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Rumo à praia

por João Afonso Machado, em 03.08.15

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A praia é sobretudo o percurso. Esses tantos quilómetros no meio da agricultura vitoriosa e a tenaz resistência de uma arquitectura que acredita em si mesma. Não se trata de uma viagem longa, sequer tão extensa como os muros que a ladeiam. Trata-se de muita sombra e a frescura da pedra, quando não o rumor compacto dos milheirais já em vésperas das máquinas entrarem neles para as forragens. E todos os dias o caminho para a praia revela novas facetas desta ruralidade sua vizinha.

É por isso que a condução do automóvel tem de passar para outras mãos. Sobretudo quando deparamos com a fulgurante e dolorosa aproximação ao litoral. Onde Antero e Guerra Junqueiro buscavam nas dunas remédios milagrosos e agora se sentam e discorrem os prédios, o movimento, o ruído, o aparcamento lotado, e se há de encontrar um pedaço de areia qualquer para estender a toalha.

Tudo é tão diferente que até a célebre nortada parece haver sumido. A praia é como a política - às vezes também traz consigo (termo muito de agora) «boas notícias».

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Da boa política

por João Távora, em 03.08.15

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O facto de o Filipe Anacoreta Correia fazer parte das listas da coligação por Lisboa não só constitui um sinal de salutar abertura e inteligência do CDS na sua renovação, como tem o efeito de, durante as próximas semanas, me obrigar a um maior comprometimento com a campanha para as legislativas de 4 Outubro. 

Acontece que o Filipe é um homem independente e com carácter, acostumado a lidar com a pressão que isso implica: de uma implacável frontalidade, exigência consigo próprio e com os seus  colaboradores mais próximos, é suficientemente flexível para estabelecer e gerir os compromissos imprescindíveis para que os projectos e ideias em que peleja, alguns dos quais se afirmaram no partido como propostas legislativas ou programáticas, sejam considerados. Conhecer o Filipe vem sendo para mim uma lição de como a política pode ser simultaneamente fruto de uma vocação (de família?), e do sentido de serviço somado com convicções profundas, daquelas que nos instam ao desassossego e ao inconformismo. São pessoas desta natureza, que me fazem acreditar numa visão de Portugal, feito comunidade de gentes, com história, raízes e projectos comuns. 

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Domingo

por João Távora, em 02.08.15

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios


Irmãos: Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: Não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos. Não foi assim que aprendestes a conhecer a Cristo, se é que d’Ele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus. É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores. Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.

 

Da Bíblia Sagrada

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A Volta está na estrada

por João Afonso Machado, em 02.08.15

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 Agora chamam havaianas às nossas xanatas que tão bem vão com os calções e a t-shirt. A camiseta. Chegámos ontem, que os lugares são poucos e muito procurados aqui no cimo do monte. Depois foi o frango assado e a pinguinha, a suecada com os colegas, malta conhecida já dos outros anos. A falar verdade, mal dormimos. A Senhora da Graça é um espectáculo e a Volta está na estrada. Não tarda começam a chegar os primeiros, há que valer-lhes, aos nossos, refrescá-los, incentivá-los, anda Gamito!, força Paulinho!, isto de correr em xanatas no alcatrão, a par deles, tem que se lhe diga, só com o boné da Nívea de pala voltada para trás.

E o Tony Carreira e o Anselmo Ralph enchendo as bermas de romantismo e ritmo toda esta manhã de espera. É agora às três e meia. Ouvi à pouco que há uma fuga, vai haver mexidas na classificação geral. Na Senhora da Graça decide-se a Volta. Anda Gamito!, força Paulinho!

E vivam as férias. Ocorre-me agora, o Vítor Gamito e o Sérgio Paulinho já devem ter passado à história. Não faz mal, eu também não vou além do meu sofá e de um livro. Viva a Volta!, genica nessas pernas, rapazes!

