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Estou a ouvir o Fernando Rosas na TVI24...:

por Vasco Lobo Xavier, em 05.05.16

... a defender que só os ricos devem ter acesso à escola privada, que só os ricos podem ter direito de escolha, que só os ricos devem poder optar.

 

Para Fernando Rosas, e julgo que de igual forma para o Bloco de Esquerda, os pobres não devem ter direito de escolha, não podem ter direito de escolha, os pobres devem submeter-se ao que o Estado escolhe para eles, nunca decidir o que prefeririam para si.

 

E quem não pensar como Fernando Rosas é um perigoso liberal. Este país não tem emenda.

 

Post sciptum e acrescentando: o Dr. Silva Pereira, cujo filho estudou em Paris em casa do amigo Sócrates, concorda inteiramente com Fernando Rosas. Este país não tem emenda, mesmo!

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Descentralização, dizem eles

por João Afonso Machado, em 05.05.16

V. N. de Famalicão, Maio de 2016.

Todos os partidos com assento na Assembleia Municipal (PSD, CDS, PS, BE e PCP) se pronunciaram em unanimidade - contra a já declarada intenção do Governo de rever a legislação dos "contratos de associação" com os estabelecimentos de ensino privado e cooperativo.

O corte de turmas resultante dessa iniciativa poderá atingir os 40% em cinco escolas do concelho, afectando quase 5.500 alunos.

Da intervenção dos deputados socialistas na AM, citando: «Deverá garantir-se que o Ministério da Educação cumprirá integralmente os contratos celebrados, não havendo qualquer perda de financiamento relativamente ao que foi assumido no ano passado e que os alunos que estão em turmas com contratos de associação terminarão os seus ciclos lectivos», criando medidas que evitem «o colapso destas instituições e o desemprego de centenas de profissionais».

Em termos idênticos se manifestou a Câmara Municipal de Santo Tirso presidida por um histórico socialista.

Seria bom saber o que se passa: se vamos dissimuladamente a caminho de um novo PREC ou se a Esquerda, com Costa ao leme, se "neo-libelarizou" e está em mandar a eito gente para o desemprego.

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Sobre o amor maior

por João Távora, em 05.05.16

Ontem nas cerimónias fúnebres de um parente meu muito querido, um transeunte anónimo comentava que o finado devia ser alguém muito famoso. Acontece que eram largas as centenas e centenas de amigos e familiares que se apertavam ontem na Basílica da Estrela para uma última homenagem. Para quem trabalha em comunicação como eu, actividade que visa a potenciação de notoriedade e reputação de pessoas ou marcas, este fenómeno a que chamo de “notoriedade orgânica” não deixa de dar que pensar. Acontece que há pessoas que ao longo da sua vida têm o dom construir um largo rasto de sólidas relações sociais, porque feitas de amor verdadeiro. Escuso-me dizer que o amor verdadeiro nada tem a ver com romance, mas antes com dádiva de si aos outros. Porque a vida realiza-se mais plena na medida em que fazemos bem àqueles com quem nos cruzamos. Não me constando que tenha merecido manchetes ou sido notícia de jornais, estou em crer que “a fama” alcançada por este meu parente é aquela que realmente conta na construção de um mundo mais habitável. O seu legado, construido ao longo duma extensa vida, uma história de trabalho, coerência e bondade, está bem espelhada numa das mais bonitas e fecundas famílias que é a sua, uma casa em que eu tive a Graça de ter sido sempre tão bem acolhido.

Em memória de D. Miguel de Almeida 1923 - 2016. Deus o tenha em sua infinita Graça.

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Ricardo Mourinho Félix

Resumindo a participação de Ricardo Mourinho Félix é esta, todos os caminhos do Banif vão dar a: 'Nós [o governo socialista] somos uns santos que tinhamos imensas soluções óptimas para salvar o Banif (como integrar o Banif e o seu buraco na CGD), mas que os malandros da DG Comp europeia não deixaram porque dizem que a Caixa já tinha ajuda do Estado e não a pagou, imagine-se, como é possível que alguém leve o dinheiro público a sério, como se fosse capital privado, e não o deixe usá-lo para um governante sair bem politicamente, pelo menos numa legislatura. Quem propõe integrar o buraco do Banif na CGD depois diz-se indignado com a intervenção no Banif de 1.100 milhões de euros feita em 2012? Tem algum nexo?

