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Arqueologia Eleitoral

por José Mendonça da Cruz, em 27.08.15

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Caro eleitor indeciso,

 

Hoje pretendo sensibilizá-lo para as enormes tragédias que advêm de conceder aos indivíduos e às famílias a liberdade para disporem do seu próprio destino e dinheiro ou para decidirem sobre a escola para os filhos, sobre a saúde para eles e para os próprios, sobre o futuro das suas pensões, e sobre a vida em geral. Os privados são seres terríveis, só pensam em equilíbrio, poupança, lucros e boas contas. O PS é solidário.

Temos uma política para as pessoas. Para a sua concretização faz sentido que todo o dinheiro delas seja confiado a um governo socialista, propondo-se o PS elaborar uma lista dos contribuintes/dadores mais generosos e premiar os mais solidários.

É tempo de confiança. Temos longas e reiteradas provas de gestão do vosso dinheiro, fazendo com ele o que nenhum cidadão ou privado imaginaria.

O futuro é do passado. Na escola, nos hospitais, nas telecomunicações, na banca, nos seguros, nos serviços, na indústria, na agricultura, na energia, na ciência e na arte é necessário e urgente substituir aos instintos ultraliberais dos privados a inovação e prodigalidade do que é público e socialista. Dados e indicadores manipulados parecem contrariar estas afirmações, mas o saneamento das instituições subsequente à tomada de poder pelo meu governo cedo demonstrará o profundo erro de tais indicadores e dados.

O amanhã é da cidadania. Vote no PS e em mim. Damos-lhe tudo o que você pagar em dobro.

AC, Lisboa, Agosto de 1918

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Costa e a "identidade" dos seus "pontos de vista"

por João Afonso Machado, em 27.08.15

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Nuno Melo foi pesquisar - confesso, aguardei sossegadamente alguém o fizesse - e, em crónica ("O Canto da Sereia") de hoje no JN, transcreveu algumas excertos da boa retórica do líder da bancada socialista no Parlamento em 2002. Era ele António Costa e a visada a então ministra de Estado e das Finanças, Manuela Ferreira Leite.

Discutia-se uma alteração ao Orçamento e, conforme se verá de seguida, era (e ainda deve ser, claro) manifesta a «identidade de pontos de vista muito significativa». Assim expressa:

- «Com protestos da minha consideração pessoal, sabemos que a senhora é a legítima testamenteira da arrogância cavaquista neste Governo. A senhora não tem competência política, a senhora não tem credibilidade, a senhora não tem autoridade para dirigir-se à nossa bancada nos termos em que o fez.

A senhora não tem autoridade para falar em rigor. A senhora não tem credibilidade política depois de tudo o que disse quando estava na oposição. A senhora não tem competência política. A senhora pôs a Educação a ferro e fogo, teve de pôr a Polícia de choque nas ruas e nem à bastonada conseguiu resolver um único problema na Educação.

A Srª Ministra é o verdadeiro oposto do rei Midas: onde toca, estraga!

Com o orçamento rectificativo que nos apresenta, a senhora continua a não ter autoridade nem credibilidade».

 Isto posto:

Antecipando eventuais comentários alusivos a um qualquer medo da reacção de Manuela Ferreira Leite face ao piscar de olho de António Costa - medo porquê, se o problema passa ao lado dos apartidários? - concluirei dizendo apenas que, às tantas, Costa falou verdade. Por isso mesmo se impõe a rejeição dos seus «pontos de vista» sobre os quais ele mesmo se pronunciou nestes termos.

