Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
A pieguice instrumental

 

No princípio de Abril de 2008, o antigo presidente Jorge Sampaio deslocou-se à Universidade de Aveiro para um doutoramento honoris causa. Pregando um sermão fértil em agitação interior, Sampaio avisou que não alinhava no "campeonato das lamúrias". E acrescentou que Portugal precisava de "uma iniciativa privada que não esteja sempre com lamúrias".
 Durante os dez anos em que ocupou o Palácio de Belém, Sampaio bateu-se ardorosamente contra a lamúria e os lamurientos. Num dos seus discursos afirmou: "Para quem, como eu, tem feito da luta contra a lamúria um desígnio prioritário." Estava certo. (…) Em 2005, numa visita oficial ao Chile, disse que "não é com lamúrias e braços caídos que os problemas se resolvem". Triste destino de Passos Coelho. Caso se chamasse Jorge Sampaio, teria a vida mais facilitada. (…) Só que Passos Coelho não é Sampaio. Também não é José Sócrates, que no seu tempo fez uma expedição ao Oeste, elogiando os agricultores da zona por "não ficarem na lamúria". Vergonha, José. (…)
Às vezes o que mais deprime em Portugal não é a pieguice ou a lamúria. É sermos tão previsíveis e inconsequentes, ao ponto de uns continuarem a achar que têm o monopólio do coração e outros fecharem os olhos à verdadeira desvergonha. 

 

Pedro Lomba hoje no Público. Ler versão intergal na versão papel.



publicado por João Távora
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Facebook Initial Public Offering

 

Mark Zuckerberg vai aproveitar o hype do Facebook para lançar uma OPV. Será um bom investimento ou perigosamente "misturar negócios com prazer"? Leia aqui a análise de Hugo Salvado.



publicado por João Távora
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Gente realmente importante

É o homem-estátua com mais anos de serviço em Portugal - um quarto de século, nem mais, quase metade da sua vida.

Nascido em Pisões, Alcobaça, viria a estudar Geologia na Lusa Atenas, curso que problemas graves de saúde não deixaram concluir. A meditação e o ioga fizeram parte da terapia recomendada, e vieram a tornar-se preciosos auxiliares nesta arte que António Santos iniciou em Barcelona e prosseguiu no Porto (Praça da Batalha), Coimbra e Lisboa. Onde o encontrei, em plena Rua Augusta.

Não terá sido uma vida fácil, como todas as dos pioneiros. Foi detido pela polícia, foi apupado, desprezado. Mas detém quatro recordes de imobilidade no Guiness. Exibe-se por todo o Mundo e já só volta a Portugal depois de bem forrar os bolsos em capitais europeias diversas. Afirma públicamente a sua satisfação com esta sua levitante carreira. Não deixa de ser curioso...



publicado por João Afonso Machado
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Pensamentos do Dalai Lima

Entre Grécia e Troika, «acordar» significa decidir a espessura da corda.

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publicado por Jorge Lima
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
A cabrada ou Paris?

Senti-me hoje um Passos Coelho famalicence, o 1º Ministro lá da minha freguesia, eu e ele alvos da assanhada Esquerda moderna, defensora dos direitos dos cidadãos, eterna guardiã do Progresso e da modernidade. Essa Esquerda que desde 1789 não é antiga nem mutável, sempre moderna e bem falante.

Passos recomendou aos portugueses pouca pieguice, terrível injúria, com incalculáveis consequências nefastas, não fora a heróica intervenção de Zorrinho, Louçã, Arménio e não sei se mais algum cavaleiro dessa Távola Redonda, de espada em punho, exigindo desculpas, afagos ao povo ofendidíssimo. Mas sem um cêntimo para uma ambulância que transportasse os mais contundidos na refrega.

Na parte que me toca, atrevi-me há dias a lamentar o fim das profissões tradicionais (no caso, ribatejanas), a par com a sobrelotação das universidades fazedoras de desempregados.

