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Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos (APAM)

por João Afonso Machado, em 28.07.14

Foi hoje notarialmente formalizada em Braga a constituição da Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos. Um passo dado, da maior importância, no combate aos preconceitos - a APAM reune gente de quase todos os partidos políticos e os cada vez mais presentes apartidários - e na afirmação do Poder Local.

Seja permitido o aparte - foi ainda um momento excelente para rever velhos compagnons de route (perdoe a Esquerda a apropriação do termo, mas havia-os lá oriundos dessas bandas também...). E o fundamental consiste no propósito de todos, de todas as proveniências, em servirem as suas terras, através da cooperação de municípios no domínio da História, das questões sociais, culturais e do desenvolvimento económico. Sem que as usuais cliques perturbem esse trabalho.

A APAM reunirá já em Setembro o seu primeiro congresso.

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Regresso ao endividamento

por Vasco Mina, em 28.07.14

Venda de casas aumenta e arrendamento já está a cair. Esta notícia do DN revela a tendência recente dos mercados de venda e arrendamento imobiliários. Não é, em si mesma, uma má notícia mas, manifestamente, é um indicador do aumento do crédito ao investimento imobiliário. Espera-se que as várias partes envolvidas (promotores imobiliários, banca e famílias) tenham aprendido com os erros do passado recente e não esqueçam nunca as perdas sofridas nos últimos anos. Até porque tudo isto significa uma subida do endividamento privado!

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Salazar, o provinciânico

por João Távora, em 27.07.14

Nesta silly season que ora se inicia, por conta da biografia de Ribeiro Meneses publicada em fascículos pelo Expresso, revisitamos Oliveira Salazar. No meu entender o ditador veste como uma luva as expectativas de uma época que em certa medida hoje persistem: o provincianismo messiânico. Isso justifica a longevidade do seu pontificado. Ontem como hoje são poucos os portugueses que fazem diferença e a mediocridade faz escola - os maus hábitos não acabam por decreto. Ontem como hoje temos aquilo que merecemos, órfãos a mistificar um pai utópico que nos devolva uma Pátria virtuosa escondida nas brumas da memória. Quero dizer: Salazar não instaurou uma mentalidade, mas ele foi fruto dela e soube servir-se dela para "levar os portugueses a viver habitualmente", aquilo que quase toda a gente queria. Resta-nos manter a inquietação.

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Quantos anos depois?

por João Afonso Machado, em 27.07.14

A tarde de domingo deixa irresistivelmente cair as pálpebras na esfumada conclusão de que afinal ainda somos bons, é nosso o Mundialito de futebol na praia. O calor levou toda a gente, só de longe a longe um vulto percorre as ruas da cidade. Impera um silêncio de montras desinteressadas e, sobretudo, a absoluta ausência de planos. Apenas restolha o torpor dos corpos, o eco cada vez menos distante da debandada de Agosto.

O mais decorrerá depois com assinalável ligeireza. Até a Volta a Portugal em bicicleta... O Tempo é indisfarçavelmente isto - um discreto intervalo entre um verão e outro verão.

E apenas o parque parece manter algumas cores, alguma frescura, um tom de voz todos os dias renovado ou diferente. Os seus repuxos, a sincronia das suas erupções. Como qualquer desaproveitado lugar de memórias, onde jamais viverá a mesma noite de dança e os ontens serão sempre a tristeza de alguma incompletude.

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Do género "como a pensar que é um deles"

por Maria Teixeira Alves, em 26.07.14

O Daniel Oliveira critica hoje o Diário Económico no seu artigo do Expresso (numa vendetta disfarçada de opinião), e diz que "os jornalistas, porque privam com gente rica", isso "leva-os a protegê-los (aos ricos, deve ser) como se fossem um deles".

Em primeiro lugar ele não sabe se os jornalistas são ricos ou não. Não consta que tenha acesso a contas bancárias ou ao património, que lhes permita dizer que não são ricos, ou que são ricos. Depois, e olhando para este diálogo, eu diria que Daniel Oliveira fala por ele. 

 

Basta olhar para ele e vê-se logo que "é um beto", vê-se logo.

 

Depois fala do caseiro com uma familiaridade, conhecendo o seu complexo (?), como se alguma vez tivesse tido ou sido um...  