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As Índias e os Brasis

por Vasco Mina, em 27.08.15

António Costa, na segunda carta aos indecisos, escreveu que “há 600 anos partimos à descoberta. É altura de descobrir e valorizar as Índias e Brasis que temos em nós.” Esta afirmação se fosse feita por alguém do Governo da Coligação ou de um dos dirigentes dos partidos que a formam, seria, pela esquerda e pelo próprio António Costa, classificada ou de neo-liberal (post-it muito útil quando se desconhece o conteúdo) ou de saudosista. Sendo feita por alguém da esquerda é o convite ao sonho. As Índias e os Brasis referidos repostam-se a um tempo em que Portugal teve de sair do seu reduzido espaço (e de uma situação financeira muito difícil, ou seja de uma crise) para procurar novos territórios e outras fontes de rendimento. Tal significou a partida (a emigração de que a esquerda hoje tanto critica e da qual se envergonha) de muitos portugueses e a construção de uma rede comercial que teve, no nosso velho território, a sua plataforma para as trocas entre o Velho e o Novo Mundo. Novas atividades surgiram, muitas oportunidades apareceram aos portugueses de então e Portugal expandiu-se pelo Mundo e enriqueceu. Hoje não existem novos territórios para descobrir mas existem, sim, mercados para onde devemos exportar o que cá sabemos produzir. Por isso as Índias e os Brasis de hoje são os países para onde deveremos enviar os nossos bens transacionáveis. Esta é a aposta do atual Governo e da coligação! A aposta de António Costa é no consumo interno! Uma vez mais está Costa equivocado!

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O dinheiro é seu, Dr. António Costa?

por Vasco Lobo Xavier, em 26.08.15

António Costa promete mil milhões de euros para a reabilitação urbana.

A singela pergunta que lhe faço, Dr. António Costa, é a seguinte: "o dinheiro que promete é seu?"

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O mundo é desumano

por João Afonso Machado, em 26.08.15

Vão lá uns meses eram notícia de segunda monta quando naufragavam a meio da travessia do Mediterrâneo. Depois transformaram-se em pretexto no auge demagógico do Syriza. E de repente batiam, aos milhares, à porta da Grã-Bretanha.

Oriundos da Síria, do Iraque, do Afeganistão, da África islamita, fogem simplesmente à destruição sobre a qual o mundo restante mantém um silêncio prudente. Ninguém quer um atentado em casa e esta nova multidão - a que já chamam «os migrantes» - faz-se diariamente da convergência de sobreviventes.

Já cá estão e continuarão a vir mais. A Grécia (que não tem para si, quanto mais para os outros) é apenas o ponto de desembarque. A Macedónia o passo seguinte. A fronteira de ambas ficou mais calma quando se percebeu a rota da Sérvia, Bulgária e Hungria. Porque não enviesar logo para a Rússia? É muito longo o percurso até a Alemanha, o Reino Unido, a Escandinávia.

Mas vão em busca dos Estados ricos, os únicos onde poderão garantir a sua subsistência. Com ressalva do império de Putin, outro planeta, outras maneiras...

E os ditos países ricos fazem o que podem: criam hot-spots, tentam preferir os refugiados de guerra aos que apenas procuram melhores condições económicas. Poderão fazer mais? Há quem diga que podem e devem fazer tudo, mas esses são os "solidários" que costumam fazer nada.

A avalanche não há de ter fim. É o desassossego perpetuado nas fronteiras e vias de comunicação por mar e terra. O mundo está completamente desregulado, incapacitado para atender a todos os dramas pessoas, à dor de cada um. Até quando os migrantes? Onde continuar a dar-lhes acolhimento?

(Com o Governo português de malas aviadas, vergado ao peso das suas culpas neoliberais, resta a esperança na solidariedade socialista. Um lar, um emprego... Assim eles acreditem nas promessas de Costa e me desculpem parecer brincar com os seus males).

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Sabotagem?

por Vasco M. Rosa, em 25.08.15

Isto de escrever num blogue já não é o que foi. Agora, mais do que antes, parece haver à esquina de cada post um tipo de alerta para discuti-lo parvamente ou alarvemente, à exaustão, de modo a sabotar outros comentários e discussões que se dirijam ao centro dos assuntos tratados, quaisquer que sejam.

Falou-se em tempos que já lá vão, ou nem tanto, ou que tentam voltar, de agências de vigilantes truculentos e agressivos, pagos pelo Chefe, sempre prontos ao comentário sectário e à aldrabice. Agora relendo o que se escreve abaixo das linhas dos meus colegas cortafiteiros e de mim próprio, reconheço que o ambiente é o mesmo, parecido ou pior. E digo pior, porque não havendo confronto político acesso, pois uma das partes não tem força nas pernas para ir a lado nenhum (apesar dos assumos de confiança, das promessas e dos cartazes!), é por aqui que eles tentam fazer estragos, debaixo de anonimato ou pseudonimato.