Deus meu, no que aquilo deu!!!

Atacado pelo Batalhão Voluntário do Jugular, vi-me transformado em latifundiário inconformado e vilão (apenas nos sentimentos, nunca nas origens...), vociferando contra a audácia desses rapazolas que largam o ofício de ferrador para se instruirem nas letras e nas ciências... Bradando contra estes tempos insuportáveis em que os serventuários fogem todos.

Lá fui, ao Jugular, deixar uma notinha - de estupefacção ante tanta incapacidade de perceber, ante tanto preconceito. A resposta do cronista saiu ainda mais distorcida. Sem embargo, tornarei lá: são assim os meus links... Não será por outrém que ele ficará a saber dos meus escritos que o atingem.

E que fazer de Portugal, com esta Esquerda à solta (querem ouvi-los jurar que eu propugnei a prisão da rapaziada?...).

Já Herculano se refugiou desgostoso no seu Vale de Lobos. Lamentavelmente, não me posso dar a esses luxos. E lá vou continuando a ajudar o meu irmão Gonçalo a vindimar ou a mungir as cabras. Ou será que devo reingressar na Universidade? Em Paris, por exemplo, sorvendo toda aquela ambiência de la Gauche (toujours moderne).

 



publicado por João Afonso Machado
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Pensamentos do Dalai Lima

Não à porcariedade no emprego.

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publicado por Jorge Lima
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Mariquinhas pé-de-salsa

 

 

Parece que a esquerda e algumas comentadoras etilizadas andam muito indignadas por o primeiro-ministro ter chamado valentes aos Portugueses. Ontem, em discurso na Pedago, Passos Coelho sublinhou as dificuldades que o país atravessa e disse que tempos que as enfrentar e que «não podemos ser piegas». Nas cabecinhas esquerdistas ... aliás, sejamos justos: nas cabecinhas que negociaram e assinaram o mesmo acordo com a mesma troika, e que, portanto, não têm para fazer oposição mais que distorções e epifenómenos ... parece que isto é o mesmo que «chamar piegas aos Portugueses». As cabecinhas, são, portanto, fracas: por cima de não terem ideias, nem sequer compreendem a língua.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
O rei dos piegas

 

 

Não quero ser piegas, mas este Contra-Corrente da SIC Notícias é muito tendencioso na escolha dos blogs para demonstrar a reacção às declarações de Pedro Passos Coelho. A menina só escolheu blogs de esquerda e posts críticos. Quero o direito de resposta!

Recordo que a frase de Passos Coelho é: “Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender”, ilustrou, considerando que só com “persistência”, “exigência” e “intransigência” o país terá “credibilidade”.

Eu estou totalmente de acordo.

 

Parem de fazer barulho para nada, isto não é nada. Esta esquerda nervosa pega em tudo o que pode.

 

O rei dos piegas sabem quem é? o vosso José Sócrates, vítima de inúmeras cabalas e de caças ao homem pelos media...



publicado por Maria Teixeira Alves
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Olha, e se fosses ...

Hoje foi um dia prenhe de alegrias. Hoje soubemos confirmadamente que a Alemanha de hoje nada tem a ver com a de Hitler. Que, aliás, a Alemanha de hoje pensa o exacto contrário do que pensava a Alemanha de Hitler.

Falando em público, hoje, a senhora Angela Merkel lamentou que a Madeira tenha tantas pontes e auto-estradas «muito bonitas» mas que «não «contribuem em nada para a produtividade». É exactamente o contrário do que pensava Hitler das suas pontes e autobahnen. Abaixo Hitler. Viva Merkel. Viva a Alemanha Democrática (salvo seja).



publicado por José Mendonça da Cruz
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Proprietários de imóveis, rejubilai! A crise acabou

A crise imobiliária acabou em Portugal, e os imóveis já valem outra vez mais do que valiam há 3 anos. A notícia vem implícita nas páginas 28 e 29 do Jornal de Negócios de hoje. Ali se diz que a Federação Portuguesa de Futebol procura dar ao fisco, como garantia dos 13 milhões de euros que os clubes devem, o antigo edifício da sede, na Praça da Alegria. Um  prédio, portanto, avaliado em 13 milhões de euros, ou 2,6 milhões de contos.

