Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Exige-se um mínimo de sentido de Estado:

por Vasco Lobo Xavier, em 17.12.14

A questão não se resume apenas à opção da privatização ou não da TAP nem a discussões sobre as letrinhas miudinhas do memorando ou interpretações que elas possibilitem. O problema é saber se se permite que sindicatos possam manietar o Estado e chantageá-lo ao ponto de se privar o sistema democrático e constitucional de tomar as suas opções. É só isto. Não interessam as opiniões de irresponsáveis como Mário Soares, Louçã, o Bloco ou os Comunistas, a quem agora se aliam pessoas como Ferreira Leite, Bagão Felix e por aí fora, para quem quanto pior melhor, e para quem a política da terra queimada e posteriormente salgada por cautela é o melhor caminho: isso é para os doidos e eu de doidos não percebo nada. Já não é que se lixem as eleições, é que se lixem as famílias portuguesas, e é isso que essa gente quer.

Também não interessa discutir essa coisa da “qualidade do serviço público”, com que os mesmos enchem a boca quando falam dos transportes públicos, da Carris, da CP, da TAP, dos mais variados serviços públicos, do ensino público e até da RTP e da PT e do diabo que os carregue e que nos sobrecarregam de impostos, qualidade de serviço esse que ninguém vê nem sente e só se ouve falar quando querem justificar as constantes greves com que estragam a vida às mais variadas pessoas que querem e precisam de trabalhar ou de ir para as escolas.

A questão é saber: podem os sindicatos da TAP chantagear-nos? Podem manietar-nos? Um país inteiro? E quanto a isto o PS e António Costa deviam ter uma posição séria e frontal, pois mais tarde ou mais cedo terão de confrontar-se com coisa semelhante. Não interessa a privatização, é a greve: estão a favor da greve contra a privatização? Sim ou não? Estão a favor de que o Estado seja manietado desta forma pelos sindicatos da TAP? Sim ou não? Acham bem que os portugueses sejam impedidos de ver os seus na época natalícia? Sim ou não? Acham bem que a economia portuguesa seja devastada desta forma? Sim ou não? E a Madeira, cuja economia depende imenso da TAP e do fim de ano? Que se lixe também? Sim ou não?

O PS e António Costa, se tiverem um mínimo de sentido de Estado, deviam ter respostas claras. Mas não têm respostas, ou não têm sentido de Estado. Temos pena.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Farto de parvoíces!

por Vasco Lobo Xavier, em 17.12.14

Acabo de ouvir, na SIC N, Ferro Rodrigues a dizer que o Estado pode recapitalizar a TAP sem prejuízo para os contribuintes. Como? Por exemplo através da CGD. E a CGD terá interesse ou poderá fazê-lo? O Estado tem de recapitalizar a CGD para o efeito, diz Ferro Rodrigues com a maior das latas e sem que ninguém o interrogue sobre o conjunto de imbecilidades.

Seria melhor que Ferro e o PS começassem a falar com um mínimo de seriedade e coerência. E que os jornalistas passassem a merecer o que ganham. Que se façam todos de parvos, é com eles, mas não nos tentem fazer a nós.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Deixem o mercado funcionar

por João Távora, em 17.12.14

Google news.jpg

Este braço de ferro que alastra por diversos países da Europa entre os governos e os grupos de média contra o gigante Google a quem se exige pagamentos pela indexação de notícias parece algo caricato. Veja-se o que aconteceu aqui ao lado nas terras de nuestros hermanos: o governo de Rajoy, pressionado pela Associação de Editores de Jornais Espanhóis criou um pagamento conhecido por ‘taxa Google’ em que por cada conteúdo partilhado no Google News, mesmo que seja só o título da notícia, o gigante da informática teria que pagar à fonte. Como consequência, o fim do serviço foi anunciado pela Google espanhola, o que prenuncia incalculáveis prejuízos para os jornais do país vizinho, já que este do agregador de notícias constitui de longe o mais eficiente gerador de tráfego, que é aquilo que os meios necessitam para viver. 

Mas será que a prolongada crise de adaptação da imprensa às novas tecnologias terá que ser paga através de impostos? Repare-se nas movimentações dos burocratas de Bruxelas como Carlos Zorrinho (pessoa tão experimentada na vida empresarial e na criação de riqueza) a reclamar o retalhe do gigante americano em várias empresas ou na promoção de um motor de busca europeu que os consumidores não pediram.
A questão não estará antes em perceber o porquê da Europa se ter deixado ultrapassar em tantos sectores da economia e agir na raiz do problema? Porquê esta sede de intervencionismo no lugar da regulação? Porque não deixar o mercado funcionar, a receita responsável afinal pelo nascimento e crescimento do gigante mundial Google? 

