Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Sócras na escola

Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva.
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- PAULINHO.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:

1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.

Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder a perguntas.
Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é o seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??



publicado por Rui Crull Tabosa
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Seja de esquerda. Cale-se.

O Dr. Alfredo Barroso, em voz tonitruante e aos pulos, decretou hoje no Frente-a-Frente do jornal das 9 da Sic Notícias que «todos os orgãos de comunicação social portugueses estão na mão da direita». Porquê? Não se percebeu. Mas, depois de puxar lustro aos galões de ter vivido até aos 29 anos sob censura, Barroso deu a entender que tal se depreende do facto de todos os orgãos de comunicação social portugueses não fazerem silêncio sobre as manobras de Sócrates. Se fossem de esquerda, deduzo, calavam e calavam-se.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Ideias boas para o nosso primeiro copiar

"Hugo Chávez inaugurou um programa de rádio que emitirá sempre que lhe apetecer", ou seja, "a qualquer momento, inclusive às três da manha".



publicado por Rui Crull Tabosa
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Justiça formal é isto

Ilustremos com uma ficçãozinha não muito absurda.

Um jornalista condenado à revelia a 3 meses de cadeia por crime de liberdade de Imprensa, está livre e fugido, embora devesse estar detido. Em passeio, casualmente, vê e fotografa o flagrante de um crime: A mata B, na presença de C, um agente policial corrupto. A fotografia é publicada e nela se reconhecem a vítima, B, o criminoso, A, e o cúmplice, C.

Que fazer?

Segundo os socialistas não só nada se passou, como deve prender-se o jornalista, cujo estado de liberdade é um atentado à democracia. 



publicado por José Mendonça da Cruz
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E eles gostam? E prestam-se?

O PS exigiu hoje que sejam ouvidos nas audições parlamentares sobre ameaças à liberdade de expressão os seguintes indivíduos: José Pereira Leite (o director do Jornal de Notícias que censurou a crónica de Mário Crespo), Paulo Baldaia (director da TSF), Emídio Rangel (suponho que por valiosos serviços prestados na Sic) e João Marcelino (director do Diário de Notícias). JN, DN e TSF pertencem todos à Controlinvest, de Joaquim Oliveira.Não tenho dúvidas de que defenderão bem a sua dono, perdão, dama.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Frases que impõem respeito aos 'Abrantes'

"Se tiveram um plano para adquirir uma empresa para calar alguém, acho mal, estou contra, não é segundo as regras da sociedade em que eu gostaria de viver", diz Vera Jardim no programa Falar Claro (RR), a propósito do caso TVI.



publicado por Rui Crull Tabosa
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Só lhe fica bem...

"Fui muito menos atacado. Nunca ninguém me disse coisas que agora dizem do Primeiro-ministro", disse hoje Mário Soares.



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Nestes dias vale a pena lá ir...

 

Jugular. É nome de veia, mas também significa "assassinar, debelar, decapitar, degolar, descabeçar, dominar, extinguir, sufocar."

Nunca naquele blog houve tanta vontade de concretizar o que o define, como se pode ver aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

A continuarem assim, o abrantes fica sem nada que fazer ...



publicado por Rui Crull Tabosa
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Medo, hesitação, confusão, fraqueza

Paulo Rangel foi o autor do primeiro alerta contra a asfixia democrática do 1º governo Sócrates. Acerta agora em cheio ao dizer que vivemos já apenas numa formalidade de Estado de direito. Diagnóstico em cheio, aviso corajoso, tempo oportuno. É confrangedor ver, perante isto, a tibieza, o meio termo pardacento, o cinzentismo do PSD em Lisboa, nomeadamente de Aguiar Branco.

Já não bastava andarem entretidos em longas hesitações e crises durante uma crise política e económica gravíssima. Agora também vieram explicar que são fracos e têm medo.



publicado por José Mendonça da Cruz
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A Europa já não lhes parece tão boa

Celebraram a construção da União Europeia quando lhes pareceu que tudo se resumia a entrada de verbas. Apressaram sem curar do interesse nacional (ao contrário do que fizeram Espanha, Irlanda, Polónia, com ganho) a celebração de um tratado guiados pelo seu único provinciano objectivo: que se chamasse «de Lisboa». Descartaram fatias de soberania. Mas agora indignam-se e rasgam as vestes quando um deputado europeu, Paulo Rangel, alerta («lá fora», dizem eles, diz uma nervosinha Inês Medeiros, «lá fora» que o internacionalismo afinal dói) para aquilo que a maioria já compreendeu cá dentro: que vivemos num estado democrático formal, não substancial. Pois é, a União Europeia não é só verbas. É também democracia e, dentro em pouco, vigilância e correcção financeira e económica, quando os gastos desbragados e a incompetência deste governo ameaçarem ainda mais a zona euro. Mas disso - de que lhes tirem da mão e da esfera da responsabilidade o combate às consequências da sua governação - os socialistas vão gostar. 



publicado por José Mendonça da Cruz
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Levantemo-nos do chão! (2)

 

A  petição Todos pela Liberdade atingiu já mais 5400 signatários: na quinta feira frente ao parlamento teremos que ser muitos mais.

 


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publicado por João Távora
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Os amigos são para as ocasiões...

Sócrates voltou a apontar “a falta de princípios dos partidos” que fizeram “ataques políticos de carácter” contra si, dizendo mesmo que “foram longe demais” ao atacarem não só o primeiro-ministro “mas também a justiça e as decisões do procurador-geral da República e do Supremo Tribunal de Justiça”.
E acrescentou, pressuroso, que “Não é bonito tentar aproveitar crimes que foram cometidos para atacar o PGR”. 