 

 

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O caso da incrível camisa

por João Afonso Machado, em 01.08.15

RASTAPAPOULOS, DR. KROSPELL.JPG

Gostos não se discutem, embora Tsipras afinal o tenha discutido e contestado - o gosto de Varoufakis na escolha das suas camisas. Mas Tsipras tem livre-trânsito de progressista e nada disso é importante. Nem aquele aspecto de estilista rapadinho e maneirento. Ou, num passado recente, o desrespeito pela "casa da democracia" com que o eticamente superior Alegre o anatematizaria.

Nada seria importante se tudo fosse puerilidade. Mas não é.

A camisa de Varoufakis é - quer ele que seja - uma arma de arremesso contra as «Instituições». A mochila, a mota, a garina e a praia, também. Além das azeitonas e do queijo, mais o inevitável copito à varanda sobre a Acrópole. E, acima do mais, o sorriso sacanote. Todo um conjunto desdizente com os muitos males causados a uns milhões de concidadãos que já viviam pessimamente.

Para, afinal, se demitir, acautelar o assento parlamentar e tudo lhe servir para ser notícia. A Revolução já não se faz com kalashnikovs, realmente; mas para os basbaques, sempre.

 

 

 

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Big Brother...

por Vasco Lobo Xavier, em 01.08.15

As receitas e os remédios que as pessoas tomam são informações que vão constar do cartão do cidadão?!?... E onde fica a privacidade das pessoas?!?... Para coisas deste tipo é que o Tribunal Constitucional deveria servir.

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Sem tempo para perder

por João Afonso Machado, em 31.07.15

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A Polónia foi sem dúvida o país mais martirizado pela Guerra de 1939-45, entalada entre a barbárie das tropas nazis e soviéticas, superfície à mercê do expansionismo de ambas. Perante o desespero e incapacidade de Churchill e a ingenuidade ou, talvez, a doença de Roosevelt. Por isso o expressivo sentido da formidável anotação de Zbigniev Brjezinsky - «Hoje em dia, a guerra é um luxo a que só os fracos e os pobres podem dar-se».

Simplesmente porque os opostos - os fortes e os ricos - permanecem por demais ocupados em  construir e sustentar a sua força e a sua riqueza. Esses ingridientes da continuidade nacional depois objecto da inveja e da cobiça dos que se guerreiam - entre si ou com os seus congéneres; com armas ou com a vacuidade do discurso político; e sempre à sombra da corrupção, da demagogia, da improdutividade.

Tenha-se por exemplo o nosso Continente. Agora mesmo, quando as televisões usam a significativa menção da «invasão do Tunel da Mancha» no tema candente do conflito de interesses - de parte a parte atendíveis - a decorrer entre Calais e Dover.

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Renovação

por João Távora, em 31.07.15

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 Filipe Anacoreta Correia membro do conselho nacional do CDS e líder do movimento Alternativa e Responsabilidade, corrente interna do CDS e muito crítica da liderança,vai figurar em lugar elegível pelo círculo eleitoral de Lisboa.

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Incapacidades

por João Afonso Machado, em 30.07.15

Afora alguns estragos materiais causados pelo clima tempestuoso da I República - coisa muito pouca, comparativamente - podemos dizer com segurança somos dos raros países europeus que, no século XX, não conheceram os horrores da guerra dentro de casa.

É certo, perdemos gente válida e perdemos imenso tempo, quer no primeiro conflito mundial, quer no anacronismo ultramarino.

E suportámos (já só os mais velhos se lembram disso) fome e privações e as senhas de racionamento nesses remotos idos em que a Europa endoideceu completamente.

A autocracia que vivemos - uma prolongada II República inteira - não foi mais feroz do que tantas e tão mortíferas que determinaram o arrasamento do Velho Continente.

Depois a Europa levantou-se, sacudiu o pó do seu esburacado fato e arregaçou as mangas. Mas a gente foi-se deixando estar na esplanada.

A adesão à CEE era importante, valiosa, e recebemo-la com entusiasmo. Até porque vinha aí dinheiro barato ou mesmo à borla. Analise cada um o destino dessas benesses supostamente para investir e criar riqueza.

A inclusão no Eurogrupo passou-nos - a todos menos à classe política - relativamente ao lado. Do muito que se pudesse dizer, fica apenas isto: ponto final nas políticas cambiais tão uteis às anteriores situações de aperto financeiro.

