Segundo um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (?!) 885 alunos, com idades dos 11 aos 18 anos, consideram legítimos comportamentos abusivos com as namoradas ou namorados. Nomeadamente entre os rapazes, 5% considera que agredir a namorada ao ponto de deixar marcas não é ser violento. 25% dos rapazes e 13,3% das raparigas entendem que humilhar a namorada/o é legítimo e que ameaçar a namorada ou o namorado é normal.
Andam os iluminados arquitectos do mundo há trezentos anos a regular o mundo para isto...
...afirmou-se publicamente como liberal, o que é raro entre os políticos. No entanto, ao invés de se destacar com um discurso inovador, defendendo, por exemplo, a descentralização fiscal como forma de responsabilizar os autarcas pelas despesas contraídas, Carlos Abreu Amorim repete o que estamos fartos de ouvir, mas ainda não de acreditar: que é distribuindo dinheiro, que o Estado tira aos cidadãos, que a economia cresce. É caso para dizer que com liberais destes quem é que precisa de socialistas?
A Ler na intregra André Abrantes Amaral aqui no jornal i
É a busca dos recantos sobrantes de caminhos de terra batida e pedra descoberta pelas chuvas. Com todos os atalhos rasgados entre matas e a maior dificuladade que se possa proporcionar aos concorrentes. Por junto, ainda se somam 80 ou mais quilómetros de competição BTT.
Ou seja, a ausência de poluição, um respeitável silêncio, desporto sadio, e um assinalável corte de despesas pessoais nesta prátca pedaleira. A modalidade conta com cada vez mais adeptos.
De freguesia em freguesia, fica também a impressão de que mais importante do que ganhar é participar. E em provas supostamente ao alcance de todos. (Mesmo daqueles cujas pernas se habituaram entretanto às botas de boas solas e às marchas matinais pelos montes. Às perdizes...).
Por tudo, os inscritos foram muito além do milhar. Durante horas, os ciclistas passaram. E "bom-dia" ou "boa-tarde" era o cumprimento que nem o seu suado e ofegante esforço dispensava ante os que, nos caminhos, observavam.
Essa a faceta mais simpática dos militantes das BTT. A condizer com a serenidade da região.
A Raquel Abecasis tem hoje este artigo que reflecte a sua opinião sobre o tema que algumas pessoas não gostam de ler. (Como vêem há mais jornalistas que pensam como eu, e que são lúcidos).
Partilho:

A contabilidade da votação do projecto lei que abre a porta à co-adopção por casais homossexuais diz tudo sobre a ligeireza e falta de convicção com que passos como este são dados pelos nossos responsáveis políticos.
A lei passou com 99 votos a favor e 94 contra, à votação faltaram 27 deputados, 17 dos quais do PSD.
Feitas as contas a realidade é esta: o Bloco de Esquerda tem um projecto claro de sociedade que não esconde querer impor ao país; uma parte cada vez maior do Partido Socialista partilha este projecto, mas quer colocá-lo no terreno com pequenos passos para não causar perturbações; todos os outros deixaram de ter convicções ou ideias e estão disponíveis a tudo, incluindo a faltar a uma votação tão importante para o nosso futuro, para não serem apontados como retrógrados.
Dir-se-á que a culpa é da qualidade dos políticos que temos, mas realmente a culpa é de todos os que, sabendo que estamos a trilhar um caminho errado, preferem não se envolver em discussões incómodas com medo das consequências e assim se vão perdendo as certezas e as convicções.
Com o silêncio e a conivência de muitos milhares estamos a destruir os pilares de uma sociedade que, com todos os defeitos e qualidades, tem cumprido o objectivo de formar homens e mulheres equilibrados e livres, por uma outra que inverte todas as regras para justificar as opções de vida de alguns.
Acho que os nossos filhos não nos agradecerão no futuro.
A intuição tem vários significados que, na verdade, são apenas aproximações que se completam para formar uma unidade pura e íntegra.
O primeiro sentido comum da intuição refere-se à entrada imediata no entendimento de uma qualquer realidade, sem que tenha passado por uma explicação ou demonstração. Acede-se ao saber de forma direta. É, pois, necessariamente pura, na medida em que não é contaminada por nada que seja estranho ao núcleo essencial. Intuir é ver dentro. Uma agudeza que penetra até à essência. Assim se descobre nos mundos as similitudes e as diferenças, as causalidades subtis... assim se chega ao eu e a Deus.
Um segundo sentido é o de uma receptividade apurada, a intuição é uma perfeição da sensibilidade. Quem é intuitivo é extremamente impressionável. É puro, na medida em que está completamente receptivo e atento ao que se lhe apresenta. Sentindo e admirando cada detalhe.
Por último, a intuição é também a faculdade criativa, o dom da criação. Quem intui é capaz de ver além, de antecipar e de ser agente da mudança que prevê. Os criadores chegam ao futuro antes dos outros e, mais, assumem que estas transformações dependem da sua vontade, determinação e trabalho, como uma necessidade de ser. A intuição é a iluminação íntima a que muitos chamam inspiração.
O mundo depende muito destes que são capazes de ver para além das aparências, dos que estão atentos aos detalhes e sentem o que apenas murmura, dos que são protagonistas das mudanças que permitem que o mundo se renove de belezas à sua passagem. Também é verdade que, no extremo oposto, muitos males vieram ao mundo por intuições de gente que sonha o que na verdade são pesadelos. A intuição é crítica, na medida exata de que que torna possível o impossível... para o bem e, infelizmente, também para o mal.