A DG Comp tinha tudo combinado com os espanhóis e isto tudo foi de propósito, pois já tinha um fato à medida para vender ao Santander, e o Popular devia estar também combinado com Bruxelas e Espanha pois só isso explica que tenham apresentado uma proposta tão má.

O Banif, qual banco péssimo, é culpa exclusiva da Maria Luís Albuquerque e de todos esses malandros da direita, que tinham obrigação de ter soluções miraculosas para o Banif, soluções essas que o PS não conseguiu ter, mas tudo porque apenas teve pouco tempo. O Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, esse culpado de tudo e mais alguma coisa, porque, entre outras coisas, não propôs o banco de transição para a resolução ao Banif, mesmo que não houvesse possilidade nenhuma de ser aceite, isso agora não interessa nada, o que interessa é apontar culpas políticas ao Governador do Banco de Portugal e transformá-lo no culpado disto tudo ( a ver se liberta o posto).

Na prática tudo serve para fazer oposição política, e o Banif também. Nada mais do que isso, de resto os argumentos de acusação ao BdP e ao Governo anterior são puras balelas, e falsas questões, algumas delas não passam de formalidades e tecnicalidades.

Portanto para o secretário de Estado tudo o que aconteceu ao Banif foi... político. Não teve nada a ver com má gestão privada, nada. Foi político. É tudo político. Só que as perdas, quer dos lesados da resolução, quer dos contribuintes, é sempre real, palpável e pragmática. A política é coisa de diletantes.

 

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Saudades de Pacheco Pereira

por João Távora, em 04.05.16

Pacheco já lutou contra "o socialismo em que vivemos impregnados, e que hoje se chama 'estado-providência', ou 'modelo social europeu', que nos condena à mediocridade'". Pacheco já achou que precisávamos de 'mais liberalismo': "sem mais 'crise' (da de que falava Schumpeter) e sem mais 'boa' insegurança, não somos capazes de mudar. O Estado faz tudo para nos poupar a essa insegurança, e, como toda a Europa, afundamo-nos, pouco a pouco, na manutenção, geracionalmente egoísta, de modelo social insustentável"(revista Sábado, Outubro de 2005).

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Isto vai acabar mal

por João Távora, em 02.05.16

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António Costa soube sempre ao que vinha quando cavalgando a sua geringonça destronou a coligação vencedora das eleições legislativas de Outubro passado. Acontece que contra todas as previsões e num ambiente de pré-guerra civil, o País fora resgatado pelo governo PSD e CDS da iminente falência protagonizada por uma governação socialista de um modelo económico falhado e decadente, dependente do Estado e profundamente condicionado pela adesão a uma moeda “estrangeira”. Estancado o deficit e reconquistada a credibilidade de Portugal perante os mercados, iniciadas algumas tímidas mas dolorosas reformas, permaneciam por resolver a crise de dívida privada escondida nos bancos e a lenta transformação da economia portuguesa fundada em serviços e na construção civil, asfixiada por impostos.
Assim chegamos ao actual “estado da arte”, com um governo liderado por um partido derrotado nas eleições que por força da sua fraqueza política se vê na contingência de substituir a governação do País pela gestão do curtíssimo prazo, com manobras dilatórias e uma agenda esquerdista para o entretenimento das clientelas de que a sua sobrevivência depende. Entretanto a resolução de todas as ameaças e debilidades estruturais que ensombram a nossa economia permanecem sem qualquer abordagem séria.
A impressão que fica é que vivemos nestes dias perigosos uma espécie de nova "acalmação" como a que foi tentada pelos partidos e pela coroa em desespero após o regicídio de 1908. Então, a tentativa durou dois anos até chegar a revolução e o caos dos republicanos. A nova "aclamação", apadrinhada por Belém e pela CGTP, não sobreviverá muito tempo à realidade: as coisas são o que são, vivemos em cima de uma bomba relógio.

 

Publicado originalmente no Diário Económico.

