alvo - até a daquela vivenda que eu intuí como certa. O falhanço foi mais tarde sentenciado de viva voz pela minha mãe depois de inspeccionar os retratos no meu telemóvel.
Daqui se depreende como a investigação histórica é uma ciência difícil e como é perigosa a tentação de deduzirmos uma determinada solução e promulgarmos um erro.

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animalismo

por João Távora, em 19.07.16

Depois de uma indignada conversa dos crescidos à mesa sobre o projecto do PAN de acabar com as charretes e carroças, pergunta-me o pequenote na sua inocência:
- Ó pai, acha que eles vão obrigar as pessoas a carregar os cavalos às costas?

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Pena de morte com efeito retroactivo?

por João Afonso Machado, em 18.07.16

Ozturk foi, ou não, o mentor do golpe de Estado na Turquia? E os muitos magistrados detidos estariam do seu lado, seriam com ele conspiradores?

Ressalvadas as devidas proporções, há aqui qualquer coisa de semelhante com o nosso 11 de Março de tristíssima memória. Talvez o «reaccionários para o Campo Pequeno já!» que, em Ancara, assume o tom de apelos mais explícitos à reintrodução da pena de morte.

Apelos esses, aliás, insistentes, ameaçadoramente insistentes. Porquê? Para dissuadir a repetição destas movimentações militares ou pensando especificamente nos envolvidos na da passada sexta-feira?

E onde desencantar agora juízes para julgar os revolucionários?

Porque estão todos calados no mundo ocidental? Onde param os nossos costumeiros defensores dos direitos humanos? As suas manifestações espontâneas? Terão ido já  de férias, consumir a bem da lusa execução orçamental?

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Os revolucionários

por João Távora, em 18.07.16

O termo “revolução”, do latim do latim revolutìo,ónis, significa o movimento circular em torno de um eixo fixo, em que determinado objecto volta para a sua posição inicial. 

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Domingo

por João Távora, em 17.07.16

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».


Palavra da salvação.

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Fora de moda

por João Távora, em 16.07.16

Um dos mais belos hinos ao amor entre homem e mulher... 

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Nice man

por João Távora, em 16.07.16

Com menor ou maior responsabilidade pelas tragédias ocorridas, o facto é que Holland começa a ter dificuldade com a adjectivação do seu discurso que começa a soar pateticamente repetitivo. O destino tornou-o um especialista em cerimónias fúnebres.

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De Saltillo ao 10 de Julho

por João Afonso Machado, em 15.07.16

Tinham decorrido 20 anos desde que Portugal participara (a última e primeira vez) no Mundial de Futebol. De repente, com uma imprevisível vitória, na fase de apuramento, contra os alemães em Estugarda, eis-nos no México a disputar o Campeonato de 1986. A Nação rejubilou. Iamos lá representados pelos «Infantes».

Mas no México, em Saltillo, onde a Selecção ficou instalada, viu-se de tudo. Os jogadores queixavam-se e reivindicavam: o hotel era mau, a curiosidade dos jornalistas muita e incontrolada... E, evidentemente, os prémios dos jogos fraquinhos, rendendo nada, o mesmo que a publicidade! Os jogadores ameaçaram greve. Os outros participantes no Mundial abriram a boca de espanto e a Nação corou de vergonha.

O treinador - José Torres, o Bom Gigante - não tinha mão neles. O hotel era visitado por meninas mexicanas de porte duvidoso, muito mimosas com os nossos jogadores e indiferentes aos protestos telefónicos das famílias deles. Os responsáveis federativos pautaram-se pela ausência. A confusão não parou de aumentar. Futre não alinhava na formação inicial para não desfigurar o equilibrio de forças Benfica/Porto/Sporting. Vítor Damas entrou em depressão... Até que os jogadores se declararam em greve, no melhor estilo intersindicalista.

Resultado final: fomos vergonhosamente eliminados com uma derrota por 3-1 frente a Marrocos, assim conquistando o último lugar no grupo. O mau hotel de Saltillo durou pouco tempo... A Nação recebeu os seus «Infantes» sob uma monumental vaia.

Agora, em França, começando aos soluços mas reagindo bem, com espírito de sacrificio, organização e vontade, lá chegámos onde todos gostariam de pôr a mão - no «caneco» dos campeões.

É, Portugal é assim: um país recuperável se conseguir afastar o vírus sindical e deitar mãos à obra. Há quem diga, certas doenças ainda não têm cura por determinação e ganância do lóbi farmacêutico. Eu acredito nisso, desde que vejo António Costa ao ataque.

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PARA A ESQUERDA PORTUGUESA…

por Vasco Lobo Xavier, em 14.07.16

…uma pessoa que queira abandonar os mesmo suspender a actividade política só é séria e só revela seriedade se for viver à larga para Paris sem que se perceba como paga aquilo tudo.

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Tristezas não pagam dívidas

por João Távora, em 13.07.16

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Diz-se por aí que a vitória portuguesa do Euro 2016 em França vai impulsionar a economia em seiscentos mil euros, ao que parece quase todos gastos em tascas e esplanadas. Contas feitas a festa nem é cara, dá para cerca de um milhão de portugueses beberem ume mini e comerem um pires de tremoços. Quanto a mim era bem melhor que o ministério das finanças se dignasse a abrir os cordões à bolsa e acelerasse a devolução do IRS que tanta falta me faz. 

Sem dados concretos para uma avaliação científica da questão, fica-me a impressão que, devido aos (merecidos) festejos e à consequente ressaca acabamos por “ficar em casa”. Tenho sinais claros de que a semana de trabalho custou mais a arrancar do que é habitual: na minúscula empresa que dirijo, anteontem foram desmarcadas duas importantes reuniões com clientes.
De resto, há algum tempo que perdi a esperança que a extrema competitividade e sucesso da indústria do futebol nacional, tão intensamente difundida entre os adeptos pelos profusos programas e jornais desportivos, serva de exemplo para reverter cultura de acomodação e conformismo tão atreita aos portugueses.
Certo é que as tristezas não pagam dívidas e convenhamos que uma alegria destas experimenta-se uma vez na vida e agora é tempo de festejar: o triunfo dos portugueses em Paris ficará gravada na história do futebol e os seus heróis serão celebrados pelos nossos netos e bisnetos.
Finalmente, e para que conste, escreva-se na pedra que nossa vitória não resulta de um acto ou personalidade genial mas foi-o duma determinação individual incomensurável e dum enorme espírito colectivo dum grupo bem liderado, por um homem de fé. Uma bela parábola para todos nós.

 

Pubicado originalmente no Diário Económico

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