Portanto, para Sócrates, o 'Sol' cometeu o crime de começar a dar a conhecer publicamente os crimes - estes sim, verdadeiros -, do caso "Face Oculta", que a situação queria esconder do País.
 



publicado por Rui Crull Tabosa
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Piadas fáceis

José Sócrates, hoje: “Mantenho tudo o que disse no Parlamento e que nunca o Governo deu nenhuma orientação à PT para comprar nenhuma estação de televisão”.
 



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Yes, Prime Minister

A 25 de Junho de 2009, num debate parlamentar, José Sócrates referia-se ao caso do plano de compra da TVI pela PT do seguinte modo: “Como eu o percebo, Sr. Deputado, como eu o percebo! Portanto, o Sr. Deputado acha que a TVI tem seguido uma linha contra o Governo e deve manter-se assim. Nada de alterar as linhas editoriais! Olhe, Sr. Deputado, eu nada tenho a ver com linhas editoriais, muito menos da TVI. Já disse tudo o que tinha a dizer sobre a TVI. O Governo não dá orientações nem recebeu qualquer tipo de informação sobre negócios que têm em conta as perspectivas estratégicas da PT.”
À saída desse debate, o mesmo Sócrates garantia à comunicação social que “o governo nada sabe nem deu nenhuma orientação” à PT para a compra da TVI.
Mas em Novembro seguinte, o mesmo José Sócrates já introduzia a seguinte nuance ao seu discurso: “Nem eu nem o Governo tínhamos qualquer conhecimento oficial, nem nenhuma informação prévia de nenhuma intenção empresarial da PT”, já que uma coisa são “conversas com pessoas amigas”, que são “privadas” e “outra coisa é um primeiro-ministro ter conhecimento oficial ou prévio” de determinado assunto.
Quer dizer: primeiro não sabia, depois já parece que sabia do negócio (pudera!...), mas enquanto ‘amigo’ Sócrates, e não como ‘primeiro-ministro’ Sócrates, sendo certo que o ‘amigo’ Sócrates nunca diria nada ao ‘primeiro-ministro’ Sócrates de que os ‘amigos’ do Sócrates estavam a comprar a TVI para agradar ao ‘primeiro-ministro’ Sócrates…
Estas nuances fazem sempre lembrar como o original é melhor do que a cópia.

 



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Faltam menos de 48 horas pr’á manif, pá!

Em pouco mais de 24 horas, a petição “Todos pela Liberdade” já recolheu mais de quatro mil assinaturas e vai, por isso, ser discutida na Assembleia da República.
É preciso mais assinaturas e, acima de tudo, muita gente com roupa branca na próxima 5.ª feira, à porta do Parlamento.
Se o individualismo ceder e a praça se encher, nunca mais um primeiro-ministro Português terá sobranceria à Pinto de Sousa.



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Não batam mais no ceguinho

 

 

Obviamente não será a Taça da Liga que irá salvar a época deste desastrado Sporting em que as “estrelas” da era Bento preparam a sua saída pela porta dos fundos no final da época. Se me é impossível abster e desligar do afundamento do meu país, manda o mais elementar bom senso não me desgastar com as veleidades da bola: logo á noite de forma alguma assistirei ao derby, que eu não sou masoquista. 

 

PS: Caganda bruto!



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Pela Liberdade - assinar a petição

 

 

AQUI


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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Como eu o percebo...

O Ministro da Guerra diz que a divulgação das escutas telefónicas pelo Sol  "Foi mais um passo num processo que (...) põe em causa fundamentos básicos de um Estado de Direito".



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A matilha

Cláudia Köver, n'A Regra do Jogo, teve o atrevimento de apelar à assinatura da Petição "Todos pela Liberdade" e o previsível resultado é um rol de comentários baixos de aparatchiks situacionistas não habituados a que cada um pense pela sua cabeça.

Daqui a cumprimento e 5.ª feira lá estaremos.



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Frases que impõem respeito aos 'Abrantes'

"...as escutas publicadas, extraidas do processo judicial "Face Oculta", podem constituir jornalismo de buraco de fechadura e grosseira violação do segredo de justiça, mas o conteúdo indesmentido delas inquieta."
"Nao é possivel - e, como socialista, não me parece útil - varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA."
"Acresce que o que foi publicado - e até hoje não foi desmentido - reforça dúvidas sobre a actuação das mais altas instâncias do Ministério Público."
"É o Estado de direito democrático que pode estar em causa."
 

(Ana Gomes, aqui)



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5.ª feira vamos estragar o almoço ao primeiro

É que, já dizia o outro, "pertence à natureza das coisas que o que é inatamente mau, mau permaneça"...

 

Em tempo: nem de propósito, ouço agora Felicia Cabrita dizer na SICN, sobre o plano envolvendo o Gocverno e visando o controlo da TVI, que, para além das escutas já conhecidas e divulgadas pelo Sol na passada 6.ª feira, que "há mais e mau, muito mau".

Esta 5.ª feira tem mesmo de ficar na História!

 

 



publicado por Rui Crull Tabosa
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Liberdade e Fantasmagorias


Além de uma manifestação pela Liberdade não constituir um ambiente propício a tais espécimes, seria algo aterrador sermos confrontados na nossa jornada de 5ª feira com fantasmagóricos espíritos republicanos, de chapéu alto, bigodaças e polainas. Mesmo sendo Carnaval. Para já ivres de tias perigos, há que assinar a petição aqui.
 



publicado por João Távora
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O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião

Continuar a ler e assinar aqui.



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Levantemo-nos do chão!

 


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A democracia não é um estado de alma. É uma coisa com regras claras.

 A ler Henrique Raposo, aqui.


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Serenidade?

