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Notícias fantásticas:

por Vasco Lobo Xavier, em 24.09.16

O jornalista que mordeu o cão e Sócrates suspeita do Ministério Público e exige explicações.

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"Para a mentira ser segura"

por henrique pereira dos santos, em 24.09.16

António Aleixo parece saber mais do mundo que boa parte dos jornalistas.

"Para a mentira ser segura

E atingir profundidade

Tem de trazer à mistura

Qualquer coisa de verdade"

Vem isto a propósito dos estranhos critérios que tenho visto para qualificar qualquer afirmação política como uma mentira ou uma verdade.

Comecemos pela estranha escolha de afirmações a verificar: Mariana Mortágua mente quando diz que 99% da riqueza mundial está concentrada nos 1% mais ricos, mente quando diz que os mais ricos não pagam impostos, mente quando diz que, proporcionalmente, os mais ricos que pagam impostos pagam menos que a classe média, mente quando diz que o imposto sobre património serve para aumentar pensões, mente quando diz que todas as pensões mínimas dizem respeito a pessoas pobres (muitas vezes estas pensões mínimas acumulam com outras pensões e com outras fontes de rendimento, para além de património acumulado, ou poupanças, que resultam também do baixo nível de descontos para a reforma durante a vida activa) e várias outras mentiras e imprecisões em torno da proposta do novo imposto.

O que faz o Observador? Verifica se uma afirmação de Passos Coelho sobre o assunto é verdadeira ou não. Brilhante, como critério jornalístico.

Mas o mais perigoso não é isto, muito mais perigosa é a forma como se define uma mentira, o que se ilustra bem com a peça, do mesmo Observador, sobre uma das afirmações de Costa que levaram Cristas a dizer que não tinha tempo para desmontar todas as suas mentiras.

"De forma hábil, António Costa nunca respondeu...em concreto à questão...pelo que, objectivamente, não pode ser acusado de mentir."

Esta verificação com critérios muito plásticos sobre o que é mentir ou não, pode ser vista também a propósito da tremenda mistificação de Costa que, se fosse feita por Vítor Gaspar, daria origem a pelo menos um mês de profundas verificações de cada número e gráfico e sempre com a mesma conclusão: mas que grande aldrabão e que grande desonestidade.

Aparentemente, nem a grande barretada que Sócrates enfiou em quase todo o jornalismo nacional leva a grande maioria dos jornalistas a aprender uma coisa básica: qualquer bom aldrabão mente muito mais com meias verdades e omissões que com qualquer outra coisa.

Não, Costa não é hábil, é mesmo aldrabão e mentiroso e no que se passou com Sócrates a imprensa tem enormes responsabilidades por se ter furtado ao escrutínio que lhe compete.

Espero que esse factor, que até hoje é um dos grandes suportes do sucesso de Costa (e do BE) não venha outra vez contribuir para os amargos de boca que vão aparecendo no horizonte, apesar da cortina de fumo da imprensa.

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Parolos

por João Távora, em 23.09.16

Os portugueses são particularmente propensos a mudar a terminologia e o nome das instituições convencidos que assim alcançam o progresso, alteram a substância e se apropriam da autoria da roda. Estamos sempre a menorizar as gerações anteriores e a menosprezar o passado - sem o conhecer. Temos aquilo que merecemos.

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Empurra, Costa, empurra

por José Mendonça da Cruz, em 23.09.16

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Sobe em flecha a dívida; sobem em flecha os juros; sobe a carga fiscal; caem abruptamente as exportações; cai abruptamente a taxa de crescimento (uma Catarina Mendes despudorada diz que sendo a taxa agora metade do que a geringonça previra, 1,8%, isso é normal porque só passaram 6 meses); esbarronda-se o número de novas empresas criadas, aumenta o número de falências; após 3 de 6 meses com regime de duodécimos e 6 meses de captivações e atrasos de pagamentos , o défice está 0,3% acima do que devia.

O povo bale, o Público festeja, a Sic celebra, a Tvi aplaude, o DN celebra, o Expresso rejubila. Viva a festa. Viva o mesmo dinamismo que Sócrates brandia contra os velhos do Restelo. A legislatura tem 48 andares, ainda só caímos 12. Isto vai acabar bem. Viva a festa. Viva a barriga do Costa.