E como é que nós ficamos a saber que a crise acabou? Ora, porque se este não fosse o valor justo daquele imóvel, então seria um favorecimento inaceitável aos clubes por parte de um fisco que cai a pés juntos sobre qualquer vulgar contribuinte. Não ficam contentes por os vossos imóveis valerem desde hoje o dobro? 



publicado por José Mendonça da Cruz
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Monarquia

 

(...) Uma Rainha. Um contrato de gerações, para além dos Estados. Um problema para quem não compreende a tradição. Nem a macropolítica. Não cabe numa folha Excel. Nem num regulamento de manga de alpaca feito notável da treta. A Ler na integraJosé Adelino Maltez


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publicado por João Távora
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Meia dúzia

 

Passam hoje seis anos que começou o Corta-fitas, uma ideia dos seus fundadores Duarte Calvão, Francisco Almeida Leite, Luís Naves e Pedro Correia, grupo ao qual um mês depois se juntaram o João Villalobos e o João Távora. Desde então mais de uma dezena de corta-fiteiros se juntaram neste blog, cujos percalços e virtudes conduziram ao que somos hoje. Pensamos que valeu a pena o acidentado percurso, que vale a pena continuarmos por aqui a cortar, que afinal é o nosso desígnio, a nossa vocação. Obrigado a todos.


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publicado por Corta-fitas
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Chegando à ponte, à direita...

Quinze anos são muitas rotundas e variantes novas. Um País diferente e um mapa indecifrável. Mesmo assim fugimos à auto-estrada.

- Vamos por aí fora? Até Tomar?

Sim, era para ir. Sem medo e com todo o vagar dominical. Também há já um ror de tempo não rumava aquelas bandas. Assim começámos a trepar o distrito de Santarém. Apesar de tudo, atarantados com tanta inovação em tão desvastada Pátria...

Muitas cornucópias após, a cidade do Nabão. E o recanto que eu trazia em mente. Junto ao rio, exposto ao sol, polvilhado de migalhas para as pombas. Sobrevoado por patos reais, musicado pelas águas nos açudes. Nem mais do que esse saudoso lugarzinho de petisco. Quem chega à ponte velha.

Depois foi o passeio pela zona histórica. Depois - da conversa, dos olhares, dos silêncios, do cão semi-vadio, depois de tudo o que faz a diferença entre a Provincia e os grandes centros urbanos.

Depois destes pedaços de calçada, das trepadeiras ainda em uso, da ausência da construção em altura... Depois dos saturantes dias da semana. E antes deles, infelizmente.



publicado por João Afonso Machado
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Pensamentos do Dalai Lima

Governo quer acabar com tolerância na sociedade portuguesa.

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Sinais a ter em conta

 

Deste inquérito do portal Sapo já fechado, se concluí no mínimo, que o ideal monárquico continua vivo e que o regime implantado a 5 de Outubro não é uma questão fechada. Mobilizaram-se e votaram mais monárquicos do que republicanos! 


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publicado por João Távora
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Oh Baby Dry Your Eyes

Dívida portuguesa é de 110 por cento do PIB

 

Pedro Passos Coelho pede aos portugueses para serem "menos piegas"



publicado por Maria Teixeira Alves
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Que venha então tal referendo

 

Se a Restauração vier, virá para aprofundar a liberdade e a união de todos os portugueses. Foram cem anos perdidos, de bagunça seguida de ditadura e ditadura seguida de bagunça. Que venha, pois, o tal REFERENDO.