Soares incentivava o "direito à indignação", Sampaio derrubou uma maioria parlamentar por causa de uns "episódios", mas Cavaco, perante um Governo totalmente despreparado, uma economia falida, uma justiça desacreditada (para já não falar da situação do Sporting...), pede "serenidade". O homem que outrora garantia que a má moeda afasta a boa, pede a "todos os portugueses" que diz representar para irem para casa assistir pela televisão ao descalabro do seu país. Era esta a "exigência de qualidade" que esperava quem nele votou?



publicado por Duarte Calvão
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Muito bom

 



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Concerto de Domingo

De Teleman, pelo London Harpsichord Ensemble



publicado por Rui Crull Tabosa
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Uma questão de decoro

 

 

Apesar do total descrédito nas instituições e no regime que se arrasta moribundo, apesar das eleições presidenciais que se avizinham, apesar da incógnita alternativa de governo,  apesar da congénita ingovernabilidade do País, importa exigir a sua destituição do primeiro ministro. Cada dia que passar sem que lhe sejam assacadas as consequências pelas recentes revelações mais difícil se torna resgatar Portugal. Com o nosso Sócrates, e no que respeita a “tragédias gregas”, suspeito que envergonhamos os nossos parceiros helénicos. É urgente levantarmo-nos do chão. Irmos para a rua


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José Sócrates

Vêmo-lo em sandálias havaianas e camisolas de alças pelos corredores dos ministérios e das empresas de capital público, a coçar os sovacos, a fazer apostas sobre o tempo que levará a derrubar este,  o custo de comprar aquele, a necessidade de controlar o outro. Ouvimo-lo em concursos de arrotos, a empurrar os amigos e aos risinhos como num balneário de adolescentes depois de mais uma conquista, de preferência na comunicação social. Já vimos demais.

Cristina Ferreira de Almeida aqui na integra


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publicado por João Távora
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Problemas e Soluções - O Filme

 

Documento provavelmente forjado encontrado em contentor de lixo próximo de São Bento. Folha com chancela aparentemente da Presidência do Conselho de Ministros, amarrotado, riscado por cima com caneta de feltro encarnada e a frase «agora é tarde» em caligrafia ríspida. Texto manuscrito na face e verso sob o título, também manuscrito, «Problemas e Soluções»:

 
Quadratura do Circulo, 5ª feira, 23 h, Sic Notícias – problema tão velho que já fede; à excepção dos nossos que raciocinam como deve ser, o Pacheco e o Lobo Xavier são inimigos e só dizem calhordices. Pior: como os gajos não têm pejo em criticar os próprios partidos, os espectadores acreditam nos disparates que eles bolsam contra as nossas reformas. É muito confuso e devem ser afastados. O Costa e o Carlos Tavares ainda podem ficar (o Baldaia era melhor que o Tavares), mas havia vantagem em substituir o Pacheco pelo Vítor Ramalho e o Xavier pelo Rangel. ASS: ver com o Teixeira se faz alguma coisa.
 
Negócios da Semana, 4ª feira 23 h, SicNotícias – o Gomes Ferreira é impreparado para questões económicas, e conduz sempre o programa de forma crítica ou hostil ao governo. Além de que os convidados nunca dão uma para a nossa caixa. AV que sugira um gajo da Independente que perceba umas merdas de economia.
 
Contas à Vida, 5ª feira, 23 h, Tvi24 – Só manigâncias. Do adiantado mental do Braga de Macedo já só esperávamos paroladas, mas o outro gajo, o Pina Moura, anda a roer a corda e está armado em independente. PSP: dizer ao Perez Metello que isto não é bom trabalho. Convidar uns putos socialistas para desqualificar o debate não chega. Tire o Macedo e o Moura; ponha lá uns alunos do Santos ou dois dos gajos que assinaram o manifesto para haver mais dívida e obras públicas.
 
Plano Inclinado, sábado, SicNotícias – Tudo tarados. Para varrer. Em vez de moderador, têm um gajo raivoso. O Nuno Crato está sempre a arrotar americanices e só diz mal da Educação e da mulher do Vilar. O Medina Carreira está gagá mas lixa-nos com aqueles indicadores que só contrariam o optimismo. O João Duque tem a mania que é bom. Mandar-lhes três inspecções das Finanças e lixar os gajos. Cortar publicidade das Eps e das nossas câmaras ao canal até fecharem aquele antro.
 
 Roda Livre, 5ª feira, 22h, Tvi24 – o Rui Ramos está a esticar demais a cabeça, e lá porque é investigador do ICS, e professor universitário, e escreveu um calhamaço de História não se livra da paga por nos zurzir todas as semanas. O Villaverde Cabral anda a trair-nos e a toda a esquerda. O Adão e Silva é cá dos nossos, até passa bem como o chefe porque é moderno, e usa gravata, e não faz jogging mas é surfista. Mas não chega. Pedir ao RS plano para tirar o Cabral e o Ramos. Pôr lá o Bettencourt Resendes e o Delgado.
 
As Escolhas de Marcelo, Domingo, horário-surpresa, RTP – Aquele grande Carvalho que ponha outro gajo em frente a frente liderado pela Flor com esse gajo que não é flor que se cheire (ah ah ah). Ver se o Constâncio faz o frete, depois até escusa de andar para aí a carpir mágoas quando não for a vice-presidente.
 
A Torto e a Direito, Sábado, Tvi24 – Todos com a mania que são grandes cabeças. Três gajos armados em cultos e uma gaja armada em fina, ainda por cima mulher daquele tipo dos maus fígados, o Valente. O Pereira Coutinho é de direita, portanto, é demente. O Viegas vê-se que andou cá perto, mas é esperto demais e lê muito. O Teixeira da Mota é de esquerda mas é inteligente. Limpar todos. Montar um programa com a Moura Pinheiro, a Portas e a Ferreira Alves. Chamar-lhe Três Tigresas que é uma piada porreira. Ver se a FC concorda.
 
Prós e Contras, RTP, 2ª feira – Grande programa! Desdobrá-lo e passar a bi-semanal. Prós e Prós o governo às segundas, Contras e Contras a oposição às quartas. Manter a Fátima.
 
