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As manifestações de protesto e o bom critério jornalístico

por José Mendonça da Cruz, em 20.10.14

O primeiro-ministro foi hoje recebido em Esposende por meia  centena de manifestantes façanhudos que protestavam contra o seu governo, e por meia centena de manifestantes sorridentes que o acolheram com aplausos. As câmaras de televisão mostraram ambos os grupos, e a notícia, embora bastante irrelevante, seria, portanto, que «Passos Coelho foi recebido com apupos e aplausos».

Um jornalista que noticiasse apenas que «Passos Coelho foi hoje recebido com aplausos» seria um bandalho, um pobre diabo sem brio nem honra profissional, um crápula de segunda categoria habituado a torcer a realidade em favor das suas preferências, um vendido que só vê o que lhe vai na imbecil cabecinha, em resumo, um merda.

 Sic e TVi noticiaram que «Passos Coelho foi recebido com protestos».

Ora, o critério é intrigante. Tanto mais que para Sic e TVi a notícia realmente importante, a notícia do homem que mordeu o cão, seria que Passos fosse aplaudido. Então, não se compreende...

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Democracia

por João Távora, em 20.10.14

Atentem esta manifestação de republicanos em Londres, vejam bem até ao fim e reparem no número de jornalistas presentes. Talvez em Portugal nos falte alguma maturidade e uma monarquia para termos uma democracia assim.

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Quem manda?

por João Afonso Machado, em 20.10.14

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 Todas as origens registadas na História ocultam ou dificultam uma causa simples - surgira, entretanto, um novo escalão social, vindo da pobreza em acelerado caminho para a riqueza. O dinheiro é Poder e o Poder começa sempre pela política.

Assim a Maçonaria actuou laboriosamente desde o século XVIII. E com a maior criatividade, acrescente-se: inventou a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade e, por essa altura ainda, o Terror. Foi buscar a República à Antiguidade Clássica, quis pintá-la de cores estóicas, e saiu-lhe, garrida como um grafitti, uma pincelada epicurista. Assim cativou os mais ambiciosos remediados citadinos que, diga-se, eram bastantes. Depois andou quase duas décadas a dar-lhes pancada na rua ou - pior ainda - a acirrar essa pobre gente uns contra os outros.

Quando Salazar quis repor a ordem não se esqueceu dos maçons: cortou cerce a liberdade de expressão em geral, mas brindou a Maçonaria com a presidência da República e da União Nacional.

Os tempos hoje são outros. Já ninguém necessita refugiar-se na clandestinidade. Nem a Maçonaria. O seu discurso cívico e "ético" resume-se a uma mera formalidade festiva, aliás. O resto são almoços de negócios, transversalidade nos partidos ditos democráticos e, claro, corrupção às mãos cheias. Especulação e habilidades financeiras, dinheiro é Poder.

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (6)

por José Mendonça da Cruz, em 20.10.14

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 Coronel, a minha mãe

De criação me ensinava

Que S. António é meu padrinho

E a ele me entregava

Eu tomava a bênção ao santo

À noite quando rezava

in As quatro órfãs de Portugal, de João Melquíades da Silva

 

SETEMBRO DE 2016

O primeiro-ministro António Costa decidiu hoje que serão canceladas todas as concessões de transportes públicos a privados, e que os sistemas de transportes passarão a ser administrados centralizadamente por uma nova Administração Pública dos Transportes e Mobilidade, entidade autónoma que será chefiada por Mário Lino, assistido por Ana Paula Vitorino, que a TSF considera «a maior especialista em transportes públicos de toda a Europa». A nova APTMobil contará com um staff de 3000 novos funcionários públicos. Pela voz do seu secretário-geral, a CGTP aplaudiu a decisão por devolver «ao comum o que é comum riqueza» e contribuir para a baixa do desemprego. Recuperando o plano enunciado quando presidente da Câmara de Lisboa, Costa pretende financiar os transportes públicos com parte das receitas do ISP, uma parcela do IMI, uma fracção do Imposto de Circulação, uma percentagem das portagens nacionais, e com receitas da publicidade em outdoors cuja exploração será exclusivamente pública. Para cada uma das fontes de receita será criada uma subadministração, que estudará os valores e estabelecerá os circuitos de cobrança e distribuição.

