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Não, os políticos não são todos iguais

por João Távora, em 02.09.14

 

Há uns quantos absolutamente execráveis, amorais.  

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Seguro contra a privatização da EGF

por Vasco Mina, em 02.09.14

De acordo com esta notícia do Observador, a Mota-Engil será a vencedora no processo de privatização da EGF. O PS manifestou-se, há uns tempos, “contra a privatização da EGF nos termos em que o Governo a aprovou e contra a privatização da água”. Mais, António José Seguro avançou com uma máxima: “Para nós, o princípio da não privatização da água é um princípio sagrado”. Será que ainda mantém a posição? O amigo e camarada Jorge Coelho terá a mesma opinião?

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Venha cá (grátis, sff)

por Vasco M. Rosa, em 02.09.14

 

Almocei em casa um bife de novilho em cebolada e folhas de aipo e pimenta, e mirtilos de uma caixa média, tudo por cerca de 5 €. No jornal que então li, anunciava-se um encontro da Fundação Francisco Manuel dos Santos, no CCB, por estes dias. As compras acima foram feitas no pequeno comércio do meu bairro, e muito mais em conta do que em qualquer hipermercado, sem dúvida, além da frescura dos víveres. O que me chocou foi que para ouvir nesse Encontro duas pessoas que estimo muito — e sobretudo para levar os meus filhos a ouvi-las e assim conhecerem melhor quem vale a pena (para além dos recortes que sempre lhes dou) — teria de desembolsar 60 ou 90 €, que é já despesa a evitar.
Não duvido que estas conferências sejam pagas e bem pagas, como é justo que sejam, mas para que elas cheguem a ser democráticas, a entrada deveria ser livre. O próprio tema o sugere: À procura da liberdade não pode deixar à porta alguns, que são muitos. Se as fundações servem para economia de impostos a empórios (e acho muito bem), então que as suas actividades sejam acessíveis a todos. Em especial aos jovens, que precisam olhar de frente o país que somos e a gente que temos (e não temos...).

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Foi (e é) assim...

por João Afonso Machado, em 31.08.14

Essa imagem conta tudo. É vê-los!, todos com o ticket na mão, mas ainda assim atropelando-se na ânsia de chegar primeiro. E a República, muito mandriona, liberal nos costumes, chama-os a todos sem pudor. A picar-lhes os instintos sem olhar a idades. Arriaga já lhe roça a coxa, António José de Almeida tenta içar-se ante o ar alucinado, invejoso, de Teófilo; já Brito Camacho parece protestar  de alguma pisadela no pé, resmungão como sempre foi; e Costa?, onde está o Afonso Costa?; alguns democratas mais ameaçam mergulhar sobre o busto tentador, parece ser de Relvas o braço tão no ar e Bernardino, em primeiro plano, aponta lubricamente o caminho.

Atenção, forças da ordem, todos os patamares das escadarias da Câmara dos deputados foram já vencidos pela turbamulta! Por isso ela se chama hoje Assembleia da República.

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O Rugido do Leão

por João Távora, em 30.08.14

Agora, chegou a tua hora de fazeres história! Escrevê-la com letras douradas depende de ti. Depende do que significar para ti, envergar a camisola que é vestida por milhões! Mete uma coisa na cabeça: nada te poderá parar quando sentires o que estás a fazer. Quando quiseres tanto uma coisa, que quase te falta o ar só de pensares nela! Amanhã, joga com o coração, Leão. Era o que qualquer um de nós faria, se estivesse no teu lugar. 

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Patrão fora dia santo loja…

por Vasco Mina, em 30.08.14

Foi o que aconteceu a António Costa que agora, segundo esta notícia do Observador, ficou “surpreendido” com as “notícias sobre o projecto para o Jardim da Praça do Imperio, tendo solicitado de imediato informações ao Senhor Vereador José Sá Fernandes”. Pois… quando se está ausente manda quem está! Ora António Costa deixou de estar na CML (muito embora dê entrevistas político-partidárias no seu gabinete camarário) e a edilidade passou a ser gerida por quem assume os cargos, ou seja e neste caso, por José Sá Fernandes. Eu discordo da decisão deste vereador mas reconheço que foi coerente com o seu posicionamento político. Já agora seria bom de saber se ficou apenas “surpreendido” ou se apoia a decisão. É que, uma vez mais, se furta a assumir uma posição colocando, como aconteceu com a grave crise com que se defrontou e defronta Portugal, o problema no exterior. Relativamente ao País o problema esteve na crise internacional com os seus efeitos sistémicos. Agora, na Câmara Municipal, qual será o problema? Será o “exterior” Sá Fernandes?