 Directo ao Assunto, 4ª feira, 23h, RTPn – Outro grande programa! Quando o Rangel sair para a Quadratura, convidar o Marcelino.
 
Depois da ordem do dia 1. Ver se a Pires faz um programa de cinema e convida o chefe para entretrevistas culturais. Ou então o Mexia.
 
Depois da ordem do dia 2. Dizer ao Costa que fale ao Costa. O gajo anda com muitas frescuras.
 
(Nota: o documento acima resulta de jornalismo de lixeira e é uma completa calhandrice. É fruto de espiolhar uma reunião privada e além disso é tudo mentira.)


publicado por José Mendonça da Cruz
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Discos da minha vida

 

A Série completa aqui. Foi um gosto rememorar. 


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publicado por João Távora
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Quatro anos a cortar fitas

Este blogue completa hoje quatro anos. A todos os que aqui colaboraram e a quem tem a paciência de nos ler, os nossos agradecimentos. Desculpem o aspecto do bolo, mas foi o que se conseguiu arranjar porque isto ao domingo está tudo fechado.



publicado por Corta-fitas
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Domingo

 

 

Evangelho segundo São Lucas 5, 1-11

 

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

 

Da Bíblia Sagrada


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publicado por João Távora
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Falta de escrúpulos e amor aos pedaços

Usar uma fotografia relacionada com uma catástrofe natural na qual morreram centenas de milhar de haitianos, para ilustrar um texto a defender as calhandrices do "chefe" ou "chefe maior" (não sei como a dupla Miguel Abrantes & João Magalhães o tratam), é de muito mau gosto e mesmo repugnante.

Mas, enfim, escrúpulos não é o forte daquela gente, ou não se esconderiam sob o anonimato.

Em todo o caso, parece que os novos tarefeiros da Câmara Corporativa (será que também têm aquelas passwords muito giras, ao estilo de "Sócrates2009"?),  contratados pela Rede de Propaganda Continuada Integrada (RPCI) através do habitual ajuste directo, não sabem ainda defender o chefe como deve ser. De facto, embora a seguinte frase de miguel abrantes transborde de amor por José Sócrates, não foi lá muito bem conseguida. Senão vejamos o que o tarefeiro escreveu: "É claro que só por delírio se pode considerar que José Sócrates desenvolveu uma actividade neste sentido quando, se isso é verdade, desenvolveu diligências para obter mudanças de titularidade nos órgãos de comunicação social. Aliás, numa sociedade de mercado, isso é o que fazem empresários, jornalistas e até políticos na sua actividade corrente. O que não podem é recorrer a meios ilícitos para o efeito" (itálico e realçado nossos).
Ou seja, o dito:

i) não exclui liminarmente que Sócrates possa ter desenvolvido diligências para obter mudanças na titularidade de órgãos de comunicação social e;

ii) acha normal que políticos desenvolvam diligências para obter mudanças de titularidade nos órgãos de comunicação social.

Muito esclarecedor.



publicado por Rui Crull Tabosa
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Palestrina

De Hans Pfitzner, por Wilhelm Furtwaengler.



publicado por Rui Crull Tabosa
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Portugal está doente

Vejo, incrédulo, o que se passa no meu País.
Um Portugal triste, atrasado, endividado, comprado por uma manipuladora política de subsídios públicos, pouco competitivo, afundado na corrupção de Estado, de que a política de ajustes directos é um dos principais instrumentos, empobrecido por um endividamento público galopante, indiferente perante o colapso cada vez mais provável a que a actual gestão socialista o está a conduzir, capturado por um polvo de interesses que asfixia a liberdade e compromete o nosso futuro como Nação.
Um Primeiro-Ministro sem credibilidade, controlador, permanentemente envolvido em escândalos de fazer corar qualquer pessoa de bem, sobre o qual se vão conhecendo comportamentos e cumplicidades cada vez mais graves, mas que o não fazem cair em si, antes responder com crescente sobranceria e consciência de impunidade. Acabo de ouvir um pivot na SIC Notícias referir-se a um tal Armando Sócrates. Gaffe dolorosamente compreensível…
Um sistema de justiça incapaz de fazer Justiça e cuja hierarquia apenas se preocupa em esconder e mesmo destruir os registos das escutas – bem legais, diga-se – das conversas miseráveis em que um gang de serventuários do Poder, despudoradamente, conspira contra o Estado de direito, a liberdade de expressão e a própria Democracia.
Hoje, nenhum Português livre acredita no governo ou na justiça nacionais. Ambos deixaram de merecer ser referidos com maiúsculas.
Quando nos libertaremos desta gente sem princípios?
Alguém decente ou não comprometido com a situação duvida que no dia em que Sócrates, finalmente, deixar de impor a sua canga ao País, viveremos uma nova primavera democrática em Portugal?
É pois cada vez mais urgente um sobressalto democrático que liberte o País desta podridão que mina o Estado, captura a sociedade e compromete o nosso futuro colectivo.
O Presidente da República, os partidos da oposição, em especial o PSD como alternativa de poder, bem como os órgãos de comunicação social ainda não vendidos ao Governo, têm aqui uma especial responsabilidade.
Mas os cidadãos também têm de abrir os olhos e assumir os seus deveres. Em casa, na rua, no trabalho, nos blogs (porque não?), todos temos de perceber e explicar que a mudança é necessária, mesmo urgente.
Em nome de Portugal. A bem da Democracia. Eles não podem vencer!



publicado por Rui Crull Tabosa
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Discos da minha vida – 100 (último da série)

 

 

Peter Gabriel - III

Peter Gabriel

Charisma - 1980



publicado por João Távora
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Amigos

Coitado do Expresso, que, entalado entre o Sol e o Correio da Manhã, com o seu jornalismo de investigação sobre o grupo de Sócrates, não se saiu melhor, hoje, do que com a transformação em primeira página pró-governo de umas declarações de Cavaco Silva (e que ironia deliciosa esta de a defesa do governo ser agora feita com o Presidente da República). Quanto ao cronista de honra, Miguel Sousa Tavares - que há uma semana descobrira que tínhamos «um bom ministro das Finanças, mas temos um mau Orçamento» - , esta semana dedica-se ao Rio de Janeiro e a Lula.