 

NOVEMBRO DE 2016

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Um painel de economistas prevê hoje no Jornal de Negócios que o défice do Estado em 2016 ultrapassará os 10%. Um porta-voz do governo ouvido pela Sic classificou de «atoardas» essas previsões, que atribuiu ao «habitual pessimismo» dos «adversários e maus perdedores» em relação à governação socialista. Na mesma Sic, Bento Rodrigues investigou e desacreditou um dos economistas por ter maltratado um pardal em pequenino e outro por não ter pedido factura a um canalizador em 1999. A revista Economist referiu, no entanto, a existência de «preocupações no FMI, no BCE e na Comissão Europeia» sobre o novo rumo português, e perguntava-se em peça da página 18: «Portugal at the crossroads … again?».

 

 

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Clube de Portugal

por João Távora, em 19.10.14

Ontem o Sporting entrou a golear o Porto 7 - 0 em jogadores portugueses. No final com 3-1 pusemos um arrogante castelhano e a sua "armada" espanhola no seu devido lugar.  

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Perseverança

por João Távora, em 19.10.14

É irónico como a felicidade é construída principalmente pela forma como soubermos enfrentar as nossas derrotas e respectivas mazelas. 

 

 

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (5)

por José Mendonça da Cruz, em 19.10.14

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Alguém marcou a dieta

Para deixar de engordar

Mas foi mesmo se esbaldar

Comer é que foi a meta

Pança cheia lá e cá

Agora quer renovar

Promessa tão indiscreta.

in As mudanças no mundo com o Feliz Ano Novo, de Walter Medeiros

 

MAIO DE 2016

O ministro do Turismo e Tempos Livres, Paulo Campos, apresentou hoje dois novos projectos turísticos de grande dimensão para a zona da Comporta e para a área protegida da Ria Formosa. O projecto do Eco-Resort da Formosa, um projecto PIN em que o ministro se empenhou pessoalmente, deverá contar com capitais argentinos, angolanos e de antigos membros do governo PêTista brasileiro. Os dois investimentos, no total de 600 milhões de euros deverão, segundo Campos, criar 15000 novos postos de trabalho, e contam com o acompanhamento da Caixa Geral de Depósitos na pessoa do seu presidente, Armando Vara. No seu comentário de domingo na RTP, João Galamba celebrou o dinamismo do governo, questionou a reacção fortemente negativa dos ambientalistas e perguntou se não seria tempo de estes abandonarem os seus interesses retrógrados e limitativos quando está em questão o progresso do país.

 

MAIO DE 2016

Em directo da Assembleia da República, a repórter da Sic Anabela Neves considerou que o décimo debate quinzenal que acolheu entusiasticamente a participação de António Costa se saldou por uma esmagadora vitória do primeiro-ministro.

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Domingo

por João Távora, em 19.10.14

Evangelho segundo São Mateus

Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?». Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário e Jesus perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Disse-Lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».

Da Bíblia Sagrada

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Sujinha, sujinha

por Vasco M. Rosa, em 18.10.14

A cerimónia hoje no monumento na avenida da liberdade da cidade de Lisboa pode ter tido a presença das mais altas figuras do Estado. Mas será que ninguém reparou antes —e hoje, allo jornalistas, está aí alguém?!...— como o monumento está sujo de poluição? Não poderia a CML, tão republicana benza-a deus, limpá-la convenientemente num ano de comemorações centenárias?...

