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Ao chegar no meio da sala

Olhando pra cima apontou

- "Tá vendo o meu telhado

E a situação como estou?

A casa pode cair

Ainda ninguém ajudou!"

in O sonho de um novo tempo, de Francisco Diniz

 OUTUBRO DE 2017

O Orçamento de Estado para 2018 apresentado hoje pelo governo contempla uma diminuição dos escalões do IRS para quatro escalões, e uma taxa de 65% para os contribuintes com rendimento colectável superior a 40 000 euros. Os rendimentos sujeitos a taxas liberatórias, como os juros de depósitos e os rendimentos de capital passarão a ser tributados a uma taxa de 45%, em vez dos actuais 28%. O OE prevê ainda um aumento de 39% no IUC para carros de alta cilindrada, considerados todos os que disponham de motores de cilindrada superior a 1200 cc. O director do Expresso, Pedro Santos Guerreiro, considerou em editorial que «trata-se de um OE corajoso. Sem artifício. Não será justo. Mas. É necessário. Acabou-se o tempo do fingimento. E.»

 

  NOVEMBRO DE 2017

Em directo da Assembleia da República, a repórter da Sic Anabela Neves considerou que o décimo oitavo debate quinzenal a beneficiar gloriosamente da participação de António Costa se saldou por uma extraordinária vitória do primeiro-ministro.

 

DEZEMBRO DE 2017

A ministra da Saúde Ana Catarina Mendes anunciou um plano para reforçar o investimento em medicamentos experimentais, a reabertura de centros de saúde e de proximidade encerrados pelo anterior governo, e a compra de 57 novas ambulâncias e três helicópteros para o INEM. A ministra afirmou que estão em fase de conclusão os estudos de viabilidade financeira e que serão anunciadas oportunamente as datas de implementação das medidas.

 

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É esta a orientação da atual direção do PS. Querem discutir a dívida mas não lhes perguntem por soluções pois não há “respostas simples”. Ou seja, não têm soluções. À boa maneira da esquerda promovem o diálogo e o único compromisso que assumem é o da discussão. Soluções apenas as do Governo e da coligação e para serem condenadas. Para o PS, a alternativa é o debate como "uma afirmação da nossa vida democrática, à procura de uma solução nacional, que marca as nossas gerações e que, se nada fizermos, marcará as gerações futuras". Verdadeira alternativa de futuro!

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Opções...

por Vasco Lobo Xavier, em 23.10.14

Gasto praticamente 2.500 euros mensais muito suados pelos colégios e universidades dos meus quatro filhos. Sem que isso implique qualquer custo para o Estado ou possa ser deduzido no que os pais ganham ou nas nossas contribuições. Dava para os seus pais andarem ambos de Porche, ao invés de carros banais com 6 e 8 anos, ou para não terem de pedir empréstimos para pagarem os impostos que lhes impõem.

Tem dias que sofro, tem notícias que acho que estamos certos, por muito que nos custe.

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Tenha dó e ganhe juízo!

por Vasco Lobo Xavier, em 22.10.14

Rui Tavares defendeu no Público a nacionalização da PT por parte do Estado.

Oh, Dr. Rui Tavares: ao contrário do que a esquerda julga, o dinheiro do Estado não é de um avaro Dr. Salazar mas sim dos contribuintes, dos portugueses, que estão fartos de ver as suas suadas contribuições desbaratadas. A maior parte dos portugueses não investiu na PT nem no BES, não andou a comprar nem a negociar acções destas empresas nem a ganhar dividendos com elas. E menos ainda a aplaudir entusiasticamente as administrações que geriam estas empresas ou os conluios entre accionistas e o governo de Sócrates que conduziu a tudo isto. Logo, a maior parte dos portugueses não está para ver o seu dinheiro salvar accionistas e empresas que tão bem pagavam aos seus gestores para as conduzirem a este triste fim. Os mesmos que se juntaram para afastar soluções de gestão profissionais e bem portuguesas.

A PT está mal? Que se aguente. A maior parte dos portugueses que têm empresas em situação difícil vêem o ávido Estado à frente de todos os credores a impedir quaisquer soluções de recuperação das mesmas e a exigir ao cêntimo os seus créditos. E para quê? Para ir salvar a PT e os seus accionistas?!? Tenha dó e ganhe juízo.