O Expresso não é um problema nem precisa de solução.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Os teus 50 são piores que os meus 420

Do orçamento do ministério da Educação, 72,3% são para salários. Em 2010, os custos de pessoal serão agravados em 420 milhões de euros. Mais 420 milhões de euros para salários, até porque o acordo celebrado pela ministra apaga-fogos Isabel Alçada, e que permite a progressão na carreira a todos os professores avaliados com Bom (na última, foram assim avaliados 99,5%) conduz a que o agravamento de 8,7% deste ano prometa ainda pior nos próximos.

Já chegámos à Madeira, à tal que vai comprometer o OE com o acréscimo de 50 milhões?



publicado por José Mendonça da Cruz
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A falta de seriedade também se exporta

Parabéns a quem - será a LPM? - ontem e hoje colocou nos media internacionais a ideia de que a aprovação da lei das finanças regionais e os 50 milhões de euros para a Madeira são o cerne do problema português.

Parabéns a quem colocou na primeira página do Financial Times de ontem e nos destaques de hoje a afirmação de que a nova lei «corre o risco de contrariar a capacidade do governo de cortar o défice orçamental, como prometido, para os 3% em 2013».

E parabéns a quem proporcionou ao ministro «Férrnando Sáántóss» uma entrevista em directo no programa de Richard Quest na CNN, para dizer a mesma coisa e acrescentar que vai boicotar uma lei da República.

O parágrafo no FT é um tiro no pé, porque o perigo que invocava foi confirmado logo a seguir pela votação na Assembleia. A fala de Teixeira Santos foi a exportação de uma guerrilha interna que só sabota a confiança. E o foco nos problemas principais (a dívida, o défice, o desemprego, a falta de produtividade, o débil crescimento, juntos com a ausência de medidas para os combater e a ineficácia do governo) depressa regressará, mais agreste após mais esta falta de seriedade.

Mas parabéns à mesma. O governo fez de animal feroz e a agência mostrou serviço.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Status quo


Bando de abutres suicidas,

asnos canibais,

hienas, 

ratazanas, 

fuinhas, 

traças deslumbradas, 

baratas, 

sanguessugas inchadas, 

varejeiras, 

não haver um pé que vos esmague, 

um ddt que vos fumegue, 

uma chibata que vos fustigue, 

um abalo que vos soterre, 

um diabo que vos carregue, 

um decreto que vos expatrie. 

Matam a música, 

rasgam o livro, 

sujam a água, 

ofendem, 

conspurcam, 

desanimam. 

Pobres das vossas mães, 

mas sobretudo dos filhos das nossas. 

Não haver um buraco que vos sugue, 

grande para vos tragar a pequenez, 

pequeno para não nos arrastardes convosco para o quinto dos infernos, 

vossa ditosa pátria. 

Ide pelo ralo, que só então poderemos emergir 

lentamente

das ruínas.

 

por Jorge Lima, via Rui Castro

 

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publicado por João Távora
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Discos da minha vida – 99

 

 

Music from 'Cal'

Mark Knopfler

Vertigo - 1984



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Aníbal Cavaco Silva

 

 

Em ano de eleições que Cavaco Silva pretende disputar, a penúltima coisa que lhe interessará é conviver, e muito menos arbitrar, uma crise política em que estão subjacentes medidas de contenção orçamental violentas, uma perspectiva, que em Portugal apenas um partido de esquerda conseguiria sobreviver. E elas adivinham-se dolorosas já para o ano que vem, sindicatos na rua e gritaria nos media – está-se mesmo a ver. 

A última coisa m-e-s-m-o que a Cavaco interessa, é entrar nesse novo ciclo da vida portuguesa com um governo de direita às costas, pior ainda se for minoritário. Numa situação dessas o coro das esquerdas com os socráticos ressabiados à cabeça, facilmente elegerão um "poeta" para Belém, para chorar a sina do povo explorado e oprimido. É por isso que Sócrates tem em Cavaco o seu maior aliado, ou subjugado, enquanto lhe apetecer. Como tem o País. E isso não significa uma fragilidade do Presidente da República, mas uma fraqueza da instituição e do regime.



publicado por João Távora
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Perguntas oportunas

"Quando será que o PS democrático se livra de Sócrates e retoma o seu lugar de partido fundamental à democracia?"

"Não têm os socialistas-democráticos vergonha do seu líder e da sua política de desinformação e contra as liberdades de expressão?"

"Quando será que o País se livra de Sócrates para retomar a normalidade democrática no domínio fundamental das relações entre a política e a comunicação social?"

(Eduardo Cintra Torres, hoje, no Público)



publicado por Rui Crull Tabosa
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Corra às bancas

Quem quiser saber da elevação com que Sócrates e os seus homens governam o país (e ajuizar da qualidade da democracia, e saber como é bem gasto o seu dinheiro) deve hoje deixar correr o psicodrama das finanças regionais e comprar a edição do semanário Sol. Tem os despachos do juíz e do procurador de Aveiro sobre o caso Face Oculta e adjacentes, e, através delas, as manobras de bastidores a propósito da TVi, com Sic e TSF à mistura, e participações destacadas de Vara, dois Penedos, Rui Soares e José Miguel Júdice. É leitura obrigatória e jornalismo verdadeiro (além disso, perigoso, como tudo o que, hoje em dia, seja ou ameace ser defesa da liberdade). Depois de ler, também pode julgar, como o jornal diz, se Procurador-Geral e presidente do Supremo Tribunal fizeram o que deviam fazer ou protegeram o poder político.



publicado por José Mendonça da Cruz
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A verdade dos factos (II)

O Tribunal de Contas apurou que, em 2008, as dívidas do SNS eram de 2.667,8 milhões de euros, mais 453,1 milhões do que em 2006 (€ 2214,7 milhões), donde se conclui que, desde que o PS chegou ao Governo, as dívidas da saúde aumentaram mais de 20%.