O amor não se deduz. Por tudo aquilo que se for capaz de ver para dentro do outro; pelas imensas alegrias que é dado experimentar a quem consegue sentir cada detalhe; por tudo quanto, de forma fecunda, faz sonhar e acontecer... não há amor sem intuição.
Há quem seja capaz de estragar um mero beijo porque se põe a pensar no que está a fazer.
A verdadeira alegria é um pedaço de vida pura, uma migalha da felicidade que subjaz a este mundo, uma forma simples de amar a vida.
A mão que se abre procura sentir, quando toca não deve fechar-se, ainda que queira agarrar o que a agrada... só uma mão estendida pode receber do mundo o melhor que existe, afinal só uma mão aberta se pode transformar em carícia.
É a intuição que ensina a sentir a mão que existe no vento.
É pela intuição que se torna possível elevarmo-nos acima dos tempos e dos espaços, abandonar as banalidades do mundo e sermos, para nós mesmos, o mundo em que vivemos, amamos e somos felizes... afinal, a alegria profunda do amor é o sinal de que ele vale a pena, qualquer pena... por maior e mais dolorosa que seja.
A intuição rareia e pouco se pratica. As sociedades recentes têm sido construídas numa lógica de provas, evidências e certezas. Mas, a verdade não se deixa apanhar aos pedaços. Menos ainda se deixa assim aprisionar por quem se julga acima dela. É urgente educar, pelo exemplo, os mais jovens para que saibam, que é possível ser-se responsável e louco, ser-se profundamente livre e feliz, apesar de todas as pobrezas e tristezas...
Toda a vida humana se assemelha a alguém que está sentado na rua, com a esperança de que o amor lhe chegue qual esmola... que, enfim, algum dia, alguém abra uma porta e diga: levanta-te e entra.
Uma busca é uma espera do princípio ao fim.
E uma simples troca de olhares basta para que se chegue a saber tudo.
(publicado no jornal i - 18 de maio de 2013)
ilustração de Carlos Ribeiro
A malta bem pode legislar as aberrações que quiser, engendrar as mais mirabolantes engenharias sociais. Mas a bondade do mundo continua a depender única e exclusivamente das escolhas e atitudes das pessoas. Da sua adesão ao Amor. É nesse plano concreto que a luta entre o bem e o mal afinal se situa: o único plausível. O único verdadeiramente fecundo.
Todas as pessoas que tenham mais de 100 mil euros em depósitos, dividam o dinheiro por vários bancos, de modo a que por banco não fique mais de 100 mil euros em depósitos.
BCP e BES alertam para perigo de propagação de "vírus de Chipre"
Fotografia: © Vitalinka | Depositphotos.com
1 - Iniciativas legislativas para que se aprove a adopção por pares homossexuais são erróneas e imprudentes porque desprezam os direitos das crianças e ignoram importantes estudos e pesquisas da área psicológica e social no que diz respeito às necessidades daquelas.
2 - Cada criança precisa de um pai e de uma mãe. Quando se altera o curso natural da vida é determinante o superior interesse da criança. Os estudos em ciências sociais têm repetidamente demonstrado a importância vital de ambos os progenitores, o pai e a mãe, para um ambiente saudável e positivo no desenvolvimento da criança e, os riscos que correm se criados sem um deles. A mãe e o pai trazem contribuições únicas que são essenciais para a sua saúde e bem estar.
3 - Crianças que foram privadas, por exemplo, do cuidado materno durante longos períodos de tempo na fase precoce das suas vidas, revelaram em geral menor capacidade de sentir e de se emocionarem, tendem a criar relações superficiais, a mostrar tendências antissociais e são mais hostis ao longo do seu crescimento.
4 - Os pais têm talentos específicos. São bons a disciplinar, a brincar e a levar as crianças a enfrentar desafios. São modelos a seguir para as crianças. A sua presença em casa protege a criança do medo e fortalece a capacidade da criança para se sentir segura. A vasta investigação cientifica sobre os graves problemas psíquicos, académicos e sociais nos jovens criados em famílias sem um dos pais demonstraram a importância da sua presença em casa para um desenvolvimento saudável.
5 - Os direitos e as necessidades da criança a uma mãe e a um pai devem ser protegidos pelo Estado. Os adultos não têm o direito de deliberadamente, privar uma criança de um pai e de uma mãe.
6 - Um estudo australiano (Children in three contexts) feito com crianças a viver com casais heterossexuais casados, com casais heterossexuais em união de facto e com pares homossexuais, revelou que os primeiros forneciam o melhor ambiente para um desenvolvimento social da criança e para a sua educação, os casais em união de facto eram os segundos e, os pares homossexuais aparecem em último.
7 - Existem académicos e activistas que se opõem a esta evidência, apoiando-se em estudos mal feitos e metodologicamente enviesados. Dois estudos de 2010 são frequentemente citados porque defendem que as crianças que foram deliberadamente privadas dos benefícios da complementaridade na família com pai e mãe, não sofrem danos psicológicos. Contudo, os dados recolhidos são auto-informações dadas pela mãe ou pai, estando estas a par da agenda política do investigador. O que distorce os resultados.