Publicado originalmente aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estes gajos metem nojo

por João Távora, em 16.12.14

“Estou só a distrair a atenção, porque a pergunta não é sobre o documento. É só uma questão de desequilíbrio, mais nada. Porque o gajo (Manuel Fernando Espírito Santo) não sabia que nós tínhamos este documento”.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O poder popular

por João Távora, em 16.12.14

18389332_770x433_acf_cropped.jpg

Não são apenas os amigos que visitam José Sócrates. Como comprovam casos como do Barbas da Costa da Caparica ou hoje de Pinto da Costa, a peregrinação a Évora será cada vez mais uma questão de reputação - outros mais se seguirão. António Costa reservou-se para uma retumbante visita no dia de Natal. Paz na terra aos homens de boa vontade, a comoção popular trará os seus frutos. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Em calhando

por João Távora, em 15.12.14

Sporting.jpg

Lembro-me bem, Filipe: vinha eu ontem de Alvalade a digerir o melão do empate com o Moreirense enquanto pelo relato da telefonia escutava os comentadores de serviço a tecer rasgados elogios à equipa azul e branca, que já falhara várias ocasiões de golo, na exacta medida em que depreciavam a postura constrangida do Benfica, esmagados que estavam com a autoridade dos donos da casa. Até que o Lima marcou o primeiro golo, julgo que pouco depois da meia hora de jogo. “Olha-me a sorte dos lampiões… calhou!” Foi o que eu pensei. Confesso que não vi o resto do jogo, que esta coisa de um pai de família quando chega a casa tem outras prioridades e contrapartidas a prestar, principalmente quando passou a tarde de Domingo precisamente na bola. 

Vem isto a propósito do estranho e súbito veredicto repetido mil vezes pelas sumidades da bola que enxameiam os canais por cabo e os jornais da especialidade ou nem por isso, que a malta consome na ânsia de prolongar o gozo da vitória ou encontrar bodes expiatórios que amenizem a depressão da derrota:  a vitória do Carnide reflectia afinal uma exibição brilhante e uma extraordinária estratégia por parte de Jorge Jesus
Ora acontece que, tão certo quanto Jorge Jesus ser um bom treinador, os resultados futebol dependem em grande medida do factor “calhar”, que os portugueses tão bem exprimem com o “em calhando”. Acontece que "em calhando" uma ou duas bolas na trave, um montículo de relva que desvia a bola, podem custar três pontos. Não, não é só do campo inclinado pelo árbitro vendido, da capacidade de liderança do treinador, da qualidade táctica e técnica de um mais ou menos harmonioso conjunto de jogadores que depende um resultado da bola. Em calhando num dia mau ou num dia feliz, perde-se ou ganha-se um jogo, essa é que é essa! Com a regra do “em calhando” perdem-se campeonatos e despedem-se treinadores. A regra do "em calhando" é preponderante e obviamente não é a única com influência no resultado, mas é precisamente essa que dá magia ao futebol: o Benfica ontem jogou pouco, mas calhou ganhar - ficaram felizes os lampiões, não há quem os ature. E a segunda parte do Sporting seria suficiente para a vitória... mas não calhou. De resto, caro Filipe, se não sabes ficas a saber que esta regra é verdade cientifica, excepto com os chatos dos alemães.

Texto originalmente publicado aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os animais não são coisas

por João Afonso Machado, em 15.12.14

BEAGLES.jpg

Recentemente, a Assembleia Nacional Francesa aprovou uma alteração legislativa no sentido de os animais deixarem de ser  "bens móveis" e considerarem-se "seres sensiveis".

Na ordem jurídica portuguesa, esta distinção entre "bens móveis" e "imóveis" faz-se dizendo que são aqueles todos os que não forem estes. E estes são, em linguagem corrente, as terras e os edifícios.

Percebe-se, por vias mais curvilíneas, os animais considerarem-se, entre nós, coisas (móveis) quando a doutrina jurídica, debruçando-se sobre as "universalidades de facto" - coisas compostas - alude expressamente aos rebanhos, em que cada membro (as ovelhas, as cabras...) possui «individualidade económica». Ao contrário, por exemplo, de um enxame de abelhas.

Logo, cá entre nós, os animais são "coisas".

E não são. São seres. Grande parte deles - os vertebrados, pelo menos - dotados de sensibilidade. Capazes, por isso, de experimentar o sofrimento.

Que não haja confusões. Os animais servem o Homem. Consubstanciam, desde logo, parte da sua alimentação. Aliás, uma grande fatia deles alimenta-se com a fatia restante. A Natureza, deve ser dito, mantém-se graças ao equilíbrio conseguido entre "comedores" e "comidos", numa lógica de comedimento na utilização dos recursos.