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Meets e arrastões

por João Távora, em 30.08.14

Hoje foi uma das raras vezes que me identifiquei com uma ideia do Daniel Oliveira e que até concordei genericamente com uma sua crónica no Expresso (coluna que por assumido preconceito não costumo ler para não me chatear) onde ele aborda os jovens e o “epifenómeno” dos meets, tema que acalorou um pouco os dias vazios deste resfriado e agonizante mês de Agosto. Da ideia já eu fizera em tempos menção numa das minhas usuais crónicas moralistas: o “aborrecimento”, um estruturante estado emocional democraticamente distribuído às crianças e jovens do meu tempo, é hoje roubado às novas gerações de jovens e crianças, empanturrados que vivem com centenas de canais televisivos, telemóveis, jogos electrónicos e Internet, um infindável chinfrim de distracções fáceis, em desfavor da dúvida existencial e da consolidação duma “interioridade” que a apenas o silêncio, a solidão e os tempos mortos estimulam.
Quanto ao mais, meets ou “arrastões”, convenhamos que uma análise ponderada e racional descredibiliza os alarmismos de cariz xenófobo com que os tablóides exploram os medos mais básicos às pessoas. Há dias refastelado numa praia do Monte Estoril onde quando eu era miúdo molhar o pé era desaconselhado por causa dos esgotos que despejavam ali bem perto, confrontei-me com um panorama só aparentemente peculiar: o duma mistura saudável de bandos de miúdos de subúrbios de todas as cores, ao desfio a mergulhar do pontão para as águas límpidas, turistas do centro da Europa, filhos de emigrantes em visita à Pátria, tias, sobrinhos e dondocas da Linha, todos a partilhar um areal exíguo mas asseado, numa concessão balnear ao nível de um luxuoso hotel de cinco estrelas. O que eu quero salientar é que, apesar dos incidentes que são a excepção e confirmam a regra, é um facto que no meu País, na minha cidade e no meu bairro, a qualquer hora do dia, sinto-me seguro para me deslocar a pé, consultar o telemóvel e transaccionar um bem no espaço público sem grandes desconfianças. Tudo isto é um privilégio que não sendo um dado adquirido, constitui um precioso legado, um consenso negociado e consolidado ao longo de gerações de uma pacífica comunidade de desconhecidos aliados tacitamente, conquistado diariamente através de cedências individuais em prol de uma sã convivência e prosperidade para todos, ou tantos quanto possível. Assim saibamos preservar isto, que é o fundamental.

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Honroso encontro em expressões sentidas

por João Afonso Machado, em 29.08.14

Em 1934 Hipólito Raposo chamou-lhe A Praia Brinquedo, no seu Pátria Morena, e assim casualmente nos encontrámos em palavras já vindas de então, no aconselhar do Mestre, quem for a S. Martinho do Porto «não se esqueça do sobretudo forrado de peles, nem das luvas polares, porque o inverno tem o capricho de vir aqui passar o verão, e não faz cerimónia com o calendário gregoriano». Sorrimos ambos dos dizeres que as muitas décadas e gerações ainda repetem e calámos a presença entre o burburinho estival, observando. Mesmo pela adversidade a modas, suponho comum, e porque subindo ao «Morro do Facho, cada qual fica senhor da terra ou do mar, à sua vontade», se calhar anonimamente... 

Assim foi o gozo daquela lua cheia inusitada e o descontrolo da maré esvaziando a concha, na ameaçadora antevisão de um futuro possível. Ouviu-se o eco fantasma da vizinha lagoa imensa, inumada pelo Tempo e pelas areias em várzeas férteis de cultivo. E ouviu-se, acima de tudo, o coração em sangue de saudade - não há quem as não tenha de quem jamais pode ser esquecido. 

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Cristiano Ronaldo

por Vasco Lobo Xavier, em 28.08.14

Cristiano Ronaldo acabou de receber o prémio UEFA de melhor jogador, excelente!

 

Nós todos recebemos ainda o bónus de ver o Platini furioso a ter de entregar o troféu ao jogador português, que não lhe ligou bóia.

 

Duplos parabéns, Cristiano!