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publicado por João Távora
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Tolerância de ponto no Carnaval
 
"Espero que os portugueses percebam que não estamos em tempo de falar de tradições"
 
Como diria Woody Allen, "a tradição é a ilusão da permanência".


publicado por Maria Teixeira Alves
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Carta aos editores desastrosos

Uma campanha do Banco Alimentar, graficamente muito simpática, propõe que cada tonelada de papel velho doada resulte em 100 euros para apoio a carenciados. Pensei naqueles editores que há anos não sabem de todo o que estão a fazer e inundaram os seus dispendiosos armazéns de inutilidades ruinosas, levando ao desastre uma das colunas da vida cultural e da capacidade intelectual duma nação.

Agora que o assunto é sobreviver, pois que reciclem aquela demonstração da sua incapacidade e arrogância. Livram-se até dum duplo peso, se é que algo lhes pesa...
Afinal, livros são alimento. Mais cedo ou mais tarde, pouco importa.



publicado por Vasco M. Rosa
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Momentos de um país de doutores

Falar com um ribatejano de gema, já se sabe, é voltear cavalos, memórias dos seus heróis equídeos, exponenciar esperanças no futuro dos potros, enfim, louvar a festa brava... E comer um petisco bem demolhado num copito. Foi assim, em parte, este fim-de-semana.

Há os mais e os menos apetrechados. O meu anfitreão mantinha as suas quatro éguas, duas poldras baias também, liam-se os seus olhos, porque isso era mantê-lo vivo. Agarrado ao seu mundo de sempre.

De modo que esse foi o tema da conversa. As obras no picadeiro, as atrelagens a necessitar restauro, as rações, as semeaduras... Até chegarmos ao ponto que mais me interessava, mácula que há muito já se sofre aqui no Norte:

- E para ferrar os animais? Não faltam os ferradores?

Pois, isso começa a ser um problema. Os ferradores, os corrieiros, gente que saiba lidar com os breaks, as charrettes...

- Tenho aqui um tillbur todo desmontado... A capota a estragar-se...

Neste Portugal de desempregados, falta pessoal para trabalhar na terra dos cavalos, nas correlativas especialidades. Quer-se um ferrador, e ele dificilmente aparece. Ou melhor: é certo, já andam aí uns jovens, holandeses ou belgas, conhecedores do ofício, a oferecer os seus serviços no Ribatejo.

Azaradamente, a preços a que se habituaram nos seus países de origem.

Mas não quem nos tire a miragem da Universidade, julgo. Até para poder barafustar contra o elevado custo das propinas.



publicado por João Afonso Machado
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O quê, eles não dão tolerância?


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Pensamentos do Dalai Lima

Depois de Belém, também Madrid vai ter uma estátua em cera do Presidente Cavaco Silva.

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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Tempo para patriotas, não para cabeçudos

 

Muitos portugueses ainda não terão entendido bem a gravidade da situação nacional, e o perigo de bancarrota que nos espreita, menos ainda as consequências de tal acontecimento. Seja qual for o desenlace, o certo é que vivemos uma mudança de paradigma, uma esquina da História, daquelas que inevitavelmente marcarão por muitos anos os manuais escolares do ensino obrigatório.
Agora, virem  os líricos que nos conduziram a esta desgraça liderados pelo herdeiro Seguro, reclamar contra o corte da "tolerância de ponte" do Carnaval, uma festa confrangedora, uma exibição patética de pobreza que algumas autarquias teimam em queimar euros que não possuem, parece-me trágico no mínimo. O mesmo juízo aplico aos que julgam a “medida certa no tempo errado”: num país em vias de extinção, dependentes por um fio de cabelo dos credores estrangeiros que vão mantendo dinheiro a circular nas nossas caixas de multibanco, numa república sem economia, sem qualquer autonomia energética, sem indústria, agricultura ou pescas, dependente dos outros nos bens mais básicos, que penhora o feriado da independência perante a indiferença geral, estas vozes parecem-me profundamente desafinadas com a realidade. Oh gente, que se lixe o Carnaval, deixemo-nos de cabeçudos, mãos à obra e restauremos Portugal!