Cace-se e pesque-se, pois, mas sem matanças bárbaras e inúteis. E, voltando ao tema inicial, deixe o legislador de se preocupar com os brindes na massa do bolo-rei - com os engasganços - e eleve o estatuto dos animais. Até para que deitar fora a máquina de lavar roupa, já tão velha e usada, ou o gatinho lá de casa, não sejam exactamente a mesma operação de "saneamento".

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quando se zangam as comadres…

por Vasco Mina, em 15.12.14

Ricciardi contra-ataca: Marcelo tem mágoa por já não passar férias na casa de Salgado no Brasil

 

Somos um país pequeno em que todos, ou quase, se conhecem. Somos, por natureza desconfiados mas convivemos bem e até somos afáveis uns com os outros. O problema é quando rebentam as broncas. Então, como diz a sabedoria popular, “zangam-se as comadres e… descobrem-se as verdades”. Tudo ganha maior dimensão e projeção mediática quando se tratam de elites (seja elas de que natureza forem). Assim, a Comissão parlamentar de Inquérito ao BES / GES, torna-se, como aqui bem referiu a Maria Teixeira Alves, num reality show. Assistimos a tudo isto e ainda, desconfio eu, veremos muito mais. Poderemos até descobrir muitas verdades mas, infelizmente, seremos confrontados com muitos “podres”. Estamos a isto condenados com este e os outros casos que ocupam por completo o espaço noticioso. Seria desejável que houvesse contenção nas intervenções públicas mas quando o “verniz estala” qualquer apelo cai no vazio. No final (se é que tal acontecerá) ficará uma pergunta que já se começa a colocar: Como fomos capazes disto tudo? Sim, a pergunta é na primeira pessoa do plural porque seremos poucos sem qualquer responsabilidade (direta ou indireta).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Reality Show Espírito Santo

por Maria Teixeira Alves, em 15.12.14

Confesso que não consigo ver na Comissão Parlamentar de Inquérito outra coisa se não um reality show. Não sei se faz muito sentido estas comissões serem transmitidas em directo. Qual é a utilidade disto? Será que fazem sentido estas comissões?

Ricardo Salgado, arguido, explica-se ao público e aos jornalistas e tenta criar uma onda de indignação política e pública contra o Governador Carlos Costa, e indirectamente contra a Ministra das Finanças e contra o Primeiro Ministro.  

Carlos Costa, que o está a investigar, viu-se obrigado a escrever uma carta para desmentir Ricardo Salgado. O banqueiro reage com carta reafirmando o que disse. Esta troca de encíclicas é um paradigma do estado de reality show a que o assunto chegou.

José Maria Ricciardi foi atirar uma pedrada ao charco, foi desmentir Ricardo Salgado, foi acusar a família de não o ter apoiado a tirar Ricardo Salgado da chefia do BES, foi desabafar com sinceridade sobre a sua mágoa e foi-se defender da acusação de traidor (limitou-se a cumprir o dever de diligência) e foi-se defender da suspeita da solidariedade enquanto administrador. 

Amílcar Morais Pires foi ajustar contas (a meu ver foi a pior prestação, mostrou facetas menos boas). Veio dizer que Ricardo Salgado diz que não mandava mas mandava. José Maria Ricciardi era do risco e tem culpa. Joaquim Goes era responsável do risco e também assinou as emissões de obrigações (a partir do BES Londres) que descapitalizaram o banco. Parecia estar sempre a dizer olhem para aqueles e não para mim que subi a pulso no banco. O CFO que queria ser o sucessor de Ricardo Salgado (apesar da "tempestade perfeita" que se aproximava) vem agora dizer que era praticamente um mero gestor da carteira de dívida soberana. Isabel Almeida, sua subordinada directa, era afinal autónoma e até reportava a Ricardo Salgado muitas vezes e até a venda do papel comercial das empresas falidas do GES aos clientes do BES era afinal culpa dos gestores dos balcões. Depois tentou rebater os deputados com a soberba do conhecimento técnico. Sabendo que os deputados não são especialistas tentou ridicularizá-los como estratégia de defesa. Lamentável.

Pedro Queiroz Pereira teve muita graça. Aproveitou a arena para revelar o que pensa de Ricardo Salgado, para explicar o quão mais esperto que o banqueiro é. Disse que avisou José Maria Ricciardi da situação dramática (ainda sem saber  o passivo escondido) que ameaçava o BES. Foi brilhante na maneira como se demarcou daquele mundo da política, e até se fez de desentendido (é tão bom passar por parvo sem ser) quando ouviu o deputado do PCP no seu melhor estilo de camarada chamar Fernando Ulrix ao Fernando Ulrich. 

