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Correio do Minho

por João Afonso Machado, em 24.10.14

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Ex.mo Senhor Dr. António José Seguro

Il.mo e prezado Amigo:

Na sequência da nossa última conversa, em que me expôs os seus achaques, reafirmo o então diagnosticado: o mal está na depamina - uma questão neurónica, portanto que lhe afecta os circuitos cerebrais relacionados com a líbido, no seu caso ao nível do apetite político. Natural, pois, esse seu estado de abatimento e enfado que o traz mais por casa, agarrado aos comentaristas dos semanários.

Difícil se torna prescrever-lhe a medicação ideal: não se trata de um vírus ou bactéria, de uma dor fisica. Logo, não há antibiótico ou analgésico que lhe possa valer. Nem a velha aspirina aqui tem utilidade. No seu lugar experimentaria o chá de oliveira, pela manhã, como forma de combater a hipertensão arterial; e uma infusãosinha de camomila ao deitar, para lhe amenizar o sono. Liberte-se! Quanto ao mais... Isto, meu estimado Amigo, é como tudo... Ainda no outro dia, um companheiro de caça me falava de um método novo para combater a vespa asiática. Qualquer coisa como uma garrafa de água do Luso cortada pela metade, uma parte cheia de groselha e vinagre, a outra encaixada naquela com o gargalo para baixo - parece que o diacho das vespas gostam da poção e acabam morrendo afogadas. Eu não prestei muita atenção, preocupado como andava com a gravidez psicológica de uma cadela minha que espirra leite como, salvo seja, uma vaca torina. Mas parece que a coisa funciona e hei-de pô-la em prática, a bem das minhas indispensáveis colmeias. Sabe o meu grande Amigo quanto a Ciência deve ao empirismo, razão porque o aconselho ainda - retome a catequese, olhe diaria e profundamente, inspirando fundo, o celestial infinito azul e branco. Assim estou convicto mitigará o seu mal-estar.

Há-de desculpar a minha desilegância, a apressada passagem por Castelo Branco sem o visitar em Penamacor, em mais uma correria às perdizes. Não ia sozinho, senhor do meu tempo. E foi de um restaurante brasuca, aguardando a inevitável picanha, que escolhi este postal, escrito a galope. Repare o meu dedicado Amigo nas ruas, em quanto esverdeado e quanta vermelhidão pode aplicar o seu labor - sempre inspirando profundamente, contemplando o céu infindo e azul e branco. 

Aproveite, caro Amigo, antes que o Inverno transtorne o seu tratamento e impeça nos reencontremos, como este seu admirador gostaria, o mais brevemente possível para o poder, in persona e solidariamente,

abraçar com toda a consideração

JAM

(Clínica Geral e apicultura)

 

 

 

 

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Costa/Europa, Costa/Autarquias

por José Mendonça da Cruz, em 24.10.14

Ó Dr. António Costa, agora que já ralhou com a Europa, quando é que diz à Associação Nacional dos Autarcas Socialistas --  que acaba de rejeitar o acordo alcançado na terça-feira entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses acerca da criação do Fundo de Apoio Municipal para câmaras endividadas -- que sejam solidários e dêem dinheiro aos que gastaram demais? Pode dizer-lhes, como acaba de dizer à Europa no Comité das Regiões, que «a resposta certa ao desafio que temos não é insistir na austeridade», mas antes, na «correcção de assimetrias que minam a coesão e acentuam a divergência», e que se insistirem em não dar dinheiro «só estaremos a acentuar a divergência e a fragilizar a coesão».

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Francement!

por José Mendonça da Cruz, em 24.10.14

Muito divertida a peixeirada suicida - ai, peço desculpa, o rico debate interno no PS francês, como se pode saborear aqui e aqui, com a esquerda da esquerda a chamar nomes ao presidente e ao primeiro-ministro, que «ameaçam a República» e de certeza que são neo-liberais.

