Sábado, 25 de Maio de 2013

"Faz filhos"

 

A crónica desta semana de Rui Ramos no Expresso toca na ferida, foca aquele que é o grande pesadelo das sociedades democráticas liberais, que em Portugal se revela de forma bem severa: a crise na família tradicional, fórmula experimentada para o sucesso individual e civilizacional. O tema, como refere o autor, não é de fácil abordagem, mas é urgente a ousadia de o abordar sem tabus, e sob outro pretexto que não da sustentabilidade das pensões e da empregabilidade dos professores.

Observemos os factos: Os dados do INE indicam que o número casamentos tem diminuído 8% ao ano (12% no caso dos casamentos católicos), e que os divórcios têm registado um crescimento anual de 3% por cento. A ser assim, em 2012 haverá em Portugal 27 400 casamentos, contra os 49 178 de 2004 e 30 150 divórcios, ao invés dos 23 348 verificados em 2004. Da constatação da crise na família tradicional, contrapõe-se que desta dinâmica de "emancipação individual" brotaram conceitos alternativos de família, sempre exaltados pela nomenklatura do politicamente correcto. O problema é que esses modelos emergentes da “revolução cultural” se revelam totalmente estéreis, eu diria decadentes: Em 2012 em Portugal, o número de nascimentos caiu para menos de 90 mil, o valor mais baixo dos últimos 60 anos - 1982 foi o último ano em que houve substituição de gerações. Nesse sentido repito uma nota que aqui deixei há dias: a origem do decréscimo de nascimentos é de índole cultural e não se inverte com estímulos financieros do Estado. Por isso é que sou forçado a concordar com Tiago Cavaco citado por Rui Ramos na sua coluna: “constituir família é a suprema forma de rebeldia”. E os cristãos praticantes são a “real contracultura”. 

 

Título roubado do tema musical de Tiago Cavaco Faz Filhos, do seu mais recente álbum.

 

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publicado por João Távora às 20:33
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Receitas de fim-de-semana

 

Num decilitro de azeite, fritam-se cogumelos frescos cortados ás fatias e alho picado em abundância. Mistura-se cerca de 100 gr. de bacon e 400gr de fiambre aos pedaços e deixa-se fritar numa caçarola. Quando a água dos cogumelos estiver quase desaparecida, junta-se molho inglês e uma pitada de pimenta branca e apaga-se o lume. Cozidos 500 gr de novelos de tagliatelle al dente em muita água, junta-se a massa bem escorrida ao preparado na caçarola onde esta vai saltear durante 5 minutos, com cuidado para não deixar queimar. Serve-se acompanhado com uma salada de alface, tomate e pedaços de nozes, temperada com sal, azeite e vinagre a gosto. As crianças podem acompanhar o prato com cola do Pingo Doce bem gelada, e os adultos com um vinho tinto reserva do Douro de 2009 do Mini-preço que é muito bom. Na primavera, uns morangos frescos com gelado de nata são um bom modo de acabar a refeição em festa.

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publicado por João Távora às 17:06
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Monumento nacional!

Um cinquentenário e um centenário em 2013 - respectivamente, o da inauguração da Ponte da Arrábida e o do nascimento do seu genial projectista (que partiu em 2000), o Eng. Edgar Cardoso.

Ninguém acreditava fosse possivel. Aquele arco em betão (o maior do mundo) de certeza não se sustentaria e condenados estão os que ousam desafiar o poderio divino... Etc, etc. À época muitos eram os que iam dar o seu passeio pela via panorâmica, na espectativa da fatal catástrofe. A epopeia arrastou-se durante seis anos e custou 240 mil euros.

É uma obra inteiramente portuguesa. Ainda lá está, obviamente. Com a diferença de, agora, ostentar a medalha de monumento nacional que lhe foi atribuida neste ano de dupla comemoração.

publicado por João Afonso Machado às 15:46
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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

Souvenir

 

Esta é uma gravação com mais de 100 anos de "Souvenir" de Franz Drdla, um encantador solo de violino interpretado pelo então jovem talentoso Micha Elman acompanhado ao piano por Philip Gordon. O disco de primeira geração só com um lado gravado, foi manufacturado no Canadá em 1908 pela Berliner Gram-O-Phone Company - Victor Talking Machine Company. É um caso paradigmático da dificuldade que havia nos primórdios da gravação do registo acústico (mecânico) captar os sons mais delicados como do piano ou do violino.

publicado por João Távora às 21:46
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Para fechar...

A questão essencial e única é se as argumentações que Abel Matos Santos trouxe a público e defende são ou não válidas, caros Rui Pinto e jugulares. Parece-me que sim e ainda não as vi rebatidas. Sem surpresa constato que as respostas aos seus argumentos, ao invés de se focarem em se é bom, mau ou indiferente para as crianças a co-adopção e a adopção, entornam-se sempre para a via da adjectivação e do insulto, um tipo de guerrilha que eu por regra não alimento - a vida ensinou-me que nunca se vai convencer quem já está convencido. Com respeito pelas vossas certezas, prefiro as minhas profundas dúvidas - e até alguma angústia, vá.   

Finalmente, estou convicto de que esta discussão terá servido para esclarecer alguns leitores, não pelas convicções expressas (que tão facilmente se tornam  em meras armas de destruição massiva) mas através de teses cientificamente suportadas. De resto, o importante é que os portugueses conheçam as diversas posições sobre este tema e em breve saberemos qual o resultado da votação no parlamento. A bem das crianças desprotegidas e da sanidade da nossa comunidade espero que os graves problemas que as atingem possam ser resolvidos sempre em seu próprio e único favor, que elas jamais se tornem objectos de satisfação de egos pueris, nem arma de arremesso para uma agenda de afirmação dos homossexuais como "facção" coisa que me parece absurda, tanto mais pelo respeito que qualquer pessoa me merece. 


Finis, laus Deo.

 

publicado por João Távora às 16:21
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Sexta-feira com palhaços

Stacie, daqui.

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publicado por Corta-fitas às 15:29
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O «momento do investimento»

A afirmação de Álvaro Santos Pereira só não constituirá um dogma se pecar por defeito: «estamos atrasados uma década». Eu diria muitas mais: estamos atrasados todas as décadas perdidas em republicanices que levaram Portugal para muito longe do são convívio com as grandes nações civilizadas. (O Ultimato? Qual deles, de 1910 para cá?...).

Seja como for (e deixando de lado as mais profundas questões a que havemos de agradecer o caos instalado), a intervenção do Ministro prende-se com aqueloutro anúncio de Vítor Gaspar, sem dúvida bombástico, - «chegou o momento do investimento», pressupondo a consolidação das contas públicas.

Terá mesmo chegado? É que para vender não basta o vendedor - urge também o comprador... O «momento do investimento» é o momento dos investidores. A sua bendita aparição.