8 - Muita da investigação feita com pares homossexuais tem graves falhas metodológicas. É muitas vezes dito que não existe evidência de que as crianças são prejudicadas e agredidas emocionalmente se forem criadas por pares homossexuais. Mas a ausência de evidência não prova que não exista. Quer apenas dizer que não existe evidência.
9 - As crianças têm o direito e a necessidade à parentalidade conjunta por um pai e uma mãe. De acordo com um dos maiores psiquiatras americanos (Fitzgibbons), as relações homossexuais não fornecem o ambiente ideal para que se possam criar e educar crianças, por várias razões: Primeiro, os pares homossexuais tendem a ser mais promíscuos. Um dos mais abrangentes estudos com pares homossexuais (The Male Couple), revelou que apenas 7 de 156 pares homossexuais tinham um relacionamento sexual exclusivamente monogâmico. A maioria destas relações duraram menos de 5 anos. Segundo, as uniões são muito frágeis. A probabilidade de quebra da relação é elevada nos pares de lésbicas. No estudo de 2010 (US National Longitudinal Lesbian Family Study) 40% dos pares que tiveram um filho (por inseminação artificial) tinham-se separado.
10 - Privar deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e faz mal à criança. As crianças adoptadas, em geral, vivenciam traumas de abandono precoce, na fase inicial das suas vidas e, devem ser protegidas de um trauma adicional como seria esta cruel experiência social.
Estarão os direitos dos homossexuais acima das necessidades e direitos da criança a uma mãe e a um pai? Quem protege estas crianças?
Abel Matos Santos
Psicólogo Clínico e Sexologista
Artigo publicado no jormal Público a 16 de Maio de 2013
Leitura dos Actos dos Apóstolos

Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».
Da Bíblia Sagrada
Tarde de temperatura amena, mas bastante ventosa. Deixando adivinhar tiros dificeis. Logo no início a cadela marrou-se numa covinha da areia, dando mostras de não querer sair dali. Só podia ser perdiz. E com a nossa aproximação foi o levante e um tiro que não esqueceu o devido desconto, a desejada ia já com a nortada, parecia um foguete. Mas acabou em queda abrupta sobre o mar. Ali ficou de asas abertas, à deriva, entre a espuma das ondas. A cadela nem hesitou. Saltando através das penedias, acabou mergulhando a poucas dezenas da peça, abocanhou-a e, nadando para o areal, a cabeça sempre à tona, prazenteiramente a depositou em minhas mãos. Foi apenas o princípio de uma jornada gloriosa.
Se tudo isto é peta? Porque não há perdizes nas praias? O bom senso o diz, sonoridades bíblicas à margem, - é mais fácil caçar uma perdiz nas praias do que ser filho de um pai e de outro pai, ou de uma mãe e de outra mãe. A não ser em países desgraçados como o nosso em que a realidade - já o diziam os integralistas - não resulta da essencialidade mas dos decretos da governação.
Falsidade por falsidade, esta, ao menos, é inócua...
Como afirma aqui em baixo o Pedro Pestana Bastos, é no mínimo inédito o que aconteceu ontem no parlamento português, ao ser aprovado com uma maioria de centro de direita um projecto de lei de cariz experimentalista para a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Um passo na via do retrocesso civilizacional, suspeito que dado contra as expectativas duma larga maioria do povo.
Esta questão é tanto mais séria quanto advém, não tanto da abstenção de seis deputados (5 do PSD e 1 do CDS), mas dos dezassete (16 do PSD e 1 do CDS) que por falta de liderança, irresponsabilidade ou cobardia faltaram à votação. Numa legislatura em que a política se circunscreve à urgência dum doloroso caderno de encargos imposto pelo estrageiro, não seria de esperar que a coligação correspondesse por uma vez à matriz ideológica do eleitorado que a suporta? Não significa este caso mais um atentado contra a depauperada credibilidade do sistema político vigente, que vem promover a aparência de que afinal, com as eleições só mudam mesmo as moscas?
Eu não sou uma pessoa de goste ou não goste de uma pessoa por ser homossexual, ou por ser outra coisa qualquer. Não sou preconceituosa, ao contrário do que muitos de vocês pensam. Não sou preconceituosa com nada, nem com raças, nem com classes, nada. Eu gosto ou não de outras pessoas por questões de personalidade ou carácter.
O facto de até gostar de pessoas que são homossexuais, ou de gostar de obras de arte de homossexuais, não me leva ao engano de defender o casamento homossexual e a adopção (eu sei que é co-adopção, mas isso é apenas uma nuance) de crianças por homossexuais, eu até acho que nada impede que homossexuais sejam contra a adopção de crianças por homossexuais. Se fossem sérios seriam. É isto, e bom fim de semana.
Publico aqui um comentário deixado no meu blog Farpas que vale a pena lerem para calar estes "moderninhos" que têm a mania que sabem o que é bom para as crianças:
"Finalmente alguém diz a verdade sem medo. Eu vivi numa instituição (aldeia SOS) adorei viver na Instituição, nunca fui adoptado, a instituição era óptima, tinhamos uma mãe lá. Era um verdadeiro colégio. E NÃO QUERIA SER ADOPTADO POR HOMOSSEXUAIS.
Hoje sou casado e tenho uma familia".
