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O Caso do Natal

por Vasco Mina, em 20.12.14

Estamos mergulhados em casos que tomam diariamente as nossas atenções e que até nos desviam das verdadeiras questões das nossas vidas. Mas há um caso que ocorreu há 2014 anos e que continua a ser um Mistério. Começa por não se saber se foi no ano que se considerou sendo o ano 0 ou se foi algum tempo antes ou depois. A data do facto relevante foi assumida como sendo 25 de Dezembro mas polémica não falta em torno deste dia. À época não existiam jornais nem televisões e a documentação disponível resume-se a uns escritos que ficaram conhecidos como Evangelhos (ainda para mais redigidos vários anos depois do acontecimento).

Segundo aqueles textos, o caso aconteceu quando Quirino era Governador da Síria e mandou, por decreto de César Augusto, recensear a população. Naquele tempo José e Maria (que estava para ser mãe) deslocaram-se a Belém (cidade da Judeia) e não tiveram lugar na hospedaria. Assim, recolheram-se numa gruta e aí Maria deu à luz o seu Filho Jesus que envolveu em panos e deitou numa manjedoura. Os pastores que andavam nos campos foram visitados por um Anjo que lhes disse o seguinte: “Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Foram até Belém e encontraram o que o Anjo lhes tinha anunciado. Os pastores, verdadeiros marginais naquele tempo (viviam à margem da sociedade ou, como diria o Papa Francisco, nas periferias), foram assim as primeiras testemunhas oculares do nascimento de Cristo Senhor e “passaram a palavra”. Mas quem acredita nesta gente? Dias depois apareceram uns Magos (consta-se que seriam Reis) vindos do Oriente e ainda hoje não é muito claro como souberam e a informação de que teriam sido guiados por uma estrela não convence a muita gente.

Mas o que ainda mais impressiona é este Jesus ter dito que é Filho de Deus e por isso o seu Reino não ser deste Mundo. Ora um Rei não nasce numa manjedoura que é uma estrutura para alimentar gado. É verdade que Jesus também disse que era Ele o verdadeiro alimento e até nos deixou um ritual, a que hoje os cristão chamam de Sacramento da Eucaristia, para que todos recordassem o Pão da Vida. Depois foi envolto em panos como os mais pobres e não com vestes próprias e dignas de um poderoso, o que torna ainda mais misterioso tudo isto.

Ao longo da sua Vida pregou sobre o Amor e deixou-nos duas grandes recomendações a que chamou de Mandamentos: Amar ao Pai acima de todas as coisas e Amar ao próximo (seja ele quem for). Para Ele a Caridade é Amar Deus amando o seu próximo e o Amor a quem está ao nosso lado assume pleno sentido quando praticado por Amor a Deus. Foi julgado em tribunal sem que provas houvesse contra Si e foi condenado à Morte na Cruz. Nesta foi pendurado nu com uns panos à cintura. Também em panos foi envolto e colocado numa gruta. Ressuscitou ao terceiro dia e é o alimento espiritual de todos aqueles que acreditaram e acreditam na Sua Mensagem.

Um verdadeiro mistério que verdadeiramente se entende à luz da Fé, com Esperança e praticando a Caridade. São estas a “chave” para entendermos este Caso!

Santo Natal para todos!

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A muita força da Igreja

por João Afonso Machado, em 19.12.14

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O supremo ícone do Capitalismo (e, por acaso, a maior potência aqui do planeta) e um dos derradeiros sobreviventes do imperialismo proletário, 53 anos depois, fizeram as pazes. Houve, ou haverá, recíproca libertação de prisioneiros, o nome feio de "nação terrorista" vai ser banido e o embargo comercial dos EUA a Cuba parece ter também os dias contados.

Tudo isto após 18 meses de negociações entre Washington e Havana. Encontros secretos, decerto delicados, complexos. Mediados pelo Papa Francisco.

Um acontecimento com ressonância histórica. E uma oportunidade de reflectir sobre o papel da Igreja entre os homens. Ou sobre esta forma de oração que vai além do genuflectório e da ladaínha e nos manda sair cá para fora a fazer coisas, em vez de esperar que elas aconteçam. Sem puritanismos , sem maníqueismos...