 

P.S.: Hoje o Carnaval, com os seus traços de frivolidade, folgança e luxúria impera em todo o calendário de festividades: a mais radical diversão e toda a espécie de devaneios, fantasias e alienações, encontram-se disponíveis no mercado, todos os dias a todas as horas, para todas as bolsas. Isso explica o patético espectáculo em que caíram estas descontextuadas e incaracterísticas festas, alimentadas e mantidas em desespero por algumas teimosas autarquias. Um confrangedora exibição de pobreza. Ler mais»»»


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publicado por João Távora
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O direito à solidão

Cada homem tem direito à sua vida, cada homem tem direito à sua solidão. Mais do que realizar-se no meio dos outros, só vive plenamente quem for autónomo. Todos temos direito a um espaço nosso, a um mundo onde possamos ser quem somos.

 

O paternalismo é a forma mais vulgar de lidar com aqueles a quem não se respeita a solidão. É o vício comum de tentar salvar os outros dos perigos que, alegadamente, representam para si mesmos. Partindo disto, diz-se-lhes que não mais terão de se preocupar consigo próprios, para, com proibições e obrigações, lhes sugar a liberdade e acabar muitas vezes por lhes causar maiores danos do que aqueles que se pretendiam prevenir.

 

É melhor errarmos autonomamente do que acertarmos por força de uma vontade alheia. É importante deixarmos que aqueles a quem queremos bem falhem e preparamo-nos para os ajudarmos depois.

 

Nenhum homem tem naturalmente direito sobre a vida de outro. Somos livres perante nós mesmos, e perante os outros, mas nunca sobre ninguém.

 

Deixar morrer um pai é um crime hediondo. Matar um filho, também. As suas aparentes faltas de utilidade não refletem de forma alguma o seu valor mais íntimo e profundo: serem solidões com tanto direito como nós a existir aqui. Há que cuidar dos pais e deixar nascer os filhos. No tribunal de qualquer consciência, na mais íntima solidão de cada um, não se encontra qualquer fundamento que permita inocentar quem aniquila uma vida humana. Tenha ela mais passado ou mais futuro... é igual.

 

 

(publicado no jornal i - 4 de fevereiro de 2012)



publicado por José Luís Nunes Martins
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Beber um copo com o regime não é colaboracionismo (II)

 

Diz que o prato foi a malhar no Cavaco. Pois é, o mais fácil é o fogacho da guerrilha facciosa que convida os portugueses à fractura, objecto próprio dos partidos, cuja genética é contrária à Instituição Real. O difícil é cativar as pessoas à volta de valores e causas perenes - a coisa não dá escândalo nem promove vaidades. Enfim, é difícil "vender". 




publicado por João Távora
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
Testemunho

 

O Cristão, por definição aquele que é de Cristo, não é, não lhe compete ser Exemplo para ninguém: esse é um indesejável equívoco que quase sempre serve interesses duvidosos. O nosso Exemplo é unicamente Jesus, de Quem nos cumpre a vontade de sermos fiéis Testemunhas, com a inspiração do Espírito Santo.


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publicado por João Távora
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
Cuidar
Virginia Gandee's brilliant red hair and dozen tattoos belie the reality of this 22-year-old's life. Inside her family's Staten Island trailer her caregiving goes far beyond the love she has for her daughter. See the project at http://mediastorm.com/training/take-care


publicado por José Luís Nunes Martins
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Ou bem que há moralidade ou comem todos

Ainda a respeito da suposta “Censura” ao Pedro Rosa Mendes, não me lembro de nenhuma crónica dele nessa Série da Antena 1, mas por azar dos Távoras calhou-me ouvir umas quantas alarvidades duma tal de Raquel Freire, por exemplo, exaltando a masturbação feminina, ou incitando a insurreição popular contra o capital e outras conspirações malévolas. Mas a afronta com os dinheiros públicos não pára aqui, e não vemos chegada a hora de caducar o contrato do programa "Esplendor de Portugal" às terças-feiras depois das 19.00hs (horário nobre), em que  Juan Goldín, argentino, Fátima Monteiro, cabo-verdiana e Ronaldo Bonacchi, italiano, proferem as mais baixas vulgaridades nessa mesma Antena “de todos nós”.