Vê-se mesmo que não se ocupariam tanto de nós, se não nos temessem, ou no mínimo porque preferiam ouvir-se só a eles mesmos, operáticos monocórdicos, bufos — a cantarolar no duche, num recanto esconso, numa província qualquer...

 

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Cartas na mesa

por João Távora, em 25.08.15

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"Suspeito que António Costa percebeu tarde de mais que o eleitorado do centro está mais preocupado com a estabilidade e a segurança que com ressentimentos e fracturas ideológicas." 

O meu artigo no Diário Económico

 

Foto Andre Kosters Lusa

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Era o Prolongamento. Com Manuel Serrão, Eduardo Barroso e Fernando Seara. 

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O esperto e os correctos

por José Mendonça da Cruz, em 25.08.15

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Convencido com inteira razoabilidade de que a diferença entre os politicamente correctos e os parvos é hoje praticamente inexistente, o senhor Tom Neuwirth deixou crescer barba e cabelo, vestiu um vestidinho preto apertado, anunciou que passava a chamar-se Conchita e partiu à conquista do festival da Eurovisão e da fama.

 

Agora de passagem por Portugal, o homem ainda avisou que não era transexual nem gay. Mas foi em vão: a Sic lá celebrou o concerto «da mulher de barbas».

Ora eu queria ficar indiferente a estas parvoíces, mas a minha costela feminista disparou em estertores agudos e lancinantes e eu tenho que desabafar. É que o Tom ou o Conchita pode ter pila ou não ter como entenda, e pode decidir gozar à frente ou atrás, que isso não me aquece nem arrefece, faça como quiser e passe bem. Mas já chamar mulher àquilo é uma ofensa às mulheres. 

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Vamos lá ver… O PS acusa Paulo Portas de ter desistido de concorrer sozinho e de se ter escondido numa coligação para não ter de enfrentar em debates o facto de o CDS ser o partido dos pensionistas e dos agricultores e dos contribuintes e, supostamente, ter estado quatro anos a governar contra eles. É o que diz o PS. Daí que, uma vez que Paulo Portas (rectius, o CDS) se diluiu na coligação por medo dos debates, designadamente relativamente a esses temas, o PS e António Costa não debatem com Portas e com o CDS.

 

Isto é o que diz o PS. E a ninguém ocorre que isto é um disparate pegado e que não faz sentido algum?!?...

 

Se Paulo Portas se esconde na coligação para não debater temas difíceis para ele ou para o CDS, como se explica que Paulo Portas entenda dever ir a debates?!?... E, agora para queijo: se o PS acha que Paulo Portas se escondeu na coligação para se furtar aos debates, que seriam difíceis para ele (na opinião deles), por que razão lhe faria a vontade e o deixaria fora dos debates?!?... Isto é de uma total imbecilidade! Ao menos que o PS diga coisa com coisa, não disparates evidentes.

 

O PS não quer Paulo Portas em debates apenas porque tem medo, um medo pavoroso, padece de uma cobardia imensa, nada mais. Não venha então com argumentos absurdos e contraditórios, desprovidos de qualquer sentido. É inacreditável que ninguém veja o que salta à vista.

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Existe um empresário português que, com a sua empresa portuguesa, alcançou sucesso mundial, é reconhecido internacionalmente como tal e que resolveu contrair matrimónio.

Podia fazê-lo em qualquer parte do planeta, do Mónaco ao Dubai, passando por Veneza ou NY. Mas decidiu que seria no seu país, Portugal; que seria na cidade onde vive, o Porto; numa Igreja perto da zona onde reside, a belíssima Igreja de S. João da Foz; festejando depois o momento com amigos de todo o lado na fabulosa Fundação de Serralves, aproveitando assim para ajudar a divulgar uma das maiores e melhores maravilhas que o Porto e o país têm. E, parece pormenor mas não é, através de uma empresa de catering portuguesa. Tudo pago do seu bolso e sem pedir nada a ninguém nem ficando a dever a alguém coisa alguma. Pelo meio, disse aos convidados para prescindirem de lhe oferecer quaisquer presentes e antes fizessem donativos ao IPO do Porto e a duas reconhecidas instituições de solidariedade e de apoio a crianças, também da zona do Porto: a Casa do Caminho e a da Nossa Senhora das Candeias.