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Cavaleiros à garupa do seu heroísmo

por José Mendonça da Cruz, em 19.12.14

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 Primeiro, vêm os demagogos, desdizendo o que disseram há uns dias, desmentindo o que defenderam há dois anos e comparando aviões a caravelas. São celebrados por uma hoste de lacaios que por eles põe o brio e a inteligência na prateleira e lhes dá eco embevecidamente.

Depois vêm as viúvas dos fundos públicos, presunçosas, a enrouparem-se de «patriotismo» e «bom senso» e a acusar precisamente de venalidade todos os que não se contorcem como eles. Carpindo, gemendo, avisam que se vão os anéis e os dedos (a maioria teme, na verdade, que se esgotem os tachos e as prebendas).

Por fim, vêm os barões tentando ridicularizar as medidas do governo, que se «meteu numa alhada», dizem eles, a recuperar a grosseria , o raciocínio rasteiro, a linguagem alarve tão saudosa dos tempos de Sócrates.

A privatização da banca foi feita contra eles. A abertura da televisão à iniciativa privada foi feita contra eles. O saneamento das contas públicas é feito contra eles. O desmantelamento da rede de interesses público-privados é feito contra eles. A recuperação da credibilidade internacional foi feita contra eles. O regresso ao passado é certo com eles.

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Mais de António Costa: queremos gastar; os outros que paguem

por José Mendonça da Cruz, em 19.12.14

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 O Partido Socialista defendeu hoje no Parlamento, pela voz de João Galamba, escolhido por António Costa para o secretariado, que a dívida pública é um problema europeu e não «um desvio de comportamento». Classificando a bancarrota gerada pelos socialistas como uma «história de criancinhas», o deputado e dirigente do PS defendeu que o problema seja resolvido pela Europa, e insistiu em que o Estado deve voltar a endividar-se mais, naquilo a que os socialistas chamam «investimento público».

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Álvaro Sobrinho e os segredos

por Maria Teixeira Alves, em 19.12.14

Álvaro Sobrinho: 'Faço parte de uma família com posses'

Álvaro Sobrinho contou quase tudo, e o que não contou deu pistas (sempre remetendo para o relatório da KPMG). Respondeu à questão sobre as misteriosas cinco empresas (de construção?!) que foram beneficiárias de crédito documentário (crédito por assinatura, chamado crédito por desembolso, para os quais não há contrato), diz-se de 1,6 mil milhões de euros – Socidesa, Sociedade de Desenvolvimento de Angola; Govest Empreendimentos; Saimo; Vaningo e Cross Fund remetendo sempre para o relatório da KPMG Angola e dizendo que não podia falar sobre clientes por causa do sigilo bancário. O que eram estas empresas? Álvaro Sobrinho não disse. Mas sobre a Vaningo, angolana, que comprou à ES International a Legacy Investments Asset Group por um valor simbólico de três euros, remeteu mais uma vez para o relatório da KPMG. Como que a dizer que a chave da sua propriedade se desvenda nos factos descritos no relatório da auditoria da KPMG à ESI (primeiro em Setembro e depois em Dezembro): Álvaro Sobrinho invoca sigilo para não responder à pergunta dos deputados sobre garantia concedida à empresa Legacy porque se trata de um cliente, “mas posso ajudá-lo. O relatório de auditoria da KPMG à Espírito Santo Internacional sobre os ajustamentos de Setembro de 2013 diz que o grupo vendeu a Legacy por três euros.(…) empresa que tinha uma situação financeira negativa. O documento conclui que há um financiamento contínuo do grupo (Espírito Santo) a esta empresa»

Dizem as más linguas que a Legacy era um banco mau da Escom e que a Vaningo, que a compra, tinha ligações a Ricardo Salgado. Aliás quem pediu a garantia do BESA ao BES foi a Vaningo, a empresa que teria comprado a Legacy em Dezembro de 2012 por três euros. 

Álvaro Sobrinho diz que não pode ir mais longe quando questionado sobre quem pediu ao BESA essa garantia. Destaca dois pontos fundamentais no relatório da KMPG: a Eurofin e a Espírito Santo Internacional (ESI). “Angola foi sempre um bode expiatório”

O relatório da KPMG descreve ajustamentos feitos pela auditora às contas da ESI, e cita a página 6. Houve ajustamentos ao passivo, mas também ao activo. Aqui, no activo, citou os ajustamentos Eurofin e sublinhou os ajustamentos a activos imobiliários angolanos, "os hipotéticos investimentos em Angola". Propostas de investimentos de 692 milhões de dólares e projectos de investimento de 1.136 milhões de dólares e ainda a Legacy, que foi vendida em 2012 à Vaningo. Estes ajustamentos feitos numa primeira fase (redução do activo), segundo Álvaro Sobrinho é que deitam abaixo a ESI. Só dos projectos imobiliários de Angola os ajustamentos eram de 1.800 milhões de euros, num total de 2.300 milhões. Numa segunda fase passa para 4 mil milhões porque há reavalização (ajustamento em baixa) ao valor das Rioforte, ESFG e Opway).