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Do ensino da História

por João Távora, em 23.09.16

"Acho que a História é a grande ciência do sentido da vida (...) A Humanidade tem uma gesta no tempo e no espaço, que é construir, que é fazer a realidade. Para a adolescência a História pode ser muito formativa, é extremamente importante que os adolescentes tomem consciência de que nós somos uns seres que constroem coisas, e ao construirmos coisas estamos a ser. (...) É muito importante que a História dê o empolgamento de que viver é construir."

 

Teresa Pimenta (com imensa saudade) in "Na Escola Pública" de Emília Cardoso 

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Até tu Brutus?

por Maria Teixeira Alves, em 22.09.16

Já estavamos habituados a que Pacheco Pereira aproveitasse cada minuto de tempo de antena para criticar Pedro Passos Coelho. Mas não se me acaba o espanto quando vejo António Lobo Xavier a sistematicamente dar uma no cravo do governo e outra na ferradura no Pedro Passos Coelho (será para agradar a Costa?).

Mas será possível que de repente para o centrista que ajudou o Governo de Passos, e bem, na reforma fiscal do IRC, agora considere que Passos Coelho tem só pontos negativos? 

Até tu Brutus?

 

 

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Como o flautista de Hamelin

por João Afonso Machado, em 22.09.16

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Num conseguidíssimo sktech no programa DDT, o humorista Manuel Marques (que não é fascista), parodiando Mariana Mortágua, soltou em dado momento um monumental e muito agressivo zurro, como resposta dela a uma qualquer interpelação.

Ao contrário do que se possa pensar, os burros não são estúpidos. Antes os caracterizam a obsessiva teimosia e, quando incomodados, a sua propensão para o coice. Mariana Mortágua, politicamente, é assim mesmo. Nem podia deixar de ser, estão-lhe no sangue os assaltos a bancos para financiar a "luta popular", o esbulho/cooperativização/destruição da Torre Bela e outras traquinices do seu pai.

Mas Mariana Mortágua em si mesma não é um problema. Nem ela nem o seu já célebre imposto. O problema é a total ausência de escrúpulos de Costa, de quem sobretudo se sabe pactuará com o diabo, se necessário (quanto mais com Mariana!), para manter a sua profissão de político.

E o problema - maior ainda - reside em ser cada vez mais perceptível Costa não cairá da cadeira do Poder tão cedo. Principalmente se a gente séria que há no PS não der uma ajudinha. Portugal, a propósito, lembra o conto dos Irmãos Grimm, O Flautista de Hamelin - esse encantador de ratos com a sua flauta. Não é que nós, portugueses, sejamos ratos - mas como podemos caminhar assim encantados, hipnotizados, para o precipício onde o gaita-de-foles Costa, apoiado numa Esquerda puramente anti-Direita, nos conduz?

 

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O fardo do muçulmano radicalizado

por João Távora, em 22.09.16

muculmanos.jpg

Curiosa é a expressão bastante comum por estes dias nas notícias de “muçulmano radicalizado”. Referindo-se aos islamitas nascidos na Europa que aderiram à "guerra santa", parece uma forma subtil de complacência perante umas supostas vítimas do colonizador ocidental. A frase parece assumir que muçulmano radicalizado é um homem desprovido de vontade ou livre arbítrio e que a sua adesão é imposta de fora para dentro.

Esta constatação pode parecer um preciosismo, mas não é: não se deve desvalorizar as palavras e o seu significado pois que é através delas que podemos entender ou não a realidade à nossa volta. O facto é que as crescentes comunidades muçulmanas que sob a cumplicidade cega de governos de esquerda e de direita se instalaram nas últimas décadas nas cidades mais ricas da Europa entrincheiradas nas suas idiossincrasias culturais e religiosas prevalecem de costas voltadas para os valores dos países que os acolheram. Aqui chegados não há outra solução se não encararmos a ameaça de frente sem condescendência nas palavras.

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Cara Mariana

por henrique pereira dos santos, em 22.09.16

Estive a ver, com muito interesse, a sua entrevista de ontem à TVI.

Partilho da sua preocupação em relação às pensões mais baixas e por isso não entendo as razões pelas quais, no Orçamento de Estado do ano passado, deu o aval à opção de devolver rendimentos aos que mais recebem em vez de procurar algum equilíbrio na melhoria das condições de vida dos mais pobres.