 

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (4)

por José Mendonça da Cruz, em 18.10.14

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 Protegendo o povo simples

Com um saber divinal

Seu verso estará presente

Defendendo o social

Contra a ganância e a maldade

Que existe no Capital.

in Valentim Martins Quaresma Neto

 

FEVEREREIRO DE 2016

Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da economia do governo de António Costa, apresentou hoje o novo plano de crescimento e emprego. Além de TGV e aeroporto, da subida do salário mínimo para 600 euros e da reposição do IVA da restauração em 13%, o programa prevê a «reanimação do Banco de Fomento», a abertura de «uma nova linha de crédito de 2 mil milhões de euros para as PMEs» e o investimento de mil milhões em obras de recuperação urbana, a sortear pelas autarquias. Embora Vasco Pulido Valente tenha classificado o plano de «uma cópia do antigo plano de Álvaro Santos Pereira, acrescido de dois projectos ruinosos», o jornal das 13 da Sic dá honras de abertura ao tema, sob o título «Primavera Socialista». Na TVi, Perez Metelo, que se despediu dos espectadores antes de aceitar o cargo de chefe de gabinete do ministro das Finanças, previu que o plano fará o crescimento do PIB saltar para os 2%. No Expresso, Nicolau Santos titulava a sua coluna «O Novo Milagre Português».

 

MARÇO DE 2016

O primeiro-ministro António Costa nomeou hoje o engenheiro José Sócrates como embaixador económico itinerante do seu governo. Em conferência de imprensa, o ministro de Estado Carlos César disse que o governo se sente honrado com a aceitação da missão por parte do antigo primeiro-ministro, cujos esforços de intercâmbio económico deverão começar por concentrar-se na Argentina de Cristina Kirchner e na Bolívia de Evo Morales, tendo em conta a menor simpatia que suscita o novo governo brasileiro.

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (3)

por José Mendonça da Cruz, em 18.10.14

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Quando chegou Genoveva

Todos os admiradores

Estavam ali para recebê-la

Com aplausos e louvores

E as portas do castelo

Estavam enfeitadas de flores

in Os martírios de Genoveva, de Leandro Gomes de Barros

 
JANEIRO DE 2016

Em entrevista à RTPN, realizada por Nuno Santos, recentemente nomeado director-geral, de informação e de programação da televisão pública, o ministro da Cultura, José Pacheco Pereira, justificou a excepcionalidade da sua aceitação do cargo com a necessidade de distensão e convergência num momento de reconciliação nacional. A entrevista ultrapassou em audiências o programa Quadratura do Círculo, transmitido pela Sic na mesma noite, onde Pedro Silva Pereira e José Lello substituíram respectivamente Pacheco Pereira e António Costa, a fim de ser mantido o equilíbrio editorial. Corre que António Lobo Xavier, que manifestou o desejo de sair, será substituído por Adriano Moreira.

 

JANEIRO DE 2016

Em directo da Assembleia da República, a repórter da Sic Anabela Neves considerou que o segundo debate quinzenal que contou com a participação de António Costa se saldou por uma enorme vitória do primeiro-ministro.

 

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Vade retro

por João Távora, em 18.10.14

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 Não me amedrontam aquelas pessoas que a determinado momento deixam escapar um sinal da sua fragilidade; seja uma reacção de ciúme, aqui e ali uma mal disfarçada inveja, um deslize de génio ou até um pecadilho de carácter. As pessoas que me assustam mesmo são aquelas que por miopia ou estupidez se julgam angelicais, impolutas. Não conhecem o bicho que vive nelas.

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E agora leva com uma campanha difamatória em cima. Ainda para mais resultante das gravações das reuniões do conselho superior do GES. Quem não faz aquilo que lhe mandam tem o que “merece”. Recordam-se de “O Padrinho”?

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (2)

por José Mendonça da Cruz, em 17.10.14

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 Disse ele: eu uma vez

Fui de encontro a mil guerreiros

Entrei pela retaguarda,

Matei logo os artilheiros,

Em menos de dez minutos

O sangue encheu os barreiros

in As proezas de um namorado mofino, de Leandro Gomes de Barros

 

NOVEMBRO DE 2015

Embora tenha sido festejada a tomada de posse daquele a que o primeiro-ministro António Costa chamou «o mais dinâmico e operacional governo da democracia», teve ainda maior impacto o anúncio feito pelo chefe de governo de que o orçamento de 2016 incluirá aumentos substanciais de investimento na educação e saúde. Ana Catarina Mendes, titular da pasta da saúde, não se pronunciou ainda sobre o destino do aumento de verbas, mas o novo ministro da educação, Augusto Santos Silva explicou que no seu sector elas serão aplicadas na conclusão da renovação do parque escolar, em substituição de material informático das escolas com renovada aposta nos Magalhães, e na contratação de 300 funcionários especificamente para a área de contratação e colocação de professores. Mário Nogueira, da Fenprof, considerou que a nova política indicia maior atenção à escola pública, mas que ela nada significará se não forem melhoradas substancialmente as condições de vida dos docentes, nomeadamente com a redução da carga horária para metade e do número de alunos por turma, que não deveria ultrapassar os 17.