 Em Setembro de 2011 o BESA prestou uma garantia de 253 milhões de dólares ao BES, para que o BES concedesse um financiamento à Legacy Investments Asset Group (os juros foram pagos pelo GES). A correspondência trocada na altura entre o Banco de Portugal e a administração do BES, numa carta datada de 12 de Fevereiro, do BES ao regulador, Ricardo Salgado explicava que a situação da Legacy não era preocupante para o BES (banco correspondente), já que o financiamento de 253 milhões de dólares estava coberto pela garantia prestada pelo BESA. 

Álvaro Sobrinho parecia querer dizer que essa compra foi financiada, com garantia do BESA. Houve um financiamento à Vaningo quem pediu a garantia ao BESA foi a Vaningo. Se a Legacy era da ESI e a Vaningo de Ricardo Salgado isso significaria que a venda era intra-grupo, financiada pelo BES e garantida pelo BESA. Será?

Álvaro Sobrinho disse que o dinheiro que o BES emprestou ao BESA ficou em Portugal? Em parte eram cartas de garantia de crédito que eram dadas a empresas de direito angolano que exportavam. O BES era o banco correspondente do BESA. Logo as sociedades (a que acresce a Escom e outras sociedades de construção) recebiam o produto e o exportador para garantir que recebia do importador abria uma carta de crédito em Angola no BESA, mas essa carta-garantia tinha de ser confirmada por um banco de primeira linha que era o BES, logo se o importador não pagasse ao exportador era o BES que pagava, mas o crédito ficava registado no BESA

O crédito ficava no BESA, mas o BES é que emprestava enquanto banco correspondente. Mesmo a operação das obrigações, o dinheiro não saiu do BES para o BESA” e foi directamente para o Banco Nacional de Angola (BNA), “foi meramente contabilística”. Deste investimento de 1.500 milhões de euros, o BES recebeu 700 milhões de euros de juros, sugerindo Sobrinho que esta operação serviu para aumentar as receitas do BES. 

As operações com cartas de crédito também foi feita com a PDVSA (Petróleos da Venezuela) numa operação que em breve descreverei. Trata-se de um circuito ainda desconhecido. Finalidade? A mesma de sempre: financiar empresas da família. 

Notava-se muito a preocupação do angolano em proteger os nomes dos generais Kopelipa e Leopoldino. Notou-se também uma reserva em relação a criticar Ricardo Salgado, até parecia que tinha sido recomendado pelos angolanos a não criticar o ex-banqueiro português.

“Sabe se algum dos créditos ao BESA se destinavam a financiar o GES?” – Se forem entidades angolanas, reservo-me o direito do sigilo bancário (angolano), não-angolanas não”, garante Álvaro Sobrinho. Ora o GES estava cheio de accionistas e investidores angolanos (É o próprio Álvaro Sobrinho que o confirma quando lhe perguntam se é um dos accionistas).

Há um outro assunto enigmático. O BESActif e (gestora de fundos de investimento e José Guilherme). O deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim (o ilustre jurista, como lhe chamou Ricardo Salgado) pergunta e diz: «O construtor José Guilherme tem alguma relação com a BesaActif (uma empresa que era liderada por Álvaro Sobrinho)?  O deputado diz que foram transferidos quase mil milhões de dólares sem qualquer garantia real.

 “São aquelas coisas muito complexas de responder porque em relação a essa matéria também estou obrigado pelo regulador angolano ao sigilo”. Mas Álvaro Sobrinho diz que esta sociedade tinha um fundo chamado Fundo Valorização, quase totalmente subscrito pelo BESA. “Estes fundos investiam em imóveis, eu não posso fazer desagregação dos clientes que beneficiaram destes imóveis”.
 