Imaginava eu que, goste-se ou não da pessoa ou do que faz, tudo isto seria motivo de orgulho para os portugueses. Pelo menos de simpatia pelo brio patriótico ou pela visibilidade que era dada ao país. No mínimo, de apreço e agradecimento pelo desprendimento e pela ajuda a instituições tão importantes.
Por isso mesmo, ainda que conhecendo a habitual altivez arrogante de certos e muito clássicos pelintras portugueses, confesso ter estranhado bastante diversas opiniões que li sobre o assunto.

Este país tem certo tipo de gente que não merece certo tipo de gente que este país tem.

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Números cómicos

por José Mendonça da Cruz, em 24.08.15

Com inteira previsibilidade o grupo fraccionista do Syriza grego auto-intitulou-se Unidade Popular.

Não há nada de extraordinário nisso: a esquerda vive num mundo ficcionado em que são a realidade e a terminologia que têm que conformar-se à ficção.

O que é extraordinário é a esquerda não se aperceber de que o efeito dessas joviais manobras se esgota no círculo cada vez mais restrito dos malucos iniciados.

Cá fora desata toda a gente a rir. 

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O fardo do homem branco, será?

por José Mendonça da Cruz, em 24.08.15

Os que a propósito da imigração maciça para a Europa acusam a Europa de ir a reboque dos acontecimentos deviam explicar o que propõem afinal para a Europa.

Uma nova vaga de colonização a pôr ordem e governabilidade em África?

Uma invasão armada para pôr fim às acções dos tarados do Islão, ou, talvez, do Islão?

O acolhimento sem norma nem prevenção de todos os destituídos ou fugitivos do Mundo?

Pergunto porque gostava de saber.

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Dois senhores e o outro no fim do Prolongamento

por José Mendonça da Cruz, em 24.08.15

Ao que parece por iniciativa da direcção da TVi e, ao que parece, estando Sousa Martins alheio à iniciativa, o Benfica passou a estar representando no programa Prolongamento, da TVi24, por um daqueles sujeitos excessivamente penteados que «falam olhos nos olhos», e «com muita firmeza» e estão ali para «esclarecer os espectadores», diligência em que se atribuem inultrapassável «rigor». Mal educado sem o perceber, o homem diz que são «mentiras» as opiniões dos outros participantes com que não concorda. E, cereja sobre o bolo, traz fotografias para contradizer as imagens da televisão.

Seria mau, isso por si. O pior é que a criatura não compreende que foi inadvertidamente adicionado a um programa de senhores, aos quais muito provavelmente depressa se esgotará a paciência. Tal qual como a dos espectadores. 

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O grande problema que aí vem

por Maria Teixeira Alves, em 24.08.15

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O grande problema da Europa, mais do que a falência da Grécia, ou do que a crise da China é a imigração ilegal que vem dos países como a Síria, Turquia, Afeganistão, Iraque, Eritreia e até do Bangladesh, e que entram desenfreadamente nas ilhas gregas, na Macedónia e Itália. É um problema humanitário e é um problema de segurança. Porque entre os refugiados podem estar membros dos terroristas.

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La Marseillaise

por João Távora, em 24.08.15

Eu que sou um pacato conservador geralmente até gosto de canções revolucionárias talvez pelo seu lado romântico, uma estética a que ninguém é imune nestes dias de modernidade. Não é o caso da belicosa e feroz “Marselhesa” que os franceses adoptaram como hino, aqui numa performance de 1905 pela Garde Républicaine, gravada num cilindro de cera da minha colecção, que apesar de partido se consegue ouvir até meio.