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A Sic contra os socialistas? A sério?

por José Mendonça da Cruz, em 24.10.14

O noticiário das 13 da Sic noticiou que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, não teme os resultados dos testes de stress da banca, porque todos os bancos portugueses estão em cumprimento das regras. Mas logo a Sic acrescenta que não é assim, que o BCP vai falhar no critério de racio de capital.

E aqui temos como o afã de encontrar contradições e asneiras em tudo o que faz ou diz o governo produz estes curiosos efeitos. É que no frenesim de desmentir a ministra, o que a Sic vem dizer-nos é qualquer coisa como isto: «Não, não, a ministra não sabe o que diz. Porque há um banco que foi assaltado pelos socialistas e esse não cumpre os critérios.» E é muito divertido ver a Sic dizer isto (sem saber que o disse, obviamente, porque ninguém disse que quem é parcial não pode também ser estúpido).

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Pôr já na agenda

por João Távora, em 24.10.14

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A nossa Maria Teixeira Alves, lança no dia 3 de Novembro às 19,00hs no Grémio Literário a sua obra "O Fim da Era Espírito Santo" um livro em que se expõe a cadeia de acontecimentos que levou à derrocada da mais antiga dinastia de banqueiros do país e que será apresentada pelo Professor João Duque.   


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 Sempre adotei a doutrina

Ditada pelo rifão,

De ver-se a cara do homem

Mas não ver-se o coração,

Entre a palavra e a obra

Há enorme distinção.

in As proezas de um namorado mofino, de Leandro Gomes de Barros

 JANEIRO DE 2018

O Banco de Portugal prevê no seu relatório trimestral uma desaceleração da taxa de crescimento do país, num dia negro para o governo que coincidiu com a divulgação de dados do INE que revelam a manutenção da taxa de desemprego nos 11%. Jorge Lacão, que substituiu Marques Mendes no comentário de sábado na Sic, explicou que o arrefecimento da actividade económica é meramente circunstancial e se deve a factores climatéricos.

 

MARÇO DE 2018

A CGTP anunciou que vai desconvocar a greve geral prevista para o próximo mês e congratulou o governo por demonstrar «abertura e capacidade negocial». O êxito vem no seguimento do anúncio feito pelo primeiro-ministro da contratação de 30 000 novos funcionários públicos, classificada como «um passo na reposição da operacionalidade do Estado», sobretudo nos sectores dos transportes, educação e saúde.

Na sua entrevista semanal à Visão, Mário Soares comentou que «como vêem e eu sempre disse, quando se trata de fazer uma política para as pessoas o dinheiro aparece sempre».

De um ponto de vista mais pessimista, os juros da dívida pública portuguesa deram hoje um novo salto em todas as maturidades, fixando-se em valores superiores a 2011.

 

MAIO DE 2018

Em directo da Assembleia da República, a repórter da Sic Anabela neves considerou que o mais recente debate quinzenal a poder celebrar a participação de António Costa se saldou por uma estrondosa vitória do primeiro-ministro.

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O meu livro

por Maria Teixeira Alves, em 24.10.14

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Dói mais aos muçulmanos

por Vasco Mina, em 24.10.14

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 "Podem acreditar: dói mais aos muçulmanos ver aquelas imagens feitas em nome do Islão". Afirmação feita pelo Sheikh David Munir no decorrer de um debate que ocorreu há dias na mesquita de Lisboa. E disse mais: "Nós não temos mesquitas clandestinas. Nós não temos mesquitas escondidas. Isso não existe. Vocês conhecem-nos, nós não viemos ontem nem anteontem." Num tempo em que assistimos às barbaridades praticadas pelas gentes do Estado Islâmicos e vemos, como aconteceu em Londres, a manifestações de muçulmanos que são uma verdadeira provocação a todos nós que vivemos na Europa, registo com agrado e muita simpatia esta posição do líder da comunidade islâmica em Portugal. Infelizmente é uma das poucas vozes dos representantes do Islão que, nesta mesma Europa, têm a coragem de se demarcarem dos actos terroristas que em nome da sua Fé praticam o que praticam. Mais outros sheiks se levantassem e tomassem posições idênticas às de David Munir e, estou certo, seria outra a forma como a maioria dos europeus olha os muçulmanos.