E agora o presente. A crise!

Deviamos, realmente, pensar o que somos e onde chegámos. Olhar à nossa volta e perguntar: porquê?, o que nos falta, o que tivemos a mais ou a menos.

Em minha modesta opinião, o regresso à moeda antiga seria uma solução - só não de ponderar porque as senhas de racionamento, a reconstrução de algo por fora de aparência incólume, mas pulverizada interiormente - nós mesmos - são impossiveis. Não estamos para isso.

Assim sendo...

 

 

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Os cães só ouvem a voz do dono

por José Mendonça da Cruz, em 29.07.15

Espantoso como Sic e Tvi abandonam a transmissão do discurso de Passos Coelho de anúncio do programa da coligação. Os mesmos que babam perante o menor alvitre vindo do largo do Rato e basicamente vivem de cara metida entre as nádegas do secretário-geral em serviço no PS, não acham notícia ouvir do actual PM as linhas do seu programa de governo. Preferem dar notícias requentadas.

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Se há uma coisa que sai das duas conferências de imprensa de apresentação dos resultados dos bancos é que quer o BCP, quer o BPI já sabem que o impacto que os bancos terão de assumir pela diferença entre o valor da venda do Novo Banco e o valor que o Fundo de Resolução deve ao Estado, vai ser pago através do imposto extraordinário que a banca paga e que já tem como destino o Fundo de Resolução. Será uma extensão dessa contribuição extraordinária que servirá para pagar esse GAP.

Mais, lê-se nas entrelinhas que o comprador pagará um valor nominal alto e que os ajustamentos a serem feitos ao preço serão à posteriori, depois das vicissitudes se confirmarem, e não à partida quando essas circunstâncias surgem apenas enquanto cenário.

Tudo ficará decidido a meio de Agosto. Os bancos, donos do Fundo de Resolução, sabem disso.

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Férias

por João Távora, em 29.07.15

1965 - ca - Postal Praia da Franquia. ZZZZzzzzzz +

 

Milfontes, praia da Franquia em 1965 no pico do Verão.

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Correio do Minho

por João Afonso Machado, em 29.07.15

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Minha Madrinha querida:

Espero que esta a vá encontrar com muita saúde e com a boa disposição que por estas bandas é às mãos cheias. Vésperas de eleições e férias de praia juntas são os foguetes das nossas romarias, mas trata-se de listas de deputados. Eu explico: de escolher entre muitíssimos os muitos de que sairão os bastantes escolhidos pelos votos do povo. E há cada uma! Por Setubal, aqui ao lado, os do Bloco de Esquerda (esse dos três votos e do tonho que chamou beata à Madrinha querida), incluiram doutores, engenheiros, professores, empregados e um transexual. E estão todos muito contentes porque se ele (agora parece que é uma ela) for eleito teremos o quarto Parlamento mundial a incluir a novidade, quer dizer, a modernidade. E com esta, decerto, mais um passo para acabar com a pobreza de Setúbal, de que já o Senhor Bispo tanto falava.

De modo que a Madrinha querida não se escandalize. E como me disse uma vez que nunca tinha visto nenhum transexual, olhe aproveite, apanhe o comboio e venha até cá: num instante estamos em Setubal, almoçamos um peixinho grelhado ali para as bandas do Sado e depois vamos ao comício. Eu ver, acho que já vi, mas nunca ouvi.

A modernidade é isto. A Madrinha querida não esqueça - direitos à diferença, originalidade, são termos que convém usar agora. Extravagância, nem tanto, levanta sempre a suspeita da condenável caridade de um espírito antigo. Eu explico: é melhor explicar depois. Só não quero é que eles ataquem a nossa Paróquia de sempre e legislem sobre a catequese da Madrinha querida.

Mas se a Madrinha querida quiser assistir ao tal circo (isto muito entre nós) informe e combina-se tudo. Até lá despede-se este afilhado muito afeiçoado e sempre grato à Madrinha querida, a quem pede a benção e se assina,

JAM

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Temos um Papa americano

por Maria Teixeira Alves, em 28.07.15

O Obama anda em visitas de Estado como se fosse o Papa, prega sempre qualquer coisa de moral (da sua) em cada país que visita.