É pois oportuno recordar as patéticas declarações do ainda Primeiro-Ministro, quando este afirmava, em 2008, que “Foi este Governo que acabou com o crónico subfinanciamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), dotando-o dos recursos necessários…”.
O comportamento deplorável que o Governo e o PS estão a ter em torno da lei de finanças regionais (cujos encargos, convém lembrar, representam 0,03% do PIB...) deve assim ser interpretado à luz da gestão desastrosa que, ao longo destes anos, fez dos dinheiros públicos e que a propaganda oficial já não consegue continuar a esconder dos Portugueses.


publicado por Rui Crull Tabosa
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Sexta-feira na calhandrice

  

Gisele Bundchen



publicado por Corta-fitas
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A verdade dos factos

Hoje, na edição do Sol.

De fazer gelar.

Mesmo sendo evidente tratar-se da ponta do iceberg.

 



publicado por Rui Crull Tabosa
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A dizer coisas, como a Georgina

 

De cenhos carregados, trazendo à ilharga muitos números (todos falsos), o ministro Teixeira dos Santos e o ministro Pedro Silva Pereira vieram ontem dizer-nos, fundamentalmente, que não saem. Teixeira Santos prometeu mesmo estar por lá até 2013 para tramar a Madeira e boicotar a lei das finanças regionais que uma maioria de 60% aprove hoje na Assembleia da República.

Diz muito bem António Filipe (um dos vários oásis de sentido político, inteligência e humor com que o PCP ainda nos surpreende): «Era o que faltava que o governo não cumprisse uma lei que a Assembleia da República aprovou.»

Mas nós captámos a mensagem principal: eles não saem. Não têm a certeza de que desta vez saíssem como vítimas.

No entanto, aproveitaram ambos a tensão, Santos e Pereira, para dizerem uma mistura de coisas confrangedoras e extraordinárias.

Pereira diz que Joaquin Almunia, o comissário europeu que veio do PSOE e era tão querido há tão poucos anos, agora, depois de afirmar que Grécia e Portugal estão em maus lençois, é autor de afirmações «infelizes» e «enganadoras».

Mais um a juntar aos pessimistas, às aves de agoiro, aos braços caídos, aos velhos do Restelo, aos derrotistas, à gente a soldo de interesses, a todos os economistas e organizações que alertaram para a má governação socialista.

Quanto a Teixeira dos Santos, inventou uma história com lobo mau, representando ele o Capuchinho Rosa: que o mundo todo dos agentes financeiros, das agências, dessa gente torpe e pérfida - União Europeia, FMI, OCDE, agências, mercados, investidores, pessoas em geral - esses todos que agora dão a penalização inevitável ao trabalho de 5 anos de um governo medíocre e perdulário, o fazem porque escolheram «uma presa» que era a Grécia, mas depois fartaram-se, e largaram «a presa», e resolveram fazer «presa» de nós, pobres coitados, sem razão nenhuma.

Esta citação não é literal, mas é fiel ao tom e ao espírito. O que Teixeira dos Santos disse é assim mesmo, confrangedor e pouco sério. Ora, Teixeira dos Santos, sendo o pior ministro das Finanças do pior governo da Europa, não é estúpido. Porque falará, então assim, como um Chavez, como uma fraca cabeça? Só pode ser uma coisa: está a falar para estúpidos.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Possível argumentário contra as grandes obras públicas

As grandes obras públicas terão “graves implicações para as contas públicas e para a situação financeira do País” e “as implicações orçamentais não são de modo nenhum aceitáveis";
"Não poderíamos dar um sinal mais errado neste momento. O aumento da despesa pública implica um aumento do défice que trará graves implicações para as contas públicas e credibilidade externa do país";

Portugal tem "necessidade imperiosa" de controlar e limitar o endividamento público;
Como em muitas situações da vida, há uma linha que não se pode transpor”;
Este é o momento para agirmos a favor de Portugal”.



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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Se fosse cantar pró festival da Eurovisão...

Fernando Teixeira dos Santos, é o último do ranking de ministros das finanças do Financial Times


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Como explicar a capacidade de outros países europeus que eram pobres, marginais e muito atrasados mas saltaram para o pelotão da frente?

(...) Porque nos países protestantes se aprendia a ler para ler a Bíblia e isso não sucedia nos países católicos?

 

Essa explicação não chega, porque os muçulmanos lêem o Corão e não é por isso que se tornam mais letrados. Há é uma outra explicação, que nunca é referida: nenhum desses países que conseguiram uma alfabetização de massas durante o século XIX o fez contra a Igreja; foi sempre em articulação com ela. Ora em Portugal, primeiro com os liberais, a partir de 1820, e depois com os republicanos, o Estado não só tentou alfabetizar a população contra a Igreja, como entendia que a alfabetização era um veículo para substituir a educação religiosa por uma educação cívica formatada em Lisboa. As ordens religiosas, que em muitos países foram fundamentais para criar uma rede de escolas, em Portugal não podiam sequer ensinar a ler durante a Monarquia constitucional. Ou seja, tínhamos na Igreja uma instituição que podia ter sido fundamental para a alfabetização da população e preferimos chamar tudo para a alçada do Estado, que não tinha recursos e, portanto, falhou.

 

Obrigatória a, entrevista a Rui Ramos na integra aqui


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devemos dar-lhes o que eles quiserem; tudo menos um pretexto para saírem, agora, de boné na mão e a sapatear!