 

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A Igreja e o Mundo

por João Távora, em 22.10.14

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Ainda que intua a bondade dos sentimentos que atravessam a alma da Maria João Marques neste artigo,  a minha proverbial prudência não permite que a ele adira sem mais. Seria muito útil para tal, que a autora nos explicitasse quais as mudanças concretas que recomendaria para fomentar essa maior inclusão na Igreja Católica. O casamento entre homossexuais? A flexibilização da indissolubilidade do casamento? Talvez a supressão do incómodo conceito de pecado e consequente falência do Perdão por perda de utilidade. De resto, para rebater o sentido dado a cada uma das passagens dos evangelhos transcritas na sua crónica eu poderia ir buscar outras quantas citações diversas no sentido da radicalidade do desafio de Jesus Cristo, desde logo a trágica parábola do homem rico “Uma coisa ainda te falta; vende tudo o que tens, distribui aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-me” (Lucas 18:22), ou a perturbante passagem em Mateus 22, 14 “Na ver­dade, muitos são os chamados, mas poucos os esco­lhidos”.  

Tenho para mim que o Sínodo dos Bispos sobre a família reunido em Roma até sábado passado constituiu uma pedrada no charco, contribuindo para uma discussão aberta da Igreja sobre assuntos candentes da cidade, ligados à revolução sexual e à liberalização dos costumes ocorrida nas últimas décadas, cultura que invade as comunidades católicas e influencia a forma como elas são percepcionadas. E eu, que também desejo uma Igreja para todos, constato que as mais das vezes aqueles que sobressaem são os fariseus. E esses infelizmente enxameiam, estando num lado e no outro das disputas.
Por tudo isso, estou convicto que a promoção do diálogo sobre estes temas contribuirá, pelo menos, para a promoção, mais do que da tolerância, da misericórdia perante as diferenças das pessoas, dos seus dons e fraquezas, o reforço de um vivo sinal de inclusão universal que é, afinal, a pedra angular da mensagem de Cristo. Se há cristãos que perscrutam os seus irmãos pelas suas tendências sexuais ou pelo facto de serem divorciados ou recasados, é algo absolutamente lamentável. E de resto estou convicto de que o papel da Igreja é demasiado nobre para que seja percepcionado como o de polícia de costumes.  

A Igreja de facto não é imutável e faz o seu caminho de encontro com Cristo na história. Mas também me parece certo que, na medida das exigências de cada cristão e dos seus talentos (mais do que gostos ou propensões), à Igreja cabe o papel de ser farol que indica a direcção da santidade, um caminho de exigência profundamente íntimo e pessoal para a salvação que é a Cruz coroada de espinhos e não de sensações extasiantes.
Apesar de tudo sou levado a concordar que hoje urge fazer prevalecer publicamente o legado misericordioso da Igreja no lugar da imagem julgadora que é levianamente percepcionada pelo mundo. Isso sem desbaratarmos o desafio de salvação com que a Igreja de Jesus Cristo sobressai na implacável cidade dos homens que, hoje como há dois mil anos, no seu bulício e exterioridade tem outra agenda e uma natural tendência para rejeitar a Cruz.

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Junto à estrada

por João Afonso Machado, em 22.10.14

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Tanto palavreado depois, a firme presença da imagem indiferente aos tratos do tempo e dos homens. A alma resiste a todas as noites e silêncios, mesmo deixada em plena planície onde, quase por caridade, um ou outro arado revolvem a terra e lançam algumas esmolas por ela prontamente absorvidas. Nunca o bastante para criar corpo, somente para o mundo continuar vagueando nos confins desses caules apodrecidos à sombra das asas das cegonhas.

Os sinos tocam um silêncio que desperta muitos quilómetros em redor. Aquelas portadas têm gravado o nome por todos esquecido. Talvez o edifício se mantenha em pé seguro apenas por uma cruz. Como se fossem escoras e confabulações de matemáticos a aplicá-las, mas muito menos efémera. Provavelmente indo além da historicidade.

 

 

 

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Costa, os transportes, as «sinergias» e o segundo idiota útil

por José Mendonça da Cruz, em 22.10.14

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 Vale a pena ler esta notícia do DN, segundo a qual António Costa e Rui Moreira «encostaram o governo à berma» a propósito da privatização dos transportes públicos.

Distraído, Sérgio Pires, autor da notícia, diz que os dois autarcas igualam qualquer proposta de privados, mas que têm, segundo Costa, a vantagem das «sinergias». E o que são essas «sinergias»? São duas: o acesso ao dinheiro dos contribuintes, nomeadamente a parcelas do IMI, do ISPP e das portagens; e a nacionalização dos outdoors urbanos, cuja exploração e receita reverteriam para as empresas de transportes.