“O dr. Ricardo Salgado sabia da existência do BesaActif?” – “Sabia, sem dúvida, e conhecia quem eram os clientes, garante Sobrinho. “É óbvio que sim”, que este era um dos muitos fundos imobiliários sobre os quais Sobrinho e Salgado falavam nas suas reuniões mensais.

Sobre a idoneidade de Álvaro Sobrinho, perguntaram-lhe. Disse que não perdeu a idoneidade. Ora a idoneidade só se avalia em funções de gestor bancário. Álvaro Sobrinho saiu da gestão do Banco Valor, por isso a idoneidade deixou de ser avaliada. 

 

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Farto de parvoíces!

por Vasco Lobo Xavier, em 19.12.14

Manuela Ferreira Leite diz na TVI 24 que a descida do preço do petróleo pode não ser uma coisa boa para Portugal e para os Portugueses, uma vez que outros países (os produtores) ficam mal e isso pode vir a ser prejudicial para Portugal no futuro. Compreendi-te. Estilo aquele tipo que não quer ganhar o euromilhões com medo do que isso possa fazer de mal à família. Pouco depois oiço-a a dizer que a troika acabou, é uma mera referência histórica, não tem de ser seguido o memorando, a austeridade é uma opção do governo, a TAP não tem de ser privatizada. Para Manuela Ferreira Leite, que se lixem os tratados europeus e os acordos firmados. OK, tudo bem, o PCP e o Bloco e até o PS estarão de acordo. Mas Manuela Ferreira Leite, Economista, Comentadora, desconhecerá que os mercados estão atentos aos desvarios e disparates dos portugueses? E os problemas que daí adviriam? Eu percebo que MFL odeie Passos Coelho, já não percebo que utilize esse ódio para se desvalorizar como comentadora ao nível do fundo do mar. Mas é com ela. E com o Paulo Magalhães.

 

Mudo de canal e deparo-me com José Pacheco Pereira, num programa que sigo habitualmente por gostar muito de ouvir o Carlos Andrade a interromper as pessoas com quem não concorda. Dizia JPP, com o mesmo espírito de MFL, que para este Governo só se podiam fazer greves simbólicas, nunca as que afectavam verdadeiramente as pessoas. E que a atitude do Governo, ao decidir a requisição, tornava as greves inúteis. De JPP gosto mais do que de MFL, pelo que vê-lo também a comentar toldado pelo ódio me custa imenso, e tira-lhe a racionalidade e credibilidade.

 

Não me recordo de nenhum Governo que tenha sofrido e aceitado tantas greves como este, que só está a tentar resolver os problemas criados pela cegueira e despesismo dos anteriores Governos socialistas. Todos os meses, as mais diversas empresas públicas dos mais diversos serviços públicos têm entrado em greve estragando a vida à maioria das pessoas e à economia do país, sendo que são sempre as pessoas mais desfavorecidas que sofrem com essas greves. Sempre com o apoio do PCP, do Bloco, da UGT, da CGTP, do Partido Socialista e de António Costa. A greve é um direito tutelado pela lei. A requisição civil também, pelo que a atitude do Governo é perfeitamente legal, ao contrário do que defende JPP.

 

E legítima. Nenhum Governo de nenhum país democrático se pode deixar chantagear e manipular desta maneira. Quando os sindicatos exigem que a TAP não seja privatizada e fazem greve para que não o seja, em plena época do Natal, de turismo, de importância capital para as famílias e para o país, que estão todos nas lonas e a lutar para se manterem à tona, a requisição não só se justifica como se exige. Menos para aqueles que preferem a política da terra queimada. Bloco, PCP, Sindicatos, Soares e seus acompanhantes, JPP e MFL estão-se nas tintas para as famílias portuguesas, para aqueles que precisam da TAP para fazerem as suas viagens, para a economia, para as Ilhas, para tudo, desde que isso afecte negativamente o Governo. Goza-se o PM por ter dito uma vez “que se lixem as eleições” e ninguém de indigna com os que repetem à exaustão “que se lixe o país e os portugueses!”

 

Que pena, que tristeza, quão baixo se desceu.

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A Direita e a Democracia em Portugal

por João Távora, em 18.12.14

 "No início dos anos 70 uma grande parte da direita via a ditadura como meio e a democracia como fim ao mesmo tempo que boa parte da esquerda reclamava a democracia como meio e a (sua) ditadura como fim."

A ouvir na integra Rui Ramos a desmontar clichés no passado dia 11 de Dezembro no Instituto Amaro da Costa.