 

Mais curiosidades, aqui

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O PIB e a governação PS / Sócrates

por Vasco Mina, em 24.08.15

Segundo este artigo do Expresso, António Costa salientou a “dificuldade que o país está a ter em conseguir acompanhar a Europa que hoje está a crescer bastante mais do que nós". Antes, disse perceber “que a coligação de direita queira discutir 'fait-divers' para não discutir a realidade do país, que é o enorme retrocesso que tivemos na economia". Para não nos perdermos em “fait-divers” importa olhar para o que foi o crescimento da economia, em termos de PIB, no período da Governação PS com José Sócrates Primeiro Ministro e com o total apoio de António Costa. Aqui vão os dados (de acordo com a informação Pordata).

PIB.png

 

Um verdadeiro exemplo do que é crescer bem mais do que a Europa!  

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Sondagens?

por Vasco M. Rosa, em 24.08.15

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As sondagens eleitorais valem o que valem, e talvez as pudéssemos dispensar e esperar que a 4 de Outubro, num ápice, se soubesse o resultado da preferência popular... Haveria menos manipulação e condicionamento.

Enquanto isso, seria conveniente que a uns e outros — e não só de uns para os outros, em debates televisivos — fossem colocadas as questões fundamentais, com grande capacidade de confrontar números de propaganda com números reais. Números não são pessoas, é certo, nem pessoas são números, do mesmo modo que o frenesi propagandístico de uns não condiz com o seu resultado nas urnas.

Podemos começar por aí: pela imensa diferença entre a prevalência mediática da extrema-esquerda e a indiferença eleitoral que ela recebe. O destaque dado na imprensa a figuras como Rui Tavares e Joana Amaral Dias — seja dito duma vez! — é a mais completa demonstração da pobreza profissional do jornalismo que temos.

Pobreza de quem vira microfones e holofotes não para quem pode dizer algo de novo (haveria que procurá-lo), mas para quem bate à porta e pede uma chávena de acúcar... 

Enquanto o espaço público estiver dominado dessa maneira, ficaremos à espera de debates sobre grandes temas que não podem ser avaliados ao nível da esgrima política para noticiários verem. 

Estas eleições não podem ser só o sufrágio exclusivo dum governo que remediou como pôde o enorme desastre deixado pelo anterior, sobretudo quando este agora se propõe voltar sem o chefe — na cadeia! — mas tendo à frente o braço direito dele, o qual como autarca de Lisboa não deixa saudades.Tornou-a uma cidade abandonada: da limpeza das ruas às bibliotecas o prejuízo e o caos são totais; a sinalização pedonal e a higiene de zonas altamente frequentadas por turistas vergonhosa, com passadeiras desbotadas e ausência de varredores etc.; há uma subterrânea complacência com grandes negócios imobiliários — ainda vão valendo o bom sol, a boa comida e a segurança, que sempre teve e terá... E depois dessa demonstração de incapacidade, pede-nos confiança para acreditar que o PS pode fazer melhor.

Não pode. E essa mentira vai ser fortemente derrotada. Espero que sem deixar dúvidas a ninguém.

 

 

 

 

 

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Da República e da Monarquia

por João Távora, em 23.08.15

O desenho estrutural da política doméstica revela incompletude. As frequentes irresoluções, dilações e retornos não advêm do diálogo democrático mas de, digamos, oscilações, ora administrativas ora políticas. As reformas e as regulações não têm sido nem ágeis nem faseadas a longo prazo, de modo a suavizar inconvenientes delas derivadas. Deste modo, sem uma perspetiva institucional de longo prazo, o custo das mudanças é maximizado e, assim, muitas vezes, a eficácia da democracia é intermitente.

E enquanto os recursos e as circunstâncias oscilam, os objetivos são dispersados.

É, por isto, necessário adicionar na sociedade portuguesa uma instituição, apartidária, independente de interesses económicos, representante do todo nacional: a Instituição Real, propiciadora da permanente conversação democrática visando consensos estratégicos, sem os quais, todos os esforços se esvaem.

 

Pedro Furtado Correia no Diário de Notícias. 