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Ex Ministro do Ultramar confessa que…

por Vasco Mina, em 26.07.14

“Sou contra o neoliberalismo repressivo”. E quanto às políticas do Estado Novo? Porque reabriu, à época, o Campo do Tarrafal? Neste ano em que comemoramos os 40 anos do 25 de Abril  recordo-me sempre de um comentário do meu pai que sempre fazia, nos tempos do PREC, quando discutia política com os amigos: “Tanto anti-fascista e eu nunca tinha dado conta!” O Prof. Adriano Moreira dá hoje uma entrevista no Jornal i que é de leitura obrigatória pois partilha uma visão muito lúcida e estimulante da política internacional e do posicionamento estratégico histórico e atual de Portugal. Mas, confesso, surpreende-me sempre que responsáveis do Estado Novo (sim, governantes de Salazar e Marcelo) se assumem, pela via da repressão / limites à liberdade, contestatários dos atuais modelos de governação. Reconheço, também, dois aspetos positivos nestas intervenções: i) mudanças de perspetiva com o caminhar e a leitura dos tempos (como diria alguém, “só os burros não mudam”); ii) tolerância e integração política da sociedade portuguesa para quem teve, no passado, outras responsabilidades políticas que hoje seriam objeto de crítica.

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"Melões à Famalicão"

por João Afonso Machado, em 25.07.14

As gentes de Barcelos dos saudosos tempos rurais da minha Avó falavam muito da extensão dos meloais nas suas terras: a perder de vista, sempre propensos à gulodice de visitantes nocturnos, na mira de levarem consigo o produto do esforço dos seus cultivadores. Daí a vigilância posta neles – maravilha do Faroeste minhoto! – em altos palanques e armas de fogo de carregar pela boca, prontas a disparar sobre os intrusos. Nessa altura, não aprendera ainda a gostar de melões, mas achava-os indispensáveis a uma região assim aventureiramente parecida com a América e todas as peripécias que nesta, e na minha imaginação de infante, ocorriam. Entre malandrins e assaltantes e toscas paliçadas defensivas.

Nos dias de hoje, o que está a dar são os desconchavos perpetrados em inarticuladas caixas multibanco… Até ver, os meloais poderão, por isso, dormir tranquilamente. O mais certo, aliás, é serem agora de dimensões assaz menores. Tanto quanto cresceu o meu apetite por melões e a possibilidade de o satisfazer mediante honestas aquisições por essas bermas de estrada fora.

Adiante. Remonta também a quase três décadas a minha amizade com o Aires Mesquita. (Isto ainda a propósito de melões). Frequentámos então o mesmo curso de empresários agrícolas, conquanto só ele se tenha mantido fiel à prática dessa religião. Eu debandei outras paragens profissionais, seguramente mais tolas, e o nosso reencontro num qualquer dos últimos verões, ficou logo assinalado pela amável oferta de um soberbo melão seu. Não sem que antes me contasse todas as peripécias e o sucesso da sua exploração. O Aires permaneceu um homem simples, conversador e desprendido, um triunfador na sua serena resistência de lavrador. Talvez não exactamente por necessidade material, certo é, a partir de Julho, ir gozando a sombra dos arvoredos de Sinçães, junto à Biblioteca Municipal, onde todos os dias um atrelado dos seus tractores exporta melões para as mãos de quem já sabe onde os encontrar da melhor qualidade.

Apraz-me constatar a agricultura minhota – em especial a famalicense – tem raízes para persistir e caules para ramificar. E no vagar da minha conversa com o Aires Mesquita fui lendo confiança no futuro dos lavradores a sério ou, se quiserem, dos nossos empresários agrícolas com cabeça – sobretudo com cabeça… - tronco e membros.

Nas cercanias da cidade, para os lados de Gavião, moram os seus hectares de cultivo – uma mão cheia deles. Creio não errar – o negócio reluz entre melões e vinhos comme il faut (e eu afianço). Com espaço, sempre, para tardes prolongadas de cavaqueira amena em roda do seu atrelado, quando ali passo, a caminho da Biblioteca, recordando os divertidos momentos vividos no nosso curso, os colegas dessa epopeia decorrida entre o Sameiro e a Apúlia, catorze semanas de algumas inesquecíveis histórias.

Porque insisto tanto nos melões do Aires? Porque prezo a amizade e os amigos que vou mantendo. Mas, também, porque admiro a lhaneza e a tenacidade dos homens da lavoura. Esses que não foram em cantos de sereia e não fecharam as portas das suas explorações. E souberam, entretanto, ler os sinais do tempo e adaptar-se. Assim folheando agora resultados palpáveis, coerentes, a consentirem-lhes viver condignamente. Se calhar, muito acima do bem-estar médio da generalidade de nós. Merecem-no! Pelo seu louvável esforço em manter a terra e valorizá-la, como se impõe a qualquer proprietário que se preze.