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Ao chegar no meio da sala

Olhando pra cima apontou

- "Tá vendo o meu telhado

E a situação como estou?

A casa pode cair

Ainda ninguém ajudou!"

in O sonho de um novo tempo, de Francisco Diniz

 OUTUBRO DE 2017

O Orçamento de Estado para 2018 apresentado hoje pelo governo contempla uma diminuição dos escalões do IRS para quatro escalões, e uma taxa de 65% para os contribuintes com rendimento colectável superior a 40 000 euros. Os rendimentos sujeitos a taxas liberatórias, como os juros de depósitos e os rendimentos de capital passarão a ser tributados a uma taxa de 45%, em vez dos actuais 28%. O OE prevê ainda um aumento de 39% no IUC para carros de alta cilindrada, considerados todos os que disponham de motores de cilindrada superior a 1200 cc. O director do Expresso, Pedro Santos Guerreiro, considerou em editorial que «trata-se de um OE corajoso. Sem artifício. Não será justo. Mas. É necessário. Acabou-se o tempo do fingimento. E.»

 

  NOVEMBRO DE 2017

Em directo da Assembleia da República, a repórter da Sic Anabela Neves considerou que o décimo oitavo debate quinzenal a beneficiar gloriosamente da participação de António Costa se saldou por uma extraordinária vitória do primeiro-ministro.

 

DEZEMBRO DE 2017

A ministra da Saúde Ana Catarina Mendes anunciou um plano para reforçar o investimento em medicamentos experimentais, a reabertura de centros de saúde e de proximidade encerrados pelo anterior governo, e a compra de 57 novas ambulâncias e três helicópteros para o INEM. A ministra afirmou que estão em fase de conclusão os estudos de viabilidade financeira e que serão anunciadas oportunamente as datas de implementação das medidas.

 

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É esta a orientação da atual direção do PS. Querem discutir a dívida mas não lhes perguntem por soluções pois não há “respostas simples”. Ou seja, não têm soluções. À boa maneira da esquerda promovem o diálogo e o único compromisso que assumem é o da discussão. Soluções apenas as do Governo e da coligação e para serem condenadas. Para o PS, a alternativa é o debate como "uma afirmação da nossa vida democrática, à procura de uma solução nacional, que marca as nossas gerações e que, se nada fizermos, marcará as gerações futuras". Verdadeira alternativa de futuro!

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Opções...

por Vasco Lobo Xavier, em 23.10.14

Gasto praticamente 2.500 euros mensais muito suados pelos colégios e universidades dos meus quatro filhos. Sem que isso implique qualquer custo para o Estado ou possa ser deduzido no que os pais ganham ou nas nossas contribuições. Dava para os seus pais andarem ambos de Porche, ao invés de carros banais com 6 e 8 anos, ou para não terem de pedir empréstimos para pagarem os impostos que lhes impõem.

Tem dias que sofro, tem notícias que acho que estamos certos, por muito que nos custe.

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Tenha dó e ganhe juízo!

por Vasco Lobo Xavier, em 22.10.14

Rui Tavares defendeu no Público a nacionalização da PT por parte do Estado.

Oh, Dr. Rui Tavares: ao contrário do que a esquerda julga, o dinheiro do Estado não é de um avaro Dr. Salazar mas sim dos contribuintes, dos portugueses, que estão fartos de ver as suas suadas contribuições desbaratadas. A maior parte dos portugueses não investiu na PT nem no BES, não andou a comprar nem a negociar acções destas empresas nem a ganhar dividendos com elas. E menos ainda a aplaudir entusiasticamente as administrações que geriam estas empresas ou os conluios entre accionistas e o governo de Sócrates que conduziu a tudo isto. Logo, a maior parte dos portugueses não está para ver o seu dinheiro salvar accionistas e empresas que tão bem pagavam aos seus gestores para as conduzirem a este triste fim. Os mesmos que se juntaram para afastar soluções de gestão profissionais e bem portuguesas.