Mas o ministro Álvaro disse mais, frisou tratar-se de investimentos de curto prazo, os quais contariam já com fundos e benesses fiscais. A Esquerda duvida, como lhe compete. Crê-se, no entanto, ser de acreditar. O plano faz sentido, do mesmo modo que se deve reparar as fissuras da casa antes de iniciar outros melhoramentos. Talvez Passos Coelho seja, afinal, dotado de lucidez e Gaspar não o tontinho que muitos queriam ver a falar sozinho aí pelas ruas.

 

publicado por João Afonso Machado às 15:26
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C.S.Lewis

To be a Christian means to forgive the inexcusable, because God has forgiven the inexcusable in you.
-C S Lewis

publicado por Maria Teixeira Alves às 11:05
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Três em um

Uma das mais comoventes canções de desamor de todos os tempos, Crying, composta por um dos maiores compositores românticos de sempre, Roy Orbison, na versão pungente e poderosa de uma das maiores vozes femininas modernas, K.D. Lang. Depois de experimentar a capacidade arrasadora deste tipo de contenção e sobriedade, tem que ficar-se zangado com as ginásticas vocais e trinados parvos com que alguns julgam que chegam a artistas.

publicado por José Mendonça da Cruz às 01:22
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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

A inteligência é o que é

 

Nestes dias, correm pelas penas desta blogosfera acusações de falta de inteligência por tudo e por nada. Isto num país em há muita gente que nem o currículo universitário completo tem (não é condição de falta de inteligência, mas também não dá o direito a se insinuar que outros têm "capacidades cognitivas medianas" como já para aí vi escrito sobre um banqueiro).

 

Fica aqui um artigo de um dos homens verdadeiramente inteligentes que o jornalismo conheceu:

 

Miguel Esteves Cardoso: o elogio aos católicos portugueses

Como judeu que sou tenho orgulho em elogiar os católicos portugueses, que não só são como estão cada vez melhores. Quando a Maria João e eu estávamos a atravessar os piores bocados foram muitos padres e bispos que nos escreveram, animando-nos e falando menos do Deus que nos une do que das orações e esperanças que juntam os seres humanos que estão bem aos que passam mal. Escreveram sem sugerir resposta. Até essa liberdade me deram. Respondo-lhes hoje, obliquamente. Foi graças ao D. António Ribeiro [anterior cardeal-patriarca de Lisboa], por intercessão da minha mãe, que as minhas filhas, por vontades próprias, foram baptizadas com 12 anos. Devemos-lhe também uma das poucas grandes traduções da Bíblia: uma das duas em língua portuguesa. A outra, posterior, foi de Joaquim Carreira das Neves, outro grande padre, teólogo e ser humano. No “Público” de anteontem [sábado, 18.5.2013] a capa anunciava, com uma fotografia certa, que «D. Manuel Clemente, bispo do Porto, é hoje anunciado como o novo patriarca de Lisboa». Deixou-me uma impressão de felicidade, a aliança de coração e de inteligência que tem Manuel Clemente. Mas o que mais me comoveu foi uma citação, na página 13, do bom do D. José Policarpo (o cardeal-patriarca de Lisboa até ontem), uma pessoa com sensibilidade, coragem, generosidade e clareza. Disse ele, caracteristicamente: «[A] mudança da pessoa é um pormenor. Se vier outro, no dia seguinte [à minha saída] continua onde eu estava.» Sim. É mesmo assim: como deveria ser. Ainda bem.

Notas: Título original do texto: "Lição de humildade".

O autor escreve segundo o anterior Acordo Ortográfico.

Miguel Esteves Cardoso In Público, 20.5.2013

publicado por Maria Teixeira Alves às 19:20
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Mais velha e reaccionária que nunca

A esquerda, a esquerda velha, a esquerda que abomina a iniciativa (a que chama «jogo») e a liberdade (a que chama «casino») pôs hoje muito a cabeça de fora, como que a anunciar que o futuro é tão dela como o passado, e do mesmo passo, a revelar que está mais ultrapassada e reaccionária que nunca. É uma anunciada conferência «contra a austeridade» promovida por Mário Soares e Vítor Ramalho (dois que acham que o dinheiro aparece sempre e é deles), a que se juntam Arménio Silva, da CGTP, Pilar del Rio, a de Saramago, Boaventura Sousa Santos, e Sampaio da Nóvoa. Mistura-se-lhes Pacheco Pereira, por fim em casa. E todos vão vituperar os cortes na despesa e defender que se gaste o que não temos. Em sintonia, escreve hoje no Público Francisco Assis que devia haver um novo Plano Marshall para a Europa, ou seja, em linguagem socialista, outra vez rios de dinheiro a fundo perdido para que os socialistas possam tratar-se e àquilo a que chamam «solidariedade» e «crescimento». Por fim, a título de guarda-chuva, Seguro vem (diz ainda o Público) propor «a taxação das transações financeiras», o que quererá dizer agravar os 28,5% sobre as mais valias, ou, então, taxar desde logo qualquer operação.

O programa é, pois, e como vemos, o mesmo do costume: hipotecar a economia («os ricos», que são qualquer pessoa com 1500 euros mensais) ao peso e sofreguidão do Estado, que sorverá a torto e a direito para depois espalhar défices. Foi o que nos trouxe pontualmente à falência. Eles mal podem esperar. Eles anseiam por mais.

E conseguirão?

Julgo que sim. Julgo que esta gente será ouvida ainda por mais algumas apagadas e tristes décadas, passando pelo segundo resgate e ainda depois. Afinal, este foi o povo que reelegeu Guterres para alargar mais o pântano, que reelegeu Sócrates para cavar mais a ruína, e que tem Soares na conta de senador. Agora, já cantam «política para as pessoas» e«crechimento» mágico, e, ouvindo as vacuidades, o povo de Guterres e Sócrates e dos Sampaios sem défice julgará maioritariamente que são de bom augúrio e sérios. Julgo que os jovens empresários que criam empresas como não se via há 5 anos (conta o Jornal de Negócios de hoje) e os Martins desta vida não têm hipóteses, julgo que emigrarão, cansados da asfixia de investigadoras patetas e de paralisantes múmias.

publicado por José Mendonça da Cruz às 14:13
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Ainda adopção e co-adopção homossexual

A pedido do Abel, em baixo publico a sua resposta a este comentário do Rui Pinto no blog "A Direita Arrependida". 