Mas deixemos esse ponto e concentremo-nos nas propostas de orçamento deste ano.

Vi o seu esforçado exercício para tentar demonstrar que os 8 mil, ou os 44 mil contribuintes com património imobiliário acima de, respectivamente, um milhão e 500 mil euros, pagarão o suficiente para fazer uma grande diferença nas pensões de 2 milhões de pensionistas que recebem abaixo de 600 euros.

Percebo a sua dificuldade em demonstrar que sem taxas verdadeiramente confiscatórias sobre poucos, a contribuição da proposta de que agora se fala acrescentará pouco às pensões de muitos.

Venho  por isso propor-lhe uma medida alternativa para atingir os mesmo objectivos: privatize a Caixa Geral de Depósitos, em vez de pôr os tais dois milhões de pensionistas, e os outros, a financiar bancos.

Repare:

1) do ponto de vista dos serviços prestados pelo banco, é irrelevante quem é o dono, continuam a ser prestados sem qualquer problema;

2) do ponto de vista dos pensionistas, os 2,7 mil milhões de euros de investimento no banco dariam para pagar os tais 200 milhões de aumento durante mais de dez anos, sem tanta ginástica e sem necessidade de ir ao OE buscar outras fontes de financiamento;

3) do ponto de vista dos contribuintes, era menos um imposto a pagar, o que até lhe dava margem para, se quisesse, aumentar na mesma o dito imposto associado a uma redução de outros impostos, da forma que achasse mais justa e mais eficiente do ponto de vista da economia;

4) do ponto de vista da economia, o aumento de rendimento dos pensionistas traria aumento de consumo, alargamento de mercados, aumento de investimento para lhe dar resposta, aumento do crescimento económico e maior colecta fiscal para acudir melhor à pobreza.

Pense nisso.

Não tenho a menor dúvida de que concordará comigo que retirar uma parte do rendimento de alguém que descontou 21 anos e recebe 300 euros por mês para o forçar ser accionista de um banco deficitário é uma enorme crueldade social, só possível em pessoas que não têm a menor sensibilidade social, o que não é seguramente o seu caso.

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“Estratégia mediática do governo PS/BE”:

por Vasco Lobo Xavier, em 22.09.16

O Governo, via Bloco e PS, através de Mariana Mortágua e João Galamba (já não sei quem percence a que partido político, eles confundem-se e confundem-me), vem dizer que são poucos os que em Portugal têm património imobiliário acima de 500.000 euros (cerca de 45.000 contribuintes) ou de 1.000.000 de euros (cerca de 8.000 contribuintes). Não sei se é verdade ou mentira mas quem estude e saiba do assunto que o diga.

 E que pretendem arrecadar cerca de 200.000.000 (duzentos milhões de euros) com o novo imposto para aplicar em despesa corrente já pensada (e provavelmente gasta) – o que, qualquer que seja o prisma pelo qual se veja a coisa, mais não passa do que comprar votos de que tanto precisam para PS e Bloco se abalançarem a umas eleições em que tentem ganhar e expulsar o PCP da geringonça.

 Ora bem. Se a matemática não me falha, para sacarem mais 200 milhões de euros a oito mil contribuintes, cada um deles vai ter de pagar anualmente 25.000 euros para a brincadeira. 25.000 euros anuais, mais de 2.000 euros mensais pelas suas casas, para lá do que estiverem a pagar à banca. Eu, se estivesse nessa situação, mandaria a casa e o país às malvas e fugiria para outro local mais aprazível, uma praia com um barraco simpático perto de um bom bar com cozinha ainda melhor. Qualquer palhota ali na Galiza e investiria ainda num helicóptero para vir trabalhar, que abasteceria de gasolina também em Espanha.

 O que a geringonça está a dizer às pessoas (inclusivamente aos estrangeiros que nos trouxeram dinheiro) é que não devem poupar, não devem amealhar, não devem investir no imobiliário, pois a geringonça vai-lhes buscar tudo isso para comprar votos. E, se tiverem investido, que vendam rápido antes que os preços desçam e as rendas subam. O Galamba, essa enormidade que as televisões adoram, disse ainda que o problema não afectaria muito os portugueses pois incluiria os estrangeiros que compraram casas em Portugal (aqueles que convidámos a investir o seu dinheiro cá, aldrabando-os miseravelmente, e que não vão voltar a cair no mesmo erro). É preciso não ter juízo algum e não fazer a mais pequena ideia do que é credibilidade para gente séria.