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Vai começar a luta

por Vasco Mina, em 01.05.16

Hoje, nas celebrações do 1º de Maio, o líder da CGTP anunciou que “podem contar que na semana de 16 a 20 de Maio lá estarão os sindicatos a existir respostas às reivindicações e sempre que necessário a sair à rua para demonstrar a força que temos e a capacidade de mobilização suscetível de alterar o rumo dos acontecimentos.” Traduzindo, iremos assistir, nessa semana, a greves, manifestações e concentrações. Arménio Carlos foi muito claro: "só com a luta se alcança a mudança". Quase à mesma hora, mas nos Açores, António Costa afirmava que “a comemoração do 1.º de Maio muitas vezes é luta”. Temos o Primeiro Ministro e o líder da CGTP a falarem de luta no dia dos trabalhadores. E o que faz lutar a CGTP? O aumento de salários, o emprego com direitos, a renovação contratação coletiva e as 35 horas de trabalho semanal para os trabalhadores dos setores público e privado. E porque luta o PM? Contra o modelo de baixos salários e de precariedade laboral.  Até parece que combinaram os discursos e que até poderiam estar na mesma manifestação. Ambos empurraram, uma vez mais e com a barriga, a confrontação. Mas a partir da tal semana de 16 a 20 de Maio será fatal o confronto. Nessa altura, a verdadeira luta vai começar…

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Domingo

por João Távora, em 01.05.16

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».


Palavra da salvação.

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Já há tuc-tuc's para Entrecampos?

por João Afonso Machado, em 30.04.16

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Depois das imagens televisivas da deplorável selvajaria ontem, em frente a Campanhã, a decisão está tomada: taxis só para a colecção; e, nesta, só os verde-negros. No mais, tuc-tuc's se a rampa for muito inclinada ou a volta mais longa. E a Uber, claro, assim viaje de avião, compre um telelé novo e aprenda a solicitar os seus excelentes serviços. Zé Maneis benfiquistas e congéneres sportinguistas ou portistas: por mim, a vossa próxima viagem bem pode levar-vos ao desemprego. Ou ao António Costa, que vai dar ao mesmo mas com mais consumo de combustível e poluição.

 

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Viva o carvão! Viva o antigamente!

por José Mendonça da Cruz, em 29.04.16

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... e eu estou muito zangado com o governo, que devia proibir as empresas de gás e electricidade que arruinam o meu negócio de carvão para aquecimento e cozinha.

Mas estou muito solidário com o ministro Matos Fernandes, que não tem dúvidas de que a Uber é ilegal, tal qual como os mercados, a globalização, a iniciativa privada e o progresso.

E também estou muito solidário com o PC do Porto, esse fantástico Moreira tão amado do PS e tão apoiado pelo CDS, que é pelas companhias aéreas públicas e deficitárias, e está solidário com os táxis (dizem os táxis) contra estas modernices da rapidez, asseio, economia e satisfação do cliente. 

E espanta-me o Dr. Oliveira Costa da eurosondagem, que vem registar o apoio de mais de 70% dos inquiridos à Uber. Que generosidade a do Dr. Oliveira Costa que agora se presta a servir de contrapeso?

(E estou muito condoído com os jornalistas que fazem reportagens da manifestação dos taxistas, a quem Costa ainda não disse para onde devem pender neste caso.)

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A propósito da Uber

por João Távora, em 29.04.16

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Eu sou muito a favor das lojas tradicionais, de luvas, chapéus, mercearias e assim, e também dos taxis verde e pretos com motoristas maldizentes de palito na boca e a cheirar a sovaco.

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À beira-mar plantado:

por Vasco M. Rosa, em 28.04.16

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O PCP vota a favor da "ingerência externa"

por João Afonso Machado, em 27.04.16

Quanto se consegue descodificar a linguagem malabarista da Esquerda, a actual maioria parlamentar recusou votar o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), optando por despachá-lo directamente para Bruxelas.

Vale dizer, será lá, na capital da UE, que o PEC há de ser apreciado e, seguramente, alterado.

Do mesmo passo, e sobre o mesmo tema, o PCP considera essa avaliação uma «ingerência» nefanda em questões da política nacional.

Então?!

Então, a conclusão é obvia: o PEC não serve, e os leninistas são os primeiros a reconhecê-lo. Mas a ganância de manter coesa a barreira erguida à Direita é maior. E lançar depois umas bravatas aos "ses" que Bruxelas colocará ao PEC sempre visará, com vantagem, a costumeira áurea «patriota».