"(...) as estruturas familiares mais sólidas potenciam uma resistência inteligente à massificação e à submissão dos indivíduos aos despóticos mecanismos de controlo do Estado."
Liberdade 232 pp. 144. À venda aqui
Venho por este meio responder ao comentário "inteligente" do Daniel Oliveira no seu blog Arrastão. O Daniel Oliveira que eu conheço de ganhar a vida num programa para imbecis, a Noite da Má Língua (acho que se chama assim, porque assim que vejo mudo logo de canal, não podemos perder tempo a ver lixo) a fazer má língua portanto, veio à praça questionar o meu profissionalismo como jornalista (Grande Repórter) do Diário Económico, dizendo isto vejam bem "Mas que uma jornalista (“grande repórter”, ainda por cima) do “Diário Económico” trate os deputados de que discorda como “ignóbeis” é um pouco mais complicado. Impede-a de os entrevistar, de escrever notícias sobre eles, de relatar o que eles fazem. Pelo menos eu, se fosse um dos deputados referidos e esta senhora me fizesse uma pergunta ou me pedisse um comentário, era capaz de a mandar a um lugar menos simpático. Alguns jornalistas no activo têm de meter, de uma vez por todas, uma coisa na cabeça: ou fazem notícias ou insultam os objectos das suas notícias. Não podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Dedicam-se, como eu decidi fazer, ao comentário. E deixam as redacções para quem quer fazer jornalismo noticioso. Ou, pelo menos, comentam com a moderação linguística que as suas relações profissionais com os protagonistas políticos exigem".
É um pouco mais complicado é que fales do que não sabes ó Oliveira. Sabes o Diário Económico é um jornal que se debruça essencialmente sobre temas como M&A; corporate finance; private equity; venture capital; fundos de investimento; banca (core tier I; net interest income; loan-to-value); por rácios de transformação; dividend yields; pay-out ratio; sobre titularização; sobre mercados; short-selling; sobre EBITDAs, sobre fluxos económicos; e só uma pequena parte trata de política, só uma pequena parte. Assim tipo Financial Times, if you know what I mean...
P.S. Tenho pena que o senhor Oliveira não perceba que a adopção não é um mercado de crianças para os adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite. Quando a adopção deveria ser uma forma de dar às crianças as famílias que elas perderam, e, temos pena, mas a família que eles perderam é um pai e uma mãe. Lamento que o Senhor Oliveira que tem uma inteligência de almanaque se detenha no óbvio.
Portugal foi o primeiro país do mundo que aprovou a adopção por duas pessoas do mesmo sexo quando no Parlamento há uma maioria de centro direita.
Enquanto em Franca a Direita levou centenas de milhar para a Rua em Portugal a Direita não travou um projecto que passa a a permitir a adopção por duas pessoas do mesmo sexo.
A Isabel Moreira, conseguiu enganar deputados do PSD e três do CDS com o truque da co-adopção.
Chamo a atenção para o Parecer que o Conselho Superior de Magistratura deu sobre o referido projecto onde se chamou a atenção de que "a aprovação deste regime de co-adopção significa, na prática, a estatuição da eleminação da impossibilidade de adopção por "casais" (conjuges ou unidos de facto) do mesmo sexo. Com efeito, a ser aprovado este regime de co-adopção, bastará um dos conjuges adoptar individualmente e depois o outro exercer o direito de co-adopção".
Enfim, prefiria os projectos do BE e dos Verdes que pelo menos são honestos. Tenho pena que no CDS 3 deputados não tenham percebido isto. Os adultos não têm um direito a adoptar mas são as crianças que têm o direito a ser adoptadas e a ter de preferência um pai e uma mãe. Maternidade e Paternidade não se confundem e preenchem dimensões diferentes no desenvolvimento de uma criança. Claro que dois homens ou duas mulheres podem ter um projecto de amor e devemos abrir espaço para processos de apadrinhamento civil. Coisa diferente é ter dois pais ou duas mães, em vez de um pai e uma mãe.
Pedro Pestana Bastos no Facebook
Esta manhã antes das oito e meia na Antena 1, ouvi um comentário à questão da adopção de crianças por pares do mesmo sexo, por parte de um psiquiatra de que não tomei nota o nome, que de forma serena e clara afirmou qualquer coisa como isto: os problemas inerentes à adopção duma criança por um casal heterossexual psicosoialmente estruturado podem ser ultrapassados se nas várias fazes do crescimento, logo de exigência, as partes consigam com muito amor e inteligência criar a ilusão benigna e “consentida”, de que são uma família natural. Ao contrário, o propósito de aligeirar o impacto da adopção, em si já uma solução artificial para a criança, fica definitivamente comprometido no caso de se tratar de um par de homossexuais masculinos ou femininos. Claro que o ser humano tem uma extraordinária capacidade de sobrevivência, e certamente haverá excepções que confirmam a regra… digo eu.
De resto, confesso-vos que me amargura de sobremaneira que o País que rejubila a aprovação da co-adopção gay seja o mesmo que achincalha em coro a evocação do nome de Nossa Senhora pelo presidente da república. Aquele que arrogante se agiganta, domina os meios de comunicação de massas e a agenda política. Que me faz sentir um estranho numa terra estranha.