Fez a piada do dia quando desmascarou as boas intenções de Ricardo Salgado quando comprou as participações da irmãs do industrial na Semapa. Ajudar as minhas irmãs? As irmãs dele ficam à noite a fazer bolos para restaurantes e ele não se preocupa com isso

Não faltou quem fizesse logo a graça de dizer que é Pêquêpê quem come os bolos todos das irmãs Salgado. 

Agora vem aí Manuel Fernando e José Manel Espírito Santo, depois Álvaro Sobrinho (que irá explicar onde pára o dinheiro do BESA, se tiver liberdade, autonomia e coragem para isso) e ainda vamos ter o contabilista Francisco Machado da Cruz que deverá dizer como é que conseguiu esconder aquelas dívidas todas.

Pelo meio surgem os deputados, verdadeiros gladiadores, autênticas estrelas deste show. As perguntas são pertinentes. O confronto é espectacular. Isto tem todos os ingredientes de um espectáculo.

É um verdadeiro circo romano esta comissão de inquérito. Um autêntico reality show. Imperdível porque tem o glamour da história de uma família de banqueiros que remonta ao século XIX. Melhor que Downton Abbey.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

3º Domingo do Advento

por João Távora, em 14.12.14

Sandro_botticelli_-_virgem_com_o_menino_e_são_jo

 Evangelho segundo S. João 1,6-8.19-28.


Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele.  Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: «Quem és tu?». Ele confessou a verdade e não negou; ele confessou: «Eu não sou o Messias». «És o Profeta?». Ele respondeu: «Não». Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?». «Não sou», respondeu ele.
Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?». Ele declarou: «Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías». Entre os enviados havia fariseus que lhe perguntaram: «Então, porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?». João respondeu-lhes: «Eu baptizo na água, mas no meio de vós está Alguém que não conheceis: Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».
Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar.

Da Bíblia Sagrada

 

Imagem: Virgem com o Menino e São João Batista Criança de Sandro Botticelli.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Flores de Maio

por João Távora, em 13.12.14

Flores de Maio é uma valsa, executada e gravada em Berlim em 1906 para a editora “Discos Simplex” de J. Castello Branco com a etiqueta Rubin Record, por músicos da Guarda Municipal, o corpo policial que descende da antiga Guarda Real e que depois da revolução da república em 1910 virá a originar a GNR. São preciosos estes 3 minutos, em que viajamos ao ano em que o rei D. Carlos era Chefe de Estado, João Franco vai a 1º ministro, nasce Agostinho da Silva, é fundado o Sporting Clube de Portugal, Alberto Santos Dumont realiza o 1º voo em avião e ocorre o grande terramoto em S. Francisco.

 

Publicado originalmente aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

Recortes

por João Távora, em 13.12.14

(...) O Papa disse que o mundo «não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo»: à ciência compete provar a existência das leis que regem o universo; mas só a fé pode afirmar que, como disse Francisco, Deus «cria por amor».

Nunca a Igreja, como tal ou na voz autorizada do seu máximo representante, disse ser verdadeiro algo contrário à ciência, como nada do que é verdadeiramente científico se opõe à verdade revelada. Quando uma teoria científica contradiz uma verdade da fé católica, das duas uma: ou não é uma verdade científica, ou não é um dogma de fé. A verdade é só uma e, embora admita vários níveis de abstracção, não pode haver, nem há, nenhuma contradição entre a verdade científica e a verdade revelada.

Vem a propósito recordar que a teoria do Big Bang, que os ateus e agnósticos gostam de utilizar nas suas diatribes anticlericais, tem um pai e uma mãe. O pai é nada mais nem nada menos do que Georges Henri Édouard Lemaître (1894-1966), padre católico, astrónomo e físico belga, que propôs a «hipótese do átomo primordial», que depois foi vulgarizada como teoria da origem do universo do Big Bang. A mãe é a Igreja católica, talvez a única instituição mundial que se pode orgulhar de ter dado à luz um tão grande número de cientistas.

 

Padre Gonçalo Portocarrero Almada a ler aqui na integra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O chinezinho Li

por João Afonso Machado, em 12.12.14

REVOLUÇÃO.JPG

Peter Hessler (China - Uma Viagem entre o Passado e o Presente) fez questão de ser fiel ao que viu e ouviu. Estava-se no final do transacto milénio e emergia a possibilidade de uma viagem mais profunda pela China. Ficam registos inesquecíveis. Como o seguinte:

Li, chinezinho residente na Aldeia Dez de um qualquer distrito também numerado, é pai de três filhos. Orgulhosamente nomina-os Li Mao, Li Ze e Li Dong. E quando no campo onde capinava os chamava: - Mao, Ze, Dong! Venham já aqui! - era como se louvasse o amor, clamasse a presença do grande condutor das massas populares. Nem mais do que Mao Zedong, também dito Mao Tse Tung.