 

(Da rúbrica De Torna Viagem, in Cidade Hoje de 24.JUL.2014).

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O diletante

por João Távora, em 25.07.14

Pela minha parte tenho como verdadeiros os atributos e competências atribuídas pela jornalista Maria Teixeira Alves a Ricardo Salgado que o Daniel insinua serem padrão da atitude de servilismo existente em relação aos poderosos. Até poderá ter alguma razão mas enganou-se no exemplo. Sei por vários testemunhos pessoais como o banqueiro é uma pessoa de trato fácil, que procura uma proximidade e um contacto directo com as pessoas sem pruridos hierárquicos que, com o dom de uma memória prodigiosa, a todos trata amigavelmente pelo nome próprio. Nada destes traços de carácter me parecem incompatíveis com erros ou crimes que Ricardo Salgado possa ter cometido no âmbito da gestão dos seus negócios e que se espera seja julgado com isenção. Daí que me pareçam abusivas as ilações do Daniel Oliveira, essas sim fruto de ressentimentos ideológicos (desprezo cultural, como o próprio lhe chama) em relação à jornalista do Diário Económico. O problema do Daniel é, além de se deixar subjugar pelos tais desprezos selectivos absorvidos da cartilha revolucionária de que não se consegue libertar, a veleidade de querer encaixar as pessoas no seu arquétipo pequenino e a preto e branco com que interpreta a realidade à sua volta. Ainda bem que verdadeiramente não é um jornalista. Para já é apenas um diletante sobrevalorizado, o que é muito pouco para nos preocupar. 

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A voz do dono

por Maria Teixeira Alves, em 25.07.14

Daniel Oliveira, político (mau) e que tem o topete de se intitular jornalista (só se for pelo curso superior que tirou na farinha amparo) resolve escrever sobre mim, para pôr em causa a minha qualidade como jornalista que ele obviamente não conhece, e mesmo que conhecesse não saberia avaliar porque não estudou para isso. Daniel, não vale a pena, peça a quem lhe encomendou o artigo para desistir. Não vale mesmo a pena. Não vai ter o resultado pretendido. Mas boa tentativa. 

 

P.S. Ser criticada por uma pessoa que escreveu isto sobre o Fernando Ulrich: "fica claro que é isso mesmo que falta a este senhor: capacidades cognitivas medianas", deixa-me confortável. A estupidez é sempre acompanhada de uma grande arrogância.

 

 

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Coisas que me intrigam

por Maria Teixeira Alves, em 24.07.14

Se Ricardo Salgado foi detido por causa do presente de 14 milhões que recebeu de José Guilherme, o construtor, porque raio é que só foi detido hoje?

É que pelo menos desde o diz 7 de Julho, altura em que a notícia saiu no jornal I,que se sabe desse "presente".

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O País "improvável"

por João Afonso Machado, em 24.07.14

O não mundialmente famoso sociólogo Adriano Campos terá desgostado da recente visita dos Reis de Espanha à Assembleia da República. Vai daí, abalançou-se ao tratado político escrevendo (sob o título: «Um Rei na Assembleia da República: cenas de um país improvável») preciosidades como esta - «A Monarquia como sistema de governo reside no passado, avesso à democracia e fiel ao fraco ideal do poder por filiação. Não serve aos povos e é inaceitável como meio de subjugação. Mas Portugal é mesmo um país improvável... faltava-nos, pois, um Rei na Assembleia da República».

Impôr-se-ia, face à boutade de Adriano Campos, uma palavra de solidariedade para com os subjugados, e no passado entranhados, povos britânicos, nórdicos, etc, etc, - mais coisa, menos coisa, metade da Europa, pelos vistos avessa à democracia e incapaz de se libertar do poder por filiação. Ou, em alternativa, calcular o escalão etário de Adriano Campos, e situá-lo algures nestas décadas de desensino da República que nos liberta das vantagens do saber.

Mais precisamente - tem-se por hipótese válida - no tempo em que a Sociologia se deapartou da Ciència Política e do Direito Constitucional. Sendo assim desculpável Adriano Campos ignore que a Monarquia não é um sistema de governo; e que assenta na soberania popular, vale dizer na vontade expressa pelas comunidades em escolherem como símbolo representativo (e apaziguante...) da sua nacionalidade a Família reinante. Apenas isso, como bem se constata em Espanha.

Fora este pequeno pormenor, Adriano Campos tem toda a razão - Portugal (demonstra o seu próprio pensamento) é mesmo um país improvável.