 

Não costumo responder à calúnia, mas Rui Pinto merece-me o benefício da dúvida pela forma quase equilibrada como postou pedindo ser esclarecido.
Aqui vai para ele e quem quiser algumas, só algumas, das referências que usei e duas referências (a 10 e a 11) de estudos usados pelos defensores da co-adopção e que têm graves falhas metodológicas e por isso é também natural que esses estudos defendam nos seus textos a co-adopção. Foi isso que Rui Pinto publicou e que lhe fez confusão. Fica então esclarecido e com isso esclareço também o principal de todos os estudos que o João Távora colocou no seu blog.
Espero que o Rui Pinto e todos os que possam, consigam e queiram se debruçem e estudem os vários documentos.
Acho que a discussão deve ser ampla e sem preconceitos para que possamos ficar esclarecidos!
E já agora um pedido ao Rui, não acuse, não maltrate os outros só porque têm opiniões diferentes da sua, muito menos quando não tem razões para isso. Cinja-se à razão à ao debate cientifico pois é esse que eu faço.
Nunca me ouviu nem ouvirá a colocar em causa quem quer que seja nem a atacar ninguém na sua honra e bom nome profissionais. Quer contrariar as minhas ideias e convicções, por favor faça-o, mas faça-o com elevação e respeito, usando argumentos válidos.
Sou totalmente contra a co-adopção no superior interesse das crianças! Nada disto tem a ver com direitos de homossexuais ou com orientação sexual! O que é preciso saber e perceber é se, para as crianças, é igual, melhor ou pior ter só dois pais ou só duas mães. é disto que se trata!
Esta é a forma que eu tenho de me pronunciar sobre as coisas, não sou fundamentalista nem “engenheiro social” e estou aberto à evidência cientifica. Claro que tenho uma forte convicção e acredito muito no que defendo, mas quem tem a verdade absoluta?

Abaixo as referências dos estudos que consultei.

(1) Enright, R. & Fitzgibbons, R. (2000). Helping Clients Forgive: An Empirical Guide for Resolving Anger and Restoring Hope. Washington, DC: American Psychological Association Books ,p. 187-89.

(2) McWhirter, D. and Mattison, A. 1985. The Male Couple: How Relationships Develop. Prentice Hall.

(3) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010, 28-36.

(4) Xiridou, M. et al. (2003). The contribution of steady and casual partnerships to the incidence of HIV infection among homosexual men in Amsterdam. AIDS 17: 1029-38.

(5) D. O’Leary. (2007) One Man, One Woman: A Catholic’s Guide to Defending Marriage Manchester, NH: Sophia Institute Press, 149-68.

(6) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.

(7) http://www.pbs.org/newshour/gergen/july-dec99/fisher_8-16.html.

(8) Sarantakos, S. (1996) Children in three contexts. Children Australia, 21(3), 23-31.

(9) Sirota, T, (2009) Adult Attachment Style Dimensions in Women with Gay or Bisexual Fathers. Arch. Psych Nursing, 23, 289-297.

(10) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010 p. 28-36.

(11) Biblarz, T. J. & Stacey, J. (2010). How does the gender of parents matter? Journal of Marriage and Family. 72, 3-22.

(12) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.; Popenoe,D. (1996) Life Without Father, New York: Free Press, P. 176; Golombok, S. et al (1997) Children raised in fatherless families from infancy: Family relationships and the socioeconomic development of children of lesbian and single heterosexual mothers. J. Child Psychology and Psychiatry 38: 783-791; Gallagher M. & Baker, J.K. (2004) Do Mom and Dads Matter: Evidence from the social sciences on family structure and at the best interests of the child.

Resumo das conclusões dos estudos: os números abaixo correspondem aos estudos com o mesmo numero acima nas referências.

1 – Estudo editado pela APA sobre acompanhamento de crianças adoptadas e em famílias de acolhimento durante vários anos; tratamento de crianças adoptadas durante 35 anos;

2 - Um dos mais amplos estudos sobre casais homossexuais revelou que apenas 7 em 156 casais tinham uma relação sexual totalmente monógama. A maioria destas relações teve uma duração inferior a cinco anos. No caso dos casais com relações mais duradouras, os seus membros tinham também actividade sexual fora do relacionamento.

3 - As relações homossexuais são frágeis. A probabilidade de que a relação termine é elevada no caso dos casais de lésbicas. Num relatório de 2000, o “US National Longitudinal Lesbian Family Study”, 40% dos casais que tinham concebido uma criança através de inseminação artificial terminaram a relação.

4 - Estudos holandeses demonstraram que a maioria dos novos surtos de infecções de VIH em Amsterdão surgiu em homens homossexuais que mantinham relacionamentos estáveis.

5 - Estudos de investigação nesta área demonstram que nas uniões homossexuais há maior incidência de violência doméstica, depressão, toxicodependência e de doenças sexualmente transmissíveis.

6 - As crianças que foram privadas de cuidados maternais durante longos períodos na sua infância “revelam-se frias, mantêm relacionamentos afectivos superficiais, e demonstram ter tendência para comportamentos hostis e antissociais” na idade adulta.

7 - A vasta investigação dos problemas sociais psicológicos, académicos e sociais dos jovens criados em famílias sem pai demonstra a importância da presença de um pai em casa para o desenvolvimento saudável da criança.

8 - Em 1996 um estudo sólido realizado em 174 escolas primárias na Austrália – 58 crianças em famílias com pais casados, 58 em famílias com pais em união de facto (heterossexuais) e 58 em lares de uniões homossexuais – sugeria que as famílias de pais casados ofereciam o melhor ambiente para a educação e desenvolvimento social de uma criança. Em segundo lugar figuravam os unidos de facto e em último plano surgiam os casais homossexuais.

9 - Os resultados de um estudo realizado com mulheres no ano de 2009 em Nova Iorque, Boston e São Francisco, são semelhantes. Os investigadores entrevistaram 68 mulheres com pais homossexuais ou bissexuais. As mulheres (com média de idades de 29 anos, nos dois grupos) que tinham pais homossexuais ou bissexuais revelavam maior dificuldade nos seus relacionamentos a três níveis: Estavam menos à vontade com a proximidade e intimidade; eram menos capazes de confiar e depender dos outros; e experimentavam uma maior ansiedade nas relações em comparação com as mulheres educadas por pais heterossexuais.

10 e 11 - Os activistas homossexuais e os meios de comunicação social citam frequentemente dois grandes estudos publicados em 2010. Nanette Gartrell e Henry Bos (10), bem como Tomithy Biblarz e Judith Stacey (11) argumentam que as crianças que foram deliberadamente privadas dos benefícios da complementaridade que existem num lar com um pai e uma mãe não sofrem danos psicológicos.
No entanto, todos os dados utilizados no estudo de Gartell e Bos são relatórios que as próprias mães e crianças objecto do estudo entregaram. As mães estavam cientes da agenda política por detrás da investigação o que muito provavelmente distorceu os resultados. Este erro metodológico põe seriamente em causa a credibilidade do estudo. No meta-estudo realizado por Biblarz e Stacey, em 31 dos 33 estudos de famílias com dois pais, foram os pais que forneceram os dados, que se tratavam, por isso, de juízos subjectivos. Também aqui, esta metodologia levou a resultados enviesados uma vez que os pais homossexuais sabiam da agenda política que estava na origem do estudo. Acresce que, dos 33 estudos que abordaram estas famílias de casais, só dois estudos tratavam de homens, embora o título do estudo “Qual a importância do género dos pais?” levasse a crer que homens e mulheres estivessem igualmente representados.
Grande parte da investigação sobre casais homossexuais sofre geralmente de falhas metodológicas. Argumenta-se com frequência que não está provado de que seja prejudicial para as crianças serem criadas por dois homens homossexuais. Esta firmação é verdadeira, no entanto, esta falta de provas não leva necessariamente à conclusão de que tal não é prejudicial para as crianças. Significa que não está provado. São raros os estudos sobre crianças criadas por homens homossexuais. Não há ainda nenhum estudo que tenha analisado os efeitos a longo prazo em homens adultos, que foram criados por homens homossexuais.