Ainda não percebi porque carga de água são sempre as “minorias” do mesmo lado, com direito à Antena paga pelos contribuintes. Se é para serem “fracturantes” e “originais”, e para haver verdadeira equidade, porque não há-de a rádio pública convidar aos seus microfones uns Nacionalistas ou simpatizantes Nazis que afinal também sabem umas juntar frases bombásticas com sujeito, predicado, e complemento directo?



publicado por João Távora
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Força, Força, Camarada Vasco!

 

Porque é que a rebeldia é tida por exclusivo da esquerda? Do que me é dado ver, a esquerda não é rebelde, mas acomodada e sempre afoita para receber prebendas, sei lá, desde o tempo do Proudhon. Mas, valha a verdade, conservador costuma rimar com acomodado, amigo do statu quo.

É por isso que um conservador de rótulo, rebelde de espírito, como Vasco Graça Moura, que traça o rumo e segue a direito, dizendo o que acha, desagrade a quem desagradar, me enche as medidas. É o puto que por mais que se esforce não consegue ver o fato novo do rei e estraga a festa.

O Acordo é mau. Nasce, na melhor das hipóteses benignas, do vício esquerdino de unificar normalizar padronizar. Mas é muito menos ainda que isso. É mau tecnicamente, permitindo que as excepções pululem, como carpinteiro trapalhão que faz trinta emendas para que o tampo da mesa nova fique direito. E destina-se a abrir caminho e mercado aos irmãos brasileiros, até ao dia, que já não tarda, em que se fale nos areópagos em «brasileiro» e «brasileiro de Portugal».

A batalha pode até estar perdida - acho que não está - mas é nas batalhas perdidas que se vê a beleza da verdadeira rebeldia. O sniper que fica para trás a defender o torrão quando os irmãos de armas bateram em retirada, mandados por general acomodatício.

Obrigado, Camarada Vasco, por não ser um mero espectador. Espete-os lá onde lhes dói. E já agora, chateie o Coelho e o Relvas.

 



publicado por Jorge Lima
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Censura?

Já estou como diz o PM. Não me preocupa nada a demissão da Direcção de Informação da RTP. E não me preocupa porque, ciclicamente, temos notícias destas em Portugal. Quando na fobia pós revolucionária se nacionalizou quase tudo o que havia para nacionalizar, ninguém se importou com os milhares e milhares que Portugal perdeu com esta brincadeira.

 

Já cá ando há algum tempo para me lembrar que, quando se decidiu que a Comunicação Social - nomeadamente a televisão – poderia ser de iniciativa privada, foram muitas as vozes que se indignaram e alertaram para supostos perigos, como se os privados em diversas áreas não sejam francamente mais eficazes que o Estado.

Dito isto, não somos ingénuos. PS e PSD, ao longo de vários Governos, tentaram sempre condicionar a Comunicação Social e não há inocentes nesta matéria. Ainda se lembram das polémicas criadas pelo ex-PM José Sócrates? Dos telefonemas irados do próprio aos jornalistas, das ameaças de membros do seu staff aos jornalistas? Da guerra suja criada à volta da TVI? Ou dos 10 anos de consulado cavaquista - embora tenha sido um Governo de Cavaco Silva que tenha aberto caminho à privatização da TV?

Causa-me asco que os partidos queiram fazer tábua rasa do passado, recente ou não, e apareçam como virgens impolutas. Adaptando a saudosa Maria José Nogueira Pinto, em matérias de censura ou de condicionamento dos media, eu sei que PSD e PS sabem. Corrijo: em matérias de censura ou de condicionamento dos media eu sei que todos os partidos sabem.