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O menor dos males

por João Távora, em 28.08.14

 Rodrigo da Fonseca, o pacificador do liberalismo português

 

(...) A ilusão democrática – a ilusão representativa – não apenas não desapareceu como adquiriu nova vida, a avaliar pelo constante queixume de que os governos não passam de emanações de partidos que nos enganam com promessas falsas e apenas tratam dos seus interesses. A crítica tem razão de ser, embora não corresponda em absoluto à verdade. Mas falta compreender que a “representação” política é largamente uma ficção, mas uma ficção útil, a melhor ou menos má que se descortinou até hoje para tentar harmonizar os interesses contraditórios que dividem todas as sociedades. É frustrante? Será (para quem tenha ilusões), mas protege-nos da ditadura de “vanguardas” que fatalmente usurpam o poder em regime de democracia directa, e depois tiranizam as maiorias que lhes abriram o caminho e confiaram o mando. Foi assim nas Grandes Revoluções modernas, de Robespierre a Pol-Pot, foi assim na República Espanhola e até, em boa medida, na Iª. República Portuguesa.

 

A ler na integra a historiadora Maria de Fátima Bonifácio aqui

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O Estado, a Nação e o Rei

por João Afonso Machado, em 27.08.14

Consta que, interpelado pelo presidente americano Theodore Roosevelt sobre o papel que desempenhava, o Imperador Francisco José, da Austria-Hungria, terá respondido - a minha missão como rei é defender o meu povo dos seus Governos.

Eis como se diz tudo. E cem anos depois, estas palavras, com estes propósitos não podem ser mais actuais.

Em monarquia, o Rei é o Chefe de Estado apenas por inerência das suas funções essenciais, as de representante da Nação - da nossa História, da nossa entidade cultural, da nossa independência, da nossa projecção num futuro sem termo.

A índole política da chefia estatal tem um alcance meramente instrumental no contexto do significado nacional do Rei e da Família Real.

O que tudo é tão mais verdade quanto é certo, em marés de Positivismo, a lei passou a - citando António Sardinha - determinar a sociedade, em vez de unicamente a exprimir. Quer dizer, nos tempos correntes em que o Estado, inchando sempre, desenfreadamente voraz, passou a alimentar-se à custa dos cidadãos.

Paradoxo dos paradoxos, a saúde das gentes recomenda hoje, mais do que nunca, uma anarquia sã, pelo enaltecimento do municipalismo; e um regime estável, apenas alcançável pela aplicação do Princípio Dinástico. Pela Monarquia, enfim.

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Para que servem os jornalistas?

por Vasco Lobo Xavier, em 27.08.14

 

António José Seguro é contra a subida de impostos. Excelente. Também eu. Até sou pela descida. O curioso é a nenhum jornalista ocorrer perguntar-lhe como atingiria eles as metas com que o país se encontra comprometido se se recusa também a baixar qualquer despesa do Estado.

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Neste país de gente importante...

por Vasco Lobo Xavier, em 27.08.14

 

...ninguém liga às minudências nem às pequenas coisas mas eu tenho esta mania de me consolar com pouco.

 

Saber que o Futebol Clube do Porto é, juntamente com o Manchester United, Barcelona e Real Madrid, o recordista de presenças na Champions League, com 19, deixa-me orgulhoso.

 

Não consigo evitar.

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Estaline apagava as pessoas das fotografias...

por Vasco Lobo Xavier, em 27.08.14

António Costa e Sá Fernandes querem apagar a História.

 

No fundo vai dar ao mesmo: a pequenez do cérebro de quem tem o poder.

 

 

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O espírito do tempo

por João Távora, em 26.08.14

Se os mórbidos personagens animados "Itchy e Scratchy" da série de TV preferida pelos irmãos Lisa e Bart Simpsons por sua vez também fossem fans de desenhos animados, estou em crer que as suas séries de eleição fossem “O Incrível Mundo de Gumball” ou “Titio Avô” do Canal Cartoon Network. Parece-vos estranha esta cogitação? Façam então a experiência de ver dois ou três destes episódios no canal 47 do cabo e, se ainda tiverem capacidade para tal, espantem-se com a imbecilidade a que podem chegar os enlatados pseudo-artísticos para amestrar crianças retidas em casa.