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BES escreve aos clientes após falências da ESI e Rioforte

por Maria Teixeira Alves, em 23.07.14

A ES Internacional pediu e já está em falência controlada, e a Rioforte Investments, holding para a área não financeira do Grupo Espírito Santo (GES), apresentou na terça-feira um pedido de sujeição ao regime de gestão controlada ao abrigo da lei luxemburguesa, tal como a sua casa-mãe.

O que quer isto dizer para os clientes do BES, e apenas para estes, uma vez que o Banco de Portugal obrigou à constituição de uma provisão para salvaguardar o interesse dos clientes? Quer isto dizer que a partir de agora vão receber o capital investido em papel comercial da Rioforte e ESI; mas sem qualquer juro. Isso mesmo explicaram os gestores dos balcões aos clientes, que receberam uma carta do banco a explicar que apesar dos pedidos de falência controlada o banco ia pagar-lhes os capital investido nestes títulos de dívida. 

Até aqui, eram as empresas (ESI e Rioforte) que estavam a pagar aos clientes com os juros, tal como o contratado. Agora as empresas não pagam mais nada, têm um gestor de falências que vai vender os activos que restam para depois distribuir o produto da venda pelos credores. 

Os clientes instituicionais (empresas, fundos etc) e os clientes que tinham conta nos bancos da ESFG, Banque Privée Suisse, ES Bank of Dubai e ES Panamá, não estão salvaguardados. Portanto quem tem títulos de dívida da Rioforte e ES International ficará submetido à hierarquia que vigorar na lei luxemburguesa. Em Portugal os primeiros são os credores com algum tipo de garantia, os trabalhadores, credores hipotecários, depois Estado, Segurança Social, depois os detentores de obrigações e os últimos são os accionistas. 

 

O projecto de realização deve respeitar a ordem de prioridade reservada pela lei aos privilégios e às hipotecas. 

No Luxemburgo, o liquidatário judicial deve estabelecer a ordem de prioridade dos credores privilegiados, revertendo o remanescente a favor dos credores que não dispõem de privilégios ou de garantias. O liquidatário judicial convoca então todas as partes interessadas na prestação das contas e apresenta-lhes as contas da falência.

Na sequência da prestação das contas, pode proceder à indemnização dos credores respeitando a ordem resultante da acta de prestação das contas por ele exarada e assinada pelo juiz-comissário e pelo oficial de justiça do Tribunal do Comércio.

 

 

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Vozes da História (2)

por João Távora, em 23.07.14

Excerto duma célebre interpretação de Vasco Santana do número «O Melro e o Fiel» um monólogo retirado da comédia de 1918 «O Conde Barão» de Ernesto Rodrigues, João Bastos & Felix Bermudes (os autores de o Leão da Estrela) uma adaptação livre dos poemas com o mesmo nome de Guerra Junqueiro. Com o disco lascado no início perdem-se pouco mais de 10 segundos de gravação. 

 

Publicado originalmente aqui.

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Soluções do Costa:

por Vasco Lobo Xavier, em 23.07.14

Para António Costa consolidação orçamental e dívida devem ser temas menores, que ficam para outros carnavais.

 

Mas pelo que tenho visto, a sua solução não deve andar muito longe disto. É à americana.

 

 

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Uma espécie de Pordata para os Municípios

por Vasco Mina, em 23.07.14

O Governo lançou ontem o Portal de Transparência Municipal. É uma espécie de Pordata para os Municípios e saúdo esta iniciativa pois (tal como o Portal da FFMS) é um contributo para o conhecimento dos principais indicadores de cada município e com a vantagem adicional de os comparar com os restantes. Vale a pena a consulta e, já agora, fica uma questão que resulta do gráfico abaixo: porque têm os municípios diferenças brutais nos graus de endividamento? O que justifica, para este indicador, a diferença, a título de exemplo, entre as cidades do Porto e Lisboa? Será que António Costa vai avançar com a reestruturação da dívida da CML (cujo passivo aumentou no exercício de 2013)?

 

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Professorais e insurrectos

por João Afonso Machado, em 22.07.14

Esta bulha, ora mesmo passada no noticiário televisivo à porta da Escola Secundária Rodrigues de Freitas (o Liceu D. Manuel, para os da velha guarda), de repente pareceu algum episódio invocativo dos tempos abrilinos em que a rapaziada trocava umas estaladas por causa da política. E fazia greves, boicotes, chiqueiral e não estudava. Mas não, não era indisciplina dos alunos, era dos professores.