 E estão lá, nas televisões, aqueles bacocos todos a falar para aqueles bacocos todos que os entrevistam, todos muito divertidos na bacoquice, sem que algum dos bacocos se aperceba do mal que se está a fazer ao país, à sua credibilidade e à economia, tudo para justificar a permanência no Governo de quem perdeu as eleições mas é muito querido por muita da comunidade lisboeta.

 Eles não percebem sequer que o argumento (acaso seja verdadeiro, o que desconheço) de serem poucos os prejudicados é igual ao que apregoavam os soviéticos em 1917! Eles tiraram pela força das baionetas, estes pelo decreto da estupidez. Em ambos os casos há imbecis a apoiar.

 Bloco e PS falavam de “estratégia mediática” para anunciar a coisa. Nem era preciso: a comunicação social mediática portuguesa é muito amiga.

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Lições brasileiras

por Vasco M. Rosa, em 21.09.16

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Por culpa da corrupção, do comunismo «moderno» e do PT/Lula, o Brasil vive uma situação desesperada que seria difícil de imaginar, mas mantém um único forte pilar democrático, que é uma imprensa livre, não estatizada, capaz de acolher diferentes posições ainda que, na guerra civil instaurada pelo radicalismo esquerdista, os grandes jornais sejam atacados em acções de rua que sob aparência de protestos acolhem destruidores da propriedade privada alheia (claro).

A Folha de São Paulo mostra com esta charge de Allan Sieber que acolhe posições que desmentem o rápido rótulo de imprensa golpista.

Imaginemos que seria José Sócrates (ou AC) no lugar de MT, e saltariam virgens histéricas a atacar um dos mais importantes jornais de língua portuguesa.

E quando digo virgens histéricas não me refiro a FC, BB ou ALC.

A cada qual a sua liberdade.

Prognósico só no fim do jogo.

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Indecência

por João Távora, em 21.09.16

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Aquilo que se sabe da conduta e trapalhadas de José Sócrates seria mais que suficiente para que o PS, se fosse um partido decente, dele estabelecer uma ampla e higiénica distância. Claro que a sua "reabilitação" só acontece porque os socialistas mediram as consequências e sabem que este não é um País decente - digo-o com tristeza.

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A Fundação Francisco Manuel dos Santos já não é o que era

por José Mendonça da Cruz, em 21.09.16

Um manipulador inteligente está para um manipulador burro como a Sic está para a TVI. Anteontem, enquanto a TVi passava sobre o caso Mortágua/PS/IMI como cão por vinha vindimada, a Sic dava-lhe pleno relevo, com os comentários de Miguel Sousa Tavares e José Gomes Ferreira, claros e extremamente críticos para a governação.

Mas enquanto, no rabo do seu telejornal, a TVi entretinha os espectadores com trivialidades, a Sic, a compensar as notícias do início, sacava de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre desigualdades, do qual concluía que a austeridade foi uma coisa terrível, que as desiguladades começaram em 2011, que a crise não teve causas nem antecedentes, e que foi tudo culpa da troika e do anterior governo (a Sic como que a dizer «Nós batemos nos amigos porque somos muito sérios, percebem?, mas a alternativa é muito pior»).

Ora, se a atitude da Sic não merece mais atenção por ser tão banal, já o próprio estudo suscita algumas observações:

A primeira, reproduzo-a do blog O Insurgente, e reza assim: «Aceitando o uso algo banalizado que se dá à palavra “estudo” e ignorando o oxímoro de alguma vez um estudo poder ser apoiado pelo Expresso e pela SIC...»

A segunda, é uma perplexidade: a de que além de publicar agora trabalhos feitos em parceria com o ISCTE, a Universidade de Coimbra, a Sic e o Expresso, a Fundação Francisco Manuel dos Santos decida emprestar o seu antigo crédito a produtos tão pouco sérios.

E, por fim, para quem queira alguma seriedade nestes temas, recomendo (com nova e devida vénia) esta leitura e estas.