A PT está mal? Que se aguente. A maior parte dos portugueses que têm empresas em situação difícil vêem o ávido Estado à frente de todos os credores a impedir quaisquer soluções de recuperação das mesmas e a exigir ao cêntimo os seus créditos. E para quê? Para ir salvar a PT e os seus accionistas?!? Tenha dó e ganhe juízo.

 

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A Igreja e o Mundo

por João Távora, em 22.10.14

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Ainda que intua a bondade dos sentimentos que atravessam a alma da Maria João Marques neste artigo,  a minha proverbial prudência não permite que a ele adira sem mais. Seria muito útil para tal, que a autora nos explicitasse quais as mudanças concretas que recomendaria para fomentar essa maior inclusão na Igreja Católica. O casamento entre homossexuais? A flexibilização da indissolubilidade do casamento? Talvez a supressão do incómodo conceito de pecado e consequente falência do Perdão por perda de utilidade. De resto, para rebater o sentido dado a cada uma das passagens dos evangelhos transcritas na sua crónica eu poderia ir buscar outras quantas citações diversas no sentido da radicalidade do desafio de Jesus Cristo, desde logo a trágica parábola do homem rico “Uma coisa ainda te falta; vende tudo o que tens, distribui aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-me” (Lucas 18:22), ou a perturbante passagem em Mateus 22, 14 “Na ver­dade, muitos são os chamados, mas poucos os esco­lhidos”.  

Tenho para mim que o Sínodo dos Bispos sobre a família reunido em Roma até sábado passado constituiu uma pedrada no charco, contribuindo para uma discussão aberta da Igreja sobre assuntos candentes da cidade, ligados à revolução sexual e à liberalização dos costumes ocorrida nas últimas décadas, cultura que invade as comunidades católicas e influencia a forma como elas são percepcionadas. E eu, que também desejo uma Igreja para todos, constato que as mais das vezes aqueles que sobressaem são os fariseus. E esses infelizmente enxameiam, estando num lado e no outro das disputas.
Por tudo isso, estou convicto que a promoção do diálogo sobre estes temas contribuirá, pelo menos, para a promoção, mais do que da tolerância, da misericórdia perante as diferenças das pessoas, dos seus dons e fraquezas, o reforço de um vivo sinal de inclusão universal que é, afinal, a pedra angular da mensagem de Cristo. Se há cristãos que perscrutam os seus irmãos pelas suas tendências sexuais ou pelo facto de serem divorciados ou recasados, é algo absolutamente lamentável. E de resto estou convicto de que o papel da Igreja é demasiado nobre para que seja percepcionado como o de polícia de costumes.  

A Igreja de facto não é imutável e faz o seu caminho de encontro com Cristo na história. Mas também me parece certo que, na medida das exigências de cada cristão e dos seus talentos (mais do que gostos ou propensões), à Igreja cabe o papel de ser farol que indica a direcção da santidade, um caminho de exigência profundamente íntimo e pessoal para a salvação que é a Cruz coroada de espinhos e não de sensações extasiantes.
Apesar de tudo sou levado a concordar que hoje urge fazer prevalecer publicamente o legado misericordioso da Igreja no lugar da imagem julgadora que é levianamente percepcionada pelo mundo. Isso sem desbaratarmos o desafio de salvação com que a Igreja de Jesus Cristo sobressai na implacável cidade dos homens que, hoje como há dois mil anos, no seu bulício e exterioridade tem outra agenda e uma natural tendência para rejeitar a Cruz.