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Nos cimos da Pederneira

por João Afonso Machado, em 18.12.14

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É um eco olhando saudoso o mar. Um eco calado no silêncio do Tempo, a Pederneira. Na sua expressão, as águas fundas de outrora, o estaleiro, tantos mastros e velame, a faina dos carpinteiros. Partiam e chegavam, às vezes maldosas e piratas, embarcações negras, agoirentas. As águas sempre um segredo, qualquer esperada surpresa. 

E o santuário, a devoção à Senhora da Nazaré, o mundo a crescer pelos cumes, arribas imensas a fugir da ameaça do areal, a realidade de hoje. A Pederneira adormeceu ao ritmo da praia em expansão. Tal qual as lides da pesca.

E o sangue gritando por ossadas antigas. O mar contado até mil vezes mil.

Assim tão longe, sobra agora o nome de uma igrejinha, a paroquial Senhora das Areias. Espreitando o Sítio, ainda no coração de muitos e de um dos quase esquecidos cinco coutos de Alcobaça.

 

 

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Taça é taça

por João Távora, em 18.12.14

O futebol nunca mais será a mesma coisa sem jogadores chamados Talocha, Fininho e Lamelas. Essa é que é essa.

 

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Não é uma redundância?

por João Távora, em 18.12.14

A Pena de Morte vai voltar ao Paquistão. 

 

 

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Exige-se um mínimo de sentido de Estado:

por Vasco Lobo Xavier, em 17.12.14

A questão não se resume apenas à opção da privatização ou não da TAP nem a discussões sobre as letrinhas miudinhas do memorando ou interpretações que elas possibilitem. O problema é saber se se permite que sindicatos possam manietar o Estado e chantageá-lo ao ponto de se privar o sistema democrático e constitucional de tomar as suas opções. É só isto. Não interessam as opiniões de irresponsáveis como Mário Soares, Louçã, o Bloco ou os Comunistas, a quem agora se aliam pessoas como Ferreira Leite, Bagão Felix e por aí fora, para quem quanto pior melhor, e para quem a política da terra queimada e posteriormente salgada por cautela é o melhor caminho: isso é para os doidos e eu de doidos não percebo nada. Já não é que se lixem as eleições, é que se lixem as famílias portuguesas, e é isso que essa gente quer.

Também não interessa discutir essa coisa da “qualidade do serviço público”, com que os mesmos enchem a boca quando falam dos transportes públicos, da Carris, da CP, da TAP, dos mais variados serviços públicos, do ensino público e até da RTP e da PT e do diabo que os carregue e que nos sobrecarregam de impostos, qualidade de serviço esse que ninguém vê nem sente e só se ouve falar quando querem justificar as constantes greves com que estragam a vida às mais variadas pessoas que querem e precisam de trabalhar ou de ir para as escolas.

A questão é saber: podem os sindicatos da TAP chantagear-nos? Podem manietar-nos? Um país inteiro? E quanto a isto o PS e António Costa deviam ter uma posição séria e frontal, pois mais tarde ou mais cedo terão de confrontar-se com coisa semelhante. Não interessa a privatização, é a greve: estão a favor da greve contra a privatização? Sim ou não? Estão a favor de que o Estado seja manietado desta forma pelos sindicatos da TAP? Sim ou não? Acham bem que os portugueses sejam impedidos de ver os seus na época natalícia? Sim ou não? Acham bem que a economia portuguesa seja devastada desta forma? Sim ou não? E a Madeira, cuja economia depende imenso da TAP e do fim de ano? Que se lixe também? Sim ou não?

O PS e António Costa, se tiverem um mínimo de sentido de Estado, deviam ter respostas claras. Mas não têm respostas, ou não têm sentido de Estado. Temos pena.

 

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Farto de parvoíces!

por Vasco Lobo Xavier, em 17.12.14

Acabo de ouvir, na SIC N, Ferro Rodrigues a dizer que o Estado pode recapitalizar a TAP sem prejuízo para os contribuintes. Como? Por exemplo através da CGD. E a CGD terá interesse ou poderá fazê-lo? O Estado tem de recapitalizar a CGD para o efeito, diz Ferro Rodrigues com a maior das latas e sem que ninguém o interrogue sobre o conjunto de imbecilidades.