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Uma das coisas que mais me irrita neste país é que as pessoas andem sempre a discutir o acessório esquecendo o essencial. Parece que não vêem o que está diante dos olhos. Tem vezes que isso é propositado, aproveitando a burrice ou cegueira dos outros; tem outras em que a cegueira é dos próprios burros que tratam os assuntos.

Retomemos a questão dos cartazes do PS, tão debatida em todo o lado (embora rapidamente esquecida pela comunicação social ou misturada com uma outra sem relevância alguma). É evidente que tem a sua importância o facto do PS ter utilizado abusivamente a imagem de pessoas que trabalhavam nas suas juntas de freguesia, sem consentimento, para passar a sua mensagem política. Diz muito sobre o PS e sobre os seus, métodos e pessoas. Mas centremo-nos na mensagem política que o PS pretendia passar com esses cartazes. Havia aquele cartaz da senhora que afirmava, entre aspas, e essa era parte da mensagem do PS, que estava “desempregada há 5 anos (…)”.

Ora esse período de desemprego implicava, naturalmente, que ela estava desempregada desde o governo anterior, o do Partido Socialista (e não deste).

Da esquerda à direita, com maior ou menor intensidade, inúmeras pessoas gozaram com o facto do PS apresentar alguém que estava desempregado desde o governo socialista. Que disparate referir uma pessoa que estava desempregada desde 2010, desde o governo socialista.

O próprio António Costa (programa Opinião Pública, da SIC, de 17 de Agosto, e depois muito elogiado [“Mas também soube ser directo…”] no jornal Público, página 5, de 18 de Agosto) se pronunciou sobre o assunto. Recorde-se a notícia do Público desse dia 18: «Sobre a polémica dos cartazes, Costa contornou as sucessivas perguntas sobre a sua autoria e recusou “alimentar a campanha com esse fait divers”. Mas também soube ser directo: “os cartazes foram um disparate, uma aselhice; o PS pediu desculpa, não os afixou.” [nota minha: afixou, afixou; a jornalista do Público, Maria Lopes, que transcrevia a notícia, é que deveria estar distraída]. Costa viu-os antes do ok final e “pressupôs” que fossem casos reais, mas o que “verdadeiramente interessa” é que retratam as “600 mil pessoas que estão efectivamente desempregadas” e as que emigraram.», lê-se no Público.

Ora bem. Não é um fait divers. Voltemos ao cartaz do PS e à mensagem que transmitia e pretendia transmitir. Isto porque passou despercebido a muitos, quiçá à totalidade dos comentadores, propositadamente ou não, que o PS não se referia apenas àquela senhora da fotografia, tenha ela aceitado ou não posar para aquilo.

A mensagem do cartaz do PS, assumidamente e entre aspas, dizia “ESTOU DESEMPREGADA HÁ 5 ANOS SEM QUALQUER SUBSÍDIO OU APOIO. COMO EU, SÃO MAIS DE 353.000.” Ou seja, e em termos muito simples: o PS assume que, para além daquela pessoa do cartaz (ainda que não a da fotografia), existem mais 353.000 pessoas que estão desempregadas há 5 anos (os tais “casos reais”, Costa dixit), isto é: desde o governo socialista.

Ou então o PS produziu, afixou e divulgou um cartaz com uma mensagem completa e deliberadamente mentirosa, com o fito de enganar as pessoas.

Isto é o essencial, isto é a única coisa que verdadeiramente interessa.

Se a senhora admitiu ou não aparecer naquele cartaz com aquela mensagem é um problema jurídico entre ela e o PS (embora diga muito sobre o PS, insisto). Foi enganada pelos socialistas. Tenho pena, que chatice, junte-se aos outros, consulte um advogado. O que interessa mesmo é que o PS admitiu que existem (pelo menos) 353.001 desempregados que vêm desde 2010, desde o governo do PS. Não é uma pessoa: são (pelo menos) 353.001. Foi o PS que o disse e assumiu naquele cartaz.

E sobre isto ninguém se interroga? Ninguém interroga o PS? Ninguém questiona António Costa? Como é que estas evidências passam despercebidas à totalidade dos comentadores?!?... Eles são pagos para quê?

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