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Junto à estrada

por João Afonso Machado, em 22.10.14

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Tanto palavreado depois, a firme presença da imagem indiferente aos tratos do tempo e dos homens. A alma resiste a todas as noites e silêncios, mesmo deixada em plena planície onde, quase por caridade, um ou outro arado revolvem a terra e lançam algumas esmolas por ela prontamente absorvidas. Nunca o bastante para criar corpo, somente para o mundo continuar vagueando nos confins desses caules apodrecidos à sombra das asas das cegonhas.

Os sinos tocam um silêncio que desperta muitos quilómetros em redor. Aquelas portadas têm gravado o nome por todos esquecido. Talvez o edifício se mantenha em pé seguro apenas por uma cruz. Como se fossem escoras e confabulações de matemáticos a aplicá-las, mas muito menos efémera. Provavelmente indo além da historicidade.

 

 

 

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Costa, os transportes, as «sinergias» e o segundo idiota útil

por José Mendonça da Cruz, em 22.10.14

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 Vale a pena ler esta notícia do DN, segundo a qual António Costa e Rui Moreira «encostaram o governo à berma» a propósito da privatização dos transportes públicos.

Distraído, Sérgio Pires, autor da notícia, diz que os dois autarcas igualam qualquer proposta de privados, mas que têm, segundo Costa, a vantagem das «sinergias». E o que são essas «sinergias»? São duas: o acesso ao dinheiro dos contribuintes, nomeadamente a parcelas do IMI, do ISPP e das portagens; e a nacionalização dos outdoors urbanos, cuja exploração e receita reverteriam para as empresas de transportes.

«Encostados à berma» ficariam, portanto, os contribuintes e os utentes, porque há 3 coisas que este modelo de gestão, esta «proposta ganhadora», garante sem falta nenhuma:

1. um carrossel de dinheiros inteiramente opaco e insusceptível de fiscalização, ou seja, as habituais trapalhadas a que os socialistas chamam «gratuitas»;

2. a continuação da manipulação política dos transportes pela CGTP, em contradição com os interesses de utentes e contribuintes;

3. e o incentivo a uma gestão irresponsável e descuidada, porque com tais métodos e fontes de financiamento não há dúvida de que «o dinheiro aparece(ria) sempre».

Sendo a generalidade dos media parcial e pouco dada ao escrutínio de qualquer disparate desde que socialista, já esperávamos desse lado notícias deste género. O que se esperava menos é que António Costa conseguisse no Porto a ajuda de um segundo idiota útil.  

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Que os regimes não democráticos tenham constituições de facção é algo não deve surpreender, dada a natureza desses regimes. Mas que isso aconteça num regime democrático é um contra-senso e um profundo desrespeito pelo próprio ideal democrático. Conseguem imaginar a Constituição alemã a dizer que se destina a "abrir caminho para uma sociedade democrata-cristã"? Não seria isso profundamente chocante e antidemocrático? E não é isso que temos no nosso país?
Portugal precisa de mudar de regime e de Constituição, que deve deixar de ser de facção para passar a ser verdadeiramente nacional.

 

A ler na integra Pedro Braz Teixeira aqui.

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O bem estar desta vida

De mim desapareceu

Não é assim que se faz

Com quem tão feliz nasceu

O mais miserável ser

É mais feliz do que eu

in O martírio de Genoveva, de Leandro Gomes de Barros

 

 SETEMBRO DE 2017

O ministro das Finanças, João Ferreira do Amaral, pediu hoje a demissão após 2 anos na pasta das Finanças, alegando motivos pessoais. Substitui-lo-á no cargo o antigo deputado Pedro Nuno Santos. O politólogo André Freire afirmou hoje na Sic que esta saída não deve ser dramatizada, e que a saída de um ministro das Finanças «entre nós é, de certa forma, uma normalidade».