Seria melhor que Ferro e o PS começassem a falar com um mínimo de seriedade e coerência. E que os jornalistas passassem a merecer o que ganham. Que se façam todos de parvos, é com eles, mas não nos tentem fazer a nós.

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Deixem o mercado funcionar

por João Távora, em 17.12.14

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Este braço de ferro que alastra por diversos países da Europa entre os governos e os grupos de média contra o gigante Google a quem se exige pagamentos pela indexação de notícias parece algo caricato. Veja-se o que aconteceu aqui ao lado nas terras de nuestros hermanos: o governo de Rajoy, pressionado pela Associação de Editores de Jornais Espanhóis criou um pagamento conhecido por ‘taxa Google’ em que por cada conteúdo partilhado no Google News, mesmo que seja só o título da notícia, o gigante da informática teria que pagar à fonte. Como consequência, o fim do serviço foi anunciado pela Google espanhola, o que prenuncia incalculáveis prejuízos para os jornais do país vizinho, já que este do agregador de notícias constitui de longe o mais eficiente gerador de tráfego, que é aquilo que os meios necessitam para viver. 

Mas será que a prolongada crise de adaptação da imprensa às novas tecnologias terá que ser paga através de impostos? Repare-se nas movimentações dos burocratas de Bruxelas como Carlos Zorrinho (pessoa tão experimentada na vida empresarial e na criação de riqueza) a reclamar o retalhe do gigante americano em várias empresas ou na promoção de um motor de busca europeu que os consumidores não pediram.
A questão não estará antes em perceber o porquê da Europa se ter deixado ultrapassar em tantos sectores da economia e agir na raiz do problema? Porquê esta sede de intervencionismo no lugar da regulação? Porque não deixar o mercado funcionar, a receita responsável afinal pelo nascimento e crescimento do gigante mundial Google? 

 

Publicado originalmente aqui

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Estes gajos metem nojo

por João Távora, em 16.12.14

“Estou só a distrair a atenção, porque a pergunta não é sobre o documento. É só uma questão de desequilíbrio, mais nada. Porque o gajo (Manuel Fernando Espírito Santo) não sabia que nós tínhamos este documento”.

 

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O poder popular

por João Távora, em 16.12.14

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Não são apenas os amigos que visitam José Sócrates. Como comprovam casos como do Barbas da Costa da Caparica ou hoje de Pinto da Costa, a peregrinação a Évora será cada vez mais uma questão de reputação - outros mais se seguirão. António Costa reservou-se para uma retumbante visita no dia de Natal. Paz na terra aos homens de boa vontade, a comoção popular trará os seus frutos. 

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Em calhando

por João Távora, em 15.12.14

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Lembro-me bem, Filipe: vinha eu ontem de Alvalade a digerir o melão do empate com o Moreirense enquanto pelo relato da telefonia escutava os comentadores de serviço a tecer rasgados elogios à equipa azul e branca, que já falhara várias ocasiões de golo, na exacta medida em que depreciavam a postura constrangida do Benfica, esmagados que estavam com a autoridade dos donos da casa. Até que o Lima marcou o primeiro golo, julgo que pouco depois da meia hora de jogo. “Olha-me a sorte dos lampiões… calhou!” Foi o que eu pensei. Confesso que não vi o resto do jogo, que esta coisa de um pai de família quando chega a casa tem outras prioridades e contrapartidas a prestar, principalmente quando passou a tarde de Domingo precisamente na bola. 

Vem isto a propósito do estranho e súbito veredicto repetido mil vezes pelas sumidades da bola que enxameiam os canais por cabo e os jornais da especialidade ou nem por isso, que a malta consome na ânsia de prolongar o gozo da vitória ou encontrar bodes expiatórios que amenizem a depressão da derrota:  a vitória do Carnide reflectia afinal uma exibição brilhante e uma extraordinária estratégia por parte de Jorge Jesus
Ora acontece que, tão certo quanto Jorge Jesus ser um bom treinador, os resultados futebol dependem em grande medida do factor “calhar”, que os portugueses tão bem exprimem com o “em calhando”. Acontece que "em calhando" uma ou duas bolas na trave, um montículo de relva que desvia a bola, podem custar três pontos. Não, não é só do campo inclinado pelo árbitro vendido, da capacidade de liderança do treinador, da qualidade táctica e técnica de um mais ou menos harmonioso conjunto de jogadores que depende um resultado da bola. Em calhando num dia mau ou num dia feliz, perde-se ou ganha-se um jogo, essa é que é essa! Com a regra do “em calhando” perdem-se campeonatos e despedem-se treinadores. A regra do "em calhando" é preponderante e obviamente não é a única com influência no resultado, mas é precisamente essa que dá magia ao futebol: o Benfica ontem jogou pouco, mas calhou ganhar - ficaram felizes os lampiões, não há quem os ature. E a segunda parte do Sporting seria suficiente para a vitória... mas não calhou. De resto, caro Filipe, se não sabes ficas a saber que esta regra é verdade cientifica, excepto com os chatos dos alemães.