O problema, inesperado, residiu na idêntica devoção dos mais aldeões. Em maré de "sessões de luta", incompreenderam-no, julgaram-no herege. Invocava o nome do santo presidente em vão. Foi condenado: suspenso pelos pulsos e obrigado a «beber urina de uma latrina pública».

A História oscila, realmente, entre o anedótico, o bizarro e o dramático. Tudo dependendo, a maior parte das vezes, do nosso posicionamento político. Esse estranho local que nos impede de ver os factos, na sua absoluta verdade. Ainda assim, acredito a Direita - a verdadeira Direita - se saiba demarcar  destes excessos latrinários e, mais coisa, menos coisa, siga um caminho de verdade e humanismo. Escrevo estas linhas porque, ultimamente, tenho lido coisas de pôr os cabelos em pé a qualquer ser um bocadinho dotado de pensamento.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Afinidades antigas

por João Távora, em 12.12.14

logoAO.jpg

Se gostarmos do que fazemos é importante para a nossa qualidade de vida, trabalhar para quem gostamos dá-lhe um superior sentido. Foi o que aconteceu neste projecto que envolveu a minha empresa na renovação da imagem e do sítio do Apostolado da Oração. A modos que foi recuperada, desta vez com um final feliz, uma antiga associação entre os Jesuitas e um Távora.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Casas e Palácios de Lisboa

por João Távora, em 12.12.14

casaslx.jpg

A Casa de Abrantes representa no Século XXI uma história de resistência. Porque a mais valiosa herança familiar é essencialmente imaterial, chega a cada um plasmada nos seus apelidos - a origem familiar como uma microcultura. É essa a mensagem que transmito aos meus filhos: de que o seu mais valioso legado é assimilado nas conversas escutadas à mesa com os pais, com os avós ou com os tios, dos livros nas suas estantes, testemunhos vivos, crónicas, tradições, e até de acidentes, tragédias e traições. Uma herança que recoloca as ambições e expectativas a cada geração, sempre em superiores níveis de exigência. 

Democratizado o consumo e franqueadas as portas da mobilidade social é o sentido da pertença a um “nome”, um valor impulsionador de civilização, que se exige cultivar nas novas gerações.*

 

* Texto da minha autoria escrito para o belíssimo livro "Casas e Palácios de Lisboa" de Pedro Mascarenhas Cassiano Neves com fotos de Ana Luísa Cunha Alvim, que resulta num esplêndido presente de Natal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

presente para pôr no sapatinho:

por Vasco Lobo Xavier, em 11.12.14

A TAP ser privatizada muito rapidamente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Operação Marquês... de Tomar

por João Távora, em 11.12.14

Um pertinente post de João Ferreira Do Amaral.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sócrates: Terceiro pedido de habeas corpus alega “conspiração envolvendo políticos”

Autoria e outros dados (tags, etc)

Commissaire aux comptes

por Maria Teixeira Alves, em 11.12.14

FranciscoMachadodaCruz.jpg

 

Francisco Machado da Cruz ofereceu-se para ir à Comissão Parlamentar de Inquérito responder. O homem que possui a chave da derrocada do Grupo Espírito Santo é fundamental para perceber tudo sobre o GES.

Há muitas perguntas a fazer ao contabilista da ES International, entre elas:

1 - Quais eram os vários cargos que desempenhava nas empresas do GES? 

2 - O que era e o que fazia a ES International, ou seja, qual era a actividade desta sociedade?

3 - Que tipo de operações fez na ES International? 

4 - Como escondeu o passivo?

5 - Quem lhe pediu para fazer essas operações?

6 - Com quem discutia as contas?

7 - Qual era o papel de Ricardo Salgado na gestão da ESI?

8 - Qual era o papel de José Castella na gestão da ESI?

9 - Quais são os accionistas da ESI?

10 - Os accionistas da ESI recebiam crédito dos bancos do grupo para ir aos aumentos de capital?

10 - Qual é a relação da ESI com a Control? Financiou-a?

11 - Há quanto tempo fazia operações para esconder passivo?

12 - Porque nunca consolidaram as contas?

13 - Qual a relação da ES International com a Eurofin? Há cerca de 800 milhões que foram pagos pela ESI à Eurofin, porquê?

14 - Quando se demite? Porque é que se demite nessa altura e porque assume as culpas sozinho? 

15 - Ricardo Salgado prometeu-lhe uma indemnização? De quanto? 