Sabia que os antigos episódios da Rua Sésamo foram recentemente reclassificados para adultos por causa dos excessos do Monstro das Bolachas, que na sua nova encarnação “politicamente correcta” foi recriado como o "Monstro das Frutas e dos Legumes"? Agora a insolência substituiu a  irreverência como tónico para cativar a criançada: na actualíssima série americana “O Incrível Mundo de Gumball”, onde todos os personagens têm aspecto de pastilhas elásticas mastigadas, impera o multiculturalismo. A família é composta pelo pai Richard, um coelho cor-de-rosa (segundo o site oficial) absolutamente idiota e histérico que contracena com a encantadora Nicole, a mãe atenta e reflectida (como se exige na cartilha da igualdade de género) e a Anais, a irmã mais nova de Gumball, que sai à mãe e é a inteligência em pessoa. Há depois ainda o Darwin, o animal de estimação da família que tem pernas, braços e usa meias e que mais tarde vim a perceber tratar-se dum peixe, o companheiro de aventuras de Gumball, o herói da série que é suposto cativar as nossas criancinhas e cuja burrice a par com o atrevimento o atiram para os mais improváveis sarilhos. Podia-vos aborrecer mais um bocadinho a falar de outras personagens como a professora do Colégio, Lucy Símio, uma assustadora macaca velha em forma de esqueleto que reprime e atormenta os seus alunos, em especial o protagonista principal Gumball, que como vos disse atrás deve pouco à inteligência. Um perfeito "herói" à medida do espírito dos tempos. 

Sobre a série "Titio avô", digo-vos que se lá encontrarem alguma relação com algo de plausível na vida real será pura coincidência: o Titio avô apesar da cara de labrego é "amigo de toda a gente", viaja fora do tempo e do espaço numa casa enorme com rodas e de incríveis faculdades. Os seus principais companheiros de aventuras são Gus o homem Dinaussauro, o Steve que é nada menos que uma vaidosa fatia de pizza de óculos escuros e finalmente o não menos extraordinário "Tigre Realista Gigante Voador" (uma fotografia estática), o aliado deste herói para as batalhas mais surrealistas.  

Perante o fascínio que tanta fealdade e parvoíce exercem sobre a criançada, tranquiliza-me o facto de milhões delas terem dado certo apesar de criadas em ambiente de guerra ou de pobreza. Por isso desconfio que a geração do meu filhote, com mais ou menos mazelas e peripécias, irá também medrar apesar de tudo. De resto, como é evidente, aquilo que é mesmo impróprio e uma ameaça para a formação dos nossos infantes mimados é Monstro das Bolachas.

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A tentação de ficar

por João Afonso Machado, em 26.08.14

Seria talvez necessário aguardar o próximo Inverno e experimentar os seus efeitos sobre a pele de um meridional. Causam sempre estranheza esses meses a fio em que os dias são quase só carregados de noite. Diz quem sabe, requerem muita resignação, presença de espírito, até por não se tratar apenas do sol fujão, mas do frio impiedoso também.

No mais, a Noruega ganhou.

Ganhou em simpatia, limpeza, organização, beleza, descontracção... Em saúdinha! Ganhou em tudo. Sem uma buzinadela no trânsito, sequer, a sujar a pintura. E votada ainda por quantos espanhois, italianos, africanos...

Particularmente Bergen, a segunda cidade, merece destaque no triunfo do prémio da montanha, fosse de bicicleta, para os autóctones, fosse no funicular, mais ao jeito dos turistas; e nas portas abertas ao roteiro dos fiords ou nesse corredor, Património da Humanidade, madeira rangente e tão sólida, que é Muelle Bryggen, debruçado sobre o cais.

Mas Bergen é sobretudo os seus pardais, as gralhas cinzentas ou os pombos, vindo comer à mão da criançada, e os apaziguantes passeios junto de Lille Lungegarde, manhãs inteiras de tranquilidade, o Verão a principiar o declínio e a terra de encontro ao seu habitual sossego. Fica uma saudade imensa , como nenhuma outra descoberta sentiu. Toda ela devida ao silêncio das almas naquelas paragens onde o stress não tem o passaporte validado.