Se os portugueses não perceberem isto, tanto pior para nós. Temos o que merecemos.

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Da sexualidade humana

por João Távora, em 26.04.16

Quando em 1970, em plena revolução sexual o Padre Henri Caffarel, fundador das Equipas de Casais de Nossa Senhora (um movimento católico de espiritualidade e catequese conjugal) planeava uma audiência no Vaticano e propôs ao Papa Paulo VI um discurso sobre “o sentido humano e cristão da sexualidade”, para o qual concebera com o seu grupo de casais um documento de mais de trinta páginas, a resposta obtida de Sua Santidade foi de que “não poderia aceder ao seu desejo por não estar a questão suficientemente amadurecida”.

Se este pequeno episódio é sintomático das dificuldades que a Igreja Católica demonstrou ao longo dos tempos em lidar com o tema, a questão que aqui me traz hoje é se a sexualidade humana alguma vez poderá ser um assunto de fácil abordagem. Não será um mero acaso que o fascínio exercido pelo tema seja proporcional ao da sua complexidade, e sabemos como o assunto vende papel e propicia muitos cliques na internet, mais ainda se a abordagem for simplificada com lugares comuns ou reduzida ao prisma da genitalidade, despertando fantasias e apelando ao voyeurismo.

Acontece que a sexualidade humana será sempre um tema extremamente sensível e intrincado, pleno de subjectividades, como que um enigma, sempre sujeito a reserva e constrangimentos, tanto mais que na sua essência reside ao mesmo tempo a mais sublime realização do Homem no reencontro com a sua outra parte, e os instintos mais básicos, de avidez, dominação e de violência. Assim justificam os antropólogos como ao longo da história as sociedades nunca tenham descurado uma forte regulação na implementação de “restrições sensatas” por forma a precaver a propagação de “paixões descontroladas” com enorme potencial de desestruturação das comunidades e dos seus equilíbrios.

Já do ponto de vista da intimidade da pessoa, da sua história na acumulação sucessos e insucessos de experiências afectivas mais ou menos conscientes ou inconscientes, mais ou menos felizes ou traumáticas, condicionarão sempre uma perspectiva inteiramente descomplexada do assunto: a vivência da sexualidade é, para salvaguarda dos equilíbrios de cada pessoa, um território tão delicado e íntimo quanto será naturalmente sujeito a algum recato. Estranhamente – ou não - uma vivência dos afectos submetida a valores éticos, estéticos e espirituais, constitui hoje em dia uma perspectiva obsoleta e esconjurada, em nome da “liberdade individual”.

Mas acontece que, sob o risco duma total incompreensão por parte dessa cultura vigente, profundamente hedonista e individualista, a Igreja não podia continuar a ignorar que as relações amorosas se estabelecem e também se alimentam através duma mistificação positiva do sexo, da expressão dum “egoísmo saudável” – manifestação duma incompletude e de uma estética eminentemente erótica. Se bem que o amor cristão se define essencialmente na capacidade de doação por um bem maior, pela mesma lógica essa entrega só será fecunda na assunção do exercício de receber, no assumir salutar do seu sentimento de incompletude dirigido ao ser amado. Quem como eu tem filhos adolescentes entende bem a carência desta perspectiva talvez mais primária mas profundamente estruturante, e da premência de uma mensagem que encontre eco no Pátio dos Gentios - ou “nas margens”, como lhe chama o Papa Francisco, onde se encontram as pessoas divididas entre a busca dum conforto existencial sólido e o impacto da estética de absoluto individualismo, do “culto do eu” como primeira e última medida de todas as coisas.

Assim, é com satisfação que se verifica que a assunção da dimensão erótica do amor vem sendo assunto desbravado pela hierarquia da Igreja Católica pelo menos desde as catequeses de João Paulo II sobre a Teologia do Corpo, tema posteriormente continuado por Bento XVI na sua encíclica “Deus Caritas Est” diversos documentos. Nesse sentido a Exortação Apostólica "Amoris laetitia" recentemente dado à estampa é uma corajosa abordagem do Papa Francisco ao tema da sexualidade, da expressão humana do Amor em toda a sua complexidade, numa perspectiva do projecto de realização cristã da existência: a busca da plenitude (ou santidade). Num discurso que sobrepõe a misericórdia ao moralismo e em sentido absolutamente contrário à vulgaridade instituída pela adolescentocracia da nossa sociedade de consumo.