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A República em roda livre

por João Afonso Machado, em 26.07.15

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Celorico de Basto é uma terrinha sossegada, um lugar próximo do Céu, onde por isso fazem mais ruído as pilhérias do Mafarrico. Como, por exemplo, esta última - desabou o tecto da Conservatória do Registo Civil; em cima da cabeça dos funcionários, uma das quais seguiu dali para o hospital.

Ora estes acidentes não acontecem por acaso, nem inopinadamente. As responsabilidades têm de ser encontradas no horizonte mais alargado do Regime inteiro, a largar lascas por toda a parte.

Guardadas as devidas distâncias, ocorre-me, a propósito, aquele episódio narrado por Costa Brochado (in Para a História de um Regime) sobre uma visita do Presidente da República ao Brasil, em 1921: viajou, não em um navio da Armada, mas «num paquete mercante, que parou algumas vezes no caminho por falta de carvão, rebentamento das caldeiras, etc». Isto porque, segundo o próprio Ministro da Marinha de então, não havia «um navio capaz de dar um tiro», sobrando, no entanto «vinte e três almirantes», espécie hierárquica inexistente quando a Monarquia caiu.

Além da pronta recuperação da senhora funcionária atingida por mais uns bocados da República, ficam os votos de um tanto quanto possivel tranquilo desempenho dos seus colegas. Será necessário escorar os tectos da repartição e evitar a permanência de vibrações mais maçadoras e impertinentes. E, já agora, ler (ou reler) os profetas. Um dia virá... Para já aguardemos uma provável IV República, sem «ética» mas com a justiça possivel. De que modo chegará ela? Durante o sono dos parlamentares? Pelas armas, cumprindo a tradição das antecessoras?

O Regime está cheio de traumas e traumatizados mas, com boa disposição, é sempre caricato. E imprevisivel.

 

 

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Domingo

por João Távora, em 26.07.15

Evangelho segundo São João


Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.

 

Da Bíblia Sagrada

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Tardes no parque

por João Afonso Machado, em 25.07.15

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Entre o rio e o ribeiro as margens são os nossos olhos ou os dos outros. A terra - ou o rigor da indiferença pelas águas resgatadas à podridão e pelo parque emergindo do emaranhado das silvas. Com tal convicção que, sendo obra nova, já ninguém recorda como era antes. Assim decorre o Verão no Interior.

Repleto de pontes e açudes e mesmo ilhas, mera fraqueza de caudal para os tais outros. Há ainda o lago e as aves aquáticas. Às vezes gaivotas e corvos-marinhos.

E inevitavelmente os patos. Já nascidos no parque, a cidade lembra-os ainda bicando a casca do ovo, uns meses atrás. Permanecendo irmãos, ainda sem as cores da maturidade, no gozo diário da sua vilegiatura. Enquanto não engrossam o bando dos fins de tarde em voo circundante do lago, grasnado e muito chapinhado nas águas.

À espera do tempo de viagens maiores, outras fotografias, são ainda assim importantes estas facetas do quotidiano. Os patos do parque e a súbita percepção da sua imunidade ao impulso do tiro. Mas a ninhada era de seis, onde parará o sexto? Em cada dia que passa, vagueia-se entre a preocupação e a satisfação.

Há coisas extraordinárias! Mesmo no nosso pequeno mundo, o mundo de cada um, o impossivel nunca deixa de acontecer!

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  "Às vezes pergunto-me: vivemos numa democracia, defendemos a democracia, toda a gente acha e sabemos que os países mais desenvolvidos da Europa são os que têm monarquia. Mas depois, na nossa democracia que é tão boa, há um artigo na Constituição que proíbe o referendo e que as pessoas se pronunciem sobre o modelo de governo. Acho que é um bocadinho hipócrita. Às vezes irrita-me um bocadinho esta coisa: se vivemos num país democrático, porque é que não deixam o povo escolher? Agora, não penso se vou ser rainha ou não vou."