Leitura complementar sobre o tema aqui
Esta lei tem de ser agora promulgada pelo Presidente da República, que se espera volte a ser iluminado por Nossa Senhora de Fátima e chumbe esta lei, porque (provavelmente) a maioria da população não a quer. Eu, por exemplo, votei na Direita para não deixar passar estas coisas. Se o Presidente votar contra, a lei tem de voltar ao Parlamento e exige-se a presença de TODOS os deputados para a votarem (não se pode faltar). Talvez seja uma possibilidade de isto ser chumbado.
Quero agradecer a Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha "os sociais-democratas que votaram a favor do diploma" e ao Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt, do PSD; e João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert, do CDS-PP, por terem perdido uma das mais fervorosas apoiante da Direita portuguesa. A partir de hoje não contam com o meu voto para nada, nem, com o meu apoio.
Quero também dizer que quando as pessoas dão crianças a homossexuais, estão a dar-lhe dois pais ou duas mães e não estão a pensar nas crianças abandonadas que têm o direito de ter uns pais substitutos o mais semelhante possível com a família biológica. E a família biológica NUNCA são dois pais e duas mães, NUNCA. Porque será? (A Natureza é tão homofóbica!).
E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? É diferente de uma família normal? É. Mas também os pais homossexuais são diferentes de uma família normal.
Eu acho que há instituições que são melhores do que muitas familias biológicas. Ali não são violadas, nem mal tratadas.
Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais.
P.S. Escusam de vir aqui insultar-me que eu não dou cobertura a insultos.
Perfaz amanhã exactamente 125 anos sobre a invenção do disco, um tosco protótipo apresentado pelo inventor alemão naturalizado norte-americano Emile Berliner. Este suporte de gravação sonora, ainda hoje em aperfeiçoamento e preferido pelos mais criteriosos audiófilos, nasceu a 18 de Maio de 1888 para concorrer com o cilindro de cera. Apesar de possuírem mais capacidade de armazenamento (dois lados) e serem mais fáceis de guardar, os discos não se impuseram logo no mercado devido à sua extrema fragilidade. Só a partir de 1910, com a aplicação de goma-laca que facilitava a sua prensagem a partir de uma matriz, as suas vendas ultrapassaram os célebres cilindros de Thomas Edison. Foi já tarde e diante de uma falência iminência que Thomas Edison converteu a sua produção para este formato, que perdurou até ao início dos anos 1950, quando surgiram os Long Playing de 33 rpm (rotações por minuto) e os Singles de 45 rpm, gravados em vinil.
Inicialmente apenas com um dos lados gravados, os primeiros discos, pesados e rígidos, feitos para rodar entre 75 e 78 rpm, tocavam, como os cilindros, gravações de 3 a 4 minutos realizadas por métodos integralmente mecânicos e acústicos, de sensibilidade a frequências extremamente limitada: as muito baixas (sons graves) e as muito altas (sons agudos) não eram registadas. Os metais e a percussão eram, por isso, os instrumentos musicais mais adequados a acompanhar cançonetas, marchas e polcas ou até curtas árias de Ópera devidamente adaptadas. Estas limitações só foram ultrapassadas pela gravação eléctrica com microfones e amplificadores, o que se generalizou a partir do final da década de 1920.
Era só nas casas burguesas mais abastadas ou em bailaricos de paróquia que os discos eram tocados em gramofones mais ou menos sofisticados, cuja potência sonora dependia do formato e tamanho da campânula que projectava o som. Estes aparelhos funcionavam com fabulosos motores de corda, cuja precisão e força chegava a garantir a audição afinada de três discos sem novo impulso de manivela. Outra curiosidade era o consumo frequente de pontiagudas agulhas de metal (as marcas fonográficas aconselhavam a sua troca a cada audição!) e que eram vendidas às centenas em coloridas caixinhas de folha-de-flandres que hoje fazem as delícias dos coleccionadores. Foi também a partir dos anos 1920 que se popularizaram as grafonolas, máquinas portáteis em forma de mala, contendo uma pequena campânula escondida no interior. Estas eram bem menos elegantes e potentes que os gramofones, mas muito mais económicas, o que potenciou a sua popularização e a consequente expansão da indústria fonográfica.
É nos anos 1940 que surge na revista norte-americana Bilboard a primeira lista dos discos mais vendidos. O mundo jamais foi o mesmo. A democratização do consumo da música teve definitivamente origem no disco de Berliner, que trouxe consigo, entre tantas virtualidades, um dos mais marcantes fenómenos do século XX: a música Pop.
Texto adpatado de "Liberdade 232" publicado hoje no jornal i

O Expresso anuncia com estrondo que foi ler a obra jornalística de Paulo Portas. Não me parece mal, se a razão disso não for dar asas a um preconceito e à campanha para denegri-lo e crucificá-lo, pois parece haver por aí quem o queira fazer claramente, como Vasco Pulido Valente já comentou no sábado passado. Pessoalmente, esta súbita atenção ao seu comentário político de jovem muito talentoso, informado e atento virá sempre tarde de mais, e vou dizer porquê.
Quando Paulo Portas se decidiu candidatar a deputado por Aveiro, num longínquo ano, propus à administração do Independente publicar uma grande antologia dos seus textos, que foi aprovada e em que trabalhei muito nisso. Foram-lhe até enviadas duas versões, uma recolha completa por datas e uma antologia temática organizada por mim. Acabou por não resultar, creio que porque em campanha ele não poderia ocupar-se disso como gostaria. E é pena porque isso teria permitido entender, desde então, que muito ao contrário dos seus futuros colegas no hemiciclo Paulo Portas tinha, tem ideias próprias (dentro duma tradição europeia e norte-americana) e sabe ao que vem — e mesmo muito antes do Independente, do tempo do primeiro Semanário de Victor Cunha Rego...