Há tentativas de censura nos media? Digo taxativamente que sim. Uma censura bufa e ridícula, por vezes encapotada, tantas vezes com a promessa de acesso do jornalista a fontes supostamente inacessíveis, em que os jornalistas são aconselhados a escrever artigos laudatórios de determinada pessoa, a criticar outra só porque sim, a colocar a notícia x ou y em manchete, a tentar condicionar-se o alinhamento dum telejornal ou de outro. Sempre houve e sempre haverá. No sector público e no privado.

Cabe a cada jornalista saber gerir esta pressão e esta tentativa de condicionamento. Fui jornalista durante anos e também me tentaram condicionar num ou noutro sentido. E fui grandinho o suficiente para agir sempre de acordo com a minha consciência e ética profissional. Pessoalmente, digo-vos que detesto mangas-de-alpaca que, só para agradar ao chefe – e tantas vezes sem o conhecimento dele – são mais papistas que o Papa e decidem unilateralmente o afastamento ou o silenciamento da pessoa x ou y apenas porque esta se atreveu a dizer mal do patrão. Ou de amigos dele.

Esta história do Pedro Rosa Mendes até pode estar mal contada ou pode ter sido tudo uma infeliz coincidência. Não é inédito. E vai voltar a acontecer. Neste ou noutro Governo qualquer. É chato? Pois é. É a vida, como dizia Guterres.



publicado por Francisco Mota Ferreira
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Sexta-feira com um agasalho

Zooey Deschanel



publicado por Corta-fitas
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Pensamentos do Dalai Lima

Vasco Graça Moura acometido de fúria ao tentar grafar «CCB» e sair «CB».

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publicado por Jorge Lima
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Debate?

Esta noite vai haver num famoso bar de Lisboa (que já conheceu melhores dias, ou antes, melhores noirtes!) um debate sobre o regime político, república ou monarquia. Não tenciono ir, ainda que isso represente o reencontro com velhos amigos que talvez lá apareçam. Não vou porque debate significa diálogo e não uma sucessão de monólogos mais ou menos bem elaborados que esgrimam posições desde sempre claras e clarificadas. A república tresanda a uma noção absurda de pátria e de povo, e aqueles que ali vão defendê-la são os mesmos que há pouco tempo não levantaram um dedo sequer de reticências quanto à celebração demagógica da primeira república. Sendo assim, vai ser perder tempo. Por outro lado, gostava de dizer isto: quem serve o rei não busca protagonismo mediático.



publicado por Vasco M. Rosa
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Será que se privatizassemos a presidência da república os chineses levavam-na?



publicado por João Távora
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
Acabar com o semi-presidencialismo redundante era já uma poupança em dinheiro mas principalmente em ineficácia

O senhor Presidente da República acha perfeitamente normal e possível que a economia nacional seja alimentada pelo investimento e pela despesa pública e que o Estado se endivide o necessário e o suficiente para manter bem gordinhas as empresas que só sobrevivem com as obras e os consumos das autarquias, das regiões autónomas e da monstruosa administração central. (...)

A determinação (do Iº ministro em cumprir o acordo com a Troica) é boa e obviamente que um governo responsável não tem mesmo outro remédio. Mas como há muitas maneiras de levar a água ao moinho e o hábito faz o monge, é preciso avisar Pedro Passos Coelho de que aumentar impostos não é de certeza o caminho certo para Portugal, os portugueses, a economia e o emprego. Cumprir o programa pelo lado da receita é matar de vez o crescimento económico e atirar mais portugueses para a miséria absoluta. Ler mais»»»

 

António Ribeiro Ferreira no jornal I 


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publicado por João Távora
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Mais informação objectiva

 

Agora é o Expresso Online:

 

Espanha quer voltar atrás na lei do aborto

 

Não adianta. Para os sumos sacerdotes conhecidos por «jornalistas», preservar a vida, se não é retroceder, é voltar atrás.