 

 OUTUBRO DE 2017

O novo ministro das Finanças, Pedro Nuno Santos anunciou hoje em conferência de imprensa o lançamento de uma taxa de 25%, cobrável imediatamente, sobre todos os depósitos bancários de montante superior a 50 000 euros. Em resposta a uma pergunta, Pedro Santos considerou irrelevante o recuo da Standard & Poors, que, contrariando rumores recentes, decidiu manter a classificação de «lixo» para a dívida portuguesa. O ministro recordou que ainda recentemente o primeiro-ministro classificara tais entidades como associações de gangsters ao serviço dos malefícios dos mercados. Comentando a nova taxa sobre grandes fortunas, o director de informação da Sic Notícias, António José Teixeira, classificou-a de «medida extremamente corajosa». «A frontalidade no ataque aos problemas», disse o comentador, «contrasta com os artifícios do anterior governo». Teixeira disse ainda que esta forte tomada de posição lança para trás das costas todos os receios resultantes da «desistência de Ferreira do Amaral».

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 (Declaração de interesses: eu não sou do Sporting, nem o Sporting é o meu grande amor, mas...)

...Quando um jogo de uma competição do nível da Champions, uma das mais importantes do futebol em relevância e orçamento, põe frente a frente duas equipas profissionais, estando em jogo milhões de euros em receitas presentes e futuras, e quando, apesar de tudo isso, o resultado de um jogo é decidido por um idiota, um russo qualquer incompetente e casmurro (que se não for incompetente e casmurro só pode ser vendido), faz sentido contribuir para as audiências (e indirectamente, as receitas) do futebol? Faz sentido seguir uma modalidade desportiva em que erros clamorosos de uma pessoa testemunhados por milhões, ainda assim prevalecem? Após o Schalke-Sporting parece-me que não.

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E os 900 Milhões?

por Vasco Mina, em 21.10.14

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"profundamente agradecido ao conselho de administração da PT a todos accionistas da PT que apoiaram a companhia muitas vezes em momentos desafiantes e incertos".

 

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Triunfo e Ocaso de Messias Costa - uma tragédia de cordel (7)

por José Mendonça da Cruz, em 21.10.14

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A mente do nosso povo

Muitas vezes é enganada

Com especialidade

Quando é mal informada

E a vítima com as notícias

É a mais prejudicada.

in A carta do pistoleiro Mainha à sociedade, de Guaipuan Vieira

 

AGOSTO DE 2017

Um estudo de opinião da Eurosondagem apresentado por José Alberto Carvalho no jornal da noite da TVi revela que a ministra da Igualdade, Isabel Moreira, é considerada por 78% dos inquiridos no largo do Rato «a melhor governante feminina portuguesa dos tempos da democracia». A sondagem vem na esteira de outra, citada por Pedro Adão e Silva, na Sic, na qual uma amostra de espectadores do Fundão considerou António Guterres «o melhor primeiro-ministro desde o 25 de Abril» (assim emparelhando com António Costa, «melhor ministro da administração interna e primeiro ministro contemporâneo», segundo Judite de Sousa; António Vitorino, «melhor comissário europeu de sempre», segundo Constança Cunha e Sá; Ferro Rodrigues, «melhor ministro dos Assuntos Sociais do séc. XX», segundo um editorial do Público; Teixeira dos Santos, «melhor ministro das Finanças de todos os tempos», segundo o caderno de economia do Expresso; Jorge Sampaio, «melhor presidente e profeta anti-défice», segundo a TSF; e Mário Soares, «melhor pessoa do global universo e da eternidade em nós transcendentemente», segundo Boaventura Sousa Santos).

A sondagem foi realizada no seguimento da publicação no jornal i de um artigo da mesma ministra Isabel Moreira sob o título «Os animais domésticos e os afectos». Embora críticos mal-intencionados tenham pretendido ver na peça uma alusão à bestialidade, a ministra repudiou a ideia, chamando a atenção para outros assuntos mais urgentes como o da eutanásia, de que Sérgio Sousa Pinto se tem feito recentemente arauto. Numa breve declaração que teve pouco eco na comunicação social, João César das Neves ironizou perguntando se «a repentina e renovada atenção às chamadas questões fracturantes indicia que se passa algo de anormal no domínio económico e financeiro».

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