 Na mouche


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Tempos interessantes na blogosfera


O mercado de Inverno na blogosfera está a mexer com grandes contratações. Os agitados desafios que se antevêem para os próximos tempos justificam os reforços:José Manuel Fernandes assinou pelo Blasfémias onde jogará certamente como libero; já O Insurgente reforça-se com três jovens promessas para o ataque pelo centro e direita: Bruno Gonçalves, Tomás Belchior e Ricardo Francisco. A coisa promete.


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Discos da minha vida – 98

 

 

Concerto de Aranjuez

Joaquin Rodrigo 

Grammophon Deutsche - 197... 



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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Discos da minha vida – 97

 

 

Mainstream

Lloyd Cole & Commotions 

 Geffen - 1987

 



publicado por João Távora
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Quem se mete com o PS leva!

Carlos Santos tem escrito nos últimos tempos, n'A Regra do Jogo, alguns posts que incomodam visivelmente os sequazes da actual maioria política.

Um desses posts terá sido mesmo censurado, como O Insurgente oportunamente denunciou.

Agora, as facadas começam a ser desferidas pelos camaradas, que não lhe perdoam tais heresias anti-socráticas.

A acompanhar.



publicado por Rui Crull Tabosa
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Calhordices do Governo (da caixa de comentários do CF)

"O ministro da defesa, ainda por cima junto a militares e envergando um blusão militar, referir-se demoradamente ao assunto [do solucionamento do ‘problema’ Mário Crespo], é que é mesmo de uma calhordice infinita."



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Paridade metrosexual

Harrison Ford na depilação.



publicado por Duarte Calvão
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Hoje é dia de Conselho de Estado

"Não se elege um presidente por sufrágio universal para que ele inaugure exposições mas sim para que possa agir” (Maurice Duverger, citado pelo socialista Vitalino Canas).

Agir é, neste momento e depois de ter contribuído para assegurar a aprovação do orçamento, obrigar o governo a governar e impedi-lo de provocar uma crise artificial a propósito da questão das finanças regionais.

Por muito que alguns anseiem por uma fuga para a frente, o País não o compreenderia e os interesses e responsabilidades do Estado não o suportariam...



publicado por Rui Crull Tabosa
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Suecos, suíços, finlandeses e outros velhos do Restelo

E agora, que voltou a falar o ministro premiado com as Obras Públicas por ter assinado um documento de economistas obscuros a favor de mais obras públicas, vem a propósito colar aqui, com a devida vénia ao autor, Nicolau Santos, um artigo publicado há anos, quando Portugal ainda era 27º no Índice de Desenvolvimento Humano, sob o título «Os Pobres Que Não Têm TGV»:

«A Noruega (1ª classificada no Índice de Desenvolvimento Humano) não tem TGV.
A Islândia (2ª), Austrália (3ª), Luxemburgo (4ª) e o Canadá (5ª) também não têm TGV.
A Suécia (6º) tem uma boa rede de pendulares no sul. O X2000 sueco não ultrapassa os 210 km/hora. O X2000 vai até Copenhaga mas os nacionalistas dinamarqueses não se queixam da localização do centro de decisão em Estocolmo.
Na Suíça (7º) passa o Cisaltino italiano, o ICE alemão e o TGV francês, todos mais ou menos devagarinho. O ICN suíço anda a 200Km/hora.
A Irlanda (8ª) não tem TGV.
A Bélgica (9ª) não tem TGV, mas o país recebe a visita do Eurostar e do Thalis. Os nacionalistas belgas não se queixam.
Os EUA (10ª) não tem TGV.
O Japão (11ª) tem TGV, 130 milhões de habitantes e é o segundo país mais rico do mundo.
A Holanda (12º) não tem TGV mas a Amesterdão chegam o Thalys e o ICE, a velocidade de pendular. Os nacionalistas holandeses não se queixam do controle estratégico franco-germânico. Os holandeses querem fazer o seu TGV, que vai andar nas mesmas linhas por onde andam os outros. A Holanda tem um PIB pc que é o dobro do português.
A Finlândia (13º) tem a Nokia mas não tem TGV.
A Dinamarca (14ª) não tem TGV, mas tem a Bang and Olufsen, a Dan Cake, a Lego e a Carlsberg.
A Grã-Bretanha (15º) não tem TGV. O Eurostar, em terras de sua majestade, move-se a passo de caranguejo. A Grã-Bretanha é a 6ª maior economia do mundo.
A França (16º) tem TGV. A França (ainda) é a 7ª maior economia do mundo e tem 60 milhões de habitantes.
A Áustria (17º) não tem TGV. A Áustria recebe a visita do ICE alemão em Viena, Linz e Innsbruck, mas por terras austríacos o TGV valsa devagarinho. Os nacionalistas austríacos não se queixam.
A Itália (18º) tem uns comboios que chegam a 250Km/h mas a média nunca passa dos 200. A Itália tem 60 milhões de habitantes. A Itália é a 8ª maior economia do mundo.
A Nova Zelândia (19ª) não tem TGV.
A Alemanha (20ª) tem TGV. Na verdade só tem uma linha de verdadeiro TGV, Colónia-Frankfurt e uma segunda, entre Nuremberga e Ingolstad a inaugurar em fins de 2006. O resto anda depressa mas mais devagar que os TGVs. A Alemanha tem a 5ª maior economia do mundo e tem 82 milhões de habitantes.
A Espanha (21º) também tem TGV. A Espanha tem 40 milhões de habitantes.
Hong Kong (22º) não precisa de TGVs.
Israel (23º), Grécia (24º), Singapura (25º) e Eslovénia (26º) não têm TGV.
Portugal vem logo a seguir.
Também há TGVs na China (1300 milhões de habitantes), Taiwan (23 milhões) e na Coreia do Sul (50 milhões).»