«Encostados à berma» ficariam, portanto, os contribuintes e os utentes, porque há 3 coisas que este modelo de gestão, esta «proposta ganhadora», garante sem falta nenhuma:

1. um carrossel de dinheiros inteiramente opaco e insusceptível de fiscalização, ou seja, as habituais trapalhadas a que os socialistas chamam «gratuitas»;

2. a continuação da manipulação política dos transportes pela CGTP, em contradição com os interesses de utentes e contribuintes;

3. e o incentivo a uma gestão irresponsável e descuidada, porque com tais métodos e fontes de financiamento não há dúvida de que «o dinheiro aparece(ria) sempre».

Sendo a generalidade dos media parcial e pouco dada ao escrutínio de qualquer disparate desde que socialista, já esperávamos desse lado notícias deste género. O que se esperava menos é que António Costa conseguisse no Porto a ajuda de um segundo idiota útil.  

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Que os regimes não democráticos tenham constituições de facção é algo não deve surpreender, dada a natureza desses regimes. Mas que isso aconteça num regime democrático é um contra-senso e um profundo desrespeito pelo próprio ideal democrático. Conseguem imaginar a Constituição alemã a dizer que se destina a "abrir caminho para uma sociedade democrata-cristã"? Não seria isso profundamente chocante e antidemocrático? E não é isso que temos no nosso país?
Portugal precisa de mudar de regime e de Constituição, que deve deixar de ser de facção para passar a ser verdadeiramente nacional.

 

A ler na integra Pedro Braz Teixeira aqui.

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O bem estar desta vida

De mim desapareceu

Não é assim que se faz

Com quem tão feliz nasceu

O mais miserável ser

É mais feliz do que eu

in O martírio de Genoveva, de Leandro Gomes de Barros

 

 SETEMBRO DE 2017

O ministro das Finanças, João Ferreira do Amaral, pediu hoje a demissão após 2 anos na pasta das Finanças, alegando motivos pessoais. Substitui-lo-á no cargo o antigo deputado Pedro Nuno Santos. O politólogo André Freire afirmou hoje na Sic que esta saída não deve ser dramatizada, e que a saída de um ministro das Finanças «entre nós é, de certa forma, uma normalidade».

 

 OUTUBRO DE 2017

O novo ministro das Finanças, Pedro Nuno Santos anunciou hoje em conferência de imprensa o lançamento de uma taxa de 25%, cobrável imediatamente, sobre todos os depósitos bancários de montante superior a 50 000 euros. Em resposta a uma pergunta, Pedro Santos considerou irrelevante o recuo da Standard & Poors, que, contrariando rumores recentes, decidiu manter a classificação de «lixo» para a dívida portuguesa. O ministro recordou que ainda recentemente o primeiro-ministro classificara tais entidades como associações de gangsters ao serviço dos malefícios dos mercados. Comentando a nova taxa sobre grandes fortunas, o director de informação da Sic Notícias, António José Teixeira, classificou-a de «medida extremamente corajosa». «A frontalidade no ataque aos problemas», disse o comentador, «contrasta com os artifícios do anterior governo». Teixeira disse ainda que esta forte tomada de posição lança para trás das costas todos os receios resultantes da «desistência de Ferreira do Amaral».

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 (Declaração de interesses: eu não sou do Sporting, nem o Sporting é o meu grande amor, mas...)

...Quando um jogo de uma competição do nível da Champions, uma das mais importantes do futebol em relevância e orçamento, põe frente a frente duas equipas profissionais, estando em jogo milhões de euros em receitas presentes e futuras, e quando, apesar de tudo isso, o resultado de um jogo é decidido por um idiota, um russo qualquer incompetente e casmurro (que se não for incompetente e casmurro só pode ser vendido), faz sentido contribuir para as audiências (e indirectamente, as receitas) do futebol? Faz sentido seguir uma modalidade desportiva em que erros clamorosos de uma pessoa testemunhados por milhões, ainda assim prevalecem? Após o Schalke-Sporting parece-me que não.

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E os 900 Milhões?

por Vasco Mina, em 21.10.14

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"profundamente agradecido ao conselho de administração da PT a todos accionistas da PT que apoiaram a companhia muitas vezes em momentos desafiantes e incertos".