Há muito que essa leitura deveria ter sido feita.
E que se lhe junte os textos sobre filmes, livros e exposições saídos nos primeiros meses do Sol, e se compare com... Deixa para lá!...
Os ignóbeis socialistas e bloquistas vão levar amanhã mais uma vez a adopção de crianças por duas pessoas homossexuais do mesmo sexo que vivam juntas, ao Parlamento. Não se enganem, todas as manifs, todos os Grandolas Vilas Morenas, todos os Galambas e Dragos, todos os actos de terrorismo de interrupção de membros do Governo em actos públicos, têm um único objectivo "dar crianças aos homossexuais".
"Tenho muitas dúvidas de que a família na sua concepção tradicional, de comunidade solidária, necessariamente hierarquizada, simultaneamente tolerante e reguladora, acolhedora mas circunscrita, sobreviva à voracidade da adolescentocracia predominante. Porque uma família, mesmo sem a rigidez de outrora, nunca pode ser “relativa” e volúvel à precariedade das paixões momentâneas individuais."
Liberdade 232 - pp. 138
Livro à venda aqui: http://www.liberdade232.com/
Não vos deve servir de consolo, mas digo-vos que nunca me hei-de esquecer daquela fatídica semana de Maio de 2005 em que o Sporting perdeu o campeonato para o Benfica e três dias depois a liga Europa para o CSKA, jogo que deixou o meu miúdo literalmente em lágrimas. Desses dias alucinantes ainda sobeja no porta-bagagens do meu carro uma bandeirola verde leonina de fixar no vidro que ainda não foi estreada. Nessa trágica quarta-feira, os urros esfusiantes dos lampiões no bar por debaixo da minha casa deixaram marca. Nesse ano percebi como nestas coisas “da bola”, de pouco interessa estar-se na luta por um título se não o ganharmos.
O dia inteiro em audiência. Vinte testemunhas para a sessão de hoje, uma de muitas, o MP empenhou-se e quer sangue. Da acusação consta que os "maus" defraudaram o Estado numas centenas de milhares de IVA não entregue.
Os arguidos presentes são quatro. Quatro olhares silenciosos já muito acomodados aos dizeres das testemunhas, sem reacção mesmo quando alguém põe o dedo na ferida e aponta um nome, um facto comprometedor.
É isto a Justiça: o Estado põe-nos a pagar os seus devaneios e faz-nos penar - e de que maneira - se de algum modo engendramos como compensar-nos desses abusos. Criminosos? Quem? Para que servem os impostos?
O "colectivo" está dividido. O juiz-presidente empenhado na sua severidade de julgador. Mais até do que o Procurador na sua "averiguação da verdade material". As restantes duas magistradas - as "asas" - não levantam a vista dos seus compotadores portáteis, com espaço apenas para esporádicos sorrisos. Facebook?
Na banca dos advogados tenta-se que as testemunhas (aliás, todas arroladas pelo MP) digam só o que sabem - o bastante para não comprometerem os arguidos. E, a um canto, a bandeira rubro-verde disfarça a sua sofreguidão ao lado do azul da UE. Talvez se mostre mais branda, se esta se lembrar de aparecer por aí com mais uns milhões para lhe matar a fome...
Trata-se sem dúvida de uma agradável coincidência o facto de S.A.R. Dom Duarte Duque de Bragança celebrar o seu aniversário natalício hoje que é Dia Internacional da Família: acontece que a nação é a forma mais alargada de família existente, e o rei, cuja genealogia atravessa a história rumo ao futuro, é o seu Chefe natural. É nessa qualidade que aqui expresso ao Chefe da Casa Real Portuguesa os votos de feliz aniversário! Viva o Rei, Viva Portugal!
Foto daqui
Só há um critério, político, em que há "pensionistas" como um bloco: o peso eleitoral. Este é o critério que tem comandado o "debate".
Não há "os pensionistas". Há os pensionistas que descontaram para o valor da reforma que hoje recebem e há os pensionistas que beneficiaram de uma fórmula de cálculo amiga. Há os pensionistas que recebem pensões mínimas não contributivas e os que descontaram (a menos, a mais ou na conta certa). Há os pensionistas que se reformaram com bonificações que fazem pouco dos restantes contribuintes para o sistema, os que se reformaram com a carreira/idade legal ou aqueles que continuam a trabalhar depois de reformados. Há actuais pensionistas e futuros pensionistas. E por aí adiante. Tratar tudo no mesmo saco dá muito jeito a todos, consoante a agenda política. Só há um critério, político, em que há "pensionistas" como um bloco: o peso eleitoral. Este é o critério que tem comandado o "debate".
Dia 18 de Maio celebram-se exactamente 125 anos sobre a invenção do disco, um tosco protótipo apresentado pelo inventor alemão naturalizado americano Emile Berliner. Sobre este assunto estou a preparar um pequeno artigo que o jornal i publicará na próxima sexta-feira. Entretanto deliciem-se com este curto vídeo dos anos 20, sobre o processo de gravação e produção dos primeiros discos de baquelite.