 

DEZEMBRO DE 2015

Em directo da Assembleia da República, a repórter da Sic Anabela Neves considerou que o primeiro debate quinzenal a contar com a participação de António Costa se saldou por uma retumbante vitória do primeiro-ministro.

 

 DEZEMBRO DE 2015

À saída da Fundação Mário Soares, onde se deslocou para formalizar um financiamento de 500 mil euros para um estudo sobre «Finanças e Democracia na Primeira República» (uma escolha que Pulido Valente considerou curiosa por «não haver na 1.ª República nem uma coisa nem outra»), o primeiro-ministro António Costa respondeu às críticas da Comissão Europeia sobre o aumento do défice previsto no Orçamento de 2016 dizendo que «as situações anómalas têm que ter respostas que só mentes anómalas podem considerar estranhas». O chefe do executivo escusou-se, porém, a responder sobre quando tenciona repor integralmente as pensões e os salários da função pública, dizendo que necessita de tempo para avaliar plenamente «as consequências dos últimos 4 anos de desgoverno». A capa da Visão de amanhã abordará o tema do orçamento, com uma chamada para a peça principal da revista, intitulada «O Fim da Humilhação Austera».

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Isto sim é uma bela conjugação de talentos!

por João Távora, em 17.10.14

As cinco regras que definem aquilo que os americanos chamam um Think Thanker: "pensar como um académico, escrever como um jornalista, falar como um político, vender como um empresário e agir como um diplomata".

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Paradoxo

por Maria Teixeira Alves, em 17.10.14

Fico sempre a pensar que há um paradoxo entre a apologia da redução do IRS feita por António Costa líder do PS, e a subida galopante da minha taxa de IMI, um imposto autárquico da autarquia que tem António Costa por Presidente da Câmara. Para já não falar da taxa de esgoto.

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Botas novas

por João Afonso Machado, em 17.10.14

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Deve ser amanhã. Está por saber como se vai comportar o clima alentejano, capaz ou não de estabelecer relações de boa diplomacia com o reumatismo dos visitantes. E ela, a pequena, encarregada da singular tarefa de farejar para toda a gente. Tareja, o mundo inteiro tem os olhos postos em ti! Mostra quem és, quão acima estás do teu dono e da suas botas novas. Porque se correr mal, descansa, a culpa é delas, dessas botas ainda verdes.

E há-de ser um jantar de amigos, o de hoje, de onde a emoção - isto de os amigos se juntarem é o diabo! - não andará arredia. E no almoço do depois da lide e do antes da partida a mesma história... Apenas a companhia que fica não ajustará a rotação da Terra no infinito equilíbrio dos momentos absolutamente bons.

 

 

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (1)

por José Mendonça da Cruz, em 17.10.14

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Trago meu outro projeto

Que nesse eles bota fé

Não garanto lucro certo

Adere se você quisé

No terreno lá do Embú

Nós vamos prantá xuxu

Seja lá o que Deus quisé.

in Tere Penhabe

 

OUTUBRO DE 2015

António Costa e o Partido Socialista conseguiram ontem a maioria absoluta nas eleições legislativas com 51% dos votos – embora menos que os 72% previstos pela Eurosondagem. O jornal inglês Guardian comenta em editorial que os resultados da austeridade nos países periféricos estão bem patentes na literal euforia com que a generalidade da comunicação social celebrou o novo governo. O jornal cita com alguma complacência os títulos entusiásticos dos noticiários de imprensa e televisão, com títulos glosando slogans como Mudar Portugal, Ousar Vencer, Renovada Esperança, etc. O diário, próximo do Partido Trabalhista, atribui o que considera «uma aparência de excesso» aos anos de aperto impostos por Bruxelas e a Alemanha.