 

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (7)

por José Mendonça da Cruz, em 21.10.14

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A mente do nosso povo

Muitas vezes é enganada

Com especialidade

Quando é mal informada

E a vítima com as notícias

É a mais prejudicada.

in A carta do pistoleiro Mainha à sociedade, de Guaipuan Vieira

 

AGOSTO DE 2017

Um estudo de opinião da Eurosondagem apresentado por José Alberto Carvalho no jornal da noite da TVi revela que a ministra da Igualdade, Isabel Moreira, é considerada por 78% dos inquiridos no largo do Rato «a melhor governante feminina portuguesa dos tempos da democracia». A sondagem vem na esteira de outra, citada por Pedro Adão e Silva, na Sic, na qual uma amostra de espectadores do Fundão considerou António Guterres «o melhor primeiro-ministro desde o 25 de Abril» (assim emparelhando com António Costa, «melhor ministro da administração interna e primeiro ministro contemporâneo», segundo Judite de Sousa; António Vitorino, «melhor comissário europeu de sempre», segundo Constança Cunha e Sá; Ferro Rodrigues, «melhor ministro dos Assuntos Sociais do séc. XX», segundo um editorial do Público; Teixeira dos Santos, «melhor ministro das Finanças de todos os tempos», segundo o caderno de economia do Expresso; Jorge Sampaio, «melhor presidente e profeta anti-défice», segundo a TSF; e Mário Soares, «melhor pessoa do global universo e da eternidade em nós transcendentemente», segundo Boaventura Sousa Santos).

A sondagem foi realizada no seguimento da publicação no jornal i de um artigo da mesma ministra Isabel Moreira sob o título «Os animais domésticos e os afectos». Embora críticos mal-intencionados tenham pretendido ver na peça uma alusão à bestialidade, a ministra repudiou a ideia, chamando a atenção para outros assuntos mais urgentes como o da eutanásia, de que Sérgio Sousa Pinto se tem feito recentemente arauto. Numa breve declaração que teve pouco eco na comunicação social, João César das Neves ironizou perguntando se «a repentina e renovada atenção às chamadas questões fracturantes indicia que se passa algo de anormal no domínio económico e financeiro».

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As manifestações de protesto e o bom critério jornalístico

por José Mendonça da Cruz, em 20.10.14

O primeiro-ministro foi hoje recebido em Esposende por meia  centena de manifestantes façanhudos que protestavam contra o seu governo, e por meia centena de manifestantes sorridentes que o acolheram com aplausos. As câmaras de televisão mostraram ambos os grupos, e a notícia, embora bastante irrelevante, seria, portanto, que «Passos Coelho foi recebido com apupos e aplausos».

Um jornalista que noticiasse apenas que «Passos Coelho foi hoje recebido com aplausos» seria um bandalho, um pobre diabo sem brio nem honra profissional, um crápula de segunda categoria habituado a torcer a realidade em favor das suas preferências, um vendido que só vê o que lhe vai na imbecil cabecinha, em resumo, um merda.

 Sic e TVi noticiaram que «Passos Coelho foi recebido com protestos».

Ora, o critério é intrigante. Tanto mais que para Sic e TVi a notícia realmente importante, a notícia do homem que mordeu o cão, seria que Passos fosse aplaudido. Então, não se compreende...

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Democracia

por João Távora, em 20.10.14

Atentem esta manifestação de republicanos em Londres, vejam bem até ao fim e reparem no número de jornalistas presentes. Talvez em Portugal nos falte alguma maturidade e uma monarquia para termos uma democracia assim.

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Quem manda?

por João Afonso Machado, em 20.10.14

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 Todas as origens registadas na História ocultam ou dificultam uma causa simples - surgira, entretanto, um novo escalão social, vindo da pobreza em acelerado caminho para a riqueza. O dinheiro é Poder e o Poder começa sempre pela política.

Assim a Maçonaria actuou laboriosamente desde o século XVIII. E com a maior criatividade, acrescente-se: inventou a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade e, por essa altura ainda, o Terror. Foi buscar a República à Antiguidade Clássica, quis pintá-la de cores estóicas, e saiu-lhe, garrida como um grafitti, uma pincelada epicurista. Assim cativou os mais ambiciosos remediados citadinos que, diga-se, eram bastantes. Depois andou quase duas décadas a dar-lhes pancada na rua ou - pior ainda - a acirrar essa pobre gente uns contra os outros.

Quando Salazar quis repor a ordem não se esqueceu dos maçons: cortou cerce a liberdade de expressão em geral, mas brindou a Maçonaria com a presidência da República e da União Nacional.

Os tempos hoje são outros. Já ninguém necessita refugiar-se na clandestinidade. Nem a Maçonaria. O seu discurso cívico e "ético" resume-se a uma mera formalidade festiva, aliás. O resto são almoços de negócios, transversalidade nos partidos ditos democráticos e, claro, corrupção às mãos cheias. Especulação e habilidades financeiras, dinheiro é Poder.