Obviamente, andou ali mãozinha de sindicalista. O Big Boss, aliás, fez a sua aparição ante as câmaras, mas em Viseu, cidade onde escolheu dirigir o aparato das tropas. Tudo por causa dos exames a que estão obrigados os "mestres" contratados e contrariados por essoutra obrigação que os colegas discordantes lhes querem impor - a de não comparecerem aos ditos exames.

E assim os profs. aprenderam com a rapaziada - supostamente aprendiz... - a troar tachos e panelas nos corredores, a empurrar os contínuos (hoje, decerto, com título muito mais sofisticado, a compensar a maçada de aturar por acréscimo os docentes insurrectos), a provocar os agentes da polícia, etc, etc.

A grande vantagem de sermos mais velhos, e tão longe irem os tempos estudantis, é justamente a certeza que hoje falha por todo o lado - a de que os reguilas eramos nós, não quem supostamente tinha algo para nos ensinar.  Valha-nos isso...

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É o quê?! Como disse?

por José Mendonça da Cruz, em 22.07.14

Dia sim, dia não, socialistas e comunicação social (passe a tautologia) nos vêm apresentando este homem -- que criou um pântano político e depois fugiu dele; que tomou medidas decisivas para acelerar o nosso caminho para a ruína; que prometeu um mundo sem boys e acabou campeão dele; cujo passo miúdo e vacilante tão bem representa a indecisão e o consenso imobilista -- todos os dias o vêm apresentando como «grande figura», promissor e esperançoso presidente. 

Referem-se a quê?

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Com quem a educação não conta

por José Mendonça da Cruz, em 22.07.14

 

Se eu fosse professor de Português não me reconheceria no Português mal articulado e grosseiro da criatura acima.

Se eu fosse professor de Matemática não reconheceria vitórias maioritárias nuns distúrbios menores e dispersos promovidos pelo retrógrado indivíduo acima.

Se eu fosse professor de História não aceitaria ser representado pelo resquício acima de ditaduras sanguinárias e ruinosas.

Se eu fosse professor de Geografia, não berraria (se eu fosse professor, não berraria) que «a luta é linda de norte a sul» para me referir a uma desordem numa escola entre 88, no Porto.

Se eu fosse um professor incompetente, mal formado, pobre em dotes cívicos, desprovido de aptidões pedagógicas, com habilitações marginalmente suficientes e esquecido de toda prática, eu abraçava com ardor e veemência as acções do sindicalista acima.

Se eu fosse um professor daqueles que considera a profissão nobre, não me afiliaria junto de um militante político vocal e violento, mas inteiramente estranho à educação e à docência.

Se eu fosse um funcionário público excelente, de uma escola pública decente, empenhado em formar alunos válidos, eu faria questão de manter entre mim e Mário Nogueira -- a pessoa, as ideias e a prática -- ao menos um quarteirão, um país, um mundo de distância. Não o fazendo, eu consideraria natural que um governo decente, promotor de uma escola pública decente, empenhado em investir na educação, não contasse comigo. 

 

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E se...

por José Mendonça da Cruz, em 22.07.14

Com Putin na cabeça, leio desconfortado uma frase sobre o deflagrar da Primeira Guerra Mundial, frase  surgida da sagacidade de Kissinger e do novo livro do velho sábio, World Order: «Mais tarde ou mais cedo, a História castiga a frivolidade estratégica.»

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«E a hiena, ri de quê?» - Chico Anysio

por Vasco Lobo Xavier, em 22.07.14

 

Não consigo perceber a alegria de Mário Nogueira e da sua trupe de sindicalistas por terem atrapalhado os colegas que queriam fazer o exame e que estavam a fazer o exame.

Os professores queriam fazer o exame. É seu direito e é importante para eles. E aqueles sindicalistas acham-se no direito de lhes atrapalhar e dificultar a realização do exame. Podiam fazer a bagunça que quisessem, mas só até ao início do exame, acaso tivessem respeito mínimo pelos colegas, coisa que manifestamente não têm. Provavelmente porque já têm o que querem. E não querem mais concorrência.

 

Já é triste ver professores (se é que são) armados em arruaceiros, a querer invadir escolas que não são as suas, a agredir e magoar funcionárias que só estão a cumprir as suas funções, a fingir reuniões sindicais só para fazer algazarra nas escolas (não foi seguramente esse o intuito do diploma de 1974 de que se socorreram). Mas assistir a este lamentável espectáculo de prejudicarem os colegas que estão a fazer os exames?!? Isto supera tudo! E ainda ficam contentes por prejudicarem os colegas! E riem-se, felizes.

 

É uma estranha forma de solidariedade, esta da fenprof.

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