 

 

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Tonterias para registo e a demagogia apagada

por José Mendonça da Cruz, em 21.09.16

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Uma, contra tudo o que Louçã lhe ensinou, julgou já poder revelar o programa e intenções do Bloco. Apesar dos esforços de outros tarados da esquerda, como Brilhante Dias ou Galamba, para a reescrever ou negar, a frase imprevidente ficou registada, e teve aplauso em pé dos socialistas: «A primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro.»

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Outro, o poucochinho que serve de primeiro-ministro, subscreveu as promessas de saque, mas, infelizmente, as suas declarações sobre a anunciada sobretaxa do IMI contra a poupança, o investimento e a riqueza foram apagadas nas televisões e na imprensa. E não deviam ter desaparecido, porque elas traduzem a falta de seriedade, a demagogia desbragada, o incitamento ao ressentimento e à inveja, que são medulares em Costa.

Aqui fica, pois, para registo: «Maior justiça fiscal não é só assegurar que os impostos são progressivos. Maior justiça fiscal é também assegurar que nós equilibramos o peso excessivo dos rendimentos do trabalho têm na tributação do conjunto dos rendimentos (...) Porque razão é que quem trabalha tem de pagar mais para o conjunto de encargos que temos no país do que quem tem outras fontes de rendimento?»

 

E recorde-se, já agora, como é que Costa pretendia financiar os transportes públicos após a «reversão» das privatizações e concessões: com parte do imposto sobre produtos petrolíferos, com o monopólio estatal da exploração da publicidade em outdoors, e com o aumento do IMI para as habitações com melhor acesso aos transportes (sim, sim, não é só o sol e a vista que o homenzinho quer taxar, é também a proximidade da paragem do autocarro).

 

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Há rolhas e rolhas

por João Távora, em 20.09.16

Nicolau Santos incumbido esta semana das crónicas matinais sobre economia na Antena 1, até agora vem ignorando olímpicamente o caso do imposto Mortágua. Hoje falava de rolhas, um tema candente para o mais perspicaz jornalista económico da nossa praça.

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Save the date

por João Távora, em 20.09.16

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A Real Associação de Lisboa promove no próximo dia 1 de Outubro pelas 15:30 (Sábado) na Academia da Estrela sita na Rua do Quelhas, 32 – Lisboa, o debate “Cinco de Outubro e D. Manuel II – Histórias e Ficções” que colocará em confronto duas sensibilidades distintas de dois conhecidos jornalistas da nossa praça sobre a revolução republicana: pelo lado azul e branco a de Nuno Galopim, autor do “Manuel II – Os últimos dias do Rei” um romance histórico recentemente lançado; e pelo lado verde-rubro, a de Fernando Madaíll, autor do romance “A Costureira Sem Cabeça”, uma recriação da implantação da República contada por imaginários “dizeres do povo.

Saiba mais aqui

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Escrutínio selectivo

por henrique pereira dos santos, em 19.09.16

"António Costa ganhou, em 2014, cerca de 157 mil euros. Deste valor, 92 mil euros são referentes a trabalho independente, como, por exemplo, o comentário político no programa “Quadratura do Círculo” na SIC Notícias. Enquanto presidente da Câmara de Lisboa, Costa ganhou 65 mil euros."

O valor de 65 mil euros anuais como Presidente de Câmara corresponde ao exercício de funções em dedicação exclusiva (doutra forma o ordenado seria metade).

Há uma pergunta evidente: como é possível ganhar 65 mil euros em dedicação exclusiva e mais 92 mil de trabalho independente?

De forma simples: os direitos de autor não contam para a definição da dedicação exclusiva, o que é razoável. António Costa terá produzido trabalho intelectual cujos direitos de autor lhe renderam 92 mil euros em 2014 (e outro tanto em cada um dos anos anteriores).

Que trabalho criativo, protegido pela legislação de direitos de autor é este? Fazer comentário político numa televisão.

Ao que parece tudo terá começado com Santana Lopes, que escrevia para jornais, a quem foi retirada a dedicação exclusiva na Câmara da Figueira porque alguém achou que o que fazia não estava protegido pela legislação de direitos de autor. O assunto foi parar aos tribunais, que decidiram primeiro dar razão a Santana Lopes e o Estado resolveu não contestar (em rigor, o ministro que na altura tutelava as autarquias locais, um tal António Costa).

De escrever textos de opinião para jornais, passou-se ao comentário político em televisão, e tudo isso passou a ser considerado como trabalho intelectual protegido por direitos de autor, apesar da lei em causa explicitamente negar protecção aos discursos políticos.