12 - É pernicioso privar deliberadamente uma criança de um pai ou uma mãe. A investigação das ciências sociais sustenta esta tese.

publicado por João Távora às 11:29
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O senso de Rasputin


Rasputin, o monge alinhado na velha tradição taumaturga da Rússia profunda, é das figuras mais enigmáticas da História contemporânea. Desde logo, pelo ascendente adquirido sobre a czarina Alexandra, que terá contribuído para o fim trágico da dinastia Romanov. Não é uma figura simpática... Mas acabo de descobrir que partilhamos um ponto de vista.
Como se sabe, Rasputin caiu nas boas graças dos Czares, porque foi o único, à época, a conseguir proporcionar ao pequeno czarevich Alexei alívio para as crises da sua hemofilia. Muito se especulou sobre a natureza dessa faculdade, e não poucos enquistaram na tese milagreira.
Pessoalmente, perante os seus retratos e o tremendo olhar de basilisco que nos revelam, propendia para a tese do hipnotismo.
Mas a coisa está finalmente esclarecida. Parece que Rasputin se limitou a usar do melhor senso comum na análise da situação da criança: desconfiou dos clínicos de serviço e mandou suspender toda a medicação. Ora da bateria de remédios suspensos constava a aspirina, cujas propriedades anti-coagulantes, ainda então desconhecidas, não se recomendam a um hemofílico.
Por sorte, já não era então desconhecido que os médicos podem ser piores do que as doenças. Até nós, neste cantinho de gente ingénua e crédula, já o sabíamos há séculos:
"Doutor, até do hospital
Te sacode enfermo bando.
Qual será disto a causal?
É porque, em tu receitando,
Qualquer doença é mortal".
(Bocage)

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publicado por Luísa Correia às 06:00
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Sensibilidade social (a genuína)

Com agradecimentos a Charlie Kaufman, realizador e autor da letra, e a Philip Seymour Hoffman, que nos apresentou

 

publicado por José Mendonça da Cruz às 02:02
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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

O futuro das nossas crianças...

Não resisto a acrescentar à de Maria outras visões sobre o "estranho" futuro que aguarda as nossas crianças...

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publicado por Luísa Correia às 18:22
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Já há cartoons e tudo

publicado por Maria Teixeira Alves às 11:31
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Resposta ao artigo do Tiago Mesquita no Expresso

Publico aqui o post scriptum, que anexei ao artigo da polémica, para responder ao artigo de Tiago Mesquita que escreve um artigo de opinião no site do Expresso, em que resumindo diz quem é contra a adopção (co-adopção, ai) por homossexuais é estúpido e ignorante e quem é a favor é inteligente, ao nível do Einstein, e moderno (whatever that means):

Depois de ler este artigo revoltado no site do Expresso, escrito por um miúdo, tenho de acrescentar este post scriptum. Não vou cair na tontice de chamar estúpido e ignorante em cada parágrafo como ele faz (típico de discursos imaturos de pessoas mais ofendidas que racionais - talvez porque para além da palavra "moderno" poucos argumentos existam para justificar que uma criança seja dada (dar para a adopção, para não virem com mais disparates à volta da palavra dar) a dois homens ou duas mulheres em vez de um pai e uma mãe). E diz a certa altura (a única frase em que não revela ódio) que "Consigo perceber a preocupação, quando genuína, em relação ao bem-estar das crianças". Pois é Tiago, e quem te garante que o bem-estar da criança é ter dois pais ou duas mães? Perguntaste a alguma das crianças que está por exemplo na Casa Aboim Ascensão, se é isso que querem? Se querem ser filhos do Sérgio e do Paulo? Não, não perguntaste. Então porque achas que é isso que as crianças querem? Perguntaste aos portugueses se é isso que querem? Não, não perguntaste. 

O Tiago cita um padre, o Nuno da Câmara Pereira e cita-me a mim, como exemplos que tenta ridicularizar, mas esquece-se que como penso eu pensa a maioria da população e se não tem medo, então promova um referendo. Há muito mais gente e gente brilhante (não com a inteligência de cinco tostões deste miúdo) que defendem precisamente o mesmo que eu. 

Enquanto estas criaturas acharem que a adopção é um mercado para fornecer filhos a adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite, não estão a pensar nas crianças. Um bébé precisa de uma mãe, o que chumba logo a ideia de serem dois pais. O conceito e pai e mãe refere-se ao macho e à fêmea que procriaram, não é um conceito inventado pelo homem, como o é a homoparentalidade (a palavra nem existe no dicionário do corrector)

As crianças adoptadas não podem ser diferentes das outras, e as outras têm um pai e uma mãe. Ás crianças abandonadas têm de lhe ser dado um família substituta, ou então é melhor não saírem da instituição (ali também têm amor, e se nalguns casos não é assim fechem-se essas). Nunca dois pais ou duas mães. Gostava de perguntar ao Tiago se gostava de ser filho do Lícinio e do Renato?

publicado por Maria Teixeira Alves às 11:08
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Palavras moucas e orelhas ocas

Acontece que conheço bem Abel Matos Santos a quem é reconhecida tanta autoridade académica quanto brio profissional - um aspecto ao qual a Ana Matos Pires não será totalmente estranha por com ele se ter cruzado em diferentes circunstâncias no serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria. Aliás, neste texto a Ana ao seu estilo revela mais sobre si do que sobre a matéria que pretende defender: o indecente ataque à honra e bom nome do Abel é demonstração da insegurança que sente quanto aos seus próprios argumentos.
Uma vantagem da escrita é que esta dá-nos tempo para reflectir nos resultados da mensagem queremos passar. Pela minha parte tenho dúvidas que a Ana disso faça proveito… que se tenha dado ao trabalho de medir o efeito das suas palavras. Para lá da satisfação obtida com a injúria gratuita, pouca gente elas convencem, para além do seu círculo de amigos. E isso ao fim do dia até é bom. 

 

PS. Solicitada ao autor acrescentei ao seu texto alguma bibliografia.

 

publicado por João Távora às 10:09
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Terça-feira, 21 de Maio de 2013

O Contrafactual também não é verdadeiro

Bill Clinton disse hoje que 

"Europa não vai recuperar mantendo a austeridade"

 

Ora o contrafactual também não é verdadeiro.

publicado por Maria Teixeira Alves às 18:48
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Assim escapámos com vida...