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A devolução da sobretaxa:

por Vasco Lobo Xavier, em 25.07.15

Declaração de interesses: eu considero que os poucos portugueses que pagam impostos pagam actualmente uma brutalidade em impostos. E a sobretaxa é exactamente o que o nome diz. Brutalidade sobre brutalidade. Por outro lado, a sobretaxa deve-se, como todos sabemos, à impossibilidade do Estado reduzir despesa, isso com o apoio entusiástico do BE, da CDU e do PS. Reserve.

 

O Governo da coligação considerou que nem em ano eleitoral poderia baixar a sobretaxa (convém recordar o que seria se estivesse o PS no Governo, um regabofe como em 2009 e depois logo se veria com prejuízo para todos os portugueses). Das negociações entre os partidos da coligação, o CDS conseguiu que, verificando-se determinadas condições, por uma vez na vida os impostos arrecadados a mais fossem devolvidos aos contribuintes no ano seguinte. Ninguém gosta de pagar por conta mas isto é das melhores conquistas que os contribuintes algum dia conseguiram. O Estado comprometer-se a devolver o que confiscou a mais aos contribuintes face ao orçamentado é algo que deveria ter o apoio unânime, não se compreende como é que o PS pode ser contra isto. Não há justificação. E não se percebe que o PS não admita que venha a devolver esse acréscimo, se vier a ser Governo.

 

Outra coisa é a divulgação dos dados semestrais e a crítica que a oposição tem feito. A oposição está desnorteada, isso é evidente. E não consegue explicar a crítica que faz. A crítica que eu faço é porque, digo-o de memória e portanto falível, julgo que o Governo prometeu dados trimestrais e só os ofereceu ao fim do semestre. Já não aceito a crítica da oposição, a de que seja um anúncio eleitoralista, pois é exactamente fazer aquilo que o Governo tinha prometido fazer (embora o faça com três meses de atraso): anunciar aos contribuintes o que, em princípio, lhes poderá ser devolvido no ano seguinte. É clareza e transparência. Seria bom que se tornasse um hábito. Como a atenção da comunicação social ao debate da execução orçamental. Estou farto de escrever que nunca percebi tamanha atenção ao debate orçamental (meras previsões) e nenhuma ao debate da execução orçamental (que só mereceu holofotes aquando da permanência da troika), que é bem mais importante e tanto mais se nos recordarmos do desnorte dos Governos Socialistas e do défice que causaram.

 

Bem. Para o caso. Pergunta sugerida por leigo aos Senhores Jornalistas da comunicação social, acaso vejam nela um mínimo de interesse: se vier a ser Governo, o PS vai devolver o dinheiro aos contribuintes, tal como eles esperam, ou vai lambuzar-se com ele?

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Não há ninguém no PSD?!?...

por Vasco Lobo Xavier, em 24.07.15

Não é que me importe muito pois sou do CDS desde pequenininho mas estranho que dia sim, dia não, a comunicação social alardeie alegremente as teses da esquerda segundo as quais Passos Coelho prometeu coisas em 2011 que não se verificaram (apelidam-no de mentiroso, assim mesmo e com todas as letras) e quase ninguém no PSD se lembre de explicar o óbvio.

Ou seja, esquecendo o Bloco e o PCP (que sempre prometeram o paraíso na terra, o tal paraíso que, vemos agora, os gregos estão a viver), não há ninguém no PSD que recorde que, nessa campanha de 2011, o Partido Socialista (que agora promete também o paraíso na terra para todos, com excepção dos alemães por tremelicarem das pernas), com muito mais conhecimento de causa da situação real do país do que então o PSD, prometia coisas muito mais agradáveis? Sempre dois ou três pontos acima das promessas do PSD? Não há ninguém no PSD que vá recordar as promessas de então do PS? Que pelo menos vá recordar o discurso triunfante de Sócrates a anunciar a vinda da troika, com todas as maravilhas que tinha conseguido? Não há ninguém no PSD que sublinhe estas evidências, estará tudo a dormir?

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