16 - Sabemos que não recebeu logo a indemnização, recebeu mais tarde?

17 - Porque muda de depoimento entre as declarações aos advogados e as declarações à comissão de auditoria da ESFG?

18 - Quem financiava a ESI? 

19 - O que era a ES Enterprises? 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Com a verdade me enganas

por Maria Teixeira Alves, em 10.12.14

Vinha com alvos marcados. Carlos Costa (Governador do Banco de Portugal); Pedro Passos Coelho e a Ministra das Finanças. Vinha também mentalizado para não atirar à família, quase conseguiu. Enquanto assisti na televisão, Ricardo Salgado fugiu sempre às perguntas sobre José Maria Ricciardi e assim foi durante toda a tarde. Ao fim do dia fui ao Parlamento assistir ao vivo. Logo por coincidência foi nessa altura que se deu o rompimento do compromisso de não agressão. As prometas foram feitas para se quebrarem e Ricardo Salgado lá perdeu às tantas as estribeiras com as questões sobre as denúncias do primo ao Banco de Portugal. «O doutor Ricciardi teve um comportamento, no mínimo, curioso face ao que deveria ter tido. Se José Maria Ricciardi fez alguma denúncia ao Banco de Portugal é capaz de ter tido alguma contrapartida por isso». «Infame», respondeu mais tarde o primo. 

"As denúncias ao Banco de Portugal decorrem do dever de diligência que compete a qualquer administrador", justificou José Maria Ricciardi.

Ricardo Salgado, nunca perdeu a calma, manteve o mesmo estilo de sempre, agora menos eficaz, é certo, de elogiar os adversários, para os aveludar. O mais óbvio em Ricardo Salgado é a educação perfeita que passa quase a fronteira para uma espécie de um cinismo cómico. Carrega-se de elogios aos adversários a fazer lembrar as crónicas de Camilo Castelo Branco.

Ricardo Salgado aproveitou todas as oportunidades para atingir Carlos Costa. Apostou em duas coisas: na quantidade de críticos ao Governador que se acumulam pelas perdas do caso BES e na vontade dos deputados da oposição de entalar Carlos Costa como forma de fragilizar o Governo. Apostou ainda nos lamentos de Vítor Bento e da sua equipe à Resolução do BES. «O BES não faliu, foi obrigado a desaparecer». De todas as coisas que disse quase todas iam parar ao Governador do Banco de Portugal esse seu grande inimigo, esse grande inimigo do BES. 

As mais evidentes são quando diz que "nunca o Governador me disse que me queria retirar idoneidade". O Governador acabou por desmentir Ricardo Salgado por carta à Comissão de Inquérito. Esta afirmação é paradigmática da táctica de Ricardo Salgado. Carlos Costa nunca lhe disse de caras e de frente: saia do BES porque não lhe vou dar a idoneidade agora que fui chamado a reavaliá-la por causa das eleições no BESI. Por isso a frase de Ricardo Salgado não é inventada. Mas evidentemente que a insistência de Carlos Costa em mudar o modelo de Governo, a insistência para que fosse em Maio (depois adiado para depois do aumento de capital), a insistência em tirar a família do board do BES, a dificuldade em revalidar a idoneidade aos administradores da família no BESI (mais tarde revalida-a apenas para José Maria Ricciardi), eram sinais evidentes de que a idoneidade estava em causa. Aliás o pedido de pareceres jurídicos a catedráticos, apoiado em jurisprudência do STA, a defender a sua idoneidade é a prova cabal de que havia a ameaça de perda de idoneidade. 

«Nunca por nunca pus obstáculos à mudança de Governance» disse o banqueiro. Mas a verdade é que em Maio estava a dizer que não sentia que devesse sair do BES, numa entrevista no Jornal de Negócios. 

Depois quando aceitou ser sucedido sugeriu Amílcar Morais Pires. Aproveitou para entalar o Governador dizendo que nunca Carlos Costa vetou o nome do CFO para presidente do BES. Citando de memória que Carlos Costa sempre lhe garantiu que era competência sua a escolha do sucessor. Mais à frente diz que levou dois nomes ao Governador: Amílcar Morais Pires e Joaquim Goes e acaba por revelar uma coisa que contraria o que tinha dito anteriormente sobre a aceitação de Morais Pires. Diz que o Governador lhe disse que a área da supervisão preferia Joaquim Goes. Mas Ricardo Salgado argumentou com a instabilidade financeira e com a aproximação de um aumento de capital do BES para defender Amílcar Morais Pires como CEO. Ou seja, Joaquim Goes estava ali para disfarçar.