Afinal é mentira, falsidade que a História, em geral, e Eduardo Noronha, em particular, mantiveram ao longo de décadas - o célebre Zé do Telhado não morreu, homem novo ainda, barbado como um miguelista saudoso, ao fim de um ano de degredo em Angola. O homem está por cá, implacável, salteador de gema, talvez um pouco mais pesado e já de lunetas. Todos fomos quase suas vítimas, o domingo transacto.

Todos - os que caminhávamos de Landim para Seide, em passeio invocativo. A coisa deu-se nuns matos, não muito longe das águas negras do Pele, de onde o aventureiro se descobriu de arma em riste, reclamando ouro e dinheiro, como um vulgar ministro. Pânico geral entre os passantes. A morte ameaçava-nos pelas bocas negras de dois canos de espingarda.

Um proprietário da região foi a voz providencial na circunstância: gritando - Camilo Castelo Branco viajava connosco, Zé do Telhado! - O amigo Camilo! Reconhecendo-o, cairam nos braços um do outro. Tinhamos, por isso, escolta até ao nosso destino, protocolo firmado assim que desvaneceu a confusão suscitada pela quadrilha do Zé, de varapaus em riste a entrar antes da deixa.

A viagem prosseguiu sem outros sobressaltos além dos comunicados por dois transistorizados que iam informando dos resultados na Luz e no Dragão.

Dá-se o caso de já antes eu topar o meliante, com a sua arma envolta num retalho de chita colorida. Daí a minha irresistivel curiosidade, assim o ambiente tornou à suave verdura dos fetos: - então, sr. do Telhado, que maravilha é essa de que se faz valer?

Ele sabia muito bem. Era uma centenária Saint Etiènne, cal. 16. Olhei-a de ponta a ponta e cobicei-a. Imaginei-a restaurada, sem aquela fita isoladora a firmar a coronha, rebrilhando na parede da minha sala. Talvez ainda disparando... Infelizmente, porém, o Zé do Telhado não se lembrou de a esquecer encostada a algum pinheiro. Porque senão a História voltaria a ter de se recontar...

publicado por João Afonso Machado às 14:44
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Mais logo, lá estarei

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publicado por João Távora às 10:54
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Tanto "progresso" que até dói...

Segundo um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (?!) 885 alunos, com idades dos 11 aos 18 anos, consideram legítimos comportamentos abusivos com as namoradas ou namorados. Nomeadamente entre os rapazes, 5% considera que agredir a namorada ao ponto de deixar marcas não é ser violento. 25% dos rapazes e 13,3% das raparigas entendem que humilhar a namorada/o é legítimo e que ameaçar a namorada ou o namorado é normal. 

Andam os iluminados arquitectos do mundo há trezentos anos a regular o mundo para isto...

 

Notícia daqui

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publicado por João Távora às 10:26
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Carlos Abreu Amorim

 ...afirmou-se publicamente como liberal, o que é raro entre os políticos. No entanto, ao invés de se destacar com um discurso inovador, defendendo, por exemplo, a descentralização fiscal como forma de responsabilizar os autarcas pelas despesas contraídas, Carlos Abreu Amorim repete o que estamos fartos de ouvir, mas ainda não de acreditar: que é distribuindo dinheiro, que o Estado tira aos cidadãos, que a economia cresce. É caso para dizer que com liberais destes quem é que precisa de socialistas?


A Ler na intregra André Abrantes Amaral aqui no jornal i



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publicado por João Távora às 09:57
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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Sábia a Igreja

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) reiterou hoje que apenas um casal, constituído por uma mulher e um homem, tem “a estrutura antropológica objetiva para a educação harmoniosa de uma criança”.

publicado por Maria Teixeira Alves às 23:44
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BTT - voltem sempre!

É a busca dos recantos sobrantes de caminhos de terra batida e pedra descoberta pelas chuvas. Com todos os atalhos rasgados entre matas e a maior dificuladade que se possa proporcionar aos concorrentes. Por junto, ainda se somam 80 ou mais quilómetros de competição BTT.

Ou seja, a ausência de poluição, um respeitável silêncio, desporto sadio, e um assinalável corte de despesas pessoais nesta prátca pedaleira. A modalidade conta com cada vez mais adeptos.

De freguesia em freguesia, fica também a impressão de que mais importante do que ganhar é participar. E em provas supostamente ao alcance de todos. (Mesmo daqueles cujas pernas se habituaram entretanto às botas de boas solas e às marchas matinais pelos montes. Às perdizes...).

Por tudo, os inscritos foram muito além do milhar. Durante horas, os ciclistas passaram. E "bom-dia" ou "boa-tarde" era o cumprimento que nem o seu suado e ofegante esforço dispensava ante os que, nos caminhos, observavam.

Essa a faceta mais simpática dos militantes das BTT. A condizer com a serenidade da região.

publicado por João Afonso Machado às 19:42
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Faço minhas as palavras da Raquel

A Raquel Abecasis tem hoje este artigo que reflecte a sua opinião sobre o tema que algumas pessoas não gostam de ler. (Como vêem há mais jornalistas que pensam como eu, e que são lúcidos). 

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RAQUEL ABECASIS

Incertos, mas modernos

Raquel Abecasis OK, opiniao
Acho que os nossos filhos não nos agradecerão no futuro.
17-05-2013 19:52

A contabilidade da votação do projecto lei que abre a porta à co-adopção por casais homossexuais diz tudo sobre a ligeireza e falta de convicção com que passos como este são dados pelos nossos responsáveis políticos.

A lei passou com 99 votos a favor e 94 contra, à votação faltaram 27 deputados, 17 dos quais do PSD.

Feitas as contas a realidade é esta: o Bloco de Esquerda tem um projecto claro de sociedade que não esconde querer impor ao país; uma parte cada vez maior do Partido Socialista partilha este projecto, mas quer colocá-lo no terreno com pequenos passos para não causar perturbações; todos os outros deixaram de ter convicções ou ideias e estão disponíveis a tudo, incluindo a faltar a uma votação tão importante para o nosso futuro, para não serem apontados como retrógrados.

Dir-se-á que a culpa é da qualidade dos políticos que temos, mas realmente a culpa é de todos os que, sabendo que estamos a trilhar um caminho errado, preferem não se envolver em discussões incómodas com medo das consequências e assim se vão perdendo as certezas e as convicções.

Com o silêncio e a conivência de muitos milhares estamos a destruir os pilares de uma sociedade que, com todos os defeitos e qualidades, tem cumprido o objectivo de formar homens e mulheres equilibrados e livres, por uma outra que inverte todas as regras para justificar as opções de vida de alguns.

Acho que os nossos filhos não nos agradecerão no futuro.

publicado por Maria Teixeira Alves às 15:27
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A intuição pura, caminho para a essência dos mundos

A intuição tem vários significados que, na verdade, são apenas aproximações que se completam para formar uma unidade pura e íntegra.