"Há muitos patriotas, muitos católicos, muitos defensores da Monarquia Constitucional, mas poucos têm a coragem de assumir a narrativa das suas memórias em redor destes temas, poucos assumem as histórias que dão uma luminosidade concreta às causas em questão."
Henrique Raposo no prefácio ao "Liberdade 232", livro para conhecer melhor e comprar aqui.
Sem dispêndios absurdos e com muita participação. Não recordo já, mas falam-me de festividades de outrora, cheias de florido e de cores e da alegria das populações. Domingos de pacatez, afinal, como ontem. Coisas simples, requerendo apenas a intervenção das freguesias e dos escuteiros, de outras agremiações que não cobram politicamente. Um intervalo nas preocupações do quotidiano.
A Festa das Flores renasceu em V. N. de Famalicão e as ruas encheram-se de gente. É por isso que a Provincia tanto tem a ensinar ao cosmopolitimo...
Eis o pai da Terceira Via do socialismo, Anthony Giddens, a dizer que " Mas na minha opinião, as medidas em geral [DO GOVERNO] estão correctas. Acho que as pessoas precisam de uma experiência-choque. De outra forma continuaremos a pensar que o mundo nos deve tudo. Não me refiro apenas a Portugal, claro. Refiro-me a toda a Europa e mesmo aos EUA. Depois desta fase, temos de avançar para um maior investimento estratégico. A palavra-chave para Portugal, e para outros países, é mutualismo em relação a países como a Alemanha. Temos de criar algo como uma união bancária, com uma integração real.
Existem hoje duas ideias que vão ganhando força no mundo e que ameaçam fazer ruir toda a nossa estrutura interior. Uma é a de que tudo está ao alcance de todos, ou seja, que qualquer pessoa pode fazer tudo; outra, a de que uma coisa a que chamam auto-estima é a base essencial do nosso bem estar. Tratam-se de embustes tão subtis que nem nos damos conta do mal que contraímos ao seguir estas linhas de julgamento tão aparentemente inocentes...
Ninguém pode fazer tudo. Não tenho capacidade ou possibilidade para decidir levar a minha vida por uma infinidade de opções, sou um ser limitado no tempo, no espaço, com um contexto mais ou menos definido... Pensar que posso ser quem eu quiser é, de facto, um disparate tremendo, na medida em que isso estabelece um horizonte enganador, uma ilusão má. É claro que não podemos fazer tudo, nem metade!, mas podemos e devemos ser felizes dentro das nossas possibilidades reais, porque se pode sempre viver feliz. Sempre. Mesmo e principalmente nos dias e noites em que é a própria tristeza que nos acorda e adormece...
A auto-estima não é a base da identidade nem de qualquer relação. Talvez a base, sim, mas de algo maléfico... pois que aquele que se quer bastar a si mesmo anda em sentido oposto ao que devia. O ser humano só se encontra através da partilha, da ajuda ao próximo, do amor... nunca em atividades de auto-satisfação onde o prazer próprio é o fim que se deseja.
Hoje há cada vez mais gente que procura a auto-ajuda por aquilo que chamam problemas de auto-estima... ora, para além da evidente contradição que aqui é manifesta (procurar fora a auto-ajuda), isso merece uma reflexão ligeiramente mais funda. Será que a raíz deste mal de solidões feito não é a ideia de que podemos tudo? quase como se fossemos deuses? Alguém que se convence de que tem tudo ao seu alcance e que depois verifica que tem apenas uma migalha disso, deprimir-se-á necessariamente!
O que parece absolutamente perverso é que as pessoas que assim partem em busca da tal auto-ajuda encontrem como linha mestra a ideia de que... imagine-se: tudo está ao teu alcance! Tu podes fazer e ser tudo! A tua vida pode ser apenas uma sucessão de alegrias... Começa por desejar e orienta a tua vida nesse sentido... ora, isto é assustador! Porque a vida de quem nisso acredita tenderá, inexoravelmente, a piorar ainda mais a médio prazo...
O que as pessoas procuram na verdade não é a auto-estima mas sim o amor. Todos temos uma espécie de guarda partilhada de nós mesmos. Precisamos do outro, precisamos do amor que lhe podemos sempre dar. Mais, é aí que encontraremos o que nos fará transbordar o coração... quando a felicidade do outro acontece. Quando ele é feliz, nós seremos também!!!
Não nascemos nem sós nem para ser sós. A auto-estima é um embuste, tão contraditório como o amor próprio... os nossos braços, abraços, sorrisos e coração são para dar... não servem para nada de bom a nós mesmos. Se queremos ser felizes precisamos dos braços, abraços, sorrisos e coração de alguém... são as nossas carências que nos dão acesso ao Infinito.
A base da nossa infelicidade é o desejo de nos fazermos a nós mesmos felizes. Entreguemo-nos a quem ama, a Deus e a todos os que connosco entrelaçam, das mais variadas formas, as suas vidas.
Ninguém se ama a si mesmo. Não podemos tudo. Mas podemos, e devemos, ser felizes esquecendo-nos de nós próprios e amando de forma pura e simples. Sem lógicas de reciprocidade. Isso sim é tudo quanto precisamos para vivermos uma vida plena de uma alegria profunda. Por entre muitos dias e noites de tempestade...