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Incongruências

por Maria Teixeira Alves, em 25.08.14

Acho lindo andarem a mudar a designação em todo mundo de BES para Novo Banco como se de banco transitório passasse a definitivo

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Os assassinos de Jim Foley

por João Távora, em 25.08.14

Leio aqui e ali que o assassinato de Jim Foley remete para um suposto falhanço de estratégias políticas das potências ocidentais, com origens mais ou menos remotas e elaboradas, que têm como denominador comum a crítica à civilização Judaico-Cristã democrática e capitalista. Mas por mais hediondos que sejam, os fenómenos humanos não têm uma explicação universal e definitiva. A pretensão que tudo o que acontece pode ser (ou podia ter sido) evitado com um qualquer "plano" é de uma arrogância brutal e perigosa. Hoje como daqui a mil anos constitui um enorme risco o poder (pode ser uma bomba, uma pistola, um megafone ou uma caneta) nas mãos de um homem perverso. Se é certo que as sociedades, num processo extremamente lento, se podem civilizar (e certo é que convivem neste nosso mundo diversos estágios desiguais) a civilidade dum individuo depende de demasiados factores imponderáveis e subjectivos, à revelia das estratégias decretadas de fora para o controlar. Os assassinos de Jim Foley são definitivamente gente viciosa, a quem se espera que seja ministrada uma punição adequada. Tudo o mais, se tiver remédio, vai demorar séculos a mudar. 

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Li este inteligente artigo de Alexandre Homem Cristo, no Observador, com o título Há terroristas entre nós, sobre o acto bárbaro de um anglo-saxónico muçulmano de nome Abdel-Majed Badel Bary, de 23 anos, que abandonou a casa da família no bairro londrino de Maida Vale, na zona oeste da capital britânica, em 2013.

o objectivo é dissuadir a administração americana de intervir militarmente no Iraque. Talvez assim seja. Mas sendo certo que não terá esse resultado, o verdadeiro efeito é outro: reafirmar a percepção de que os nossos inimigos vivem entre nós. Ou seja, o homem que matou Foley, em nome do fundamentalismo religioso e de uma certa ideia de poder, terá crescido no coração da civilização ocidental, terá usufruído das liberdades que são o pilar dos nossos regimes democráticos, terá sido parte das nossas comunidades ou, até, nosso vizinho. E, apesar de tudo isso, odeia-nos. É isto, e não o acto bárbaro do assassinato, que gera medo.

Diz-se jihadista como se isso fosse um clube de futebol, uma profissão, uma religião, um clube privado. Em nome dessa pertença a um clube mata. Para ser um deles, para provar que pertence à seita, que pertence aos bons, que pertence aos superiores. É um perigo este tipo de pensamento e um engano, claro. Nem as ideias que achamos que são nossas o são verdadeiramente. And, you know, there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families. A inteligência é fundamental para não se deixar seduzir por estas ideias colectivas. Pelos estereotipos. Não existem, são meras simplificações mentais. 

Pensar que um miúdo que cresce em Londres e canta rap, pode ter a perversão de cortar uma cabeça a outro ser humano, que nunca lhe fez mal nenhum, a sangue frio, é pensar que há um potencial monstro sempre ao virar da esquina, que toma banho todos os dias e vai à escola ou vai trabalhar. Os sinais têm de estar lá. Porque ninguém começa a odiar alguém em nome de um povo de um dia para o outro, por decreto. Este ódio que se propaga muito pela Europa nas conversas informais contra o povo norte-americano, ou contra os judeus, ou contra outros quaisquer, não importa, são sementes de violência latente. Todas as pessoas com ódios irracionais a povos, grupos, culturas, religiões, classes são potenciais terroristas. Porque odeiam tanto e têm esse ódio de pele que levado ao extremo de uma alucinação colectiva (agregados em grupo) poderia perfeitamente levar a barbáries. Ninguém se choca quando se ouve alguém dizer que odeia esta pessoa porque é deste grupo, deste povo, deste meio, desta raça, mas isso é o que sentem todos aqueles que fazem do terrorismo modo de expressão desse ódio. Cada um de nós devia combater esses ódiozinhos irracionais. Está em cada um de nós essa tarefa. Só assim os ódios colectivos se dissipam e não têm terreno fértil para prosperar. 

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A Europa sempre preparada para a crise que passou

por Maria Teixeira Alves, em 25.08.14

O que se passa fora da Europa é assustador e de uma gravidade incomensuravel, é para lá de todos os entendimentos para quem tem uma cultura ocidental. A Europa, virada sobre si mesma e distraída com as suas próprias contradições, não presta grande atenção às movimentações que se estão a processar. 

Vale a pena ler este artigo do Público, que começa assim: «Um velho e experiente diplomata português costumava dizer que a Europa estava sempre preparada para a... crise anterior. Esta simples frase resume razoavelmente a história da relação da União Europeia com o mundo desde que caiu o Muro de Berlim, varrendo de uma só vez as circunstâncias em que nasceu e se desenvolveu o projecto europeu»

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