Texto originalmente publicado aqui

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Os animais não são coisas

por João Afonso Machado, em 15.12.14

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Recentemente, a Assembleia Nacional Francesa aprovou uma alteração legislativa no sentido de os animais deixarem de ser  "bens móveis" e considerarem-se "seres sensiveis".

Na ordem jurídica portuguesa, esta distinção entre "bens móveis" e "imóveis" faz-se dizendo que são aqueles todos os que não forem estes. E estes são, em linguagem corrente, as terras e os edifícios.

Percebe-se, por vias mais curvilíneas, os animais considerarem-se, entre nós, coisas (móveis) quando a doutrina jurídica, debruçando-se sobre as "universalidades de facto" - coisas compostas - alude expressamente aos rebanhos, em que cada membro (as ovelhas, as cabras...) possui «individualidade económica». Ao contrário, por exemplo, de um enxame de abelhas.

Logo, cá entre nós, os animais são "coisas".

E não são. São seres. Grande parte deles - os vertebrados, pelo menos - dotados de sensibilidade. Capazes, por isso, de experimentar o sofrimento.

Que não haja confusões. Os animais servem o Homem. Consubstanciam, desde logo, parte da sua alimentação. Aliás, uma grande fatia deles alimenta-se com a fatia restante. A Natureza, deve ser dito, mantém-se graças ao equilíbrio conseguido entre "comedores" e "comidos", numa lógica de comedimento na utilização dos recursos.

Cace-se e pesque-se, pois, mas sem matanças bárbaras e inúteis. E, voltando ao tema inicial, deixe o legislador de se preocupar com os brindes na massa do bolo-rei - com os engasganços - e eleve o estatuto dos animais. Até para que deitar fora a máquina de lavar roupa, já tão velha e usada, ou o gatinho lá de casa, não sejam exactamente a mesma operação de "saneamento".

 

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Quando se zangam as comadres…

por Vasco Mina, em 15.12.14

Ricciardi contra-ataca: Marcelo tem mágoa por já não passar férias na casa de Salgado no Brasil

 

Somos um país pequeno em que todos, ou quase, se conhecem. Somos, por natureza desconfiados mas convivemos bem e até somos afáveis uns com os outros. O problema é quando rebentam as broncas. Então, como diz a sabedoria popular, “zangam-se as comadres e… descobrem-se as verdades”. Tudo ganha maior dimensão e projeção mediática quando se tratam de elites (seja elas de que natureza forem). Assim, a Comissão parlamentar de Inquérito ao BES / GES, torna-se, como aqui bem referiu a Maria Teixeira Alves, num reality show. Assistimos a tudo isto e ainda, desconfio eu, veremos muito mais. Poderemos até descobrir muitas verdades mas, infelizmente, seremos confrontados com muitos “podres”. Estamos a isto condenados com este e os outros casos que ocupam por completo o espaço noticioso. Seria desejável que houvesse contenção nas intervenções públicas mas quando o “verniz estala” qualquer apelo cai no vazio. No final (se é que tal acontecerá) ficará uma pergunta que já se começa a colocar: Como fomos capazes disto tudo? Sim, a pergunta é na primeira pessoa do plural porque seremos poucos sem qualquer responsabilidade (direta ou indireta).

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Reality Show Espírito Santo

por Maria Teixeira Alves, em 15.12.14

Confesso que não consigo ver na Comissão Parlamentar de Inquérito outra coisa se não um reality show. Não sei se faz muito sentido estas comissões serem transmitidas em directo. Qual é a utilidade disto? Será que fazem sentido estas comissões?

Ricardo Salgado, arguido, explica-se ao público e aos jornalistas e tenta criar uma onda de indignação política e pública contra o Governador Carlos Costa, e indirectamente contra a Ministra das Finanças e contra o Primeiro Ministro.  