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (6)

por José Mendonça da Cruz, em 20.10.14

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 Coronel, a minha mãe

De criação me ensinava

Que S. António é meu padrinho

E a ele me entregava

Eu tomava a bênção ao santo

À noite quando rezava

in As quatro órfãs de Portugal, de João Melquíades da Silva

 

SETEMBRO DE 2016

O primeiro-ministro António Costa decidiu hoje que serão canceladas todas as concessões de transportes públicos a privados, e que os sistemas de transportes passarão a ser administrados centralizadamente por uma nova Administração Pública dos Transportes e Mobilidade, entidade autónoma que será chefiada por Mário Lino, assistido por Ana Paula Vitorino, que a TSF considera «a maior especialista em transportes públicos de toda a Europa». A nova APTMobil contará com um staff de 3000 novos funcionários públicos. Pela voz do seu secretário-geral, a CGTP aplaudiu a decisão por devolver «ao comum o que é comum riqueza» e contribuir para a baixa do desemprego. Recuperando o plano enunciado quando presidente da Câmara de Lisboa, Costa pretende financiar os transportes públicos com parte das receitas do ISP, uma parcela do IMI, uma fracção do Imposto de Circulação, uma percentagem das portagens nacionais, e com receitas da publicidade em outdoors cuja exploração será exclusivamente pública. Para cada uma das fontes de receita será criada uma subadministração, que estudará os valores e estabelecerá os circuitos de cobrança e distribuição.

 

NOVEMBRO DE 2016

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Um painel de economistas prevê hoje no Jornal de Negócios que o défice do Estado em 2016 ultrapassará os 10%. Um porta-voz do governo ouvido pela Sic classificou de «atoardas» essas previsões, que atribuiu ao «habitual pessimismo» dos «adversários e maus perdedores» em relação à governação socialista. Na mesma Sic, Bento Rodrigues investigou e desacreditou um dos economistas por ter maltratado um pardal em pequenino e outro por não ter pedido factura a um canalizador em 1999. A revista Economist referiu, no entanto, a existência de «preocupações no FMI, no BCE e na Comissão Europeia» sobre o novo rumo português, e perguntava-se em peça da página 18: «Portugal at the crossroads … again?».

 

 

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Clube de Portugal

por João Távora, em 19.10.14

Ontem o Sporting entrou a golear o Porto 7 - 0 em jogadores portugueses. No final com 3-1 pusemos um arrogante castelhano e a sua "armada" espanhola no seu devido lugar.  

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Perseverança

por João Távora, em 19.10.14

É irónico como a felicidade é construída principalmente pela forma como soubermos enfrentar as nossas derrotas e respectivas mazelas. 

 

 

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (5)

por José Mendonça da Cruz, em 19.10.14

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Alguém marcou a dieta

Para deixar de engordar

Mas foi mesmo se esbaldar

Comer é que foi a meta

Pança cheia lá e cá

Agora quer renovar

Promessa tão indiscreta.

in As mudanças no mundo com o Feliz Ano Novo, de Walter Medeiros

 

MAIO DE 2016

O ministro do Turismo e Tempos Livres, Paulo Campos, apresentou hoje dois novos projectos turísticos de grande dimensão para a zona da Comporta e para a área protegida da Ria Formosa. O projecto do Eco-Resort da Formosa, um projecto PIN em que o ministro se empenhou pessoalmente, deverá contar com capitais argentinos, angolanos e de antigos membros do governo PêTista brasileiro. Os dois investimentos, no total de 600 milhões de euros deverão, segundo Campos, criar 15000 novos postos de trabalho, e contam com o acompanhamento da Caixa Geral de Depósitos na pessoa do seu presidente, Armando Vara. No seu comentário de domingo na RTP, João Galamba celebrou o dinamismo do governo, questionou a reacção fortemente negativa dos ambientalistas e perguntou se não seria tempo de estes abandonarem os seus interesses retrógrados e limitativos quando está em questão o progresso do país.

 

MAIO DE 2016

Em directo da Assembleia da República, a repórter da Sic Anabela Neves considerou que o décimo debate quinzenal que acolheu entusiasticamente a participação de António Costa se saldou por uma esmagadora vitória do primeiro-ministro.

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Domingo

por João Távora, em 19.10.14

Evangelho segundo São Mateus

Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?». Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário e Jesus perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Disse-Lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».

Da Bíblia Sagrada

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