Ricardo Salgado nunca desarmou na sua luta contra o Governador, disse que, depois de Março de 2014, o Banco de Portugal iniciou "persuasão moral" para a sua saída da liderança do banco. Mas que seria mais uma pressão. O que contraria a ideia anterior que nunca soube que o Banco de Portugal queria que saísse, se soubesse «tinha saído na hora». «Bastaria um sinal [do Banco de Portugal] para eu abandonar a liderança do banco». Penso que não faltaram sinais.

"Um nome pode ser apagado da fachada de um banco, mas não da memória de uma família com 145 anos" e "Lamento que se tenha trocado uma marca com 145 anos por uma marca branca", foram as frases célebres do Ricardo Salgado. 

Depois desmentiu que fosse o autor da falsificação das contas da ES International: "Posso garantir aos senhores deputados que nunca dei indicações a ninguém para ocultar passivos do Grupo". Francisco Machado da Cruz é que escondeu o passivo. O contabilista da ESI chegou a garantir que Ricardo Salgado sabia desde 2008 da ocultação de passivos do grupo, mais tarde disse o contrário na comissão da auditoria da ESFG, voltou à mesma tese inicial nas declarações ao Banco de Portugal e ao Ministério Público. 

Ricardo Salgado diz que o contabilista fez isso para bem do grupo. É caso para dizer que o contabilista deu um jeitão.

Bom, aqui voltamos ao com a verdade me enganas. Poderá Ricardo Salgado ter pedido para esconderem passivos? Talvez não. Mas poderá ter pedido ao Francisco que visse uma maneira de não serem (BES) intervencionados pelo Estado. Francisco Machado Cruz quis agradar, e Ricardo Salgado gostou de ser agradado. Sem se comprometer com medidas concretas.

Sabia das dívidas escondidas? Muito provavelmente sim.

Sabia que as contas da ESI não eram consolidadas? Sabia.

 

Foi no entanto desmentido rapidamente por José Maria Ricciardi que diz ter falado com Francisco Machado Cruz, em Lisboa, e que este lhe disse que não actuou por sua iniciativa. Depois de Ricardo Salgado ter falado, Francisco Machado Cruz, que estava incontactável, apressou-se a contactar a Comissão de Inquérito e vai lá. O circo vai pegar fogo.

No dia a seguir Pedro Queiroz Pereira disse que discutiu várias vezes a falta de consolidação de contas nas holdings Espírito Santo com Ricardo Salgado, desmentindo assim o que disse ontem o banqueiro. 

Outra contradição. Ricardo Salgado disse que nem sabia que estava a ser gravado. José Maria Ricciardi apressou-se a ironizar. «Acho extraordinário não se saber, pois as reuniões do Conselho Superior eram gravadas no centro da mesa, onde havia um gravador visível». José Castella usava as gravações para fazer as actas. 

 

Várias vezes, o ex-presidente do BES disse que "ninguém se apropriou de um tostão, nem na administração, nem na família", penso que ninguém acha que houve uma apropriação pessoal de dinheiros por parte da família. O problema é outro, é até onde se foi e o que se fez e quantas pessoas se prejudicou para manter o Grupo Espírito Santo nas mãos da família. 

Ficámos a saber também que não houve nenhum político a receber uma comissão pela venda dos submarinos, com muita pena da oposição. "A garantia que tenho dos administradores da Escom é que não foram pagas comissões a quem quer que seja a nível político", disse.

De Angola e do caso BESA pouco se soube. O banqueiro argumentou com uma regra bancária angolana de obrigatoriedade de sigilo.

Ricardo Salgado disse também não se lembrar de quem eram os accionistas minoritários da ESI. Eu não acredito nisto.

Parece haver uma protecção aos generais angolanos em todo o discurso de Ricardo Salgado.

Álvaro Sobrinho vai à comissão responder aos deputados. Mas terá liberdade para falar do que se passou o BESA? Eis a questão. 

"Houve um erro de julgamento na indicação da pessoa que foi para Presidente da Comissão Executiva do BESA [Álvaro Sobrinho]", disse Ricardo Salgado, sugerindo que foi atacado pelos jornais (Sol e i) que são detidos pelo empresário angolano. A propósito disto disse que ter jornais ia contra a "tradição/regra" do grupo BES, disse o banqueiro lembrando que "apenas" tinha ajudado Balsemão a montar a SIC e o coronel Luís Silva com os jornais DN e JN. Sobre isto não comento. 

Ricardo Salgado revelou ainda que foram feitas ameaças físicas quando teve de tirar Sobrinho do BESA.