 

Publicado originamente no jornal i

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Tivessem nacionalizado o 25/A...

por João Afonso Machado, em 25.04.16

O que sucedeu foi o «dia inicial, inteiro e limpo», para utilizar a expressão de Sophia de Mello Breyner, nunca aconteceu. Para além de assinalar o fim da II República - um fim desejado por Portugal quase todo - o 25 de Abril abriu as portas à República seguinte, a actual, - actualmente enfermíssima - como as demais expropriada à nascença, desta feita pela plantadores de cravos vermelhos; e ainda agora reclamada por uns contra os outros, ainda agora monopólio da Esquerda maniqueísta, em suma.

Tivesse sido o 25 de Abril nacionalizado: teria sido nosso, de todos nós. E não apenas dos sicários de um projecto ideológico que já vicejava no espírito de muitos dos seus fautores, dos militares do MFA, digamos assim. Tivesse sido o 25 de Abril obra de Salgueiro Maia e outros poucos como ele... e hoje o aniversário da III República não seria como continuará a ser, um marco de divisão nacional, desde o Parlamento aos festejos na rua.

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25 de Abril Hoje…

por Vasco Mina, em 25.04.16

25 Abril.png

 

Celebra-se hoje o 42º aniversário da Revolução de Abril de 74. Tem Portugal, desde que foi aprovada a Constituição, o seu primeiro Governo de Esquerda. Também um Presidente que foi eleito pelo Centro e pela Direita mas que gosta de estar bem com a Esquerda. É um tempo novo na nossa história política. Não surpreende, por isto, que, na inauguração do NewsMuseum, em Sintra, Marcelo cantasse “Grândola Vila Morena” em conjunto e ao lado de um dos homens que votou (em 1976) contra a Constituição e que hoje è Presidente de Câmara com o apoio do PS. Recentemente e a propósito da sua candidatura à Presidência da República tinha afirmado que "é a Grândola Vila Morena que diz que é o povo quem mais ordena. O povo vai ordenar dia 24 de janeiro e veremos se ordena definitivamente ou não”. Curiosamente, no ano passado, numa deslocação a Loulé tinha sido surpreendido por um daqueles grupos que à época se organizava para as Grandoladas. Vale a pena ler este post da gente do Bloco de Esquerda e que hoje apoia o Governo de António Costa (e também ele a cantar ”Grândola” ao lado de Marcelo). Hoje todos estes cabem em Grândola e até parece que fizeram sempre parte da mesma música. Veremos o que irão cantar e com quem nos próximos anos…

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O que levará na lapela?

por Vasco Mina, em 24.04.16

Marcelo leva cravo na mão ao 25 de abril no Parlamento

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Um exemplo

por Vasco M. Rosa, em 23.04.16

Nos jornais, nas bibliotecas, nas editoras até, celebra-se o centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro. Mas na Câmara Municipal de Lisboa, cuja vereadora do pelouro já foi secretária de estado da cultura (em letras pequenas, se não se importam!), a pasmaceira, indiferença, incúria e incompetência são de tal monta, que a placa do prédio na Baixa onde nasceu o poeta de Indícios de Oiro apresenta-se em conformidade com toda a mediocridade e banalidade imperante no centro de Lisboa...

Viva a cultura do partido socialista, os seus autarcas e agentes culturais!

São um poderoso exemplo para o quarto mundo!

 

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Códigos

por João Távora, em 22.04.16

Ontem de manhã, estacionado o carro perto da escola, quando eu ajudava o meu filhote pequeno a por a mochila (sempre carregada de mais) às costas, ele avisou-me que só a queria com uma alça ao ombro. Apesar de vê-lo todo torcido para andar equilibrado, concedi, porque percebi que era assunto sério. Isso ficou comprovado hoje ao ver a irmã mais velha (que tem muito estilo) sair para o liceu nos mesmos preparos, e quando o miúdo pequeno a caminho da escola confirmou-me apontando os exemplos na rua, que a rapaziada se divide em dois grupos: os fixes que levam a mochila só num ombro… e os outros.

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