 

O primeiro sentido comum da intuição refere-se à entrada imediata no entendimento de uma qualquer realidade, sem que tenha passado por uma explicação ou demonstração. Acede-se ao saber de forma direta. É, pois, necessariamente pura, na medida em que não é contaminada por nada que seja estranho ao núcleo essencial. Intuir é ver dentro. Uma agudeza que penetra até à essência. Assim se descobre nos mundos as similitudes e as diferenças, as causalidades subtis... assim se chega ao eu e a Deus.

 

Um segundo sentido é o de uma receptividade apurada, a intuição é uma perfeição da sensibilidade. Quem é intuitivo é extremamente impressionável. É puro, na medida em que está completamente receptivo e atento ao que se lhe apresenta. Sentindo e admirando cada detalhe.

 

Por último, a intuição é também a faculdade criativa, o dom da criação. Quem intui é capaz de ver além, de antecipar e de ser agente da mudança que prevê. Os criadores chegam ao futuro antes dos outros e, mais, assumem que estas transformações dependem da sua vontade, determinação e trabalho, como uma necessidade de ser. A intuição é a iluminação íntima a que muitos chamam inspiração.

 

O mundo depende muito destes que são capazes de ver para além das aparências, dos que estão atentos aos detalhes e sentem o que apenas murmura, dos que são protagonistas das mudanças que permitem que o mundo se renove de belezas à sua passagem. Também é verdade que, no extremo oposto, muitos males vieram ao mundo por intuições de gente que sonha o que na verdade são pesadelos. A intuição é crítica, na medida exata de que que torna possível o impossível... para o bem e, infelizmente, também para o mal.

 

O amor não se deduz. Por tudo aquilo que se for capaz de ver para dentro do outro; pelas imensas alegrias que é dado experimentar a quem consegue sentir cada detalhe; por tudo quanto, de forma fecunda, faz sonhar e acontecer... não há amor sem intuição.

 

Há quem seja capaz de estragar um mero beijo porque se põe a pensar no que está a fazer.

 

A verdadeira alegria é um pedaço de vida pura, uma migalha da felicidade que subjaz a este mundo, uma forma simples de amar a vida.

 

A mão que se abre procura sentir, quando toca não deve fechar-se, ainda que queira agarrar o que a agrada... só uma mão estendida pode receber do mundo o melhor que existe, afinal só uma mão aberta se pode transformar em carícia.

 

É a intuição que ensina a sentir a mão que existe no vento.

 

É pela intuição que se torna possível elevarmo-nos acima dos tempos e dos espaços, abandonar as banalidades do mundo e sermos, para nós mesmos, o mundo em que vivemos, amamos e somos felizes... afinal, a alegria profunda do amor é o sinal de que ele vale a pena, qualquer pena... por maior e mais dolorosa que seja.

 

A intuição rareia e pouco se pratica. As sociedades recentes têm sido construídas numa lógica de provas, evidências e certezas. Mas, a verdade não se deixa apanhar aos pedaços. Menos ainda se deixa assim aprisionar por quem se julga acima dela. É urgente educar, pelo exemplo, os mais jovens para que saibam, que é possível ser-se responsável e louco, ser-se profundamente livre e feliz, apesar de todas as pobrezas e tristezas...

 

Toda a vida humana se assemelha a alguém que está sentado na rua, com a esperança de que o amor lhe chegue qual esmola... que, enfim, algum dia, alguém abra uma porta e diga: levanta-te e entra.

 

Uma busca é uma espera do princípio ao fim.

 

E uma simples troca de olhares basta para que se chegue a saber tudo.

 

 

 

(publicado no jornal i - 18 de maio de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

 

publicado por José Luís Nunes Martins às 12:39
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O que verdadeiramente importa

A malta bem pode legislar as aberrações que quiser, engendrar as mais mirabolantes engenharias sociais. Mas a bondade do mundo continua a depender única e exclusivamente das escolhas e atitudes das pessoas. Da sua adesão ao Amor. É nesse plano concreto que a luta entre o bem e o mal afinal se situa: o único plausível. O único verdadeiramente fecundo.



publicado por João Távora às 10:58
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Informação útil

Todas as pessoas que tenham mais de 100 mil euros em depósitos, dividam o dinheiro por vários bancos, de modo a que por banco não fique mais de 100 mil euros em depósitos.

 

BCP e BES alertam para perigo de propagação de "vírus de Chipre"

publicado por Maria Teixeira Alves às 00:01
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Domingo, 19 de Maio de 2013

Quando a adopção é um duplo trauma

Fotografia: © Vitalinka | Depositphotos.com

 

1 - Iniciativas legislativas para que se aprove a adopção por pares homossexuais são erróneas e imprudentes porque desprezam os direitos das crianças e ignoram importantes estudos e pesquisas da área psicológica e social no que diz respeito às necessidades daquelas.

 

2 -  Cada criança precisa de um pai e de uma mãe. Quando se altera o curso natural da vida é determinante o superior interesse da criança. Os estudos em ciências sociais têm repetidamente demonstrado a importância vital de ambos os progenitores, o pai e a mãe, para um ambiente saudável e positivo no desenvolvimento da criança e, os riscos que correm se criados sem um deles. A mãe e o pai trazem contribuições únicas que são essenciais para a sua saúde e bem estar.

 

3 - Crianças que foram privadas, por exemplo, do cuidado materno durante longos períodos de tempo na fase precoce das suas vidas, revelaram em geral menor capacidade de sentir e de se emocionarem, tendem a criar relações superficiais, a mostrar tendências antissociais e são mais hostis ao longo do seu crescimento.

 

4 - Os pais têm talentos específicos. São bons a disciplinar, a brincar e a levar as crianças a enfrentar desafios. São modelos a seguir para as crianças. A sua presença em casa protege a criança do medo e fortalece a capacidade da criança para se sentir segura. A vasta investigação cientifica sobre os graves problemas psíquicos, académicos e sociais nos jovens criados em famílias sem um dos pais demonstraram a importância da sua presença em casa para um desenvolvimento saudável.

 

5 - Os direitos e as necessidades da criança a uma mãe e a um pai devem ser protegidos pelo Estado. Os adultos não têm o direito de deliberadamente, privar uma criança de um pai e de uma mãe.

 

6 - Um estudo australiano (Children in three contexts) feito com crianças a viver com casais heterossexuais casados, com casais heterossexuais em união de facto e com pares homossexuais, revelou que os primeiros forneciam o melhor ambiente para um desenvolvimento social da criança e para a sua educação, os casais em união de facto eram os segundos e, os pares homossexuais aparecem em último.

 

7 - Existem académicos e activistas que se opõem a esta evidência, apoiando-se em estudos mal feitos e metodologicamente enviesados. Dois estudos de 2010 são frequentemente citados porque defendem que as crianças que foram deliberadamente privadas dos benefícios da complementaridade na família com pai e mãe, não sofrem danos psicológicos. Contudo, os dados recolhidos são auto-informações dadas pela mãe ou pai, estando estas a par da agenda política do investigador. O que distorce os resultados.