 



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/espanha-quer-voltar-atras-na-lei-do-aborto=f702448#ixzz1lAcWo3GT



publicado por Jorge Lima
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Beber um copo com o regime não é colaboracionismo

 

 

 

“Beber um copo com o regime” é um debate que promete ser renhido na Sexta-feira à noite no Bar Frágil. Patrocinado pelo PPM com Aline Gallasch-Hall em sua representação,  incluirá monárquicos de vários de várias paragens, como os membros do Conselho Monárquico da Causa Real Gonçalo Ribeiro Telles e Luís Coimbra, além de ilustres "independentes" como o Miguel Castelo Branco. Dos republicanos não conheço nenhum. De qualquer forma é um acontecimento a não perder.



publicado por João Távora
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Os tempos têm fim

Percebi o esforço, essa intenção de se irmanar aos botes, chamá-los pelos nomes. De viver os seus dias na baía, tratando-lhes das velas, a mão dada a namorar-lhes o leme. Era uma história de infância com o berço vagamente deslocado, o leite cedido pelo biberon de alguém mais compadecido. Porque nada acontecera, nem aconteceria depois. Fora apenas um momento de euforia, talvez um efeito do multicolorido dessas horas festivas.

Não tornaram os botes. Não tornaram, é claro, à conversa e à pretensa erudição das suas palavras, porque na realidade os botes estão lá, na constância dos seus navegantes.

Sempre foi assim. Aceitem-no os botes, aceitemo-lo todos. Os tempos têm fim, e o fim dos tempos é o apagar da memória. Quando se erguem já as chamas da desvergonha.

 



publicado por João Afonso Machado
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Das "Memórias de Um Átomo"

«Fora notícia: o senador morrera de uma bala certeira no coração. Capturado e prontamente julgado, o autor do atentado sofreria pena capital. Depois de amanhã, por esta hora...

A indignação tomou conta dos republicanos portugueses. A condenação à morte era a maior cuspidela na sua Ética. Convocados por Soares Pai, compareceram todos no local escolhido: o sótão de Alegre. Para ser mais democrático, mais clandestino.

O anfitreão, sempre grave, sempre patrióta, acolhia-os de braços abertos, emocionadamente:

- E o Aquilino, o Tito, o Rego, o Cal?

Soares Filho viu-se obrigado a lembrar-lhe que esses convivas haviam já morrido. Mas todos se curvavam ante a sua memória...

- Ah, pois! Já me esquecia. A mim não há quem me mate! Só a morte!

E passaram à ordem do dia: a viagem aos EUA para uma manifestação pelo direito à vida, junto da prisão do Texas.

Simplesmente... eram poucos, não os bastante para erguerem a bandeira da República e uma tarja alusiva. Além de que as deslocações estavam caríssimas e rareavam as sinecuras.

- Oh Reis, vê lá se arranjas algum...

- Eu? Quem manda agora é o Lima. Falem com ele...

Alguém sugeriu também contactassem o PSD. Que diabo! Neo-liberais, ninguém o negava, mas nem todos destituidos da Ética republicana.

- Vou ligar à Mozart!

- Eh pá, para essa não! Consta que o pessoal não paga as contas e já lhes cortaram o telefone.

E a reunião (o complot) ameaçava ficar nisto: na contagem de espingardas - escassas - e dos pecúlios - já não os de outrora... Desanimadamente. Foi quando alguém lembrou:

- Vocês sabem, faz hoje 104 anos mataram o Rei D. Carlos e o Princípe.

Instalou-se o júbilo total!

- Rapazes: temos mesmo de ir aos EUA. Além da Fraternidade comemoramos também a Liberdade e a Igualdade».

 

(Com a devida autorização do meu Amigo J. da Ega, a quem muito grato sou).



publicado por João Afonso Machado
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