 

NOVEMBRO DE 2015

Ainda antes de ser conhecida a composição do governo do primeiro-ministro António Costa, fontes próximas do chefe do governo indicaram ontem ao jornal Expresso que o titular da pasta das Finanças será João Ferreira do Amaral. Em comentário na Sic Notícias, o politólogo António Costa Pinto considerou que a nomeação constitui «um poderoso aviso a Bruxelas», visto a nomeação de um conhecido defensor da saída do Euro trazer acrescida pressão em favor da intenção de António Costa de reestruturar a dívida e não cumprir os limites do défice. No entanto, o Financial Times de hoje, sob o título «Portugal on the way out?» recorda o processo instaurado por políticos alemães ao governador do Banco Central Europeu apenas por ter excedido as suas funções ao comprar títulos de dívida pública a países em dificuldades. O jornal cita ainda fontes da Comissão que recordam a má prestação económica de França e Itália apesar da violação do Pacto Orçamental e apontam as penalizações e restrições de acesso a fundos a que ficaram sujeitos os dois países. Apesar do sobressalto dos mercados e do agravamento dos juros da dívida, hoje ainda, e numa coincidência curiosa, o editorial do Público e a abertura do jornal das 20 da TVi dão o mesmo título à anunciada decisão do novo governo socialista de relançar o projecto do TGV e do novo aeroporto de Lisboa: «Regresso aos Carris do Futuro». Vieira da Silva, novo ministro das Obras Públicas e Comunicações, considerou que a ideia de uma linha de mercadorias do porto de Sines para o centro da Europa era uma mera «manobra dilatória» e insistiu em que ambos os investimentos são reprodutivos e criarão muitos milhares de postos de trabalho na construção civil, tão duramente atingida pela crise.

 

NOVEMBRO DE 2015

A não inclusão de Rui Tavares no elenco do governo lançou ondas de choque no Partido Livre. Há notícias de uma dupla cisão naquela formação política, com três militantes a romperem para formar o Partido Ainda Mais Livre, Rui Tavares a manter-se como líder da agora rebaptizada Liga do Centro da Extrema-Esquerda, e os restantes dois militantes a saírem para formar o Grupo de Reflexão Para a Nova Esquerda à Direita do Centro do Extremo. Na sua crónica do Público, Tavares lamentou que os socialistas continuem a ignorar as lições da história e que o país inteiro se mostre ainda renitente à iluminação das ideias inelutáveis do antigo Livre, agora Liga.

 

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António Costa, na Quadratura do Círculo, a criticar as medidas orçamentais do Governo. Evidentemente que o moderador fez-lhe a pergunta que se impunha, sendo ele o candidato a substituir Pedro Passos Coelho no Governo, e não querendo pedir um orçamento alternativo, pergunta-lhe:

Qual o caminho que devia o Governo ter seguido [no Orçamento]? Patinou, como era de esperar... «Vamos lá a ver, o caminho que temos de seguir não passa só pelo Orçamento»... Ora assim também eu. A responder clichés também eu.

Programa de recuperação económico que o país precisa, blá, blá, blá, e lá fala dos Fundos Comunitários.

Finalmente lá chega a uma alternativa orçamental: Devolver ao IRS e não ao IRC. O caminho da subsidiação das pessoas e não de criar condições de emprego. Vamos voltar a subsidiar o consumo? Vamos voltar à política do crédito? 

«Lá voltamos nós tudo para trás para o jogo de julgar que é a favorecer a procura interna que se resolviam os problemas do país. Estimular o caminho da procura interna, já se fez tudo e nada funcionou», respondeu António Lobo Xavier. 

Porque o IRC é que cria emprego.O principal problema de Portugal é de facto não haver investimento, porque não há capital, o imposto mais delicado para o crescimento é o imposto sobre as empresas.

P.S. Suspeito que António Costa vai precisar muito de António Lobo Xavier quando for Governante... 

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... e tece um conjunto de conjecturas sobre o assunto. E eu acrescentaria uma: não está prevista verba suficiente para pagar compilações a amigos. Temos pena.

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