 

8 - Muita da investigação feita com pares homossexuais tem graves falhas metodológicas. É muitas vezes dito que não existe evidência de que as crianças são prejudicadas e agredidas emocionalmente se forem criadas por pares homossexuais.  Mas a ausência de evidência não prova que não exista. Quer apenas dizer que não existe evidência.

 

9 - As crianças têm o direito e a necessidade à parentalidade conjunta por um pai e uma mãe. De acordo com um dos maiores psiquiatras americanos (Fitzgibbons), as relações homossexuais não fornecem o ambiente ideal para que se possam criar e educar crianças, por várias razões: Primeiro, os pares homossexuais tendem a ser mais promíscuos. Um dos mais abrangentes estudos com pares homossexuais (The Male Couple), revelou que apenas 7 de 156 pares homossexuais tinham um relacionamento sexual exclusivamente monogâmico. A maioria destas relações duraram menos de 5 anos. Segundo, as uniões são muito frágeis. A probabilidade de quebra da relação é elevada nos pares de lésbicas. No estudo de 2010 (US National Longitudinal Lesbian Family Study) 40% dos pares que tiveram um filho (por inseminação artificial) tinham-se separado.

 

10 - Privar deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e faz mal à criança. As crianças adoptadas, em geral, vivenciam traumas de abandono precoce, na fase inicial das suas vidas e, devem ser protegidas de um trauma adicional como seria esta cruel experiência social.

 

Estarão os direitos dos homossexuais acima das necessidades e direitos da criança a uma mãe e a um pai? Quem protege estas crianças?

 

Abel Matos Santos

Psicólogo Clínico e Sexologista


Artigo publicado no jormal Público a 16 de Maio de 2013

 

Bibliografia a consultar:

 

(1) Enright, R. & Fitzgibbons, R. (2000). Helping Clients Forgive: An Empirical Guide for Resolving Anger and Restoring Hope. Washington, DC: American Psychological Association Books ,p. 187-89.
(2) McWhirter, D. and Mattison, A. 1985. The Male Couple: How Relationships Develop. Prentice Hall.
(3) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010, 28-36.
(4) Xiridou, M. et al. (2003). The contribution of steady and casual partnerships to the incidence of HIV infection among homosexual men in Amsterdam. AIDS 17: 1029-38.
(5) D. O’Leary. (2007) One Man, One Woman: A Catholic’s Guide to Defending Marriage Manchester, NH: Sophia Institute Press, 149-68.
(6) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.
(7) http://www.pbs.org/newshour/gergen/july-dec99/fisher_8-16.html.
(8) Sarantakos, S. (1996) Children in three contexts. Children Australia, 21(3), 23-31.
(9) Sirota, T, (2009) Adult Attachment Style Dimensions in Women with Gay or Bisexual Fathers. Arch. Psych Nursing, 23, 289-297.
(10) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010 p. 28-36.
(11) Biblarz, T. J. & Stacey, J. (2010). How does the gender of parents matter? Journal of Marriage and Family. 72, 3-22.
(12) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.; Popenoe,D. (1996) Life Without Father, New York: Free Press, P. 176; Golombok, S. et al (1997) Children raised in fatherless families from infancy: Family relationships and the socioeconomic development of children of lesbian and single heterosexual mothers. J. Child Psychology and Psychiatry 38: 783-791; Gallagher M. & Baker, J.K. (2004) Do Mom and Dads Matter: Evidence from the social sciences on family structure and at the best interests of the child.

publicado por João Távora às 14:26
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Domingo

Leitura dos Actos dos Apóstolos

Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».


 Da Bíblia Sagrada

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publicado por João Távora às 00:25
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Sábado, 18 de Maio de 2013

Às perdizes na praia

Tarde de temperatura amena, mas bastante ventosa. Deixando adivinhar tiros dificeis. Logo no início a cadela marrou-se numa covinha da areia, dando mostras de não querer sair dali. Só podia ser perdiz. E com a nossa aproximação foi o levante e um tiro que não esqueceu o devido desconto, a desejada ia já com a nortada, parecia um foguete. Mas acabou em queda abrupta sobre o mar. Ali ficou de asas abertas, à deriva, entre a espuma das ondas. A cadela nem hesitou. Saltando através das penedias, acabou mergulhando a poucas dezenas da peça, abocanhou-a e, nadando para o areal, a cabeça sempre à tona, prazenteiramente a depositou em minhas mãos. Foi apenas o princípio de uma jornada gloriosa.

 

Se tudo isto é peta? Porque não há perdizes nas praias? O bom senso o diz, sonoridades bíblicas à margem, - é mais fácil caçar uma perdiz nas praias do que ser filho de um pai e de outro pai, ou de uma mãe e de outra mãe. A não ser em países desgraçados como o nosso em que a realidade - já o diziam os integralistas - não resulta da essencialidade mas dos decretos da governação.

Falsidade por falsidade, esta, ao menos, é inócua...

publicado por João Afonso Machado às 21:32
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O dia seguinte

Como afirma aqui em baixo o Pedro Pestana Bastos, é no mínimo inédito o que aconteceu ontem no parlamento português, ao ser aprovado com uma maioria de centro de direita um projecto de lei de cariz experimentalista para a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Um passo na via do retrocesso civilizacional, suspeito que dado contra as expectativas duma larga maioria do povo.
Esta questão é tanto mais séria quanto advém, não tanto da abstenção de seis deputados (5 do PSD e 1 do CDS), mas dos dezassete (16 do PSD e 1 do CDS) que por falta de liderança, irresponsabilidade ou cobardia faltaram à votação. Numa legislatura em que a política se circunscreve à urgência dum doloroso caderno de encargos imposto pelo estrageiro, não seria de esperar que a coligação correspondesse por uma vez à matriz ideológica do eleitorado que a suporta? Não significa este caso mais um atentado contra a depauperada credibilidade do sistema político vigente, que vem promover a aparência de que afinal, com as eleições só mudam mesmo as moscas?

 

publicado por João Távora às 20:05
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Para evitar mal entendidos

Eu não sou uma pessoa de goste ou não goste de uma pessoa por ser homossexual, ou por ser outra coisa qualquer. Não sou preconceituosa, ao contrário do que muitos de vocês pensam. Não sou preconceituosa com nada, nem com raças, nem com classes, nada. Eu gosto ou não de outras pessoas por questões de personalidade ou carácter. 