É quando nos damos aos outros que nos recebemos a nós mesmos.
(publicado no jornal i - 11 de maio de 2013)
ilustração de Carlos Ribeiro

Enquanto a Europa se digladia por manter os direitos do Estado Social, enquanto a Europa gasta energia a discutir se os países ricos devem pagar aos países pobres para saírem da crise, enquanto a Europa se esperneia em guerras políticas, em criticar o capitalismo, os bancos, os governos de direita, enquanto a Europa expurga a sua culpa de bem estar classe média em defesa casamentos gay e outras questões fracturantes. Enquanto a Europa expurga a sua culpa de bem-estar de pequeno burguesa numa defesa de "fracos e oprimidos", num contexto de eterna luta de classes, os Estados Unidos o que estão a fazer?
Num curto espaço de tempo passaram a ser o maior produtor mundial de gás natural. O preço do gás natural nos Estados Unidos é de 3,93 dólares (preço de quinta feira, segundo Miguel Monjardino no seu óptimo artigo no Expresso: Gás, EUA e a Competição) "Se olharmos para a Europa e para a Ásia vemos que este preço está entre os doze e os quinze dólares. Uma diferença tão grande não pode deixar de ter consequências económicas e estratégicas".
No seu artigo Miguel Monjardino explica que a queda do preço do gás natural está a levar cada vez mais norte-americanos a apostarem neste tipo de energia para aquecer as suas casas. O gás é agora responsável por trinta por centro da electricidade produzida nos EUA. As novas regras sobre os níveis de poluição que entrarão em vigor em 2015 aumentarão ainda mais a procura doméstica do gás. A revolução energética norte-americana também está a ter consequências ao nível industrial e atrair muito investimento directo estrangeiro. Em 2008, a maior parte das indústrias que faziam um uso intensivo da energia tinha abandonado os EUA e procuravam outros países para investir. A América era vista como um país onde a energia era escassa e cara. Hoje Washington passou a ser capital de um país rico em gás natural.
Estão em curso ou foram anunciados investimentos à volta dos cem mil milhões de dólares nas indústrias da petroquímica, aço, plásticos, vidro e extracção de gás e petróleo. Qualquer investimento internacional nestas áreas tem agora obrigatoriamente de ter em conta a competitividade das empresas que estão a trabalhar nos EUA.
A inovação no acesso e na extracção a novas fontes de gás natural e de petróleo também está a ter efeitos ao nível do emprego. Foram criados mais de um milhão e meio de novos empregos bem pagos. Este ano, as receitas dos impostos e das taxas para as cidades e estados que apostaram nestas novas fontes de energia deverão ultrapassar os cem mil milhões de dólares.
A nova abundância de gás natural e petróleo terá também consequências estratégicas. Um dos pilares da política internacional dos últimos quarenta anos foi a dependência energética dos EUA em relação ao exterior. Esta dependência não vai acabar nas próximas décadas mas passará a ser menor. A grande questão é saber se nos próximos anos Washington optará ou não por se transformar num grande exportador de gás natural.
«A entrada em vigor do Acordo Ortográfico é um crime de lesa-cultura. O jornalista Pedro Correia foi ao fundo dos motivos, da congeminação e execução desse crime. Em 160 páginas acutilantes, «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico» mostra que o processo de construção do Acordo Ortográfico é uma estrada pejada de cadáveres: triunfou uma atrabiliária vontade política, ignoraram-se os alertas da comunidade científica, desprezou-se o mínimo consenso social.
Neste livro, Pedro Correia, numa prosa clara e directa, investiga e expõe, de forma rigorosa, todo o processo político de fabricação do Acordo e mostra-nos os seus clamorosos erros técnicos. "O Acordo – diz Pedro Correia – é tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável"»
Há uma questão urgente para desmistificar, se não nunca se resolverá: o chamado inverno demográfico não tem origem tanto quanto se pretende numa questão económica. Se assim fosse, a curva do aumento demográfico acompanharia a curva do crescimento do produto interno bruto, e os números apontam precisamente o sentido inverso. Se assim fosse teríamos atingido um fabuloso baby boom nas últimas décadas.
A principal origem do decréscimo de nascimentos é cultural, e como acontece com este tipo de questões, muito mais difícil de contrariar. Uma realidade que importa encarar sem tabus, preconceitos políticos ou moralismos estéreis.
Gráfico daqui
A imagem de Jorge Jesus de joelhos, ontem, no Estádio do Dragão, perante o golo da vitória - o golo do campeonato - do Porto peca por excesso de dramatismo. Mais justa e adequada seria uma imagem de Jesus sentado. Ontem, no Dragão, perdeu a equipa que almejava o suficiente, e ganhou a equipa que quis sempre ganhar. Ganhou a ambição e o brio. O Porto ganhou à Porto. O Benfica perdeu à Jesus. E espero agora que o Porto ganhe ao Paços de Ferreira, para que o campeonato seja ganho de um, e não mera sobra de outro.
Leitura dos Actos dos Apóstolos

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».
Da Bíblia Sagrada
O estrato mais baixo do artesanato político nativo encontra-se no dito "mundo autárquico". Tendo falhado a carreira para ministeriável, Amorim fez súbita colagem ao estilo chão dos afectos de rua e, como o famigerado Emplastro, apareceu nas pantalhas para pedir a demissão do ministro Gaspar.
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