Quando um punhado de governantes insiste numa solução que parece ruinosa às mais respeitadas instituições internacionais e aos mais sérios especialistas nacionais, tem que se perguntar qual será o motivo - que não é óbvio nem transparente - para tanta veemência e teimosia?

 


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publicado por José Mendonça da Cruz
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Tanto tique autoritário...

Ontem, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, disse que Mário Crespo "vai ficar a falar sozinho" a propósito das pressões do Governo para que ele se cale.

Mas há uns meses, o mesmo Silva Pereira terá telefonado a Crespo para tentar saber por "onde é que (...) ia começar" uma entrevista que este lhe ia fazer sobre o Freeport e para dizer que "queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal".



publicado por Rui Crull Tabosa
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A propósito de pobreza...
Photobucket

Desenho de 1923, publicado na "A BATALHA" em Dezembro, da autoria de Stuart Carvalhais.

 

daqui



publicado por João Távora
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A lei das finanças locais e o alerta vermelho

 

O mais provável é que este governo ou outro qualquer em breve tenha que tomar medidas drásticas e extremamente impopulares na economia: a produção de riqueza do País não cobre a sangria de gastos públicos e as despesas de uma dívida externa líquida calculada 109%. Comprometidas definitivamente as obras faraónicas que Sócrates acenou em campanha, baixar ordenados e aumentar impostos começa a figurar-se como uma inevitável alternativa a breve trecho. Assim sendo seria expectável que os partidos da responsáveis tomassem uma atitude sensata e revissem de forma austera a lei das finanças locais que pretendem fazer passar amanhã no parlamento. Não se afigura justificável aos olhos do português médio que na situação de ruptura em que vivemos se dê um sinal de abundância reforçando-se transferências Ilha da Madeira, cujo PIB per capita é superior à media nacional. Nesta encruzilhada histórica em que vivemos  seria incoerente e incompreensível que o PSD provocasse uma crise política por causa duma revindicação injusta e despesista.  

 

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Simplex para ladrões

Se o rendimento de todos os contribuintes ficar disponível na Internet para todos os ladrões, como aqui se propõe, fica mais fácil saber quem vale ou não a pena roubar... Porreiro, pá!



publicado por Rui Crull Tabosa
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Estado e estatura

Um encanto. Um encanto como a vida política sob Sócrates nos conduz aos baixos fundos do dicionário e à confirmação de vocábulos dos tempos das carroças.

«Manigâncias», disse o primeiro-ministro, na Assembleia da República, do trabalho de Manuela Ferreira Leite como ministra das Finanças.

No Dicionário Universal da Texto Editora, «s.f. manobra secreta e misteriosa, tramóia, ardil». 

«Calhandrice», disse um ministro, o dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, de ter sido divulgado que Sócrates e o seu braço direito Pereira querem decapitar mais um jornalista que faz o seu trabalho. «Calhandrice.» Não listado no dicionário. Derivado de «s.m. calhandreiro, homem que despeja calhandros», «calhandro, s.m. vaso cilíndrico alto para urinar ou defecar.»

«Calhandrice», insistiu Santos Silva, dando justa interpretação ao seu papel no governo, a defesa. «Calhandrice», disse ele que Lacão disse muito bem.

E, pulsando o dicionário da Texto editora, uma adivinha. Quem assim fala é: «homem s.m. animal racional e sociável que, pela sua inteligência e pelo dom da palavra se distingue dos outros seres organizados», ou será «homenzinho, s.m. homem de pequena estatura; homem insignificante; diminuitivo de homem.»?

E outra adivinha, agora: se calhandrice é o acto de despejar calhandros, a urina e as fezes, neste caso, são o quê?



publicado por José Mendonça da Cruz
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Fui eu que ouvi mal...

...ou o Carlos Carvalhal acaba de dizer que, no jogo de hoje contra o Porto, "os primeiros 45 minutos do Sporting foram quase um oásis"?



publicado por Duarte Calvão
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Obrigado, José Sócrates!

"A maioria dos portugueses considera que a sua vida, em termos gerais, piorou nos últimos cinco anos, revela um inquérito sobre o "clima social na União Europeia", divulgado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia"



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a ler

"Portugal é hoje um país bloqueado. Com a economia estagnada e o desemprego a subir, o Governo prefere empurrar com a barriga. Tornou-se parte do problema e não da solução" (Paulo Lopes Marcelo, aqui).



publicado por Rui Crull Tabosa
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Porque é preciso lembrar (IV)

 



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Porque é preciso lembrar (III)

 

 



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Porque é preciso lembrar (II)

 



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Porque é preciso lembrar

 

 



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Porque é preciso ver e rever

 



publicado por Rui Crull Tabosa
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Mudam-se os tempos...

Antigamente, nos tempos do obscurantismo em que cresci, na escola ensinavam-se as criancinhas a fazer contas, os nomes dos reis e das batalhas, dos rios e das montanhas e... os Dez Mandamentos para acautelar as questões morais. Disso tudo hoje pouco sobeja. Ensina-se-lhes quase só truques: para fazer contas, para consultar mapas e para ir à wikipedia no Magalhães. Sem espinhas. Nas questões morais, catequizam-se os miúdos sobre "a solidariedade", a "roda dos alimentos" e o respeitinho pelo “ambiente”. O resultado é previsível: como sempre foi, sacaneiam-se uns aos outros, vendem a mãe por três gomas e um bolicau, enquanto circulam anafados em redomas automóveis entre a escola e as suas casas, o mais das vezes autenticas centrais de dispêndio energético de que ninguém prescinde. E o "mal", esse, vive algures entre os noticiários e as telenovelas.


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Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (VIII)

"Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."



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Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (VII)

"Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal."



publicado por Rui Crull Tabosa
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Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (VI)

«Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita



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Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (V)

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal."



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