O facto de até gostar de pessoas que são homossexuais, ou de gostar de obras de arte de homossexuais, não me leva ao engano de defender o casamento homossexual e a adopção (eu sei que é co-adopção, mas isso é apenas uma nuance) de crianças por homossexuais, eu até acho que nada impede que homossexuais sejam contra a adopção de crianças por homossexuais. Se fossem sérios seriam. É isto, e bom fim de semana.

publicado por Maria Teixeira Alves às 16:57
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A voz da experiência

Publico aqui um comentário deixado no meu blog Farpas que vale a pena lerem para calar estes "moderninhos" que têm a mania que sabem o que é bom para as crianças:

"Finalmente alguém diz a verdade sem medo. Eu vivi numa instituição (aldeia SOS) adorei viver na Instituição, nunca fui adoptado, a instituição era óptima, tinhamos uma mãe lá. Era um verdadeiro colégio. E NÃO QUERIA SER ADOPTADO POR HOMOSSEXUAIS.
Hoje sou casado e tenho uma familia".

publicado por Maria Teixeira Alves às 10:58
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"(...) as estruturas familiares mais sólidas potenciam uma resistência inteligente à massificação e à submissão dos indivíduos aos despóticos mecanismos de controlo do Estado."
Liberdade 232 pp. 144. À venda aqui



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publicado por João Távora às 00:42
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O que o Oliveirinha não percebe

Venho por este meio responder ao comentário "inteligente" do Daniel Oliveira no seu blog Arrastão. O Daniel Oliveira que eu conheço de ganhar a vida num programa para imbecis, a Noite da Má Língua (acho que se chama assim, porque assim que vejo mudo logo de canal, não podemos perder tempo a ver lixo) a fazer má língua portanto, veio à praça questionar o meu profissionalismo como jornalista (Grande Repórter) do Diário Económico, dizendo isto vejam bem "Mas que uma jornalista (“grande repórter”, ainda por cima) do “Diário Económico” trate os deputados de que discorda como “ignóbeis” é um pouco mais complicado. Impede-a de os entrevistar, de escrever notícias sobre eles, de relatar o que eles fazem. Pelo menos eu, se fosse um dos deputados referidos e esta senhora me fizesse uma pergunta ou me pedisse um comentário, era capaz de a mandar a um lugar menos simpático. Alguns jornalistas no activo têm de meter, de uma vez por todas, uma coisa na cabeça: ou fazem notícias ou insultam os objectos das suas notícias. Não podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Dedicam-se, como eu decidi fazer, ao comentário. E deixam as redacções para quem quer fazer jornalismo noticioso. Ou, pelo menos, comentam com a moderação linguística que as suas relações profissionais com os protagonistas políticos exigem".


É um pouco mais complicado é que fales do que não sabes ó Oliveira. Sabes o Diário Económico é um jornal que se debruça essencialmente sobre temas como M&A; corporate finance; private equity; venture capital; fundos de investimento; banca (core tier I; net interest income; loan-to-value); por rácios de transformação; dividend yields; pay-out ratio; sobre titularização; sobre mercados; short-selling; sobre EBITDAs, sobre fluxos económicos; e só uma pequena parte trata de política, só uma pequena parte. Assim tipo Financial Times, if you know what I mean...

 

P.S. Tenho pena que o senhor Oliveira não perceba que a adopção não é um mercado de crianças para os adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite. Quando a adopção deveria ser uma forma de dar às crianças as famílias que elas perderam, e, temos pena, mas a família que eles perderam é um pai e uma mãe. Lamento que o Senhor Oliveira, que tem uma inteligência de almanaque, se detenha no óbvio.

 

publicado por Maria Teixeira Alves às 00:41
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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Ler os outros

Portugal foi o primeiro país do mundo que aprovou a adopção por duas pessoas do mesmo sexo quando no Parlamento há uma maioria de centro direita. 
Enquanto em Franca a Direita levou centenas de milhar para a Rua em Portugal a Direita não travou um projecto que passa a a permitir a adopção por duas pessoas do mesmo sexo.
Isabel Moreira, conseguiu enganar deputados do PSD e três do CDS com o truque da co-adopção. 
Chamo a atenção para o Parecer que o Conselho Superior de Magistratura deu sobre o referido projecto onde se chamou a atenção de que "a aprovação deste regime de co-adopção significa, na prática, a estatuição da eleminação da impossibilidade de adopção por "casais" (conjuges ou unidos de facto) do mesmo sexo. Com efeito, a ser aprovado este regime de co-adopção, bastará um dos conjuges adoptar individualmente e depois o outro exercer o direito de co-adopção". 
Enfim, prefiria os projectos do BE e dos Verdes que pelo menos são honestos. Tenho pena que no CDS 3 deputados não tenham percebido isto. Os adultos não têm um direito a adoptar mas são as crianças que têm o direito a ser adoptadas e a ter de preferência um pai e uma mãe. Maternidade e Paternidade não se confundem e preenchem dimensões diferentes no desenvolvimento de uma criança. Claro que dois homens ou duas mulheres podem ter um projecto de amor e devemos abrir espaço para processos de apadrinhamento civil. Coisa diferente é ter dois pais ou duas mães, em vez de um pai e uma mãe.


Pedro Pestana Bastos no Facebook



publicado por João Távora às 21:36
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Que Nossa Senhora nos ajude...

 

Esta manhã antes das oito e meia na Antena 1, ouvi um comentário à questão da adopção de crianças por pares do mesmo sexo, por parte de um psiquiatra de que não tomei nota o nome, que de forma serena e clara afirmou qualquer coisa como isto: os problemas inerentes à adopção duma criança por um casal heterossexual psicosoialmente estruturado podem ser ultrapassados se nas várias fazes do crescimento, logo de exigência, as partes consigam com muito amor e inteligência criar a ilusão benigna e “consentida”, de que são uma família natural. Ao contrário, o propósito de aligeirar o impacto da adopção, em si já uma solução artificial para a criança, fica definitivamente comprometido no caso de se tratar de um par de homossexuais masculinos ou femininos. Claro que o ser humano tem uma extraordinária capacidade de sobrevivência, e certamente haverá excepções que confirmam a regra… digo eu.
De resto, confesso-vos que me amargura de sobremaneira que o País que rejubila a aprovação da co-adopção gay seja o mesmo que achincalha em coro a evocação do nome de Nossa Senhora pelo presidente da república. Aquele que arrogante se agiganta, domina os meios de comunicação de massas e a agenda política. Que me faz sentir um estranho numa terra estranha.

 

Leitura complementar sobre o tema aqui

publicado por João Távora às 18:26
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PRESIDENTE INSPIRE-SE EM NOSSA SENHORA

Esta lei tem de ser agora promulgada pelo Presidente da República, que se espera volte a ser iluminado por Nossa Senhora de Fátima e chumbe esta lei, porque (provavelmente) a maioria da população não a quer. Eu, por exemplo, votei na Direita para não deixar passar estas coisas. Se o Presidente votar contra, a lei tem de voltar ao Parlamento e exige-se a presença de TODOS os deputados para a votarem (não se pode faltar). Talvez seja uma possibilidade de isto ser chumbado.

publicado por Maria Teixeira Alves às 17:48
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