O banqueiro atirou a matar também ao primeiro ministro Pedro Passos Coelho porque este recusou dar-lhe uma ajuda ao GES - uma ajuda "temporária". Passos Coelho devolveu a carta enviada por Ricardo Salgado quando em Março o quis alertar para o risco sistémico e os riscos de Angola perder a garantia bancária. 

Ricardo Salgado tem a convicção profunda que estiveram a um passo de salvar o Grupo. Faltou o aumento de capital da Rioforte que esteve quase a ser concretizado. "A sentença de morte veio quando não foi possível fazer o aumento de capital da Rioforte", disse. Enfim, a mesma convicção que o levou a meter toda a gente à última da hora naquele buraco. O ring fencing é que matou o GES, pensa e diz Ricardo Salgado.

"Perdoarão pois que ouse continuar a pensar que, modestamente servi, com idoneidade, nas tarefas que me foram confiadas no exercício da minha profissão ao longo de 40 anos", disse o banqueiro. 

 

Ricardo Salgado recusou mais uma vez falar sobre os 14 milhões recebidos do construtor José Guilherme, invocando segredo de justiça (nunca o Monte Branco lhe deu tanto jeito). Mas disse que o construtor era seu amigo desde os anos 70 e que é mais credor do que devedor do BES. 

Faltou falar sobre os clientes. Porque é que depois de ser conhecida a proibição da venda de papel comercial aos balcões do BES a ESFG continuou a distribuí-los nos seus bancos da Suíça, Dubai, Miami, etc? Ninguém parece quer saber dos clientes. 

Faltou ainda perguntar a Ricardo Salgado porque é que a Tranquilidade investiu em papel comercial da Rioforte acabando por levar a companhia a uma situação de insolvência? De quem partiu a ordem para esse investimento e a quem foi dada?

 

Ricardo Salgado explicou e bem, e depois José Maria Ricciardi completou, o circuito das obrigações de longo prazo a cupão zero. O acordo de recompra foi já executado no reinado de Vítor Bento. A recompra permitiu salvar os clientes que estavam numa SPV do Crédit Suisse e por isso não iam ser abrangidos pela provisão imposta pelo Banco de Portugal. Mas porquê aqueles clientes? Porque não todos? Quem eram aqueles clientes que Ricardo Salgado teve a preocupação em salvar, criando um buraco no BES de 780 milhões?

«O BES não faliu. O BES foi forçado a desaparecer». Foi forçado? A tese é que as provisões eram exageradas para criar um prejuízo de 3,6 mil milhões de euros no BES, o que levou à situação de insolvência do banco (capitais abaixo dos mínimos). Mas e a que se devem tantas provisões?

É preciso não esquecer que as provisões foram recomendadas pela auditora. 

Outras frases a reter:

"Tenho uma carga pesadíssima em cima de mim. Há responsabilidades do nosso lado. Mas também há responsabilidades de outros lados", disse sem explicar para não atacar a família. 

"Nunca fui uma pessoa presunçosa", disse o banqueiro e isso parece-me bastante sincero.

 "Esta classificação do 'dono disto tudo' é irrisória. Para mim, 'dono disto tudo' é o povo português", é uma frase de campanha. 

 

José Maria Ricciardi veio a seguir com aquela sinceridade desconcertante que eu descrevo no meu livro (que aliás tem muito do que se tem revelado nesta comissão de inquérito). Pedro Queiroz Pereira chega a dizer que é uma pessoa aberta «não tão aberta como José Maria Ricciardi», disse em tom irónico. Por aí podem ver a fama que o banqueiro Ricciardi tem. Mas a verdade é que Pêquêpê também disse aos deputados que as irmãs de Ricardo Salgado faziam bolos para fora, o que não abona nada a favor da discrição. É certo que foi dito para desmentir as boas intenções de Ricardo Salgado em ajudar as irmãs, quando entrou pelas holdings Queiroz Pereira a dentro. Na verdade para Pêquêpê, que disse que Ricardo Salgado tinha um problema com a verdade, o banqueiro queria era usar o cash flow das suas empresas para salvar o universo GES então enterrado em dívidas, e ainda nem se tinha descoberto o passivo oculto. Mas é preciso que se diga que Ricardo Salgado sempre ajudou as irmãs. Pedro Queiroz Pereira não tem razão aqui.

As audições de Álvaro Sobrinho e de Francisco Machado da Cruz serão muito importantes. 

Os motivos políticos que precederam esta comissão correm o risco de ficarem esvaziados. 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com

visitante(s) em linha




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
Oje
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2007
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2006
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

Comentários recentes


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Notícias

    A Batalha
    D. Notícias
    D. Económico
    Expresso
    iOnline
    J. Negócios
    TVI24
    Oje
    Global
    Público
    SIC-Notícias
    TSF
    Observador


    subscrever feeds