Carlos Costa, que o está a investigar, viu-se obrigado a escrever uma carta para desmentir Ricardo Salgado. O banqueiro reage com carta reafirmando o que disse. Esta troca de encíclicas é um paradigma do estado de reality show a que o assunto chegou.

José Maria Ricciardi foi atirar uma pedrada ao charco, foi desmentir Ricardo Salgado, foi acusar a família de não o ter apoiado a tirar Ricardo Salgado da chefia do BES, foi desabafar com sinceridade sobre a sua mágoa e foi-se defender da acusação de traidor (limitou-se a cumprir o dever de diligência) e foi-se defender da suspeita da solidariedade enquanto administrador. 

Amílcar Morais Pires foi ajustar contas (a meu ver foi a pior prestação, mostrou facetas menos boas). Veio dizer que Ricardo Salgado diz que não mandava mas mandava. José Maria Ricciardi era do risco e tem culpa. Joaquim Goes era responsável do risco e também assinou as emissões de obrigações (a partir do BES Londres) que descapitalizaram o banco. Parecia estar sempre a dizer olhem para aqueles e não para mim que subi a pulso no banco. O CFO que queria ser o sucessor de Ricardo Salgado (apesar da "tempestade perfeita" que se aproximava) vem agora dizer que era praticamente um mero gestor da carteira de dívida soberana. Isabel Almeida, sua subordinada directa, era afinal autónoma e até reportava a Ricardo Salgado muitas vezes e até a venda do papel comercial das empresas falidas do GES aos clientes do BES era afinal culpa dos gestores dos balcões. Depois tentou rebater os deputados com a soberba do conhecimento técnico. Sabendo que os deputados não são especialistas tentou ridicularizá-los como estratégia de defesa. Lamentável.

Pedro Queiroz Pereira teve muita graça. Aproveitou a arena para revelar o que pensa de Ricardo Salgado, para explicar o quão mais esperto que o banqueiro é. Disse que avisou José Maria Ricciardi da situação dramática (ainda sem saber  o passivo escondido) que ameaçava o BES. Foi brilhante na maneira como se demarcou daquele mundo da política, e até se fez de desentendido (é tão bom passar por parvo sem ser) quando ouviu o deputado do PCP no seu melhor estilo de camarada chamar Fernando Ulrix ao Fernando Ulrich. 

Fez a piada do dia quando desmascarou as boas intenções de Ricardo Salgado quando comprou as participações da irmãs do industrial na Semapa. Ajudar as minhas irmãs? As irmãs dele ficam à noite a fazer bolos para restaurantes e ele não se preocupa com isso

Não faltou quem fizesse logo a graça de dizer que é Pêquêpê quem come os bolos todos das irmãs Salgado. 

Agora vem aí Manuel Fernando e José Manel Espírito Santo, depois Álvaro Sobrinho (que irá explicar onde pára o dinheiro do BESA, se tiver liberdade, autonomia e coragem para isso) e ainda vamos ter o contabilista Francisco Machado da Cruz que deverá dizer como é que conseguiu esconder aquelas dívidas todas.

Pelo meio surgem os deputados, verdadeiros gladiadores, autênticas estrelas deste show. As perguntas são pertinentes. O confronto é espectacular. Isto tem todos os ingredientes de um espectáculo.

É um verdadeiro circo romano esta comissão de inquérito. Um autêntico reality show. Imperdível porque tem o glamour da história de uma família de banqueiros que remonta ao século XIX. Melhor que Downton Abbey.

 

 

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3º Domingo do Advento

por João Távora, em 14.12.14

Sandro_botticelli_-_virgem_com_o_menino_e_são_jo

 Evangelho segundo S. João 1,6-8.19-28.


Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele.  Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: «Quem és tu?». Ele confessou a verdade e não negou; ele confessou: «Eu não sou o Messias». «És o Profeta?». Ele respondeu: «Não». Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?». «Não sou», respondeu ele.
Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?». Ele declarou: «Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías». Entre os enviados havia fariseus que lhe perguntaram: «Então, porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?». João respondeu-lhes: «Eu baptizo na água, mas no meio de vós está Alguém que não conheceis: Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».
Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar.

Da Bíblia Sagrada

 

Imagem: Virgem com o Menino e São João Batista Criança de Sandro Botticelli.

 

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