Para quem exerça cargos públicos, esta interpretação divertida da lei tem a vantagem de permitir a duplicação de ordenado que paga a dedicação exclusiva (no caso de presidentes de câmara, outras percentagens noutros cargos públicos, como professores universitários, por exemplo) e, para todos os envolvidos, permite poupar fortemente no IRS (os rendimentos só contam a 50%) e no IVA (as empresas ficam isentas de pagar IVA.

Talvez por isso, pela quantidade de gente com acesso à produção mediática, e ao interesse próprio quer dos jornalistas, quer das empresas de média, não me lembro de mais que tímidas referências mediáticas ao absurdo de considerar estas actividades como protegidas pela legislação de direito de autor, com as consequências patrimoniais relevantes para muita gente influente (no caso de António Costa, de acordo com este blog, andaria pelo meio milhão de euros transferidos dos contribuintes em geral para o contribuinte particular, António Costa, seja sob a forma de remunerações indevidas, seja sob a forma de impostos não pagos).

É que a questão não é tanto António Costa (se usou os meios legais para pagar menos impostos, fez muito bem, as pessoas têm o direito de se defender das pulsões confiscatórias do Estado. Já quanto a receber o dobro por uma dedicação exclusiva que não existe, a conversa é outra), a questão mesmo é a forma como a imprensa, a rádio e a televisão se esquecem das suas obrigações de escrutínio no uso de dinheiros públicos quando os beneficiados são os próprios ou os amigos escolhidos.

Será que é só um acaso nenhum destes jornalistas justiceiros, sempre prontos a falar da banca, dos negócios, dos interesses, da captura do Estado pelos interesses privados ter achado interesse em verificar o fundamento legal, ético e moral do uso da legislação de protecção dos direitos de autor para efeitos fiscais por parte de quem faz comentário desportivo ou político?

Eu tenho a certeza que os contribuintes em geral têm todo o interesse em saber a extensão do uso deste mecanismo e em apertar a mão a quem, podendo, prefere não usar este esquema manhoso de transferência de riqueza de todos para os poucos que a ele têm acesso.

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Crónica de um termo socialista: embuste

por João Afonso Machado, em 19.09.16

Deixemos para além o imposto Mortágua e os assomos comicieiros de Costa.Ri melhor quem ri no fim e o deputado Trigo Pereira, outrora tão falante, há muito meteu a viola ao saco e já não disfarça, cora, avermelha, vai estourar de vergonha.

Tudo porque preocupa mais a reclusão de Centeno. Emr duas vezes o ministro falou do seu estado de alma, disse a maldita verdade. Mais tributação, o engulho de um segundo resgate à vista. Costa, Ana Catarina, Galamba, Pedro Nuno, por momentos desafivelaram o sorriso. Tornaram-se eles próprios, os autocratas socialistas de raiz socratiana. O tribunal plenário do Rato reuniu, deliberou e condenou: Centeno proibido de dar um pio até à discussão do Orçamento 2017.

É o tempo de Costa ponderar sobre a fiabilidade das sondagens - estará ou não em posição de aplicar mais uma golpada Seguro a quem lhe tolha o passo?. À cautela, briosa pregação contra os ricos, amorosa promessa aos pobres - em 2017 não haverá agravamentos fiscais!

Avizinham-se meses de muita indefinição e angústia para a ala socialista de Lisboa com património por aí.

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Violas desiste de se opôr à OPA do CaixaBank sobre o BPI

Enquanto o Tiago Violas pagava a advogados e se perdia em estratégias meticulosas de como chatear o BPI o CaixaBank foi por trás e emprestou 400 milhões de euros a Angola. É a diferença entre ser grande e ter ambições.

Agora Tiago Violas (accionista com 2,7%) vem dizer que não percebe a estratégia de Isabel dos Santos e percebendo que há um acordo tácito e que a Santoro vai votar a favor da desblindagem já na quarta-feira, deu uma entrevista a deitar a toalha ao chão. Confesso que simpatizei com a ingenuidade da obstinação de Tiago Violas, mas a este nível há sempre mais coisas entre o ceú e a terra do que a vã filosofia pode explicar.

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Domingo

por João Távora, em 18.09.16

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador, que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’. Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».


Palavra da salvação.

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Corta-fitas

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